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Forum Cinema em Cena

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Bom ver o Pablo voltando a realizar críticas de filmes nacionais. Com relação a este filme uma coisa que me chama sempre a atenção é como o cinema nacional tem uma dependência tão grande com filmes baseados em fatos reais. Parece que todo filme nacional tem que ser baseado em fatos reais (logicamente que estou generalizando, mas é a grande maioria). E pelo jeito não foi desta vez que fizemos um filme do gênero de ação. "Tropa de Elite" e "Cidade de Deus" não deixam de ser a sua maneira, mas filme de ação mesmo com este propósito, algo raro. Uma crítica que merecia uma estrela e não duas.Thiago Lucio2011-07-23 20:42:59
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Bom ver o Pablo voltando a realizar críticas de filmes nacionais. Com relação a este filme uma coisa que me chama sempre a atenção é como o cinema nacional tem uma dependência tão grande com filmes baseados em fatos reais. Parece que todo filme nacional tem que ser baseado em fatos reais (logicamente que estou generalizando, mas é a grande maioria). E pelo jeito não foi desta vez que fizemos um filme do gênero de ação. "Tropa de Elite" e "Cidade de Deus" não deixam de ser a sua maneira, mas filme de ação mesmo com este propósito, algo raro. Uma crítica que merecia uma estrela e não duas.[/quote']

 

é verdade, Bay precisa dar umas aulas por aqui.

 

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Pois é, o cinema nacional precisa de um diretor que goste de explodir as coisas em cena... 06

 

Ah e essa decisão editorial do Cinema em Cena em colocar a repercussão da discussão entre o Pablo e a tal da Lady sobre preconceito regional, ofensas e cia, na ficha do filme foi descabida. É querer explorar uma repercussão através de algo que não está relacionado diretamente ao filme. Trata-se de um assunto entre as duas pessoas, não deve ser tomado partido como algo referente ao filme. Exageros à parte é a mesma coisa que publicar que a Paris Hilton fez compras no shopping no intervalo das gravações de seu novo filme na página desse novo filme.
Thiago Lucio2011-07-23 21:34:19
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Para mim nada funciona nesse filme. A trilha sonora é terrível, totalmente dissonante da ação na tela. Soa exagerada como se acontecimentos estúpidos fossem extremamente importantes.

As atuações são incrivelmente ruins (o que é aquele Mineiro? 07) e os personagens igualmente bestas. O mais estranho é que o cunho cômico do filme vai mais do involuntário do que do oposto.

 

Mas a campeã é Giulia Gum, sem dúvida, tanto na atuação em si quanto a personagem que interpreta. Sua personagem é uma policial que remete a uma tentativa de Scully 200 mil vezes piorada e daí não há como deixar de se perguntar: "como uma pessoa tão idiota conseguiu chegar em um cargo na polícia"? Besta, ingênua, emocional e não demonstra o menor conhecimento investigativo ou de padrão de criminosos (tenho certeza que muitos dos espectadores se sentiram afrontados tamanha a estupidez da moça). O personagem de Lima Duarte (um pouco menos estúpido, mas também bastante) também é constrangedor.

 

Enfim, enredo pobre, estrutura completamente sem noção (não há em absoluto função narrativa na intercalação de passado/presente/futuro a não ser tirar as pouquíssimas surpresas da trama), um horror. Dos piores do ano.

 

 

 

Mr. Scofield2011-07-24 00:35:53

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Já vi um filme melhor com o mesmo Golpe (cavar um tuneo de uma casa para um lugar com muito dinheiro). Matadores de Velhinhas dos Coen.

 

 

 

No mais a estrutura televisiva prejudica muito nosso cinema (até porque a linguagem desta, com uma excessão nos últimos anos, vindo do Luiz Fernando Carvalho em seus dois projetos do Quadrante) é muito pobre.

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No mais a estrutura televisiva prejudica muito nosso cinema (até porque a linguagem desta' date=' com uma excessão nos últimos anos, vindo do Luiz Fernando Carvalho em seus dois projetos do Quadrante) é muito pobre. [/quote']

Verdade. Nossa indústria cinematográfica é completamente dominada pela Globo Filmes e por seus atores, na maior parte, proveniente de novelas. Mesmo assim nossa riqueza cultural é tão diversificada e envolvente que sai coisa boa muitas vezes. Não é o caso deste aqui.

 

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No mais a estrutura televisiva prejudica muito nosso cinema (até porque a linguagem desta' date=' com uma excessão nos últimos anos, vindo do Luiz Fernando Carvalho em seus dois projetos do Quadrante) é muito pobre. [/quote']

Verdade. Nossa indústria cinematográfica é completamente dominada pela Globo Filmes e por seus atores, na maior parte, proveniente de novelas. Mesmo assim nossa riqueza cultural é tão diversificada e envolvente que sai coisa boa muitas vezes. Não é o caso deste aqui.

 

O problema é que no Brasil não existe atores para cinema, no fim vc é obrigado a usar um ator de teatro ou novela e aí já sabe, estão acostumados com o modo industrial de fzr novelas e se irritam em ter que refazer vários takes.

 

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Não acho que o ator brasileiro se irrita em ter que refazer vários takes. É tudo uma questão histórica, cultural. A maioria dos profissionais que fazem cinema no Brasil sairam da publicidade ou da televisão. A culpa não é exatamente dos atores. Enquanto tivermos diretores de cinema como Marcos Paulo, Jaime Monjardim, José Alvarenga Jr., dentre tantos outros, que preguiçosos não possuem a mínima intenção de utilizar linguagem cinematográfica em filmes e simplesmente realizarem filmes como se estivessem fazendo um especial de final de ano, continuaremos tendo resultados medíocres. Os profissionais da publicidade são até mais competentes nesta transição. E só com o tempo e com o amadurecimento na cultura cinematográfica nacional conseguiremos nos livrar dos profissionais de TV brincando de fazer cinema.Thiago Lucio2011-07-24 13:31:42
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"26/07/2011 - 10h13

 

Mulher de Marcos Paulo diz que jornalista que criticou longa do marido "tem cara de cearense"

 

 

 

Do UOL, no Rio

 

 

 

A atriz Antonia Fontenelle, mulher de Marcos Paulo, diretor do longa “Assalto ao Banco Central”, usou o Twitter para mostrar sua irritação em relação à critica feita pelo jornalista mineiro Pablo Villaça, do portal Cinema em Cena. “Gente, quem é Pablo Vilaça? Essa pessoa se intitula critico de cinema, tem cara de cearense, percebi que ele quer 5 minutos de fama. Pablo Vilaça, nem me dei o trabalho de ver se o seu portal é do Ceará, mas se for, obrigada porque lá estamos bombando, logo se vê que você não tem credibilidade nenhuma, só falou besteira na sua critica. Você não é critico, você é desorientado. Internet é mesmo terra de ninguém”, escreveu.

 

 

 

Após dizer que o jornalista tinha cara de cearense, Antonia tentou consertar sua declaração. “Antes que me interpretem mal, porque o povo adora ir por esse lado, um dos personagens que amo no filme é o Caetano (Fabio Lago). Ele faz um cearense engraçadíssimo, perfeito, o cinema vai abaixo com ele”, postou.

 

 

 

Também através do Twitter, Pablo Villaça respondeu às críticas de Antonia, que faz uma participação no filme como Regina, namorada de Telma, personagem vivida por Giulia Gam. “Não sei o que acho mais divertido: o fato de @ladyfontenelle ignorar que o @cinemaemcena tem 14 anos e é um dos portais mais acessados do Brasil ou se é o fato de me chamar de ‘cearense’ acreditando que isso iria me ofender. @ladyfontenelle, sou mineiro, mas teria imensa HONRA em ser cearense - como são alguns de meus amigos mais queridos”, escreveu o jornalista."

 

 

 

Pablo deu um owned na mulher, hehehe.

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E porque tenho a sensação de que todo diretor da Rede Globo quando faz um filme, fica na enorme expectativa de ser lambido automaticamente o tempo todo? Esse caso dessa mulher demonstrou um pouco isso.

 

Claro, que todo diretor quer ver sua obra apreciada, normal, mas não é bem isso que ocorre com eles, pelo que eu vejo. Muitos deles sabem que fazer filme por aqui é difícil pra dedéu, tem que ter um esforço sobre humano, então eu realmente fico com a sensação que eles fazem seus filmes pelo puro desafio de fazer e não pelo filme em si. É meio que eles tem que provar que eles são "diretores de verdade" e não só "diretores de novela". Aí, eles colocam qualquer coisa na tela só pra mostrar que sabem fazer.

 

Por isso, até creio que falta a eles um certo apuro técnico, já que muitas vezes fazem os filmes nas coxas mesmo, só pra entregar algo mesmo.

 

Basicamente, na cabeça deles: O esforço pra fazer o filme>>>Filme. E essa equação pra mim, não funfa muito bem.
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Eu vi o trailler e achei que talvez fosse um filme razoável. Eu infelizmente sou dos que tem algum preconceito contra o cinema brasileiro: não dá pra entender a lógica desses caras: acham que o público brasileiro e burro -embora a maioria seja mesmo-. Quanto à polêmica da "esposa" do diretor uma boa resposta é que o sobrenome Fontenelle é um dos mais comuns no.... Ceará. Provavelmente ela, inteligente que é, não saiba que talvez descenda de uma cabeça-chata cearense. Não é mesmo o cúmulo da ironia???

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Se você não assistiu a bomba do Jayme Monjardim chamada Olga não tem idéia do que esses globais fazem: Dá pra imaginar um filme brasileiro em que até os alemães em sua prória terra falam português? E ainda tenta vender o filme também como uma história de amor. Desde quando um cara que ama uma mulher que é perseguida pela polícia do estado foge e deixa a amada à mercê dos meganhas? O tiro saiu pela culatra quando o suposto herói pula a janela de casa como um banal ricardão. Chega a ser constrangedor.

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tá de brincadeira, em Olga o cara quebra os paradigmas usa zoom e faz PPP em vários enquadramentos.

No mais, a cena independente vai muito bem, assisti no festival do sesc "Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo" e é sensacional, um dos melhores do ano.
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"26/07/2011 - 10h13
Mulher de Marcos Paulo diz que jornalista que criticou longa do marido "tem cara de cearense"

Do UOL' date=' no Rio

A atriz Antonia Fontenelle, mulher de Marcos Paulo, diretor do longa “Assalto ao Banco Central”, usou o Twitter para mostrar sua irritação em relação à critica feita pelo jornalista mineiro Pablo Villaça, do portal Cinema em Cena. “Gente, quem é Pablo Vilaça? Essa pessoa se intitula critico de cinema, tem cara de cearense, percebi que ele quer 5 minutos de fama. Pablo Vilaça, nem me dei o trabalho de ver se o seu portal é do Ceará, mas se for, obrigada porque lá estamos bombando, logo se vê que você não tem credibilidade nenhuma, só falou besteira na sua critica. Você não é critico, você é desorientado. Internet é mesmo terra de ninguém”, escreveu.

Após dizer que o jornalista tinha cara de cearense, Antonia tentou consertar sua declaração. “Antes que me interpretem mal, porque o povo adora ir por esse lado, um dos personagens que amo no filme é o Caetano (Fabio Lago). Ele faz um cearense engraçadíssimo, perfeito, o cinema vai abaixo com ele”, postou.

Também através do Twitter, Pablo Villaça respondeu às críticas de Antonia, que faz uma participação no filme como Regina, namorada de Telma, personagem vivida por Giulia Gam. “Não sei o que acho mais divertido: o fato de @ladyfontenelle ignorar que o @cinemaemcena tem 14 anos e é um dos portais mais acessados do Brasil ou se é o fato de me chamar de ‘cearense’ acreditando que isso iria me ofender. @ladyfontenelle, sou mineiro, mas teria imensa HONRA em ser cearense - como são alguns de meus amigos mais queridos”, escreveu o jornalista."

Pablo deu um owned na mulher, hehehe.[/quote']

 

O "Cinema em Cena" ganhará destaque nas páginas de fofoca agora. 07
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Pablo, fazia muito tempo que não entrava aqui, acho que anos até, entrei pois logo que sai do cinema eu fui procurar informações referente ao Assalto para saber até onde era ficção o filme e até onde era verdade..

 

o filme é bonzinho somente pela história.. mas é patético o cenário de vigilância do Banco, parece que os caras tavam com preguiça acredito eu por estarem acostumado a fazer novelas e o cenário durar para várias cenas e neste caso só durar para alguns segundos.. e também essa mistura de cenas deles já presos e misturando com o processo da escavação as vezes confundia um pouco.. e o anúncio das mortes também tiraram um pouco do suspense.. fora que achei muito forçado as falas, os caras xingavam até mais do que o normal.. e o irmão da mulher lá.. as vezes parecia gay, as vezes parecia o crente que queriam mostrar..

 

de história o filme é bom até pq é baseado em fatos reais.. mas quanto ao resto.. pode colocar no máximo ai 1 estrela..

 

 

 

 

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tá de brincadeira' date=' em Olga o cara quebra os paradigmas usa zoom e faz PPP em vários enquadramentos.[/quote']

E desde quando isso é quebrar paradigma? 06

 


Zoom e PPP são praticamente proibidos no cinema, logo Olga quebra um paradigma, mostrando que não se trata da visão do telespectador (o que é comum no cinema) e sim de outra coisa que eu não sei.

Fora que Olga é a primeira protagonista Picaro do cinema nacional.
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Cara, nada disso é proibido no cinema. O bom cinema só faz uso de muitas ferramentas mais que essas, então não fica tão forçado e repetitivo. Não achei Olga uma bosta completa, mas a maioria dos méritos vem da parte técnica, fotografia, direção de arte; a estória é apelativa e a execução é tacanha.

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