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O Hospedeiro (Gwoemul / The Host)


Josefel Zanatas
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Tive a oportunidade de ver essa fantástica obra prima coreana!

Uma das maiores repercussões mundiais da produção atual de terror, mistura esse gênero com outros de uma forma nunca feita antes! Cenas de humor escrachado e de drama no decorrer do drama enriquecem o filme sem estragar o terror. Tem tudo pra ser um sucesso de público, pena que sairá provavelmente em poucas salas 04

 

The host

09/10/2006

 

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The host
Gwoemul

Coréia do Sul, 2006
Terror - 119 min

Direção: Bong Joon-Ho
Roteiro: Chul-hyun Baek, Joon-ho Bong
Won-jun Ha

Elenco: Song Kang-Ho, Byeon Hee-Bong, Bae Du-Na, Park Hae-II, Ko Ah-Seung, Lee Jae-Eung

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Quem acha que o cinema oriental se resume às escolas japonesas e chinesas (principalmente Hong Kong) está enganado. A Coréia do Sul vem caminhando a passos largos desde 1990 para se estabelecer como um dos pólos mais fortes da sétima arte. Tudo bem que a sua influência é menor do que as outras escolas citadas acima e seu apelo é ainda regional. Mas isso vem sendo revertido ao longo dos últimos anos. Prova disso foi o recente sucesso de Oldboy, de Chan Wook-Park. Agora, mais um projeto se junta à lista. The Host (2006) é o mais novo trabalho do jovem Bong Joon-Ho, um nome a se prestar atenção. O filme se tornou a produção mais lucrativa na Coréia do Sul, foi ovacionado em diversos festivais e promete fazer uma ótima carreira internacional.

A trama começa com dois cientistas em um laboratório de uma base militar dos Estados Unidos na Coréia do Sul. Um deles, o norte-americano, ordena ao seu subalterno que despeje uma substância tóxica que irá escoar até o rio Han. Obviamente, o tal líquido irá gerar um mutante, um poderoso monstro que irá aterrorizar as pessoas que usam o rio como local de diversão. Com esse início, fica a impressão de mais uma produção repetitiva com os mesmos temas e situações. Que nada! Ao longo do filme, Bong Joon-Ho revitaliza o tema. Ele cria elementos de curiosidade e suspense, que prendem o espectador em sua narrativa.

Perto do rio mora uma família que tem um quiosque de alimentação. Nele reside um pai idoso (Hie-bong Byeon), seu filho meio abobalhado (Kang-ho Song) e sua neta (Ah-sung Ko). Fazem parte da família o desempregado Nam-il (Hae-il Park) e a competidora de torneios de arco de flecha Nam-ju (Du-na Bae). Um belo dia de sol o monstro resolve aparecer. O ataque é fenomenal e mortífero. No final, a pequena menina é levada pelo monstro. Ela é dada como morta, mas a família resolve se unir e partir em seu resgate. Ao mesmo tempo, o governo resolve isolar a área do rio. Eles acreditam que o monstro é resultado de um vírus. Eles colocam, então, todos que tiveram contato com ele em quarentena. E se preparam para despejar um gás laranja perto do rio para tentar matá-lo.

The Host é um filme de gênero. E dos bons. Tem todos os elementos característicos do estilo, além de ser uma história universal, mesmo sendo encenada na Coréia do Sul. Uma produção marcada por um humor irônico, que surge nas situações mais estapafúrdias possíveis. Um humor satírico, quase que absurdo. O interessante é que o tom de comédia não desvia a sua atenção. Ele é inserido para relaxar o público nos momentos mais tensos.

Ao mesmo tempo, é também uma aventura dramática embasada com um forte comentário sócio-político. Bong Joon-Ho, junto com os co-roteiristas Baek Cheol-Hyeon e Hah Joon-Won, aproveitou um incidente real que aconteceu em 2000 na Coréia do Sul, para construir sua história. E o tema aqui não são só os perigos da poluição, mas a desconfiança em relação ao governo e suas costumeiras mentiras em situações como estas. O filme ainda denuncia o uso descabido de armas nessas situações. Convenhamos, espalhar um gás mortal para matar o monstro em uma área pública não é uma solução das mais inteligentes. E nessa crítica, nem os Estados Unidos escapam.

Os efeitos especiais são ótimos. Deixariam Peter Jackson orgulhoso. No primeiro ataque do monstro, Bong Joon-Ho contrasta humor e morte na medida certa. Inteligentemente ele cria uma empatia entre os personagens e o público. E conforme a trama vai se desenvolvendo, passamos a torcer para que Kang-du encontre a sua filha. A produção traz novidade para o gênero da mesma forma que Memórias de um Assassinato, outro filme do cineasta que está sendo lançado em DVD. Definitivamente, Bong Joon-Ho é um nome a se guardar na memória.

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  • 3 weeks later...

Podem mover o tópico, huh? 02

 

É uma das coisas malucas que surgem de vez em quando que já tornam um filme obrigatório. Imagina uma situação desesperadora de um tradicional filme de monstro... só que com um humor totalmente nonsense, que lembra até comédia screwball. No meio disso tem uma família desfuncional se conciliando num melodrama legalzinho. Num clima caótico de todos os seres humanos totalmente desnorteados e à beira da selvageria, na falta de palavra menor, que faz um tipo de comentário político parecido com àqueles de filmes de zumbi. Muita gente falou em uma crítica à relação com os EUA, mas eu achei aquilo meio solto ou mesmo fraco, e apenas a cereja; o foco está nos próprios coreanos.

 

E um final hilário, Carioca e outros que já viram, vai dizer se aquilo não lembra Zelda? 06

 

Enfim, again, assistam. Pra quem gosta desse tipo de feedback, foi o filme mais visto da história da Coréia do Sul e tá com 92% no RT.
rubysun2007-05-19 20:20:17
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O Hospedeiro (The Host - 2006 - Dir.: Bong Joon-Ho)

  Se tem algo que eu adoro, é a observação da reação da platéia após o término de um filme. O Fade-out desta película sul-coreana causou algo não tão inusitado: risos. Comentários como 'Joguei meu dinheiro no lixo' foram freqüentes. E confesso...Tais afirmações também me provocaram risos. Acontece que 'O Hospedeiro' é blockbuster disfarçado. A sua essência está implícita para o público convencional, logo, não é de se surpreender reações de indignação por parte da platéia.

  É curioso o diálogo presente no início da película. Um químico americano na base dos Estados Unidos na Coréia do Sul afirma para o 'pupilo' coreano (após este afirmar que produtos químicos não deveriam ser jogados na pia pois seriam depositados no Rio Han): 'Meu Caro.. Pense desta forma.. O Rio Han é muito extenso'. Logo nos primeiros minutos de exibição, as sátiras aparecem de maneira inteligente (Neste caso, há o reforço da inconsciência ambiental americana, a qual será desenvolvida pelo resto da trama). Sim. Temos aqui um exemplar satírico de primeira linha. E quer algo mais divertido senão diversas seqüências e diálogos alfinetando a população americana? Além disso, temos uma população coreana totalmente submetida ao povo ocidental, revelando o liberalismo presente na política do país e estabelecendo um constraste com a Coréia do Norte, país proteccionista radical. Esta é a essência.

  Bong Joon-ho sucede, também, ao trazer um roteiro eclético e ousado. É interessante verificar a presença de vários gêneros, os quais se mesclam, promovendo uma ótima combinação. Afinal, raramente conferimos a algo que procura harmonizar comédia, terror, trash, melodrama, aventura e suspense. O resultado é divertidíssimo. Ainda, incrivelmente, o cineasta evita os principais clichês dos gêneros, principalmente, os correspondentes ao terror, já que, apesar de não ser dotado de muitos sustos, não há a velha trucagem da utilização da trilha sonora para provocar devida reação nos espectadores.

  Cenas magníficas também marcam a produção, a qual conta com excelentes efeitos visuais. O rapto de garota pelo monstro é uma das mais belas cenas que já presenciei: uma fusão entre o sutil e o grotesco de maneira brilhante. Destaque, também, para seqüência da utilização da Arma Biológica americana. Tudo acompanhado de uma bela trilha sonora.

  'O Hospedeiro', apesar do grande sucesso comercial, não é uma simples película sobre o ataque de um monstro gigante. É uma produção metafórica a ser interpretada, por mais instigante que pareça, poeticamente. Basta ler o título que já associamos o caso da Guerra no Iraque. Tenha em mente: não é uma película destinada ao gênero 'Terror'. Caso espere isso, irá se indignar, assim como boa parte dos espectadores presentes na sala. É algo inovador, surreal e ousado e que merece ser visto por sua originalidade. Se tenho ressalvas? Algumas. Talvez alguns exageros... Mas nada que atrapalhe tanto. Afinal, o que é importante aqui mesmo é 'Meu caro.. Pense desta forma... O planeta e as geleiras são muito extensas'.

Veredicto: star.jpgstar.jpgstar.jpgstar.jpg
Rike2007-05-19 20:51:40
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E um final hilário' date=' Carioca e outros que já viram, vai dizer se aquilo não lembra Zelda? 06

 
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Rubysun, mais um Zelda fan.

 

Eu, como um bom e velho nostálgico, me sinto intimado a gostar de qualquer coisa que me faça recordar uma boa e típica aventura pelos arredores de Hyrule. E realmente, "aquilo" lembra bastante, não tem como não se emocionar. Aliás, eu até consigo enxergar o fime com boas pitadas de um clima típico de video game. E nada pode ser mais delicioso que isso.

 

Esse Jong Boon-Ho é bem talentoso, tomou umas decisões bem acertadas quanto o desenvolvimento da trama e extração do máximo de qualidade nas cenas.

 

Sem exagero algum, o filme é uma das melhores coisas do ano, so far.
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Poluição, descaso do governo com o meio ambiente e população desfavorecida, invasão americana e outras tragédias de nosso mundo tem inspirado diversos filmes. Desde filmes superficialmente crítico como O Dia depois de Amanhã, trash e escrachado como Todo Mundo quase Morto até os sérios Exterminio e Filhos da Esperança. São filmes distintos e com abordagens diferentes  entre si e de O Hospedeiro mas que tem o mesmo ponto inicial: Nossa complexa situação atual. O Hospedeiro prima pela crítica sócio politica e também pelo bom humor em momentos de total tensão,se distanciando dessa maneira do clichê e previsibilidade.

Outro aspecto interessante dessa obra do estreante Bong Joo Ho são os efeitos especiais. Onde os acostumados com efeitos americanos, irão estranhar os efeitos visuais no minimo tosco.Mas isso não importa. O importante é que é um dos melhores e mais originais  filmes feitos até esse ano e que a cada minuto dele há um profundo  pensamento sobre nossa situação atual provocada desde pessoas comuns até o governo. 9/10
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  • 5 weeks later...
  • 3 weeks later...
  • 3 months later...

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O  HOSPEDEIRO - 8/10 - “O Hospedeiro” é um daqueles filmes capazes de romper qualquer tipo de preconceito cinematográfico seja com relação à nacionalidade da produção ou gênero. Uma produção tocante, especialmente interessante e de grandes virtudes (inclusive técnicas já que os efeitos especiais não deixam a desejar), maiores até mesmo do que uma criatura marinha mutante gerada pelo efeito nocivo do lixo tóxico. É cinema tipicamente oriental de alta qualidade para ninguém colocar defeito.

 

PS: O filme é divertido, dramático e tenso na medida certa ... 03
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  • 3 months later...

Acabei de descobrir que não sou nem um pouco Cult.

Pra mim, esse filme foi uma das maiores porcarias que eu já vi.

 

Blockbuster disfarçado? Críticas nas entrelinhas? Humor?

 

Não sei nem o que dizer... mas tudo nesse filme foi fraco... inclusive as intenções dele. A mistura de "tentativa de humor" com drama, crítica social, política e ambiental disfarçada de blockbuster passou longe de dar certo ou de ser uma obra de arte.

 

Fui do céu ao inferno no mesmo dia... saí de uma sala de There Will Be Blood para ver The Host.

 

Puft.

 

 

 

 

 

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Eu gostei bastante também, filme oriental extremamente bem feito e divertido, como falaram. E eu acho que principalmente essa mistura de humor + a construção toda daquela família dos personagens principais foi uma das coisas que mais funcionaram inclusive, me conquistou mais do que a parte de "crítica social" e etcs.

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Adorei o filme. Ficou no meu top 5 do ano passado.

A relação da família com a menina é extremamente eficaz, o modo como a aparição do monstro foi tratada é realmente incrível, assim como os efeitos especiais e a crítica ao modo imperativo dos EUA.

Ah, e Joon-ho Bong é um diretor incrível, só melhora a cada filme.
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  • 4 weeks later...

assisti por acaso ontem e me surpreendeu mesmo! Dá de dez na porcaria de Cloverfield!16 Mostra q realmente pra filme de monstro nao tem pros orientais.. q desconbriram sometne agora q o cgi é mais eficaz q maquetes de isopor..06 o bagresauro é um achado de hilario, e sua locomocao pela ponte deixaria o SpiderMan corado..05

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  • 5 months later...

Até entendo o pq de compararem tanto esse filme com Cloverfield, mas gosto de ambos e são extremamente eficientes no que se pretende do filme, não é necessário reduzir um para aclamar o outro. 05

 

Cloverfield: 8,5

O Hospedeiro: 8,5

 

Sim, ficarei em cima do muro pq gosto mto de ambos, como já disse...060606

 

 

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