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Forum Cinema em Cena
Nacka

Obituários (in memoriam)

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No mais acho um absurdo que foi esquecido de ser devidamente lembrado na TV' date=' não me lembro de nenhum tele jornal divulgando a morte do diretor fiquei sabendo agora aqui.13

 

E olha que uma das poucas coisas que vejo na TV aberta é jornal, mas vejo bastante em todos os canais. Não tivemos notícias bem vinculas ou um especial sobre o diretor. Uma afronta para um jornalismo de meia tigela, que dá mais importância em uma revista semanal de domingo, sim estou falando do Fantástico, que preocupa mais em divulgar Transformers em um bloco do que a morte do diretor sueco e sua importância infinitamente maior no cinema mundial.
[/quote']

O Jornal Nacional anunciou a morte do Bergman sim, cara.

 

Ainda sim me recuso a me pedir desculpas pela minha falha e julgamento breve, ao menos ele merecia um especial nos péssimos filmes da programação. Isto é o mínimo.

 

Acontece que a rede aberta 'atende' ao povão.

 

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melhores filmes do Bergman: A Hora do Lobo, Gritos e Sussurros e Morangos Silvestres. mas todos, absolutamente todos que assisti são nada menos do que geniais.

 

melhor filme do Antonioni (falo sem ter visto A Aventura - simplesmente não encontro em lugar algum): Profissão: Repórter.

 

p.s: acho que melhor do que este especial, para homenagear Bergman, foi ele não ter saído. uma obra do divino com dublagem global e intercalada por comerciais e chamadas do programa da Xuxa não é nada, mas nada interessante.

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Ah' date=' muito obrigado Fernando. 03.gif [/quote']

 

 

Esqueci de citar Profissão : Repórter ,  que o Antonioni fez  com Jack Nicholson e foi lançado recentemente em DVD pela Sony .

 

Esse filme já mudou tantas vezes de título no Brasil . Eu assisti ainda no século passado em uma fitinha bem gasta da Warner , com o título de " O Passageiro : Profissão Repórter " . 

 

Nicholson muito bem no filme , no auge da sua carreira .

 

Coincidência bizarra , dois dos últimos grandes cineastas do século XX no morrerem no mesmo dia . Apesar das limitações da idade e de saúde ( no caso mais específico do Antonioni) , ainda continuavam trabalhando . 
Fernando2007-07-31 12:53:28

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Ah' date=' muito obrigado Fernando. 03.gif [/quote']

 

 

Esqueci de citar Profissão : Repórter ,  que o Antonioni fez  com Jack Nicholson e foi lançado recentemente em DVD pela Sony .

 

Esse filme já mudou tantas vezes de título no Brasil . Eu assisti ainda no século passado em uma fitinha bem gasta da Warner , com o título de " O Passageiro : Profissão Repórter " . 

 

Nicholson muito bem no filme , no auge da sua carreira .

 

Coincidência bizarra , dois dos últimos grandes cineastas do século XX no morrerem no mesmo dia . Apesar das limitações da idade e de saúde ( no caso mais específico do Antonioni) , ainda continuavam trabalhando . 

 

Também assisti nessa mesma fitinha, mas não no mesmo século. Ah, e eu amo VHS!

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Mas ontem no Jornal Nacional eles fizeram uma reportagem até importante sobre a morte de Bergman. Fátima Bernardes disse "...para alguns críticos ele era o melhor cineasta da história...". Não sei direito se foram estas palavras, mas foi neste sentido.

 

No Jornal da Globo, também teve uma reportagem sobre a obra de Bergman, com direito a Arnaldo Jabor.07

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p.s: acho que melhor do que este especial' date=' para homenagear Bergman, foi ele não ter saído. uma obra do divino com dublagem global e intercalada por comerciais e chamadas do programa da Xuxa não é nada, mas nada interessante.
[/quote']

 

Discordo, melhor do que nada. Mas não estou falando só da Globo, acho que mencionei a TV como um todo.

Plutão Orco2007-07-31 13:38:39

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Agora há pouco, no Cultura Meio-Dia, pra encerrar o programa, eles comentaram o falecimento de Antonioni, a sua carreira e um pouco da sua vida. Também relembraram o falecimento do Bergman (já deviam haver falado disso, ontem) e mais outro falecimento relacionado ao cinema e ao mesmo dia, a morte do protagonista da primeira versão de Gaiola das Loucas, se ouvi direito.

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Por que ver Bergmanpx.gif

trans_oas.gif

O

realizador sueco, falecido ontem, aos 89 anos, deixa um legado de mais

de 50 filmes, alguns deles amplamente reconhecidos como clássicos do

cinema. Sua marca foi o tom ao mesmo tempo grave e melancólico,

carregado de simbolismo e sombra. Confira a seguir seus principais

títulos. Com exceção de O Ovo da Serpente, todos disponíveis em DVD.

 

Gritos e Sussurros (1972)

- Um dos filmes mais perturbadores de Bergman, se passa no final do

século 19, em uma casa de campo, onde duas irmãs cuidam de uma

terceira, à beira da morte, com ajuda da criada. O convívio é marcado

por intensas reminiscências e manifestações de afeto, ódio e desejo

entre essas quatro mulheres. Liv Ullman (com o diretor na foto, durante

as filmagens), parceira freqüente de Bergman, encabeça o elenco. A bela

fotografia de Sven Nykvist foi premiada com o Oscar - foi indicado aos

prêmios de melhor filme, diretor, roteiro e figurino.

 

Morangos Silvestres

(1957)

- Sempre apontada como uma das obras-primas de Bergman (e também um dos

maiores filmes da história do cinema), o longa é uma das mais belas

representações sobre a velhice e a memória. A caminho para receber um

prêmio pelos 50 anos de carreira, professor de medicina (interpretado

pelo cineasta Victor Sjöstrom), certo de que sua morte irá ocorrer em

breve, viaja ao lado da nora e relembra os principais momentos de sua

vida. Woody Allen, um dos maiores admiradores da obra de Bergman, fez

um referência direta ao enredo sombrio de Morangos Silvestres na

comédia Desconstruindo Harry (1997). Urso de Ouro no Festival de Berlim

e indicado ao Oscar de melhor roteiro.

 

O Sétimo Selo (1956)

- A cena do jogo de xadrez entre o cavaleiro Antonius (Max Von Sydow,

parceiro do cineasta em uma dezena de filmes) e a Morte é uma das

imagens clássicas e mais imitadas do cinema. Adaptação de uma peça

escrita e encenada pelo próprio Bergman. Na Idade Média, de volta das

Cruzadas após 10 anos fora da Suécia, Antonius questiona a existência

de Deus ao encontrar ao redor apenas sofrimento e destruição, em meio à

perseguição da Inquisição e a devastação da peste negra. Quando a Morte

(Bengt Ekerot) surge anunciando que chegou sua hora de partir, o

cavaleiro a desafia para decidir seu destino no tabuleiro. Ganhador do

Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes.

 

Fanny e Alexander (1982)

- Obra com a qual Ingmar Bergman anunciou o encerramento da sua

carreira cinematográfica - posteriormente realizou apenas telefilmes. A

saga familiar dos Ekdhal é conduzida pelo olhar do casal de netos, que,

durante as festas de fim de ano, observa o estranho comportamento dos

adultos. A trama é ambientada no início do século 20. Alexander, o

menino, passa a ver o fantasma do pai morto. Tempos depois, sua mãe

casa-se com um homem extremamente rígido e religioso. Na casa do

padrasto, onde os irmãos lembram os tempos felizes na casa dos avós

paternos, o garoto passa a ver também os espectros da primeira mulher e

das filhas do padrasto. Oscar de filme estrangeiro, direção de arte,

fotografia e figurino - também concorreu aos prêmios de melhor diretor

e melhor roteiro.

 

Cenas de um Casamento (1973)

- A versão em DVD lançada no Brasil recupera o filme em seu formato

original, com cinco horas de duração - a versão dos cinemas tinha

168min. Os protagonistas são Marianne e Johan (Liv Ullmann e Erland

Josephson, à esquerda), médico e advogada que vivem um casamento

aparentemente perfeito até ele revelar que está apaixonado por uma

mulher mais jovem. No drama conjugal que se segue, Bergman faz uma

contundente radiografia das relações amorosas.

 

Saraband (2003) -

O último filme de Bergman chegou ao Brasil apenas em DVD - por

exigência do diretor, o longa, captado no suporte digital, só poderia

se projetado em salas apropriadas. Continuação de Cenas de um

Casamento, Saraband (à direita) foi produzido como telefilme para a TV

sueca. Acompanha o que se passou nas vidas do professor Johan (Erland

Josephson) e da advogada Marianne (Liv Ullmann) nos 30 anos que se

seguiram a seu divórcio.

 

O Ovo da Serpente (1977)

- Bergman, à época vivendo na Alemanha, se valeu da clássica metáfora

que define o mal prestes a germinar para retratar a origem do nazismo.

Nos anos 1920, na Berlim arrasada pela I Guerra Mundial, ambiente de

decadência econômica e degradação social, um trapezista judeu

desempregado (David Carradine, na foto com Liv Ulmann) encontra refúgio

na clínica de um cientista, que também lhe oferece um emprego. Logo,

ele se verá diante de terríveis experiências humanos, que podem estar

relacionadas os suicídio de seu irmão.

 

Noites de Circo (1953)

- Fracasso e escândalo marcaram a recepção a um dos filmes mais

viscerais de Bergman, definido por críticos como um "pesadelo

expressionista". A partir da seqüência de abertura, uma das mais belas

de toda a obra de Bergman, com o flashback a mostrar o dia em que o

palhaço (Ake Grönberg) foi humilhado por uma mulher (Harriet

Andersson), o filme destaca uma idéia fixa, a grande obsessão

bergmaniana: a paranóia de humilhação social. Nessa que é talvez a obra

mais impiedosa do cineasta, todas as relações, especialmente as de

amor, se degeneram em humilhação e jogo de poder.

 

A Fonte da Donzela (1960)

- Adaptação de uma lenda medieval sueca, na qual Bergman volta a tratar

de temas como religiosidade, violência e redenção. No século 14, um

casal de cristãos fervorosos manda sua filha única, uma bela

adolescente de 15 anos, levar velas à igreja do vilarejo próximo. No

caminho, ela é estuprada e morta por dois pastores. Ironicamente, os

assassinos vão pedir abrigo e trabalho aos pais da garota, que, ao

poucos, começam a se dar conta da tragédia e a planejar a vingança. No

local onde é encontrado o corpo, nasce uma fonte de água. Ganhador do

Oscar de melhor filme estrangeiro.

 

Sonata de Outono (1978)

- Obra que marca o encontro de duas grandes atrizes: Ingrid Bergman,

mito do cinema, e Liv Ullman, musa do diretor. A trama aborda a

conflituosa relação entre mãe, Charlotte, e filha, Eva. Pianista,

Charlotte abandonou a família para dedicar-se à carreira, e a

reaproximação com Eva, anos depois, é carregada por culpa e

ressentimento. O texto foi encenado no Brasil, em peça com Marieta

Severo e Andréa Beltrão nos papéis de mãe e filha. Indicado ao Oscar de

melhor atriz (Ingrid) e roteiro.

 

 

Texto publicado no jornal Zero Hora edição de 31.07.07 no qual assino embaixo. Bergman é simplesmente essencial!!!

 

 

 

 

 

 

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Sobre essa questão da repercussão na mídia, a Folha de hoje até que dedicou um espaço considerável do caderno Ilustrada ao Bergman - biografia, o texto de um crítico, reações de cineastas de países variados, recomendações de filmes, etc. Achei bem interessante, capaz que amanhã façam o mesmo com o Antonioni.

 

EDIT: E fizeram mesmo.
Noonan2007-08-01 08:37:57

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Eu acho triste e tal, mas um tinha 89 anos, e o outro 94...ambos bem vividos e consagrados.

 

Trágico pra mim é a morte precoce do mestre Truffaut com 52 anos... ali sim houve uma perda significativa para o cinema que ainda se sente assistindo aos seus filmes.

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A tristeza Vicking é compreensível pois, ambos estavam ativos, apesar da idade... Bergman estava trabalhando com TV, tendo dirigido pela última vez em 2003... Já Antonioni fez seu último trabalho em 2004, com Eros, mesmo mudo e parcialmente paralisado por causa do derrame.

Concordo que se se tratasse de cineastas há muito aposentados, sem problema. Mas os caras estavam aí, ralando. Claro que o mesmo vale para o Truffaut que morreu de repente e ainda cedo.

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22/01/2008 - 20h00
Ator australiano Heath Ledger é encontrado morto em Nova York

Da Redação*

O ator australiano Heath Ledger, de "O Segredo de Brokeback Mountain" 2005) e do inédito "O Cavaleiro das Trevas", foi encontrado morto nesta terça-feira em seu apartamento em Nova York, segundo informação dada pela polícia da cidade à CNN. Há indícios de que a morte estaria relacionada ao uso de drogas. Segundo a polícia, o corpo do ator estava rodeado de pílulas.

Divulgação

Heath Ledger como o Coringa de "O Cavaleiro das Trevas"

ico_verfotos.gifFOTOS DA CARREIRA DE LEDGER

ico_assistir.gifTRAILER "O CAVALEIRO DAS TREVAS

ico_ler.gifFILMOGRAFIA DE LEDGERPaul Browne, porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York, disse que Legder tinha uma massagem marcada para seu apartamento em Manhattan. Uma empregada que foi avisar da chegada da massagista encontrou o ator morto às 15h26, horário de Nova York (18h26 em Brasília). "Ele foi encontrado inconsciente no apartamento e depois declarado morto", disse Browne.

Com apenas 28 anos, Ledger era considerado um dos principais atores de sua geração. Além de "Brokeback Mountain", pelo qual foi indicado ao Oscar, ele participou de filmes como "O Patriota", "A Última Ceia" (em que fazia o papel do filho suicida do personagem de Billy Bob Thornton), "Os Reis de Dogtown", "Casanova", "Não Estou Lá" (no qual interpretou Bob Dylan) e o inédito "O Cavaleiro das Trevas" (novo filme do Batman, em que faz o papel de Coringa).

Logo após o anúncio da morte, uma pequena multidão de curiosos e paparazzi reuniu-se nas proximidades do prédio do ator na Rua Broome, 421, no bairro do SoHo, onde vários policiais guardavam a porta de entrada.

Ledger deixa uma filha, Matilda, fruto de sua relação com a atriz Michelle Williams, que conheceu em "O Segredo de Brokeback Mountain" e com quem ele foi casado de 2005 a 2007.

O ator nasceu na cidade de Perth, em 4 de abril de 1979, e começou a fazer teatro amador com 10 anos. Aos 16, mudou-se para Sydney para tentar a carreira como ator. Rapidamente, conseguiu papéis em telefilmes da TV australiana.

Depois de uma série de filmes independentes e um papel de protagonista na série de curta duração "Roar", Ledger mudou-se para Los Angeles e participou da comédia juvenil "10 Coisas que Odeio em Você" - que foi o ponto de partida para uma carreira de sucesso.

 

 
D4rk Schn31d3r2008-01-22 21:03:19

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Que triste isso....o cara estava indo super bem, deixou uma filha, que tinha com a  atriz Michele Willians.

 

Tem 2 filmes dele aí, pra estreiar,  "I´m Not There" na qual ele interpreta o Bob Dylan e "The Dark Knight" como o Coringa.

 

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Abri o Internet explorer, esperei carregar a página do Terra, já ia digitar alguma coisa quando levei o susto: a notícia da morte de Heath Ledger. Muito triste isso. Como já disseram, bom ator, jovem, com a carreira em ascensão e dois filmes pra estreiar. Também fiquei chocado.

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