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Forum Cinema em Cena
Jorge Soto

Bohemian Rhapsody (Dexter Fletcher)

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Bohemian Rhapsody | Rami Malek rebate críticas de que filme ignora a sexualidade de Freddie Mercury

Protagonista do filme defende que o tema precisava ser abordado de maneira delicada.

 

Desde que o primeiro trailer de “Bohemian Rhapsody” foi lançado, a 20th Century Foxvem recebendo queixas dos fãs de Freddie Mercury sobre o filme estar omitindo sua sexualidade e o fato do cantor ser soropositivo. Em entrevista à Attitude Magazine, o ator Rami Malek (da série “Mr. Robot”) diz que a controvérsia é desnecessária já que o filme trata das dificuldades íntimas de Mercury e não esconde sua sexualidade ou diagnóstico de AIDS.

“É uma vergonha que as pessoas estejam comentando isso depois de um teaser de um minuto onde a única coisa que você quer é ouvir a música. É difícil. Primeiramente, deixe-me dizer que eu não acho que o filme se envergonhe de sua sexualidade ou sua doença, que obviamente é AIDS. Não sei como se poderia evitar tudo isso, ou se alguém cogitaria essa possibilidade. É um pouco absurdo que estejam julgando isso por causa de um trailer de um minuto. Foi um importante momento para se ter no filme, que no final das contas é muito triste mas também empoderador de certa forma. Mostra a você quão resiliente o ser humano pode ser e o quanto nós somos dependentes da força de nossos amigos e família para superarmos momentos difíceis. Essa doença é ainda uma forte ameaça para muitas pessoas no mundo. É realidade para tantas pessoas que acho que seria uma pena não abordar isso”, disse o ator.

O segundo trailer divulgado pela Fox mostrou um pouco mais sobre a doença e sexualidade de Mercury.

“Bohemian Rhapsody” conta ainda com Ben Hardy (“X-Men: Apocalipse”) como o baterista Roger Taylor, Joseph Mazzello (“G. I. Joe – Retaliação”) como o baixista John Deacon, e Gwilym Lee (da série “Midsomer Murders”) como o guitarrista e vocalista Brian May. Aidan Gillen (da série “Game of Thrones”), Tom Hollander (“Uma Razão Para Viver”) e Mike Myers (“Bastardos Inglórios”) completam o elenco.

O roteiro é escrito por Anthony McCarten, indicado ao Oscar por “A Teoria de Tudo“. A direção está à cargo de Dexter Fletcher (“Voando Alto”), que substituiu Bryan Singer (da série “The Gifted”) depois que o diretor foi desligado do projeto. Entretanto, Singer também será creditado como diretor do filme.

“Bohemian Rhapsody” estreia no Brasil em 1° de novembro.

 

FONTE: CINEMA COM RAPADURA

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Bohemian Rhapsody | Bryan Singer se defende de acusações da mídia

Diretor foi acusado de estupro em dezembro

Bohemian Rhapsody | Bryan Singer se defende de acusações da mídia

Bryan Singer, diretor substituído por Dexter Fletcher em Bohemian Rhapsody, publicou uma nova declaração em seu Instagram, se antecipando de um artigo que deve sair em breve na Esquire. Segundo o cineasta, a revista deve tratar das acusações recentes de abuso envolvendo o diretor. Confira:

"Há algum tempo eu estou ciente de que a Esquire pode publicar um artigo negativo sobre mim. Eles entraram em contato com amigos, colegas, e pessoas que eu nem conheço. No clima de hoje, quando as carreiras das pessoas estão sendo ameaçadas por simples acusações, o que a Esquire está fazendo é um desrespeito pela verdade, fazendo presunções que são ficctícias e irresponsáveis.

O artigo tentará trazer novamente as acusações e processos falsos. Este artigo se utilizará erroneamente de "fontes" que dirão ter um "íntimo" conhecimento de minha vida pessoal. Também tentará estabelecer culpa por associação por eu ter conhecido pessoas no passado. Eles tentarão prejudicar uma carreira que eu gastei 25 anos tentando construir.

Não coincidentemente, o artigo virá convenientemente junto ao lançamento do meu filme, Bohemian Rhapsody. Estou imensamente orgulhoso deste filme e de todos os envolvidos.

 

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Como se sabe, Bohemian Rhapsodypassou por um início de produção conturbado. Em dezembro do ano passado, o diretor Bryan Singerprecisou ser substituído do projeto por Dexter Fletcher.

 

Agora, ao Metro, o protagonista Rami Malek, que é Fredie Mercury no filme, revelou mais alguns detalhes do ambiente deixado por Bryan Singer.

“Era um set tumultuoso, não tenha dúvidas disso”, explicou o ator.

O “tumulto” citado por Rami Malek, porém, tem mais a ver com a questão da busca por uma nova cineasta depois de a produção já ter começado.

“Nós chegamos a um lugar que tivemos um lapso no tempo quando nosso diretor não estava presente e nós precisávamos encontrar outro, acho que isso diz tudo. Nós estamos aqui para celebrar e honrar um ser humano, e ninguém ficará no caminho disso”, ainda declarou o protagonista.

 

FONTE: OBSERVATÓRIO DO CINEMA

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BOHEMIAN RHAPSODY – UMA OBRA DIGNA DE MAJESTADE!

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É muito estranho existir um filme-documentário de algo que você acompanhou na vida real – ao menos uma parte da história. É ainda mais estranho pensar que as principais figuras daquela obra já não existem mais, se foram e não voltam.
Bohemian Rhapsody traz um misto de sentimentos ao longo de pouco mais de duas horas, contando não só a história de Freddie Mercury, mas também a do Queen e da criação de algumas de suas principais músicas.
E é uma obra ímpar.
Bohemian Rhapsody começa exatamente onde se imagina e usa um recurso narrativo até manjado. As primeiras cenas são o início do histórico show do Queen no Live Aid, nos anos 80, para depois a projeção realizar uma viagem no tempo e contar como tudo começou, quando Freddie ainda era Farrohk.
A partir daí vemos o que é Bohemian Rhapsody. Apesar de ser “marketeado” como um quase documentário sobre a história do astro, e também do Queen, o filme é, na verdade, e principalmente, sobre as músicas da banda e sobre o desenvolvimento como família de Brian May, Roger Taylor, John Deacon e o próprio Freddie.
Bohemian Rhapsody também não é 100% realista com o que aconteceu com a carreira do Queen em toda a sua história. Há alguns fatos fora de ordem e há diversas omissões. Mas isso é feito de maneira proposital, parece, muito também para englobar anos e mais anos de história, desde a concepção da banda, até seu eterno ápice no show já citado.
É um filme manjado, mas que está ciente disso. Ele também é um pouco corrido, mas não a ponto de incomodar. A narrativa se sustenta com a ótima direção e fotografia, que estão em um nível esperado para uma obra sobre uma das maiores bandas que já existiram no planeta.
Mas, o mais interessante da narrativa de Bohemian Rhapsody está em seu contra-ponto à famosa “jornada do herói”. Freddie é uma antítese a este conceito. Ele começa como um “ninguém”, mas desde o início ele já é um herói estabelecido. É ele quem “salva” a banda de ser desfeita e já se mostra um membro valioso, repleto de talento.
Ao longo do enredo, Freddie não cresce mais. Ele termina a história com o exato mesmo talento e nível apresentados em sua concepção. O que ele ganha são problemas e defeitos de caráter, como a soberba que quase levou ao fim do grupo e a falta de tato com aqueles que ele não considerava “de seu nível social”.
Freddie Mercury é o motor que move a história do Queen e o filme está ciente disso, mas o roteiro não esquece, em nenhum momento, dos outros membros da banda – ao menos quando é obrigado a isso.
A produção também trabalha muito bem com seus coadjuvantes, mesmo aqueles que não fazem parte da banda. Aliás, todo o elenco de Bohemian Rhapsody está afinadíssimo com a música.
Dá para destacar vários nomes em um mesmo parágrafo, mas alguns merecem menções únicas. Desnecessário dizer o quanto Rami Malek ficou bem como Freddie Mercury. Não tanto pela caracterização - há algumas diferenças visuais notáveis - mas pelo comportamento e traços específicos de fala.
Já Aidan Gillen vive o diretor John Reid, que gerenciou a banda durante uns bons anos, até ser demitido por Freddie. Ainda que Gillen tente se desvencilhar sem muito sucesso do seu jeito "Mindinho" de ser, ele tem todo um charme especial quando está em cena, passando a mensagem correta ao espectador.
Também é necessário elogiar, e muito, os atores que fazem os membros da banda. Em especial Gwilym Lee como Brian May - completamente indistinguível da realidade, entre traços, aparência e comportamento.
É muito legal que, apesar da caracterização do Freddie, todo o elenco esteja em um nível incrível de visual e similaridades. O Jim Hutton de Aaron McCusker é outro excelente exemplo do que foi feito neste longa.
Mas Bohemian Rhapsody não é perfeito, como já deixei claro no início do texto. Ele é corrido e corta diversas partes importantes da história de Freddie e do Queen. Em alguns momentos ele é bastante “pasteurizado”, se é que dá para classificar assim.
A intenção é contar a história de algumas das principais músicas, mas em alguns casos nos fogem alguns detalhes. E, de certa forma, a canção que dá nome ao título é executada apenas em trechos, nunca por completo.
Mesmo assim, Bohemian Rhapsody se sobressai entre os problemas, entregando um filme que não é apenas coeso e contido, mas também apresenta vários destaques técnicos – e se já não citei o suficiente, ainda dá para elogiar a trilha sonora, que não tem apenas sucessos do Queen, mas também de outras bandas, como The Beatles e Jethro Tull.
Conclusão
Isto é a vida real ou apenas fantasia?
Bohemian Rhapsody emociona e pode até arrancar algumas lágrimas de quem vai quase que literalmente se ver nas telonas – sem detalhes para não entregar algumas surpresinhas –, e tem alguns probleminhas de narrativa por ser corrido e sem entrar em detalhes, mas ainda é uma grande produção para uma grande banda, e um dos maiores artistas que já pisou na Terra.
Nota: 4,5 de 5

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"...Bohemian Rhapsody é mais uma celebração dos maiores hits do Queen do que um olhar franco sobre a história da banda..."

Thiago Belotti

 

Categoria friendly family.

 

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