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Miami Vice


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Veja novas imagens de Miami Vice

Por

Marcelo Forlani

 

12/5/2006

 

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Foram divulgadas nesta quinta novas imagens de Miami Vice, remake da série de TV oitentista ambientada na cidade da Flórida.

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O filme é escrito, produzido e dirigido por Michael Mann (Colateral) e tem estréia prevista pela Universal Pictures para 28 de julho de 2006. Nos papéis principais estão

 

 

Jamie Foxx (Ray) e Colin Farrell (Alexandre).

 

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Lukewarm Waters

Director Michael Mann makes a return trip to Miami.

By David Ansen
Newsweek

July 31, 2006 issue - If you got to "Miami Vice" looking for nostalgia, you're barking up the wrong palm tree. Yes, it's called

"Miami Vice" and the two leads are named Sonny Crockett and Ricardo

Tubbs, but there any resemblance to the '80s TV show ends. There's not

a pastel T shirt in sight.

 

On the subject of expectations, fans of

Michael Mann—and anybody interested in stylish, hard-bitten cinema

should be a fan—may expect something on the ambitious level of "The

Insider," "Heat" or "Ali." They, too, should adjust their gaze. This

down-and-dirty tale of drugrunning, which sends Crockett (Colin

Farrell) and Tubbs (Jamie Foxx) on a treacherous undercover mission

from south Florida to Para-guay, Havana, Colombia and back again, is a

straight-ahead genre movie. It's filled with Mann's signature macho

verisimilitude, but essentially it's the stuff of what, in saner fiscal

times, would have been a B movie. "Miami Vice" delivers the thrills,

atmosphere and romance it promises, but it doesn't resonate like major

Mann.

Crockett

and Tubbs have to penetrate the drugrunners' ring to discover who's

been ratting out the Fed's undercover agents. This, however, proves to

be something of a McGuffin as they stumble upon a globalized crime

syndicate much bigger than the Aryan Brotherhood thugs they think

they're after. Crockett's pose as a drugrunner gets more complicated

when he falls for the cartel's sexy financial officer, Isabella (Gong

Li). The great Chinese star hasn't seemed comfortable in Hollywood fare

("Memoirs of a Geisha"), but Mann locates the lusty vulnerability under

her snarl. There's enough real passion between Farrell and Gong for the

movie to get some emotional traction. The teaming of a rather torn and

frayed Farrell and Foxx, who's in lean fighting form, is less

memorable, largely because Foxx is underutilized: he vanishes for long

stretches, leaving the heart of the film to his costar.

We're

meant to think that Crockett has gotten so deep into his double role

that his true loyalties are up for grabs, but the movie's attempts at

psychological nuance take a back seat to its shoot-outs and face-offs.

The best of them is a precision-tooled set piece in which Tubbs's

kidnapped girlfriend (Naomi Harris) must be rescued from a heavily

armed gang of rednecks.

 

"Miami Vice" has a distinctive look. Mann used high-definition video on

"Collateral," but it could have been mistaken for film. Here,

cinematographer Dion Beebe goes for a dark, scruffy texture that

emphasizes, rather than disguises, the chilly, electrified video

textures. That may be a first for a big studio film. It seems

appropriate that a property that began on the TV screen now helps usher

in the era of big-budget video movies. As always, Mann does it with

style.

 

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Review do "A.O. Scott" do jornal "The New York Times" sobre MV.

 

 

 


28/07/2006

"Miami Vice":

paixões operísticas, ainda assim divertido no calor


A. O. Scott

 

"Miami

Vice" apresenta glórias visuais: as composições parecem quadros de mar e céu

tropicais, as cenas de boates são luminosas e vibrantes, a força letal é

meticulosamente coreografada. Se há uma lição a ser extraída de Sonny Crockett e

Ricardo Tubbs (Jamie Foxx), talvez seja que amor e trabalho não se misturam. Os

funcionários da prefeitura da Flórida, cujo trabalho é o assunto do filme, como

da série de televisão há duas décadas, têm tarefas bastante complicadas, para

início de conversa.

 

Eles se fazem de traficantes

altamente qualificados e empresariais para conseguir derrubar amplas máfias

criminais, o que significa que devem saber lidar com barcos velozes, malas

cheias de dinheiro, jatinhos e armas. Suas vidas privadas não os distanciam do

trabalho. Em seu tempo livre, Tubbs mantém a companhia de uma colega (Naomie

Harris) enquanto Crockett persegue um romance irresponsável com a mulher (Gong

Li) de um chefão das drogas e sócio. Essas ligações dão à sua operação secreta

um impulso extra de intensidade. Na hora do duelo final com os malvados,

Crockett e Tubbs já ultrapassaram há muito a linha que divide o profissional do

pessoal.

 

Mas no mundo de Michael Mann -força criativa que orientou a

série para televisão de "Miami Vice" e autor e diretor da versão para o cinema-

esse limite não existe. Independentemente do que fazem, seus principais

personagens tendem a ser homens cujo compromisso com suas profissões transcendem

o mero vício no trabalho e se tornam uma paixão quase operística, que tudo

consome.

 

Esses homens podem ser produtores de televisão ou assassinos de

aluguel, boxeadores ou motoristas de táxi, policiais ou ladrões, e podem se

relacionar com os outros como parceiros, antagonistas ou aliados inconfortáveis,

mas todos parecem compartilhar esse traço essencial: é impossível separar quem

são do que fazem. Crockett e Tubbs não estão no ofício pelo plano de pensão ou

pela cobertura dentária, nem pelos aviões ou barcos ou óculos escuros, nem mesmo

pela emoção de combater o crime. Sua devoção ao trabalho é irracional, arriscada

e extravagante: pode-se até chamar de maluca. Eles insistem em fazer o trabalho

do jeito que querem e não toleram a interferência de, digamos, um burocrata

membro do FBI (Ciaran Hinds).

 

Em outras palavras, são muito como os

detetives interpretados por William L. Petersen em "Dragão Vermelho" e Al Pacino

em "Fogo contra Fogo", ou como o assassino representado por Tom Cruise em

"Collateral", para citar alguns. O que também significa que, como a maior parte

dos homens de Mann, eles têm uma semelhança com o próprio autor. Nunca aberto a

cessões ou restrições, ele se joga em cada cena, tornando os filmes do gênero

espetáculos febris de estilo e sentimento.

 

Com "Miami Vice" ele

claramente tinha dinheiro para torrar, e as chamas são belas de

assistir.

 

Misturando sabedoria popular com ambição formal impressionante,

Mann transforma o que é essencialmente um episódio razoavelmente previsível de

um programa policial em um espetáculo wagneriano inebriante. Ele funde música,

cores pulsantes e drama em algo que é ocasionalmente sem sentido e

freqüentemente sublime. "Miami Vice" é um filme de ação para pessoas que gostam

de cinema experimental de arte e vice-versa.

 

Não estou exagerando sobre a

arte. Algumas das seqüências mais cativantes têm uma qualidade abstrata, como se

Mann estivesse prestando homenagem à vanguarda, ao cinema anti-narrativa de Stan

Brakhage no meio de uma produção de grande estúdio. Dispensando a convenção de

que os filmes existem para servir a história, Mann freqüentemente usa a trama

com desculpa para construir filmes arrebatadores.

 

A câmera, com

sensualidade calculada e voluptuosa, vai de cidades tumultuadas ao mar aberto,

de nuvens carregadas para os músculos desenhados das costas de Foxx. Como

"Collateral", "Miami Vice" foi filmado em vídeo digital de alta definição, que

Mann, em colaboração com o brilhante cinematógrafo Dion Beebe, não trata como um

substituto conveniente ao filme, mas como um meio em si mesmo, com suas

propriedades estéticas e possibilidades visuais. A profundidade do foco, a

intensidade das cores e o acabamento granulado manchado de algumas imagens criam

um visual que é, ao mesmo tempo, vividamente naturalista e quase um

sonho.

 

Não que a narrativa faça concessões demais ao realismo, além do

ocasional trecho de jargão policial sem tradução ("nosso op-sec ficou

comprometido") e a presença amarrotada do maravilhoso Barry Shabaka Henley, como

o tenente Castillo, o comandante de pés no chão interpretado na televisão por

Edward James Olmos.

 

Há uma estrutura básica, envolvendo traficantes de

metanfetaminas supremacistas brancos. São uma distração e prenunciam uma

surpresa posterior, mas logo estamos ambientados no mundo dos senhores de drogas

latino-americanos sem coração (neste caso, um sujeito que está se aposentando,

interpretado por Luis Tosar) e seus capangas sádicos (Jonh Ortiz, parecendo um

universitário especialmente desarrumado). O caso requer uma operação secreta

elaborada, baldes de dinheiro e os melhores barcos e aviões que os contribuintes

de Miami podem pagar. Não é verdade, é claro. O orçamento do Departamento de

Polícia de Miami, no ano fiscal de 2005, foi em torno de US$ 100 milhões (ou

cerca de R$ 220 milhões), uns bons US$ 50 milhões (cerca de R$ 110 milhões) a

menos que o custo de produção de "Miami Vice".

 

A ação pula do Paraguai

para o Haiti, da Colômbia para Cuba (personificada, como de costume, pela

República Dominicana), onde Crockett e sua amiga aparecem para coquetéis após o

trabalho. A mistura de perigo, glamour e profissionalismo do filme vem do

conceito central da série, que imaginou um par de policiais urbanos que se

vestiam, se pareciam e agiam como astros de cinema.

 

Depois da série se

tornar um sucesso, verdadeiros astros do cinema ocasionalmente faziam visitas.

Ainda assim, os velhos Crockett e Tubbs, interpretados por Don Johnson e Philip

Michael Thomas, carregavam muita

bagagem: divórcios, morte de sócios, Vietnã

e o Departamento de Polícia de NY. Suas novas personalidades, por outro lado,

são leves, sem histórias passadas para pesar no filme. Exceto por algo sobre o

pai de Crockett e os Allman Brothers, que explica o bigode de Farrell, e talvez

seu sotaque peculiar.

 

Quando o programa fez sua estréia, em 1984, Johnson

era um ator ultrapassado, o que ajudou a dar a seu personagem um elemento de

desapontamento e cansaço. Na versão para o cinema, porém, são usados astros de

cinema de verdade, que comandam a atenção simplesmente permitindo que a câmera

recaia sobre eles. Fox, dissimulado, taciturno e naturalmente carismático,

certamente preenche os requisitos, assim como Gong, uma deusa do cinema global,

cujas palavras o público ouve mesmo que não as entenda. Se há justiça no mundo,

Harris (que também pode ser visto neste verão em "Piratas do Caribe") entrará

para seu patamar em breve.

 

Farrell, entretanto, é um astro de cinema

apenas no sentido em que Dick Gephardt é presidente dos EUA. Ele sempre pareceu

melhor impresso em papel e conseguiu alguns endosso -de Oliver Stone, Joel

Schumacher e Terrence Malick, entre outros- mas nunca aconteceu de verdade. Aqui

ele espreme os olhos e se contorce para transmitir emoção e relaxa o lábio

inferior para sugerir desejo, preocupação ou profunda contemplação, mas apesar

de sua boa aparência não tem aquela qualidade misteriosa que chamamos de

presença.

 

O roteiro de Mann tem sua quantia de frases tolas ou

cansativas, mas elas realmente só soam assim na boca de Farrell. (Ele disse

realmente "Sou louco por mojitos"? Meu Deus!) Quando não está na tela, você não

sente falta dele; quando está, sua atenção busca logo outra pessoa ou outra

coisa. Gong Li. Um barco. Um raio iluminando o céu úmido de verão.

 

Ainda

assim as falhas de "Miami Vice" ficam apenas no final de sua grandeza. De certa

forma, é um filme inteiramente gratuito: a influência da série original pode ser

vista em qualquer filme de perseguição de carro e tiroteios, de "Homens

Malvados" a "Homens Malvados II". Não há muito a acres centar. Mas a

irrelevância desse projeto torna a devoção quixotesca de Mann perversamente

heróica. Não era um trabalho que precisava ser feito, mas ninguém poderia tê-lo

feito melhor.

 

 

 

Big One2006-7-28 12:30:21

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A série , hoje em dia , é vista bem como um policial cafona com todos aqueles excessos típicos dos anos 80 ,heheh .

Eu quero assistir ao filme . Acho ótimo o trabalho do diretor Michael Mann em filmes como Fogo Contra Fogo , O Informante e Colateral . E ainda tem no elenco a Gong Li , atriz que eu acho bem interessante .

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  • 3 weeks later...

nunca vi a série, mas já joguei "gta: vice city", jogo inspirado na série. o jogo é divertido, mas o jeitão 80's é demais.

A série ' date=' hoje em dia , é vista bem como um policial cafona com todos aqueles excessos típicos dos anos 80 ,heheh .

[/quote']

espero que o filme tenha captado esse espírito. mas o trailer não deixa isso muito claro não.

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Ahan , o Pablo escreveu isso no seu blog:

" Vi Miami Vice hoje e gostei muito, apesar de achar o final "leve" demais para um filme tão pesado. Mas o que realmente me impressionou foi a fotografia. Não consigo pensar em outro grande cineasta que, hoje, domine tão bem o formato digital como Michael Mann.

 

E Gong Li é maravilhosa. "

Postado por Pablo em 23/8/2006, às 15:42 

 Fiquei animado com esse post , já tem tempos que eu quero ver esse filme . E de fato , a  Gong Li é maravilhosa ! Eu já era fã dela há uns dez anos (desde que eu vi os filmes Lanternas Vermelhas , Adeus Minha Concubina e Operação Xangai) e  fico com ciúme de saber que muita gente agora a conhece ,heheh .

O Michael Mann é , na minha opinião , um dos melhores diretores da Hollywood atual .Poucos filmam tão bem ambientes urbanos durante a noite , como nos filmes Fogo Contra Fogo e Colateral .

Fernando2006-8-25 19:2:51
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