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Stranger Things (Netflix)

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Matutando acho que descobri por que não gostei. Essa temporada inteira tem estrutura de um episódio "monstro da semana". O ponto da história é proteger um status confortável ao invés de alterar um status desagradável. O conflito vem dos personagens resistindo mudança ao invés de causa-la. É fórmula de procedural que precisa colocar os personagens de volta nas posições "de partida" pros próximos episódios acontecerem.

Não casou com o formato da série. Dez horas de conteúdo para voltar pro começo não dá...

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3 hours ago, Mozts said:

Matutando acho que descobri por que não gostei. Essa temporada inteira tem estrutura de um episódio "monstro da semana". O ponto da história é proteger um status confortável ao invés de alterar um status desagradável. O conflito vem dos personagens resistindo mudança ao invés de causa-la. É fórmula de procedural que precisa colocar os personagens de volta nas posições "de partida" pros próximos episódios acontecerem.

Não casou com o formato da série. Dez horas de conteúdo para voltar pro começo não dá...

 

 Não terminei de ver a segunda temporada ainda (estou no sexto episódio) mas dentro desse raciocínio, acho que a mesma coisa poderia ser dito da primeira temporada. Afinal, tem a perturbação do status quo normal com o sumiço do Will, Eleven aparece pra ajudar os garotos a resolver o caso, resgatam Will, Eleven some, e a galera termina jogando RPG de novo. A primeira temporada ao final tem muito mais uma restauração de antigo status quo em sua conclusão do que o estabelecimento de um novo status quo.

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7 minutes ago, SergioBenatti said:

Uai, 90% dos desenhos infantis seguem essa lógica. De Scoobby Doo a Caverna do Dragão. Nem por isso deixam de ser bons.

Pessoalmente, não acho um problema (embor sempre seja mais interessante quando os personagens aprendem alguma coisa, a mudança afinal não precisa ser externa). Só apontei que o que o MOZTS apontou que ele acredita acontecer na segunda temporada, aconteceu na primeira.

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1 hour ago, SergioBenatti said:

Uai, 90% dos desenhos infantis seguem essa lógica. De Scoobby Doo a Caverna do Dragão. Nem por isso deixam de ser bons.

Certamente, só acho que a estrutura não casou com a série.

1 hour ago, Questão said:

Não terminei de ver a segunda temporada ainda (estou no sexto episódio) mas dentro desse raciocínio, acho que a mesma coisa poderia ser dito da primeira temporada. Afinal, tem a perturbação do status quo normal com o sumiço do Will, Eleven aparece pra ajudar os garotos a resolver o caso, resgatam Will, Eleven some, e a galera termina jogando RPG de novo. A primeira temporada ao final tem muito mais uma restauração de antigo status quo em sua conclusão do que o estabelecimento de um novo status quo.

Mas veja bem, na primeira o "mundo" deles mudou, eles mudaram. É na primeira que introduzem toda a mitologia da série.

Na segunda... Acho que arcos e mudanças foram insignificantes demais para uma temporada inteira.

 

 

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Estou usando vocês como feedback:D

Não acho que fiz todo e perfeito sentido no meu ponto anterior... Acontece que ainda não entendi de fato por que não gostei da série, e estou investigando na minha mente, o por quê.

Talvez a estrutura não seja o único problema, mas eu estava entediado feito defunto acompanhando corrida de lesma. Puta que pariu de rodinha, essa temporada quase curou minha insônia. Honestamente não sei de quem ou quê foi a culpa.

A estrutura realmente não me parece acertada. É uma lógica de episódios procedurais ad infinitum aplicada em 9 horas de conteúdo. Não acho que é o melhor encaixe.

No episódio final, sentia que só assisti o primeiro ato de um filme esticado.

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7 hours ago, Mozts said:

Certamente, só acho que a estrutura não casou com a série.

Mas veja bem, na primeira o "mundo" deles mudou, eles mudaram. É na primeira que introduzem toda a mitologia da série.

 Não acho que houve essa mudança toda não.  Will volta sem sequelas aparentes, Eleven desaparece. O mundo deles volta a ser o que era. Ok, eles sabem agora que existe muito mais entre o céu e a terra do que julga a nossa vã filosofia, mas isso é o mínimo em qualquer narrativa que mostra personagens do "mundo real" lidando com o fantástico. O Mundo Invertido, até onde os personagens acreditam, ficou do outro lado, e o Demagorgon morreu. Todos podem seguir com a sua vida como se nada tivesse acontecido. Se alguém ali sofreu uma grande transformação do que era no início da historia foi o Will, que na primeira temporada não era um personagem propriamente dito, e sim um McGuffin, então ele não conta.

Eu vejo muito mais um "de volta ao ponto de partida" do que "um mundo novo" ao fim da 1ª temporada.

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O grande problema foi o seguinte:

A audiência amou o núcleo das crianças e queria mais. Os produtores separaram o núcleo pra sempre termos crianças o tempo todo na tela.

Ocorre que ficou uma merda. A química não foi o suficiente pra carregar os demais. E a trama foi lenta e um pouco desconexa ou espaçada. 

Nos EPS finais a criançada se reuniu e tudo melhorou.

No resto emularam exatamente primeira temporada. Eu sabia quando teria qualquer elipse. Quando vinha abertura, quando vinha susto, quando vinha créditos finais. 

E daí só sobrou referência e nostalgia. E foi o suficiente pra carregar a série?

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 Terminei de assistir a segunda temporada.

  Então, minha opinião é o seguinte. O que tinha me agradado na primeira temporada (que diferente de boa parte das pessoas, não tinha achado aquela coca toda) continuou me agradando. E o que tinha me incomodado, continuou incomodando. A fórmula e basicamente a mesma da primeira temporada, mas seguindo as regras das sequências, ou seja a escala dos eventos é maior. Felizmente, acho que eles conseguiram fazer essa subida de escala sem afetar a pessoalidade das tramas, o que achei muito bom. Acho que enquanto as crianças eram mais exploradas como um grupo na primeira temporada, essa os explorou mais individualmente. O Dustin e o Lucas por exemplo ganham conflitos próprios (simples até dizer chega, mas e dai?) ao invés de ficar orbitando em volta do Mike. E acho que mesmo com esse olhar individual para cada uma das crianças, a dinâmica delas como um grupo continuou a ser bem explorada. Gostei também de todos os novos personagens introduzidos na trama (bem, de quase todos, falo disso mais a frente) e cada um teve um espaço para brilhar.

  Por outro lado, a narrativa não é tão bem articulada quando a da primeira temporada. Claro, não se pode negar que a primeira temporada era muito mais simples (tudo convergia na busca pelo Will) e aqui as tramas são mais segmentadas. Mas não justifica. Eleven soa totalmente avulsa durante toda a temporada, se conectando tardiamente com a trama principal de modo que sua entrada quase soa como um deux ex machina. Alias, aquela que foi a personagem simbolo da série na primeira temporada acabou sendo uma fraqueza desta temporada. Não pelo trabalho da Millie Brown, que continua mandando bem, mas por que o roteiro não sabia o que fazer com ela dentro da história. Mesmo a sua conexão com o Hooper não é lá muito bem construída. A trama do núcleo adolescente, querendo desmascarar o laboratório Hawkins também é só encheção de linguiça, e acaba não dando em muita coisa.

 

Mas no geral, gostei da temporada. Achei no mesmo nível da primeira temporada. Como eu disse, acho que elas acertam e erram as mesmas coisas na maioria dos pontos, com alguns aspectos se sobressaindo uma a outra.

Sobre alguns aspectos específicos mais "polêmicos" que pintaram aqui.

- O Sétimo episódio de fato foi uma péssima ideia. Tava lá mais pra dar alguma coisa pra Eleven fazer do que por realmente colaborar com a história da temporada. Teria sido mais inteligente diluir aquele episódio nos outros ao invés de concentrar tudo num só, soando uma aberração no meio da temporada. E não uma particularmente interessante. Esse lance dos "mutantes" pra mim é o ponto mais genérico e desinteressante da mitologia da série. A garota Eight é uma personagem totalmente avulsa que simplesmente não conseguiu dizer a que veio. Deviam ter deixado isso pra explorar na temporada seguinte e se concentrado na história que queriam contar (sendo que essa história futura não parece muito promissora em primeira instância).

 

16 hours ago, Mozts said:

 

A estrutura realmente não me parece acertada. É uma lógica de episódios procedurais ad infinitum aplicada em 9 horas de conteúdo. Não acho que é o melhor encaixe.

No episódio final, sentia que só assisti o primeiro ato de um filme esticado.

 Discordo, MOZTS. Como eu disse antes, se a segunda temporada tem esse "problema", a primeira também tem. A estrutura basicamente é a mesma. Alias, se eu tivesse que apontar somente uma delas como procedural, apontaria a primeira. Na primeira temporada, a narrativa termina exatamente no ponto onde começou. O status quo é restaurado ao que era (Will volta, Eleven e o Demagorgon somem, crianças voltam a jogar RPG exatamente com a mesma dinâmica que tinham antes). 

 Na segunda temporada, não. O status quo não volta pro ponto de partida, ao contrario, todo um novo Status quo estabelecido. Eleven começa a viver uma vida normal. A dinâmica das crianças muda radicalmente com o acréscimo da Max e da própria Eleven ao grupo, as crianças começam o processo de deixar a infância, Hooper deixa de ser um xerife solitário e vira um pai, o Laboratório Hawkins é exposto. Foi uma temporada muito mais transformadora na vida dos personagens do que foi a primeira.

 

13 hours ago, Gust84 said:

O grande problema foi o seguinte:

A audiência amou o núcleo das crianças e queria mais. Os produtores separaram o núcleo pra sempre termos crianças o tempo todo na tela.

Ocorre que ficou uma merda.

 Eu j´gostei dessa nova dinâmica. Na primeira temporada, existia uma divisão mais simples de núcleos, é verdade. Eles eram basicamente divididos em faixa etária. Tinha o núcleo dos adultos, o núcleo das crianças e o núcleo dos adolescentes. Aqui, eles fragmentaram os núcleos, criando novas dinâmicas, e inclusive valorizando alguns personagems individualmente como o Lucas e o Dustin ao invés de simplesmente coloca-los como parte de um grupo. Gostei muito de ver mais das famílias do Dustin e do Lucas que não conhecíamos na primeira temporada, por exemplo. As duplas formadas por Max/Lucas e principalmente Dustin/Steve foram muito bacanas. Claro, não acho que funcionou pra todo mundo. Mike fica pajeando o Will, e não faz nada de útil a temporada inteira. Isso evidenciou ra mim o quanto o Mike não é um personagem muito bom, poi ele funciona dentro da dinâmica do grupo no papel de líder, mas tira ele dali e não sobra nada. E claro, a dinâmica Eleven/Hooper também não funcionou tão bem.

 Mas acho que no frigir dos ovos, houve mais bônus do que ônus em trabalhar as crianças fora da dinâmica do grupo, em núcleos individuais ao invés de num único núcleo. Acho que deu mais personalidade a cada uma delas.

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Eu achei que perdeu a força.

Diluiram as crianças pra ter sempre uma na tela, nas tramas paralelas, e não foi a mesma coisa que juntas. Pareceu ser claramente um movimento da produção pra agradar a audiência, mais do que uma necessidade da história ou roteiro.

Soou artificial.

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1 minute ago, Gust84 said:

Eu entendo que pode acontecer, e pode ser clássico. Só acho que não funcionou neste caso em específico.

Não que é errado fazer ou usar disso.

Eu já acho que funcionou pra alguns e não funcionou pra outros. Fora do grupo, o Mike perde completamente a função. Ficou só lá pajeando o Will possuído e era isso. Agora, o Lucas e o Dustin são personagens que acho que ganharam muito em serem postos fora da dinâmica do grupo por um tempo. A dinâmica familiar dos dois é muito divertida, e achei as duplas Lucas/Max e Dustin/Steve divertidas pra caramba.

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On 04/11/2017 at 6:09 PM, Questão said:

Fora do grupo, o Mike perde completamente a função. 

Concordo. Até muita vezes me perguntei "Cadê o Mike?"Foi levaod pro mundo invertido?

Fazer o quê, sem a Eleven ou os outros juntos, o cara não demonstrou muita função.

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On 04/11/2017 at 8:02 PM, Big One said:

Ninguém falou do destaque da temporada. A Érika, irmã do Lucas. Poucas cenas mas muito engraçadas. A cena chamando-o de Nerd virou gif. 

Eu curti a personagem, mas não a achei tão engraçada assim pra ser colocada entre destaques da temporada. Mas pra quem curtiu

 

Stranger Things | Erica, a irmã mais nova de Lucas, terá mais espaço na terceira temporada

Personagem ganhou os fãs da série da Netflix
02/11/2017 - 22:21 - MARIANA CANHISARES
erica2.jpg
 

Os irmãos Duffer garantem que Erica (Priah Ferguson), a irmã mais nova de Lucas (Caleb McLaughlin), não apenas voltará, como terá mais espaço na terceira temporada de Stranger Things.

"Definitivamente teremos mais Erica na terceira temporada. Isso que é legal da série - você descobre coisas conforme vai filmando. Pudemos incluir mais ela, mas não tanto quanto você gostaria porque a história já estava em andamento. 'Temos que usar mais a Erica' - essa foi uma das primeiras coisas que dissemos na sala de roteiristas", contou Ross Duffer ao Yahoo!

Todas as temporadas de Stranger Things estão disponíveis no catálogo da Netflix.

 

FONTE: OMELETE

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On 04/11/2017 at 6:09 PM, Questão said:

Eu já acho que funcionou pra alguns e não funcionou pra outros. Fora do grupo, o Mike perde completamente a função. Ficou só lá pajeando o Will possuído e era isso. Agora, o Lucas e o Dustin são personagens que acho que ganharam muito em serem postos fora da dinâmica do grupo por um tempo. A dinâmica familiar dos dois é muito divertida, e achei as duplas Lucas/Max e Dustin/Steve divertidas pra caramba.

Eu entendi e concordo, mas não me fiz claro. 

Eu quis dizer que não funcionou pra mim, e nem havia me atentado ao fato do que poderia ter funcionado ou não para cada personagem.

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