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Julgamentos do STF


Gust84
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Eu absolutamente não sei o que pensar sobre.

Mas  é  ruim mesmo o Estado impor uma decisão indesejada aos pais pq com certeza rejeitarão a criança pq não a vêem como uma criança.

Cuidar desta p/ eles seria apenas cumprir uma responsabilidade exigida pela lei.

 

 

jujuba2012-04-14 17:32:43

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Estamos falando nem de aborto para começar e sim de interrupção da gravidez. Tal termo é mais apropriado para gravidez de risco e má formação.

 

Estamos falando de uma casca orgânica que em raros casos têm alguns estímulos sensoriais. Mesmo no caso Marcela é uma vida de sofrimento' date=' que não é sofrimento para criança. Sendo que nem pode ter consciência disto já que não tem cérebro apenas o córtex cerebral. Sofrimento é da família.

 

Ficheiro:Marcela%20de%20Jesus.jpg 

 

 

E nesta foto posso esta interpretando errado, mas parece nítido o sofrimento da mãe. O pior que a criança nem pode se quer ter consciência do que é dor. Não pode processar tristeza, pois lhe falta “acessórios” para isto.

 

Para quem tiver curiosidade sobre o tema:

 

http://saude.hsw.uol.com.br/anencefalia.htm

 

http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2011/2018todos-morrem2019

[/quote']

 

O bebê com sindrome de Down também padece de má formação... Vamos deixar então à escolha da mãe interromper toda gestação de um feto diagnosticado com down.

 

"Casca orgânica" ainda assim é um ser vivo e, portanto, tem direito de existir.

 

E se a questão é o sofrimento da família, então vamos eliminar todas as pessoas com má formação ou qualquer deficiência já que suas respectivas famílias TAMBÉM sofrem (talvez até mais) com as deficiências de seus filhos.

 

Quanto à foto, desculpa a franqueza, mas deduzir o sofrimento da mãe a partir dela unicamente e ainda dizer que é "nítido" é de uma arrogância tremenda. Eu não sei o que ela está sofrendo ou se está mesmo sofrendo. O que eu sei e dá para afirmar é que ela respeitou o direito do bebê de ter a vida natural que lhe cabe ter, mesmo que tal vida durasse apenas uns minutos.

 

Dook2012-04-14 18:58:17

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No mais Dook. Quanto a discussão sobre as questões que você levantou acredito que apenas com o acontecimento do caso prático para ser sanado. Eu tenho certeza absoluta que caso seja identificada a anomalia na gestação' date=' não será simplesmente uma decisão rápida de aprovação dos pais que determinará a possibilidade do aborto. Descriminalizar o ato não quer dizer que qualquer um o fará sem pensar em qualquer consequência.

 

 

[/quote']

 

Eu não boto a minha mão no fogo, ainda mais quando tratamos de Brasil e da forma como o povo deste país gosta de "resolver" os seus problemas.

 

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E se a questão é o sofrimento da família' date=' então vamos eliminar todas as pessoas com má formação ou qualquer deficiência já que suas respectivas famílias TAMBÉM sofrem (talvez até mais) com as deficiências de seus filhos.[/quote']

 

Mas terão filhos que viverão, será difícil, certamente, mas eles poderão criar uma criança, se alegrarem com cada conquista dela (e, em um caso como esse, cada conquista é uma vitória sensacional!)... não vão viver uma expectativa de uma gravidez para simplesmente enterrar um corpo ao final do processo... Obrigar alguém a passar por esse sofrimento é cruel, é desumano, é criminoso...
Lucas2012-04-14 19:06:21
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Eu repudio é quem deseja fazer uma mulher passar pela

crueldade de carregar por meses um cadáver no ventre. É simplesmente

doentio...

 

Exatamente. É uma moral hipócrita que pretende

submeter pessoas a um sofrimento que chega a ser macabro' date=' e para

proteger um morto. Lindo, não? Um das saídas que eles encontram é

fantasiar sobre a vida de fetos anencéfalos. Existem aqueles que

procuram vida até em pedra, para sustentar sua moral tacanha, enquanto

fecham os olhos para o sofrimento dos outros e se dizem bondosos

defensores da vida. Eu vejo o mundo

avançando e vejo pessoas que não avançam junto esperneando a cada

mudança. Elas podem atrasar as transformações positivas, e assim privar

mais gente de direitos necessários por mais tempo, mas não podem fazer o

mundo parar.

 

E se a questão é o sofrimento da família, então vamos eliminar todas as pessoas com má formação ou qualquer deficiência já que suas respectivas famílias TAMBÉM sofrem (talvez até mais) com as deficiências de seus filhos.

 

Mas terão filhos que viverão' date=' será difícil, certamente, mas eles poderão criar uma criança, se alegrarem com cada conquista dela (e, em um caso como esse, cada conquista é uma vitória sensacional!)... não vão viver uma expectativa de uma gravidez para simplesmente enterrar um corpo ao final do processo... Obrigar alguém a passar por esse sofrimento é cruel, é desumano, é criminoso...
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A escória humana...

 

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Quanto a discussão, acredito que se busca muito uma tentativa de amenizar situações concebidas como "não desejáveis moralmente". As pessoas morrem de medo de termos como extinção da vida (daí ficam argumentando que aquilo não é vida), abertura de precedentes, exageros como se TODAS as mulheres do mundo fossem abortar obrigatoriamente por lei, etc.

 

Eu sou radicalmente a favor e não me importo também com os termos que usem. A distorção da discussão não me tira do foco: são fetos anencéfalos. Causa grande sofrimento aos pais a manutenção de uma gravidez do tipo e a criança não sobrevive. A família deve ter o direito, ao meu ver, de escolher se quer ou não ter o bebê. E aqui, pelamor, não leia-se "matem esse bebê" e enfatizem em "escolha".

 

Se quiser ter o filho baseado em suas crenças (tanto de sobrevivência quanto religiosas, éticas, etc) que tenha, se não quiser não tenha. Não acho que seja papel do estado DETERMINAR o que fazer (muitas vezes contra a vontade da família) nesse caso.

 

 

 

 

 

[/quote']

Mesmo que se considere o feto anencéfalo como vida, ele não sobrevive após o nascimento. Tem quem adote um discurso pretensamente lindo e benevolente sobre a vida ter importância suprema, mesmo que dure apenas um segundo. E a gestante que pague um preço altíssimo, em forma de sofrimento, pelo segundo de vida.

 

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O bebê com sindrome de Down também padece de má formação... Vamos deixar então à escolha da mãe interromper toda gestação de um feto diagnosticado com down.

"Casca orgânica" ainda assim é um ser vivo e' date=' portanto, tem direito de existir.

E se a questão é o sofrimento da família, então vamos eliminar todas as pessoas com má formação ou qualquer deficiência já que suas respectivas famílias TAMBÉM sofrem (talvez até mais) com as deficiências de seus filhos.

Quanto à foto, desculpa a franqueza, mas deduzir o sofrimento da mãe a partir dela unicamente e ainda dizer que é "nítido" é de uma arrogância tremenda. Eu não sei o que ela está sofrendo ou se está mesmo sofrendo. O que eu sei e dá para afirmar é que ela respeitou o direito do bebê de ter a vida natural que lhe cabe ter, mesmo que tal vida durasse apenas uns minutos.
[/quote']

 

 

O problema de seguir com uma gravidez assim é o risco de vida também para a mulher. Como disse a matéria do link que postei e como já mencionei não é uma gravidez saudável. Seria o risco de duas perdas por nada. Melhor poupar a mulher para uma nova oportunidade de ter filho do que se prender a um natimorto. <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

Pergunto-me seriam tão obtusos em conceder liberdades das mulheres SE fossem homens?

 

Alias se são a favor da vida não tomem remédios contra gravidez. Pílula para que?

 

Espermatozóides são seres vivos também, se masturbar mata milhões deles. São também em potencial futuros seres humanos mesmo que seja por uma fração de segundos.

 

Logo não se masturbem mais vocês matam potenciais filhos. Ou então enchem os bancos de espermas.

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Exatamente. É uma moral hipócrita que pretende

submeter pessoas a um sofrimento que chega a ser macabro' date=' e para

proteger um morto. Lindo, não? Um das saídas que eles encontram é

fantasiar sobre a vida de fetos anencéfalos. Existem aqueles que

procuram vida até em pedra, para sustentar sua moral tacanha, enquanto

fecham os olhos para o sofrimento dos outros e se dizem bondosos

defensores da vida. Eu vejo o mundo

avançando e vejo pessoas que não avançam junto esperneando a cada

mudança. Elas podem atrasar as transformações positivas, e assim privar

mais gente de direitos necessários por mais tempo, mas não podem fazer o

mundo parar.

[/quote']

Nem me fale, não suporto isso. É muito fácil defender ferrenhamente atitudes a serem tomadas pelos outros quando você não está na pele deles, não dá assistência e retira o direito deles de escolha. Para mim não chega nem a ser uma discussão real, já que não há algo mais coerente e simples do que deixar os que querem arcar com o sofrimento e acreditam no que quiserem quanto a sobrevivência do feto manter a gravidez e suas consequências e quem não quiser ter o direito de interrompê-la.

 

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A discussão do aborto de forma ampla é dos temas mais complexos, já que não envolve apenas o exercício de liberdades individuais.

 

 

 

A vertente específica que aqui se debate, entretanto, é bem mais simples, e acredito que tanto a Lucy quanto o Scofa já expressaram bem a situação: trata-se de permitir que cada grupo de pessoas envolvidas em cada caso particular(mãe, pai e seus círculos próximos) tenham o direito de decidir o que querem em uma situação atípica e extrema.

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Duas perguntas:

 

 

 

1) A anencefalia pode ocorrer em vários graus. Como definir até qual grau o aborto pode ser realizado?

 

 

 

2) A menina Marcela sobreviveu até quase dois anos. Se anencéfalos são vegetais desprovidos de vida, como definiram aqui, seria eticamente aceitável matá-la?

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O fato de descriminalizar uma coisa não quer dizer que você acha que as coisas poderão ser feito à torto e direito, até porque independente da descriminalização ou não, os abortos continuarão sendo feitos e mulheres que querem levar a gravidez adiante continuarão levando... Você apenas tira o peso da lei sobre essa decisão...

 

 

 

Oras, ter um feto anencefalo não se trata de uma escolha, um estupro não se trata de uma escolha, camisinha furada não se trata de escolha e por aí vai...

 

 

 

É muito comodo para alguém que se diz cristão e mimimi apontar o dedo e julgar o que uma pessoa deve ou não fazer, por mais que na bíblia se diga para não julgar, que quem fará isso o fará no dia do juizo final...

 

 

 

Mas não pode exigir que a justiça pese sobre essa decisão...

 

 

 

Até porque uma pessoa com o mínimo senso de valor à vida humana que estiver em um dilema de abortar ou não vai sofrer MUITO se decidir pelo aborto... Não será feito com um sorriso no rosto e consciência tranquila, podem apostar... Essas pessoas precisam de auxílio, não de um bando de nego enchendo o saco e falando que isso é pecado e mimimi...

 

 

 

 

 

Repito e acho que é por aí o raciocínio:

 

 

 

Sou à favor da descriminalização, o que não quer dizer que necessariamente eu seja à favor do aborto.

 

 

 

E se descriminalizado, que seja como disseram e também repito:

 

 

 

1) acompanhamento piscológico ANTES do procedimento, para assegurar que o aborto não seja feito de maneira "precipitada" e que seja uma escolha "racional" e DEPOIS do procedimento, para que a mulher aprenda a conviver com esta escolha, se isto lhe afetar de alguma maneira.

 

 

 

2) O procedimento só será autorizado após exame de no mínimo X médicos confirmando que a gravidez está em estagio inicial e não superior à x período de tempo

 

 

 

3) o procedimento só podera ser feito em HOSPITAIS (e não qualquer clinica e casa de saúde) e que sejam credenciados.

 

 

 

4) que seja preservada a identidade de quem optar pelo aborto, se essa pessoa assim quiser...

 

 

 

Dentre outras coisas importantes e necessárias...

 

.Saga.2012-04-15 05:34:19

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Acredito que mesmo que não tratemos de visão cristã diretamente, uma grande parte dos argumentos que enfatizam a defesa da não descriminalização têm base na religião. 

 

Daí é muito normal observarmos que a ênfase não é familiar, é no feto.

Isto ocorre porque se considera que os seres humanos são concebidos por Deus. Seríamos, nesse contexto, canais de propagação de seu amor, usados para gerar a criança. É coerente, portanto, dizer que somente Ele pode findar a vida de alguém tendo em vista que não conhecemos qual papel foi estabelecido para esta vida e fugiria à nossa compreensão tentar entender. Para os que acham, a princípio, absurdo definir um papel para um ser que já é morto, podemos imaginar que pode ser indireto, talvez da influência sobre as atitudes futuras da família, sei lá. É por este motivo que os religiosos dão a impressão de não se importar tanto com a família (é óbvio que se importam, mas a ÊNFASE é na vida do feto. Partimos do princípio de que, DE QUALQUER FORMA, pessoas vão sofrer). Também é natural que eles defendam a não descriminalização do aborto para todas as pessoas e em todas as situações, mesmo não estando envolvidos diretamente, pois têm como missão perpetuar o que julgam ser a missão do homem na Terra, que é exprimir a vontade de Deus.

 

E é justamente por isso que minha visão é tão clara e oposta. Simplesmente não sou religioso e a racionalidade predomina sobre minha visão. Considero que a religião é algo pessoal e que a pessoa deve aplicar suas crenças em sua vida e não na dos outros. Se você quer promover mudanças nos outros, convença-os, não os obrigue. E aceite a possibilidade de não concordarem contigo. A liberdade de acreditar no que eu quiser (e todos os outros) promove o principal embate que me faz tombar cruelmente em questões polêmicas como estas: 1) eu não acho que devamos ser agentes impositivos de nada a não ser quando somos prejudicados. 2) não fecho, em nenhuma hipótese, os olhos a eventos que efetivamente ocorrem, independente de serem bonitos ou não. 3) atitudes que não resolvem efetivamente algum problema de forma total devem ser adotadas para diminuir os prejuízos de forma parcial (melhor tomar alguma atitude que ficar esperando eternamente para tomar uma de caráter definitivo que muitas vezes sequer ocorre).

 

Daí decorre que: eu não me importo com o tipo de termos que utilizem para definir os fetos anencéfalos (a palavra "vida", em contraponto ao assassinato, morte ou qualquer outro termo que as pessoas desejam fugir desesperadamente, não causa o menor impacto).

 

Meu foco está na família e não no feto, que considero morto, independente de viver uma hora ou três anos, uma vez que nunca terá capacidade de desenvolver suas próprias atividades e será eternamente dependente. Cabe à família fazer a opção de lidar ou não com a situação, uma vez que ela é que vai cuidar.

 

Também não é difícil de observar, pelas conclusões acima, que acho que o aborto deve ser descriminalizado em qualquer situação porque não enxergo prejuízo social no não-nascimento (a não ser que eu soubesse de antemão o que aconteceria se ele nascesse e pudesse comparar os prejuízos). Mas enxergo inúmeras propagações sociais com alta probabilidade quando nasce alguém que os pais não queriam que nascesse (abandono, miséria,  drogas, criminalidade - que inclusive atinge pessoas que nada tem a ver). E, sim, sou cruel quanto a tais questões.

 

 

 

 

 

 

Mr. Scofield2012-04-15 09:21:55

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Mas terão filhos que viverão' date=' será difícil, certamente, mas eles poderão criar uma criança, se alegrarem com cada conquista dela (e, em um caso como esse, cada conquista é uma vitória sensacional!)... não vão viver uma expectativa de uma gravidez para simplesmente enterrar um corpo ao final do processo... Obrigar alguém a passar por esse sofrimento é cruel, é desumano, é criminoso...
[/quote']

 

Essa questão de que os filhos "viverão" é extremamente relativa.

 

Nós não temos como garantir o total fracasso, muito menos o total sucesso da empreitada. Há bebês anencéfalos que vivem. Quem somos nós para dizermos que o que eles vivem não é vida?

 

E ainda fica a questão: se o que a mulher carrega no ventre não é um ser vivo, mas um natimorto, pq o próprio organismo dela já não se livra dele?

 

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Duas perguntas:

 

 

 

1) A anencefalia pode ocorrer em vários graus. Como definir até qual grau o aborto pode ser realizado?

 

 

 

2) A menina Marcela sobreviveu até quase dois anos. Se anencéfalos são vegetais desprovidos de vida' date=' como definiram aqui, seria eticamente aceitável matá-la?[/quote']

 

Bingo...

 

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Meu foco está na família e não no feto, que considero morto, independente de viver uma hora ou três anos, uma vez que nunca terá capacidade de desenvolver suas próprias atividades e será eternamente dependente.

 

 

 

 

 

 

[/quote']

 

VOcê acaba de descrever uma pessoa portadora de síndrome de Down...

 

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Não existe PORTADOR de Síndrome de Down...

 

 

 

E uma pessoa que tem Sindrome de Down pode desenvolver a capacidade de ter uma vida quase independente ou até mesmo totalmente, desde que tenham acompanhamento desde crianças... Fora que existem vários "níveis" da sindrome e de outras...

 

 

 

 

 

Sobre a anencefalia, o grau de "gravidade" pode ser dado por um médico capacitado...

 

 

 

E ela viveu ou "sobreviveu" por dois anos?

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Não existe PORTADOR de Síndrome de Down...

 

 

 

E uma pessoa que tem Sindrome de Down pode desenvolver a capacidade de ter uma vida quase independente ou até mesmo totalmente' date=' desde que tenham acompanhamento desde crianças... Fora que existem vários "níveis" da sindrome e de outras...

 

 

 

 

 

Sobre a anencefalia, o grau de "gravidade" pode ser dado por um médico capacitado...

 

 

 

E ela viveu ou "sobreviveu" por dois anos?[/quote']

 

 

 

Pessoas com síndrome de Down conseguem ter uma vida relativamente independente. Um exemplo melhor seriam bebês com casos severos de autismo e paralisia cerebral.

 

 

 

E sobre a última frase do seu post: faz alguma diferença?

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Meu foco está na família e não no feto, que considero morto, independente de viver uma hora ou três anos, uma vez que nunca terá capacidade de desenvolver suas próprias atividades e será eternamente dependente.

 

 

 

 

 

 

[/quote']

 

VOcê acaba de descrever uma pessoa portadora de síndrome de Down...

Pessoas com síndrome de down são capazes de viver infinitamente mais tempo que isso e podem desenvolver muitas habilidades, não serve de comparação para o caso e desvia o foco da questão.

 

Entretanto, para mim não faz a menor diferença porque sou a favor da descriminalização do aborto em qualquer circunstância, esse argumento não me sensibiliza. Mas não vem ao caso aqui, já que esse tipo de aborto não está sendo discutido.

 

 

 

Mr. Scofield2012-04-15 14:48:12

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E ainda fica a questão: se o que a mulher carrega no ventre não é um ser vivo' date=' mas um natimorto, pq o próprio organismo dela já não se livra dele?

[/quote']

Não sejamos ingênuos, é lógico que bebês anencéfalos morrem quase imediatamente ou mesmo se viverem um ou dois anos nunca terão qualidade de vida e promoverão sofrimento à família, é indiscutível. Qualquer outra justificativa só encontra eco religioso e/ou usa de um campo especulativo incrivelmente improvável para se apoiar.

 

Justamente por não termos como garantir o sucesso da empreitada é que temos que dar a garantia para quem quiser enfrentá-la, mas não há NENHUMA justificativa para forçarmos pessoas que não querem a fazê-lo.

 

Agora, esta afirmativa em destaque não tem como discutir. O fato da natureza não se livrar por si só do feto não garante e nem serve de justificativa para nada (só, mais uma vez, se considerarmos o cunho religioso). Fora que há inúmeras situações (que não envolvem necessariamente aborto ou algo do tipo) na qual a natureza não age por si só.

 

 

 

Mr. Scofield2012-04-15 15:26:14

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Não existe PORTADOR de Síndrome de Down...

 

 

 

E uma pessoa que tem Sindrome de Down pode desenvolver a capacidade de ter uma vida quase independente ou até mesmo totalmente' date=' desde que tenham acompanhamento desde crianças... Fora que existem vários "níveis" da sindrome e de outras...

 

 

 

 

 

Sobre a anencefalia, o grau de "gravidade" pode ser dado por um médico capacitado...

 

 

 

E ela viveu ou "sobreviveu" por dois anos?[/quote']

 

 

 

Pessoas com síndrome de Down conseguem ter uma vida relativamente independente. Um exemplo melhor seriam bebês com casos severos de autismo e paralisia cerebral.

 

 

 

E sobre a última frase do seu post: faz alguma diferença?

 

 

 

 

 

Acho que faz diferença sim... "Vida" é ter perspectiva de crescimento, sobreviver é apenas cumprir tabela...

 

 

 

 

 

E realmente, começar a misturar todas as anomalias que podem surgir de uma gestação ou não deve haver a vontade dos pais em terem ou não o bebê... Se uma mulher quiser interromper a gravidez ela não pode ser criminalizada por isso, assim como um paciente que é mantido por máquinas e a família quiser desligar as maquinas não pode ser penalizada por isso também...

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Acho que faz diferença sim... "Vida" é ter perspectiva de crescimento' date=' sobreviver é apenas cumprir tabela...

 

 

 

 

 

E realmente, começar a misturar todas as anomalias que podem surgir de uma gestação ou não deve haver a vontade dos pais em terem ou não o bebê... Se uma mulher quiser interromper a gravidez ela não pode ser criminalizada por isso, assim como um paciente que é mantido por máquinas e a família quiser desligar as maquinas não pode ser penalizada por isso também...[/QUote']

 

 

 

Pela sua definição então eu devo deduzir que você não considera pessoas com lesões cerebrais irreversíveis, pacientes comatosos ou com alzheimer em grau avançado como vivos. É isso? Aí eu volto na pergunta da página anterior: seria lícito matar a garota Marcela?

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Não disse que não considero-os vivos... Apenas acho que se forem vegetais que só estão vivos por causa de uma maquina que a família pode optar por desligar as máquinas...

 

 

 

Sim, acho que seria licito, se a lei descriminalizasse...

 

 

 

E não só no caso da Marcela... Em todos os casos que respeitarem as definições estabelecidas e os pais decidirem pelo aborto...

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Defendo o direito

de escolha e livre arbítrio tanto ético como religioso de todos.

 

 

 

Só para

deixar claro não quero impor nada. Se uma família quer ter um natimorto tudo

bem, mas que seja escolha deles e não terceiros. Contudo é arriscado até para a

mãe seguir com uma gravidez assim. Repetindo de novo risco para mãe.

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E ainda fica a questão: se o que a mulher carrega no ventre não é um ser vivo' date=' mas um natimorto, pq o próprio organismo dela já não se livra dele?

[/quote']

Não sejamos ingênuos, é lógico que bebês anencéfalos morrem quase imediatamente ou mesmo se viverem um ou dois anos nunca terão qualidade de vida e promoverão sofrimento à família, é indiscutível. Qualquer outra justificativa só encontra eco religioso e/ou usa de um campo especulativo incrivelmente improvável para se apoiar.

 

Justamente por não termos como garantir o sucesso da empreitada é que temos que dar a garantia para quem quiser enfrentá-la, mas não há NENHUMA justificativa para forçarmos pessoas que não querem a fazê-lo.

 

Agora, esta afirmativa em destaque não tem como discutir. O fato da natureza não se livrar por si só do feto não garante e nem serve de justificativa para nada (só, mais uma vez, se considerarmos o cunho religioso). Fora que há inúmeras situações (que não envolvem necessariamente aborto ou algo do tipo) na qual a natureza não age por si só.

 

 

 

 

É lógico que tem como discutir... Basta uma mera observação cotidiana. O que é o aborto espontâneo em várias situações senão o organismo da mulher expelindo o feto que morreu no ventre?

 

Enfim, primeiro que a sua explanação não responde a pergunta... É óbvio que o nosso organismo ou absorve o ser morto ou o põe pra fora. Se não dá nada com o organismo, ocorre a absorção. Se pode fazer mal, é expelido. Essa é a ordem natural das coisas e nem enfiei Deus na jogada (ainda)...

 

Segundo que o seu primeiro parágrafo pode ser aplicado a QUALQUER pessoa com deficiência mental. Vamos matá-los também sob a justificativa de evitar o sofrimento deles ou da família? De fato, não podemos ser ingênuos, muito menos hipócritas, que, com todo respeito e franqueza, é o que estou sentindo o cheiro aqui. Matar anencéfalos e deixar viver os deficientes com down ou outro tipo de demência é uma tremenda contradição. Só demonstra a confusão dos graus de valor à vida que alguns agregam para defender esta posição.

 

Terceiro que o argumento "morte certa", de novo, não se aplica se analisarmos RACIONALMENTE a questão uma vez que ela se aplica a todos nós. A única diferença é que o anencéfalo tem a probabilidade de morrer ANTES de um bebê supostamente normal, mas até aí todos podemos morrer antes. E neste sentido, eu posso aplicar o mesmo expediente que você dizendo, portanto, que o argumento "morte certa" não pode servir de justificativa pra nada. E ademais, eu posso morrer antes de uma pessoa com câncer já em estágio avançado. Quem é que define quem morre e quando? A questão aqui é mais moral que biológica. Quem somos nós para dizer quando uma vida deve ou não terminar? Usando ainda o mesmo exemplo entre eu e o doente de câncer, já que ele tem menor expectativa de vida (ou então vida com "qualidade" como vem sendo propalado aqui) - conforme "comprovação", "estatística", "prova científica" ou qualquer artifício que desejam usar - do que eu, então por este raciocínio, é ético matá-lo o quanto antes, certo? Afinal, como fica o sofrimento da família?

 

Quarto, o argumento de não garantia do sucesso da empreitada também não se aplica. TODA gestação oferece algum grau de risco tanto pra mulher quanto para a criança que é gerada no útero. Nós simplesmente não temos PODER para garantir QUALQUER TAXA DE SUCESSO em NENHUMA GRAVIDEZ. Há fatores atuando - ou que podem atuar - durante o processo que estão além do nosso controle. Afirmar que não podemos garantir o sucesso da empreitada no caso do anencéfalo - sugerindo que poderíamos garantir o mesmo em uma situação diferente - é mais um sinal de prepotência e arrogância que não temos como administrar e muito menos arcar com as consequências disso depois.

 

 

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