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Forum Cinema em Cena

Oscar 2013: Previsões


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 "Porra"; "Fudeu", "Gente", posts anteriores de vocês, fizeram parte da nuvem de palavras que me passou pela cabeça ontem à noite. "Argo" agora irá de "Grande Hotel" a "Conduzindo Miss Daisy",  na cepa de vencedores. Como já disse, eu o acho melhor do que "Lincoln", seu rival mais visível, mas realmente não é o que eu esperava depois de um ano considerado promissor. 

 

 Quando Robert DeNiro subiu ao palco, eu já sabia que a Lawrence venceria. Uma atuação cheia de vida, e ela está linda, linda, linda.

 

 Eu adoro o SAG! Desde o comecinho com a fórmula "Meu nome é ....Eu sou um ator" (o que mostra como tradição pode ser algo simpático e não rançoso), passando pelo fato de dispensar mestre de cerimônias, até a duração enxuta.

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(Um pouco off-topic) Crítica do João Pereira Coutinho, publicada hoje na Folha de S.Paulo:   "Cinema para adultos   Quentin Tarantino e Kathryn Bigelow são as polêmicas cinematográficas do momento.

Vou respirar fundo. Porque acabo de ver um filme brilhante, poderoso intelectualmente, IMPORTANTE, denso, magnífico, e, pra completar, injustiçado. "Zero dark Thirty" é es-pe-ta-cu-lar e paro aqui com

Também é hora de a gente se autoavaliar como fórum. Foi um ano bem difícil, com enormes bugs, paralizações técnicas, perda de comentaristas para o Facebook...Um ano difícil!    Senti a falta daquele

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Estava pensando aqui, com a vitória no SAG, qualquer chance que Hugh Jackman tinha foi pelo ralo. Mas ainda existe a pequeniníssima chance do Day-Lewis não vencer, o que seria obviamente uma sabotagem à sua 3a vitória em categoria principal. E me pergunto, quem venceria se isso ocorresse? Algumas páginas atrás disse que cada candidato tinha um revés, com exceção do Jackman. Depois do discurso do Day-Lewis ontem, acho que as chances do Joaquin Phoenix levaram um belo encosto de um desfibrilador.

 

Ainda assim, não deixaria de apostar no Day-Lewis.

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Sasha Stone comentou a possibilidade de Argo não só levar o que Apollo 13 levou mas também ir além, já que levou o GG de Filme e Direção e pode levar o BAFTA, WGA e ACE. E ela também comentou outra coisa que me deixou com uma pulga atrás da orelha (como se já não houvessem dúvidas o suficiente): Spielberg levaria um terceiro Oscar sem ganhar o DGA?

 

E sobre Melhor Ator, também considerava o Hugh Jackman o segundo colocado na corrida e seria meu runner-up para as apostas no Oscar, mas com a derrota no SAG e provavelmente também no BAFTA, creio que arriscaria Joaquin Phoenix como o runner-up. Nem acho que Day-Lewis vá perder (e se quiserem tirar até o Oscar de Roteiro Adaptado de Lincoln para justificar a vitória de Argo acho que não poderão negar uma vitória até em Melhor Ator), mas estamos falando de um terceiro Oscar, então nunca podemos ter 100% de certeza (e DDL já "presenciou" uma das viradas mais surpreendentes da histórias, ao meu ver merecidamente, inclusive).

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Sobre o "favoritismo" Argo. A premiação dos sindicatos, apesar de apresentar um padrão confiável, não é uma aposta completamente segura. Isso se exemplifica na quebra do padrão dos indicados ao Oscar desse ano, com a esnobada a Argo. Vejamos, portanto, as indicações a melhor diretor.

 

Lembrem ainda das quebras nos padrões citadas no tópico (Apollo 13; Conduzindo Miss Daisy) que são exatamente isso, anomalias. São acontecimentos raros, motivados por diferentes razões. Podem acontecer novamente, mas não acredito que isso ocorra. O mais provável é que aconteça o mesmo que no filme de Ron Howard em 96, mas não confio em absoluto nisso.

 

Não se esqueçam também da hipótese do terceito vencedor, com os dois filmes mais cotados dividindo votos e um terceito surgindo como vencedor (o "Efeito Crash"?). O conservadorismo repulsivo da premiação também pode influenciar numa divergência dos demais prêmios-termômetro; nesse cenário, melhor esperar o prêmio dos diretores para termos certeza de quais serão os favoritos com chances. Nesse aspecto da premiação "segura", conservadora, acredito que Lincoln possa surgir como uma alternativa ao Argo sem sal (que gostei, mas continuo vendo problemas demais para ser o favorito à estatueta; parece mais uma tentativa estapafúrdia de se mostrarem "moderninhos").

 

***********

 

Algo que acredito que possa influenciar a derrota de Argo é que o filme carece de uma performance principal mais dramática. Affleck não chora, não emociona, nem dá a alma (no conceito dos votantes) pelo papel. Nem os demais personagens do núcleo "Irã". São todos meio parecidos, pouco ou nada desenvolvidos. Não estou criticando o filme, é apenas uma comparação com os demais vencedores da década. É um filme frio, quase sem sentimentos. Isso é diferente de ter elementos de frieza no filme, ou de o filme não ter um ator principal de alto nível. Também é extremamente frio. Na última década, lembrando dos mais esquecidos, temos: o histérico Chicago; a visceralidade de O Retorno do Rei; o melô e que toma conta de Crash depois de certo momento; o desenvolvimento psicológico brutal de Onde os Fracos Não Têm Vez e Os Infiltrados; o emocional Slumdog Millionaire; Renner dando a alma em Guerra ao Terror. Todos os últimos filmes premiados tem uma alma, um fator emocional ou psicológico forte. É disso que Argo carece, e que pode pesar no prêmio principal, ao meu ver. É o cinema que não desenvolve seus personagens, em que tudo é em função da trama (em geral, política), e que acabou matando as chances (desconsiderando premiações-termômetro) de obras JFK e Todos os Homens do Presidente no passado. Argo é puramente político e frio, e seu clímax alegrinho (pontuado pela pavorosa trilha de Desplat) não é o suficiente para aquecer o coração de quem o assiste.

Argo e A Hora Mais Escura são desses filmes que me parecem frios demais (não vi todos); Lincoln, O Lado Bom da Vida, As Aventuras de Pi e Os Miseráveis fazem o biotipo básico dos vencedores; Django Livre seria favorito em um mundo justo, mas é violento de forma exagerada (pro coraçãozinho dos votantes); Indomável Sonhadora é muito pequeno para ter chances reais; e Amor é falado em francês (aquele povinho tem asco a legendas). Considerando as poucas chances de Os Miseráveis e A Hora Mais Escura, fico de olho em Argo, Lincoln, As Aventuras de Pi (pelo apelo emocional, não pelas premiações) e O Lado Bom da Vida, nessa ordem.

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Este foi o primeiro ano que acompanhei de perto esses "experts" do Oscar, e já posso dizer que não gosto do estilo de Sasha Stone. Ela escreve muito bem, mas é extremamente passional e sua lógica muda com a lua. A menos de 2 dias atrás ela tinha escrito um artigo bem contraditório, comparando com este novo. Sempre pontuando como fatos meros achismos... Falta frieza. Acho que prefiro o David Poland e o bem mais divertido Nathaniel Rogers.

 

Indy, eu discordo de vc que Argo seja frio. Sem dúvidas ele é mais frio que os vencedores recentes, mas ele consegue ser mais quente que Lincoln, na minha opinião, pelo clímax e pelo humor, além de mostrar Hollywood como o herói. O caso de Os Infiltrados mostra que a Academia pode sim tolerar filmes fora do "padrão Oscar" (eles poderiam ter reconhecido Scorsese só em direção, não precisava premiar o filme também). Onde os Fracos não tem Vez é outro caso de "tolerância".

 

Se a academia já se decidiu por Lincoln, devem estar adorando todos os prêmios para Argo, pois estão fazendo de sua escolha insossa (IMO) uma surpresa contundente. Na minha visão é exatamente isso que vai acontecer, posso até antever "Academia surpreende e opta por Lincoln" nas manchetes.

 

E se der qualquer filme fora Lincoln ou Argo, vou ficar perplexo. Esse sim vai ganhar o troféu "precedente-killer".

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Paquistão boicota 'A Hora Mais Escura' e séries dos EUA

 

 

Distribuidores de cinema e emissoras de televisão do Paquistão estão boicotando o filme A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror), que conta a história da captura e morte do terrorista Osama Bin Laden em Abbottabad e está indicado a cinco Oscar.

 

Segundo a agência France Presse, a justificativa do país para o boicote é de que algumas pessoas poderiam se sentir humilhadas pelo filme -- a empreitada para matar Bin Laden é considerada uma mancha negra na história do país. O terrorista foi encontrado e morto em um esconderijo que ficava próximo à academia militar do Paquistão, considerada uma vergonha para as autoridades daquele país, que insistiram que Bin Laden estava morto.

 

"Nós não compramos e nem vamos comprar o filme", disse Mohsin Yaseen, representante da distribuidora Cinepax, que ainda descreveu o filme como pró-americano, apesar da controvérsia gerada nos Estados Unidos por mostrar práticas de tortura empregadas para descobrir o paradeiro do homem que ordenou os ataques de 11 de setembro. "Há várias cenas nele que poderiam nos fazer sentir humilhados. O filme vai contra os interesses paquistaneses", disse Yaseen.

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(Um pouco off-topic) Crítica do João Pereira Coutinho, publicada hoje na Folha de S.Paulo:

 

"Cinema para adultos

 

Quentin Tarantino e Kathryn Bigelow são as polêmicas cinematográficas do momento. Tudo porque os dois assinaram filmes que não se ajustam à visão "liberal" (leia-se: politicamente correta) que reina nos Estados Unidos e nas cabeças ocas de Hollywood.

 

Comecemos por Tarantino:

 

"Django Livre" é, cinematograficamente falando, um dos seus melhores filmes.

 

Mas, na cabeça das patrulhas, a arte de Tarantino não deve ser consumida com critérios estéticos. Só com critérios éticos e historicamente estreitos: Tarantino desrespeitou o passado de sofrimento dos negros, acusou Spike Lee, antes mesmo de ter assistido ao filme.

 

E, depois de Spike Lee, vieram as brigadas dos direitos civis, que acusaram o diretor de fazer uma caricatura da escravidão.

 

Com Kathryn Bigelow, uma mulher que tem mais testosterona do que todos os machos liberais de Hollywood juntos, o problema foi outro: em "A Hora Mais Escura" (que estreia em 15 de fevereiro no Brasil), Bigelow faz uma apologia da tortura e das execuções extrajudiciais. No caso, a execução de Osama Bin Laden.

 

Suspiros. Que dizer? Talvez o óbvio: nem Tarantino nem Bigelow são culpados dos crimes de que são acusados. E, para isso, é importante assistir aos filmes.

 

Em "Django Livre", Tarantino conta a história de um escravo que se transforma em anjo vingador no sul pré-revolucionário dos Estados Unidos. Django quer libertar a mulher, escrava como ele; mas quer também castigar violentamente os próprios escravocratas.

 

No fundo, Tarantino repete, em "Django Livre", o mesmo programa de "Bastardos Inglórios": o cinema como instrumento redentor da história, onde os carrascos são punidos pelas suas vítimas.

 

Em "Bastardos Inglórios", os carrascos eram os alemães em plena Segunda Guerra Mundial, rebentados às pauladas por um judeu com particular talento para esmagar crânios nazistas.

 

Em "Django", esse prazer infantil e extravagantemente visual pertence a um escravo. Onde está o crime?

 

O crime, é lógico, está no fato de Tarantino virar o jogo, concedendo às vítimas da história uma espécie de vingança póstuma e cinéfila. As patrulhas politicamente corretas perdoam tudo. Exceto que as suas vítimas de estimação tenham direito a usar paus, chicotes ou armas.

 

E se assim é no cinema, assim será na realidade: hoje, muitas das críticas à política de Israel são por simples compaixão frustrada. Como é possível que os judeus de ontem, dóceis como cordeirinhos, não estejam mais dispostos a marchar pacificamente para o gueto ou para o matadouro?

 

Finalmente, Kathryn Bigelow. No seu penúltimo filme, "Guerra ao Terror", Bigelow já tinha tocado em nervo sensível ao mostrar o gosto que existe nos homens pela adrenalina da destruição. Nada que Joseph de Maistre ou, posteriormente, Sigmund Freud não tenham explicado por escrito.

 

Dessa vez, em "A Hora Mais Escura", Bigelow vai mais longe  - e faz uma vênia a Nietzsche para mostrar a verdade mais trágica da nossa civilização: o fato de ela se sustentar no trabalho sujo de terceiros.

 

O liberal progressista gosta de acreditar que o mundo é um jardim infantil, onde os homens são naturalmente bons e tudo se resolve pelo "diálogo" e pelo "respeito".

Bigelow mostra o outro lado da fantasia. Mostra como as nossas vidas de conforto e segurança são muitas vezes garantidas por "sangue, suor e lágrimas". De aliados, sem dúvida. Mas, sobretudo, de "inimigos".

 

E uma sequência do filme ilustra o ponto de forma brutal: quando vemos Sua Santidade Barack Obama, em entrevista televisiva, garantindo que os Estados Unidos não torturam -e os torturadores assistem à entrevista, sem esboçar um sorriso, na pausa de uma das torturas. Desconfortável?

 

Sem dúvida. Mas quem quer verdades confortáveis pode sempre assistir a "Argo", filme dirigido por Ben Affleck que, suspeita minha, vai levar o Oscar de melhor filme neste ano.

 

Em "Argo", um operacional da CIA entra no Irã revolucionário de 1979 para resgatar o pessoal diplomático da embaixada dos Estados Unidos. Entra sem disparar uma bala, sai sem disparar uma bala.

 

Honestamente: haverá coisa mais bonitinha?"

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João Pereira Coutinho lavou minha alma.

 

Terminei de ler um livro da crítica americana Susan Sontag chamado "Diante da Dor dos outros". É seu último ensaio, de 2003, e nele há um dado impressionante: nos USA não existe um único museu da escravidão! Aliás, há poucos filmes sobre o tema também. Tarantino fez um trabalho brilhante. Expôs ao ridículo o pensamento americano liberal, por exemplo,  gente que teve o trabalho de contar quantos "nigger" havia no filme (109). Queriam que os vilões os chamassem de "afrodescendentes", "afro-americanos"?? Poupem-me!

 

 Bigelow - cujo filme eu estou salivando pra ver - me parece ainda mais injustiçada. Tachar um artista de "apologista da tortura" é bem pesado. 

 

Tais filmes, entre outros, são, sim, "cinema de adulto" - no que essa palavra aponta de mais importante - defendem a vida da mente.

 

Obrigado por postar o texto!

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Também li o texto do Coutinho e não pude acreditar nos meus olhos. Finalmente alguém cujo pensamento é voltado para a liberdade de expressão na arte, desviando das armadilhas fáceis de eufemismos populistas.

 

Acho ridícula a quantidade de gente que pensa ter Bigelow defendido o emprego da tortura no seu filme MAGISTRAL só porque ela mostrou personagens fazendo uso dela (ou que Tarantino desgraça a memória dos escravos porque os personagens usam linguagem popular em Django, sem filtros politicamente corretos).

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Gostei de Argo, gente (a não ser pela velhinha reclamona que sentou do meu lado reclamando de que olhei a hora no celular).

E depois de assistir agora bota mais fé que possa levar melhor filme, mas falta assistir Lincoln.

 

PS: Li agora o texto e concordo, e o Spike Lee exagerou, ele queria que o ex-escravo Django fosse pacífico depois de sofrer daquele jeito?

 

PS2: que vergonha celular ligado no cinema hein, Guilherme?

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Pessoal, acabo de ver LINCOLN e com isso fecho todos os indicados a Melhor Filme. Segue minha lista de preferências:

 

1. AMOUR

2. ARGO

3. ZERO DARK THIRTY

4. SILVER LININGS PLAYBOOK

5. LIFE OF PI

6. LES MISERABLES

7. DJANGO UNCHAINED

8. LINCOLN

9. BEASTS OF THE SOUTHERN WILD

 

Um pouco sobre LINCOLN. Uma sentença: ufanismo a décima potência. Não vou escrever uma longa crítica mas as partes que mais me fizeram pensar "Não, pelo amor de Deus, isso não". Primeiro vamos aos clichés absurdos que me fizeram revirar na cadeira: a cena da votação voto a voto (isso além de vergonhoso -Spielberg devia saber disso-, é ainda pior neste caso porque é previsível e gastou-se um bom tempo com toda aquela """tensão""") e a parte que aparece Lincoln sobreposto em uma vela falando palavras de sabedoria. Me incomodou também a piada do britânico que colocou o quadro do George Washington no banheiro porque se "caga" todo vendo ele. Além de tudo o filme como um todo é de um ufanismo que pouco me lembro ter visto no cinema. "Mostramos para o mundo todo o que é bla bla bla", "Vamos entrar para a História por bla bla bla" e coisas do tipo.

Porém Daniel Day-Lewis está fantástico assim como todo o elenco: Sally Field, Tommy Lee Jones, David Strathairn, Hal Holbrook... Fantásticos!

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Concluo então mais uma vez minhas apostas:

 

Filme - LINCOLN
>> possível surpresa: SILVER LININGS PLAYBOOK (não, não a ARGO infelizmente)

 

Diretor - Steven Spielberg, por LINCOLN
 >> possível surpresa: David O. Russel, por SILVER LININGS PLAYBOOK / Ang Lee, por LIFE OF PI

Ator - Daniel Day-Lewis, por LINCOLN

>> possível surpresa: Hugh Jackman, por LES MISERABLES (ofensa!)

Atriz - Jennifer Lawrence, por SILVER LININGS PLAYBOOK
>> possível surpresa: Jessica Chastain, por ZERO DARK THIRTY (mais merecido)

 

Ator Coadjuvante - Tommy Lee Jones, por LINCOLN

>> possível surpresa: Robert De Niro, por SILVER LININGS PLAYBOOK (desmerecidamente)

 

Atriz Coadjuvante - Anne Hathaway, por LES MISERABLES (simplesmente porque chegou a hora dela, só)

não há surpresas, é a categoria mais certa do ano

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Eu gostei de Lincoln. Claro que senti a pesada mão patriota do Spielberg, mes como eu já esperava por isso, me marcou mais os belos planos criados, o elenco excelente, o ótimo texto (não conheço bem a história real, então não senti os exageros, inverdades ou omissões que possam existir). No final, eu também achei exagerado demais o "endeusamento" do personagem, com aquele efeito da luz da vela, mas nada que estragasse o geral.

 

Também vi o Silver Linings Playbook, gostei bastante também, um filme muito gostoso de ver. Um roteiro criativo, personagens muito interessantes. Elenco muito bom, com destaque total para a Jennifer Lawrence, ótima. Foi a única atriz das indicadas que vi até agora, mas por enquanto, não acharei ruim se ela vencer. Bradley Cooper está bem, mas não consigo pensar nele como um dos cinco melhores do ano. Muito bom ver o Robert De Niro de volta, mas prefiro as performances do Tommy Lee Jones e Christoph Waltz. A personagem da Jacki Weaver é coadjuvante de coadjuvante, não dá muito o que fazer pra ela, nada demais.

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Depois de Adele e Norah Jones, mais uma cantora teve apresentação confirmada Oscar 2013: Barbra Streisand.

 

Será a primeira vez que ela participa com um número na cerimônia em 36 anos. Em 1977, Streisand interpretou a música-tema de Nasce uma Estrela e ganhou o Oscar de melhor canção original naquela noite com "Evergreen".

 

No Oscar 2013, a cantora deve participar de uma das homenagens ao cinema e à música. Já Adele e Norah Jones cantam músicas que concorrem ao prêmio de melhor canção original, respectivamente, por 007 - Operação Skyfall e Ted.
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Não curti Cloud Atlas... Ver aquele recorte de tempos sempre com os mesmos atores me passou um forte humor involuntário, que o título do filme em português acentuou ainda mais.Porém é um bom argumento sim, em mãos mais habilidosas o resultado seria bem melhor, IMO.

 

E acabei de ler um comentário bem curioso do Tom O'Neil. Coração Valente foi o primeiro filme a distribuir screeners para os membros da Academia.  :o Se isso é verdade, pode ser mais uma falta que Lincoln tem sobre um precedente, porque hoje em dia todos os filmes contam com isso. Isso considerando a relação Braveheart/Apollo 13 - Lincoln/Argo, claro.

 

EDIT: e outro dado que não estava considerando: Apollo 13 NÃO ganhou o Globo de Ouro, que naquela época provavelmente ainda servia de termômetro. Ron Howard também perdeu direção pra Gibson.

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