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Forum Cinema em Cena
Mr. Scofield

Religião (#4)

Recommended Posts

 

Os nomes não seguem um padrão não?

 

Infelizmente não. 

 

E como funciona se o crente quiser se casar novamente?

 

Porque o texto de Mateus 19:9 diz que quem se divorciar ,que não seja por fornicação, não pode se casar novamente.Então no caso do descrente, o crente terá que esperar está pessoa se envolver com outra pessoa?

 

Então, o verdadeiro "debate" (pq nem é algo tão acirrado assim, pois no nosso meio respeita-se as posições divergentes - dependendo da posição, claro) está aí... O divorciado pode se casar de novo? 

 

Eu interpreto Mateus 19:19 de forma restritiva. Ali, Cristo está falando de possibilidades de divórcio, não de possibilidades de novo casamento. O divórcio per si, não necessariamente habilitaria a pessoa para o novo casamento, pelo menos por essa perspectiva bíblica. Aí vc chega em 1 Corintios 7 e se depara com textos como esse:

 

Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.

1 Coríntios 7:10-11

 

E esse:

 

A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor. 

1 Coríntios 7:39

 

O que leva à conclusão que a pessoa que se divorcia não deve casar de novo. Eu fico mais tendencioso para esta posição. Mas entendo quem ache que a pessoa que se divorcia dentro das hipóteses autorizadas pela Bíblia possa se casar de novo. O que não pode é virar zona que se vê em várias igrejas onde o cidadão já casou 5 ou 6 vezes ou ainda líderes eclesiásticos como o Silas Malafaia que vive de posar de bom moço e defensor dos bons costumes e celebra o TERCEIRO casamento do psicopata Jair Bolsonaro, que até onde me consta, nem evangélico é.  

 

Sim, mas me atenho a parte da família.

Como vocês agem se o pastor não souber presidir a família?E quais parâmetros vocês usam para medir isso?

 

O pastor estaria desqualificado para exercer o pastorado neste caso. Difícil te responder quais os parâmetros - além daqueles que a Bíblia já menciona - porque nunca vi esse tipo de situação lá na congregação. 

 

O que você pensa sobre votar?

 

Acho válido, conforme Romanos 13 e voto se encontro um candidato legal, sem ficha suja, que tem propostas viáveis. Do contrário, voto nulo. Se o voto fosse facultativo, nem saía de casa. 

 

Eu esquecí o nome do imposto, mas ele foi cobrado na ocasião da construção do salão e o terreno não estava em nosso nome, estava no nome do vendedor.

A associação jurídica que cuida de nosso circuito (um grupo de congregações) achou que não precisávamos pagar, mas agora todas as congregações que construíram salões junto conosco (foram 4 mais um salão de assembléia) terão que pagar este imposto (ao menos em juízo), só o de assembléia deve pagar 4 milhões.

 

Estamos juntando documentação que mostra a natureza voluntária do trabalho (todos os irmãos que trabalharam na obra assinaram um termo de voluntário), fotos, certidões negativas, etc.

 

edit: Acabei de ver aqui, é o issqn

 

Então, o ISSQN é bastante discutível nesses casos... Eu ainda não peguei nada nesses moldes por aqui, mas acho que vocês estão no caminho certo. 

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Interessante...

 

 

Existência histórica de Jesus Cristo é inquestionável, afirmam especialistas

Fontes cristãs, judaicas e pagãs evidenciam historicidade do homem.
Menções lacônicas fora do Novo Testamento mostram desimportância.

Reinaldo José LopesDo G1, em São Paulo

Tamanho da letra

Viciados em teorias da conspiração adoram a idéia: Jesus nunca teria existido. As histórias sobre sua vida, morte e ressurreição que chegaram até nós seriam mera colagem de antigos mitos egípcios e babilônicos, com pitadas do Antigo Testamento para dar aquele saborzinho judaico. Na prática, Cristo não seria mais real do que Osíris ou Baal, dois deuses mitológicos que também morreram e ressuscitaram.

 

 

 
 

 

 

Leia mais reportagens da série Ciência da Fé


No entanto, para a esmagadora maioria dos estudiosos, sejam eles homens de fé ou ateus, a tese não passa de bobagem. A figura de Jesus pode até ter “atraído” elementos de mitos antigos para sua história, mas temos uma quantidade razoável de informações historicamente confiáveis sobre ele, englobando pistas de fontes cristãs, judaicas e pagãs. 

 

 De Paulo a Tácito

Começamos, no Novo Testamento, com as cartas de São Paulo, escritas entre 20 anos e 30 anos após a crucificação do pregador de Nazaré. Cerca de 40 anos depois da morte de Jesus, surge o Evangelho de Marcos, o mais antigo da Bíblia; antes que o século 1 terminasse, os demais Evangelhos alcançaram a forma que conhecemos hoje. A distância temporal, em todos esses casos, é a mais ou menos a mesma que separava o historiador Heródoto da época da guerra entre gregos e persas, que aconteceu entre 490 a.C. e 479 a.C. – e ninguém sai por aí dizendo que Heródoto inventou Leônidas, o rei casca-grossa de Esparta.


Outra fonte crucial é Flávio Josefo, autor da obra "Antigüidades Judaicas", também do século 1. O texto de Josefo sofreu interferências de copistas cristãos, mas é possível determinar sua forma original, bastante neutra: Jesus seria um “mestre”, responsável por “feitos extraordinários”, crucificado a mando de Pilatos, cujos seguidores ainda existiam, apesar disso. Duas décadas depois, o historiador romano Tácito conta a mesma história básica, precisando que Jesus tinha morrido na época de Pilatos e do imperador Tibério (duas referências que batem com o Novo Testamento).

 

 

 

 


Esses dados mostram duas coisas: a historicidade de Jesus e também sua relativa desimportância diante das autoridades romanas e judaicas, como um profeta marginal num canto remoto e pobre do Império.

 

========================

 

Link com alguns slides informativos:

http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL730858-9982,00-EXISTENCIA+HISTORICA+DE+JESUS+CRISTO+E+INQUESTIONAVEL+AFIRMAM+ESPECIALISTAS.html

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Muito provavelmente Serge Hall diria: “O engraçado que o Dook pegou um estudo tendencioso de um site igualmente tendencioso ao se tratar de religião como a Globo (Católica Apostólica Romana)”. Será que tem muito credito?

 

Eu acho que não:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jesus Mito ainda é sim polêmica entre estudiosos. Não tem nada conclusivo até porque ciência não é feita assim. Não existe verdade absoluta na ciência. A questão foi resolvida para quem tem fé. Respeito à fé dos cristãos até por que “Se não existe deus precisaríamos inventar”. Mas não é o meu caso. Eu acredito em coisas concretas e não abstratas.

 

 

 

 

 

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=lAmkhG21U5U

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Mas ela é sim. Pode não morrer de amores, mas certamente o catolicismo é a religião mais sensata e ponderada aos olhos da Globo. Vide a cobertura do novo Papa.

 

Aliás, como assim no tópico de religião  se falou quase nada sobre o novo Papa! Ninguém vai fazer comentários e expor as primeiras impressões?

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Claro que é. É por isso que novelas como A Viagem com temas como reencarnação, tipicamente católicos, fizeram tanto sucesso.

Isso foi ironia, certo? Porque não há nada mais anti-católico do q reencarnação. Se a globo professa alguma religião, esta é sem dúvida o espiritismo.

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Mas ela é sim. Pode não morrer de amores, mas certamente o catolicismo é a religião mais sensata e ponderada aos olhos da Globo. Vide a cobertura do novo Papa.

Não exatamente... o catolicismo ganha a atenção q vemos por razões óbvias: o Brasil é um país de confissão católica, o maior do mundo aliás. Assim é natural a emissora puxar sardinha para o lado deles. Mas a liderança da emissora é espírita em sua maioria e pode observar como é dada atenção para a doutrina espírita, em novelas, séries e outras programações.

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Faz me rir vocês. Será que assistimos a mesma emissora Globo? Flerta com Kardecismo, mas prefere mesmo o catolicismo. Sempre que pode tem cobertura parcial católica e não é brincadeira tanto que direto o “Observatório da Imprensa” reporta isso como no vídeo da TV Brasil que postei. Pelo visto não viram. Alias é uma pena que poucas pessoas não vejam esse programa sobre ética na mídia.

 

Vale lembrar que Missa do Galo sempre passou na Globo que é única emissora aberta a fazer isso. E para quem tem memória lembro-me muito bem da Missa Católica de manhã cedo na programação anos anteriores.

 

A propósito sobre o Papa Francisco não faltou endeusamento:

 

PAPA FRANCISCO

 

Showrnalismo e o papa

 

Por Raphael Tsavkko Garcia em 19/03/2013 na edição 738

 

“Showrnalismo em torno da escolha do novo presidente da Igreja Católica S.A. é impressionante. Não há qualquer discussão aprofundada sobre o significado real de tudo isso, sobre a trajetória histórica que traz até aqui. Nada é questionado. É só show, e esse show não aceita reflexão, apenas oba-oba.” (Alexandre Haubrich)

 

A eleição do papa, segundo a imprensa brasileira, é um momento de festa. Um momento de mudança sem que haja efetiva mudança, de coberturas especiais sobre cores de fumaça e previsões mirabolantes que sempre se mostram erradas. Quem será o novo papa? Qual o país do novo papa? Qual a roupa/comida/bebida favorita do novo papa? Mas as perguntas realmente pertinentes são deixadas de lado. Qual a ideologia do novo papa? Será que o novo papa será aberto ao diálogo e respeitará minorias? O novo papa possui ligações com grupos criminosos, com antigas ditaduras ou foi ele mesmo colaborador destas? Dentre tantas outras possíveis. Aliás, necessárias.

 

O papa recém-eleito, Francisco, ou Jorge Mario Bergoglio, argentino, é acusado de envolvimento com a ditadura local, com tortura e assassinato de militantes, inclusive de padres, com sequestro de bebês e foi, junto com Ratzinger (Bento 16), um dos responsáveis pela eliminação da Teologia da Libertação, ramo este responsável por aproximar a igreja dos pobres e necessitados, exatamente a camada social que é alvo preferencial (e é mais vulnerável) às investidas dos neopentecostais.

 

A eleição de Francisco é uma tentativa, talvez a derradeira, de aproximar a igreja dos pobres e reconquistá-los, ao mesmo tempo em que busca manter o “rebanho” atual, longe das hostes neopentecostais vorazes e que prometem facilidades mundanas e celestiais ao alcance de um cheque ou de um cartão de crédito.

 

“Bom velhinho”

 

Sejam ou não reais os crimes atribuídos a Bergoglio, o fato de existirem suspeitas já denuncia que a escolha, política e nada santa, não tem o poder de salvar a igreja católica e muito menos de renová-la. De qualquer forma, todo este debate, seja sobre o passado do papa, seja sobre sua ideologia e possíveis primeiras movimentações, acaba oculta em meio à inútil cobertura festiva do evento, como se fosse tudo uma imensa celebração, envolta em alegria e não uma decisão política e geopolítica que afeta milhões de pessoas, Estados e governos e que tem consequências reais.

 

Um papa não é apenas um “bom velhinho” que fala sobre Deus, mas é um líder político que celebra acordos com países e influencia diretamente – ainda – a vida de muita gente, que ainda é uma influência moral relevante e cuja opinião é ouvida e seguida.

 

Mas, para a grande mídia, ele é apenas o “bom velhinho”. Por que “torrar” a paciência da audiência com o passado do papa? Por que perder tempo discutindo algo real e efetivo sobre o poder papal se podemos apenas mostrar fumaça, festa e alegria? Somos ou não, afinal, a maior nação católica do mundo? Por que dizer algumas verdades ou mesmo fazer pensar tanta gente que, no fim, pode apenas mudar o canal ou comprar um jornal diferente?

 

A cada dia, mais irrelevante

 

Subestima-se, por um lado, as redes sociais, por onde milhões hoje se informam e por onde circulam informações sobre quem é o que pode fazer o papa Francisco, e por outro subestima-se a audiência, tratada como imbecil.

 

“A exemplo de quarta-feira, quando foi eleito o novo papa, o Jornal Nacional de ontem também foi quase todo dedicado ao assunto. Com a íntegra em mãos, planejava contar quantas vezes, em 33 minutos de noticiário, determinadas palavras apareceriam. Desisti após o primeiro bloco, quando já se somavam 23 ‘papas’, sete ‘Jesus Cristo’, seis ‘missa’ e uma pilha de ‘cardeais’, ‘igreja’, ‘basílica’, ‘deus’, ‘cúria’, ‘senhor’ etc.” (Lino Bocchini)

 

O jornalismo brasileiro a cada dia que passa se concentra na arte de falar sem dizer nada, escrever sem passar nada – não à toa, a Folha de S.Paulo, seguida por outros jornais, resolveu aumentar o espaço para imagens e reduzir o espaço para textos; afinal, ler cansa! – e não seria diferente na imensa festa que é o conclave e a escolha do novo papa.

 

Um jornalismo (sic)que não noticia, milita. Mas milita passando por cima da realidade e das obviedades, transformando a cobertura da eleição do papa em um show “imperdível”, mesmo que você não seja católico ou simplesmente não se importe. Quantos que se informam exclusivamente pela Globo ou pela Folha (ou qualquer outro grande veículo de mídia) sabem do escândalo do Vatileaks? Do escândalo envolvendo grupos religiosos diversos no seio do papado? Das saunas e da “máfia gay” denunciada no Vaticano?

 

Provavelmente poucos, talvez ninguém.

 

E é isto que agrada a mídia, que a cada dia se torna mais irrelevante. Chegaremos ao dia em que o Domingão do Faustão será mais relevante em termos de notícia que o Fantástico?

***

Raphael Tsavkko Garcia é mestre em Comunicação

 

Link.: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed738_showrnalismo_e_o_papa

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Olha, vou concordar com o dook nessa.

Apesar da globo não dar ponto sem nó e sempre, independente do assunto quando chega certa crista da onda ela de uma hora pra outra torna aquilo prioridade na programação ( vide ufc, champions, briga pelo direito de transmissão de jogos do brasileirão, novo papa e desfile das escolas de samba) , vejo como o espiritismo o carro chefe da globo.

Mas talvez por moda. Globo não pensa em ideologia, fé ou algo parecido, e sim em mandar no mundo. Se daqui a pouco com esse novo papa tivermos uma hype católica, a próxima novela terá locações em roma, etc.

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Concordar? Não é questão de concordar ou não e sim de ver o que está sendo exibido e como se posiciona. Ver como isto é criticado por órgãos reguladores e não engolir qualquer coisa, que eles tentam suavizar.

 

Agora porque tem uma ou duas novelas ou mais novelas e até com longas diferenças de datas. Bingo!Pronto a globo é espírita? Olha que eles não são quase nada em público e audiência, se comparadas a outras crenças. Até porque muitos católicos são até mais influenciáveis pelo espiritismo que evangélicos.

 

Esquece-se de olhar todo o histórico e alias basta olhar as coberturas das festas católicas religiosas de agora e todo ano. Olha com direito a Missa transmitida. Veja a cobertura deste novo Papa como é cheia de bajulação repetitiva inclusive. Basta ver SBT e Globo e ver a grande diferença de cobertura de coisas do Vaticano. Uma exibe a notícias secas a outra enche barriga.

 

COMUNICAÇÃO PÚBLICA

 

Crenças, altares e TV: a fé além da audiência

 

Por Eliane Gonçalves em 11/12/2012 na edição 724

 

Pelo segundo ano consecutivo, a música gospel entra na programação de fim de ano da TV Globo, emissora que nunca escondeu sua proximidade com o catolicismo, mas que já estuda a possibilidade de investir em versões regionais do festival de músicas evangélicas. Ao mesmo tempo, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) promete colocar na rua o edital que vai selecionar a produtora responsável por dar forma à nova faixa da diversidade religiosa da TV Brasil, emissora pública de televisão.

 

TV Globo e TV Brasil ocupam polos opostos no cenário brasileiro das telecomunicações. De um lado, a emissora que é símbolo da tradição brasileira na radiodifusão. Modelo onde a lógica vigente é a da comunicação nascida e nutrida pela iniciativa privada. De outro, uma empresa que se pretende alternativa mas que ainda se encontra na infância, no tatibitate, do que pode ser de fato uma emissora pública com total autonomia frente a poderes políticos e econômicos. Tanto uma quanto a outra entram em 2013 ampliando o espaço que destinam às religiões.

 

O que pode parecer um encontro, uma convergência, na verdade revela caminhos completamente distintos. A motivação da Globo ao abrir a grade para a fé evangélica está na busca do público. Durante décadas, a emissora teve presença quase que absoluta nos aparelhos de TV país afora. Mas vem, ano após ano, amargando quedas bruscas de audiência.

 

A poderosa emissora dos Marinho corre atrás de um grupo que cresceu mais de 60% desde 2002. O total de evangélicos no país saltou de 26,2 milhões para 42,3 milhões de pessoas – um batalhão de potenciais consumidores que tende a ter uma identificação mais rápida com a concorrente TV Record.

 

Índices de audiência

 

Já as razões da EBC seguem outra direção. O objetivo não era ampliar o espaço para as doutrinas de fé. Ao contrário, a ideia original era cessar a exibição dos programas religiosos. Em março de 2011, o Conselho Curador, instância máxima de decisão da EBC, determinou a suspensão de três programas de TV e um de rádio, incluindo a Santa Missa da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e o programa Reencontro, vinculado à Igreja Batista de Niterói, ambos herdados da antiga TVE do Rio de Janeiro.

 

A decisão teve origem em manifestações de telespectadores que criticavam a cessão de espaço na grade de programação da TV Brasil para as duas religiões majoritárias. O argumento era que, uma vez sendo pública, a emissora deveria ser laica. Depois de quase dois anos, uma liminar judicial e duas audiências públicas, a recomendação do Conselho foi derrotada e os programas religiosos não apenas foram mantidos, como ficou decidida a criação de uma faixa da diversidade religiosa na programação que dará espaço para segmentos minoritários ateus, inclusive.

 

A comparação entre as duas emissoras é uma boa oportunidade para refletir sobre a necessidade de se consolidar espaços que garantam o caráter público da comunicação. A busca pela audiência é legítima. As empresas de comunicação são empresas, logo precisam ter autonomia financeira, arcar com os custos de produção e obter lucros. Mas antes de tudo são empresas que atuam no delicado campo da comunicação: consolidam valores, influenciam hábitos e padrões culturais, interferem na política. Nesse campo, é fundamental garantir que a busca por mais público não atropele outro valor: o interesse público.

 

A diferença não é sutil. É o interesse público que faz com que uma empresa de comunicação entre em atrito com parte da própria audiência para discutir se deve ou não manter espaço para sua programação religiosa. É a busca pelos índices de audiência que faz com que uma emissora simpatizante de um determinado credo abra mão de suas convicções e se aproxime de outro segmento religioso para garantir o faturamento.

 

Boa pergunta

 

Os sistemas religiosos sempre foram cruciais na estruturação das sociedades. É na fé que dilemas básicos da humanidade (qual o sentido da vida?, o que fazer com a inexorabilidade da morte?, como alcançar a felicidade?) frequentemente encontram respostas. É na esfera do sagrado que a humanidade se abastece de esperança, nem que para isso seja necessário lançar mão de verdades inquestionáveis. Refutar esses dogmas é romper com a doutrina.

 

Como isso se aplica ao caso da programação religiosa nas TVs brasileiras? Quando uma emissora abre espaço para qualquer doutrina tendo em vista sua saúde contábil, é o lucro que assume o lugar do sagrado. Ora, se essa é a divindade que vai passar a responder nossas dúvidas existenciais, pode-se concluir que todos os outros valores da sociedade – política, história, cultura – estarão subordinados a esse “deus”. Será possível a manutenção de princípios como cidadania, democracia e justiça em um sistema de comunicação que funcione sob essa lógica?

 

Por outro lado, a decisão do Conselho Curador da EBC propõe um rompimento com a tradição, com vistas a um tratamento mais equânime entre as diferentes religiões. A medida colocou a empresa em rota de colisão com duas doutrinas majoritárias e repletas de legitimidade – catolicismo e protestantismo – que mostraram suas ramificações pelos três pilares do Estado de Direito: os poderes Judiciário, Legislativo e Executivo (aqueles que, constitucionalmente, deveriam ser laicos).

 

O confronto revela a fragilidade da mais alta esfera de decisão da EBC. Se no modelo privado vence o lucro, aqui vence o dogma. Frente aos fatos, a reflexão necessária: interessa à sociedade brasileira construir um sistema de comunicação subordinado apenas aos interesses públicos e que se consolide como espaço de respeito à diversidade, aberto ao diálogo e capaz de suportar as pressões de sistemas consolidados na política, na economia e na religião?

 

Se a resposta for sim, está na hora de nossa sociedade começar a pensar quais serão os valores que precisam ganhar espaço em nosso altar eletrônico.

***

[Eliane Gonçalves é jornalista, integra a equipe da Empresa Brasil de Comunicação e pesquisa a presença das religões nos meios de comunicação]

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Dook, é lógico que eu estava sendo irônico.

 

A propósito, não se desgastem discutindo sobre a globo com o plutão. Ele é hater radical.

 

Você verá inúmeras contradições se tentar encaixar a emissora em qualquer categoria religiosa. A globo mostra o que está em voga ou o assunto que está sendo discutido no momento, normalmente para o público que admira aquela corrente.

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Pelo jeito a dúvida não é se Cristo existiu ou não, mas sim outra:

 

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR54867-6010,00.html

 

 

Cientistas dizem que Cristo usou maconha em milagres

 

DIÁRIO DE S.PAULO

Cientistas americanos divulgaram um estudo que promete causar polêmica. Eles afirmam que Jesus Cristo e seus apóstolos usaram um poderoso óleo à base de maconha para curar pessoas com doenças incapacitantes, segundo a TV britânica BBC.

O autor do estudo, publicado na revista americana especializada em drogas “High Times”, Chris Bennett, disse que o uso de maconha era bastante difundido na época para ajudar a curar os enfermos. O pesquisador alega que um bálsamo usado nos primeiros anos da era cristã continha um extrato de maconha chamado de kaneh-bosem. O poderoso extrato, absorvido pelo corpo quando colocado em contato com a pele, poderia ter ajudado a curar pessoas que sofriam de várias doenças físicas e mentais.

Os cientistas encontraram nas escrituras sagradas referências à utilização do kaneh-bosem. Além dos cientistas americanos, diversos estudiosos lingüistas já haviam identificado a maconha como o ingrediente principal do óleo referido na Bíblia. Os doentes eram mergulhados na essência, que curava epilepsia, problemas na pele, nos olhos, ou até mesmo menstruais.

“O óleo sagrado da consagração, conforme descrito nas escrituras em hebreu do livro do Êxodo, continha até 2 quilos de kaneh-bosem, uma substância identificada por respeitados lingüistas, antropólogos, botânicos e outros estudiosos como maconha, com a adição de óleo de oliva e outras ervas”, disse o pesquisador.

“Os consagrados daqueles tempos eram praticamente mergulhados nessa poderosa mistura”, disse Bennett. O artigo não coloca em dúvida a validade dos milagres descritos na Bíblia. Trata apenas de analisar se foi usada a substância.

Erva pode virar medicamento - Após várias pesquisas, os cientistas passaram a ver na maconha um aliado na medicina. A Grã-Bretanha está entre as nações que mais avançaram nos experimentos com a erva. Os resultados dos primeiros testes clínicos com remédios feitos a partir de cannabis revelam que a droga tem efeitos interessantes, aliviando a dor dos pacientes que sofrem de males considerados crônicos. Desde o início do ano, o Canadá também permite legalmente o uso da maconha para fins medicinais. Entretanto, terapias à base da erva ainda causam polêmica e são proibidas na maioria dos países.

 

Hahaha!

Que b.osta de notícia!

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Para um estereótipo de ateu. Acho que para alguns religiosos eu seria um criminoso e porque não um "drogado" também. Já o Dook e outros não precisam da erva para mostrarem serem tão alienados quanto os dependentes químicos. E vão além, pois são manipuláveis. Seus fanatismos e ignorância alinhados fazem bem esse trabalho natural, que rege o mundo e põe vocês no rebanho obediente a serviço deles.

 

Um exemplo disso é: Havia ótimas reportagens sobre os problemas de meios de comunicação alinhados com religião, que expus.

 

Preferem continuar ignorando seja por estupidez ou até mesmo fanatismo. Mas a discussão existe além do fórum. Mas se querem não discutir e se informarem eu “lamento”. Se bem que merecem ficar na miséria limitada de informações e viseira de sempre do mundo de vocês.

 

Vão só ler o Globo, Veja, Folha de São Paulo de sempre. Eu não me satisfaço com pouca informação. Busco toda informação possível que possa ler sem distinção. DIVERSIDADE de informação e visões de mundos além do meu clareia melhor meus julgamentos. Conhecimento é minha “erva”.

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Santa Missa
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Todos os domingos às 6h da manhã.

 

 

Mais antigo programa da TV Globo, a Santa Missa foi transmitida pela primeira vez em 4 de fevereiro de 1968, com missa solene celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, na época o Cardeal D. Jaime de Barros Câmara. A missa foi assistida por autoridades civis e militares e concelebrada por vários bispos.

 

A celebração é destinada a dar conforto espiritual aos doentes, aos presos, aos idosos e aos que não podem se deslocar até uma igreja, por motivos físicos ou outros.

A Santa Missa conta, desde o primeiro programa, com a colaboração das religiosas da Congregação das Carmelitas Servas dos Pobres. A partir de março de 1971, a pedido do cardeal D. Eugênio Sales, o programa passou a destinar uma parte do tempo para a divulgação de notícias da própria Arquediocese.

 

Fonte.: http://redeglobo.globo.com/TVG/0,,TG2541-3914,00.html

 

 

 

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Para um estereótipo de ateu. Acho que para alguns religiosos eu seria um criminoso e porque não um "drogado" também. Já o Dook e outros não precisam da erva para mostrarem serem tão alienados quanto os dependentes químicos. E vão além, pois são manipuláveis. Seus fanatismos e ignorância alinhados fazem bem esse trabalho natural, que rege o mundo e põe vocês no rebanho obediente a serviço deles.

 

Um exemplo disso é: Havia ótimas reportagens sobre os problemas de meios de comunicação alinhados com religião, que expus.

 

Preferem continuar ignorando seja por estupidez ou até mesmo fanatismo. Mas a discussão existe além do fórum. Mas se querem não discutir e se informarem eu “lamento”. Se bem que merecem ficar na miséria limitada de informações e viseira de sempre do mundo de vocês.

 

Vão só ler o Globo, Veja, Folha de São Paulo de sempre. Eu não me satisfaço com pouca informação. Busco toda informação possível que possa ler sem distinção. DIVERSIDADE de informação e visões de mundos além do meu clareia melhor meus julgamentos. Conhecimento é minha “erva”.

 

 

Alguém curta o post do Plutão, para ele parar de chorar... 

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Li o artigo do pragmatismo político Indiana Jones. As pessoas deveriam saber tanto ateus como evangélicos e demais religiosos separar o joio do trigo. Ele não representa todos os evangélicos. E sim o radicalismo e fundamentalismo comum em tudo até no ateísmo.  

 

A rejeição e posicionamento dos líderes é um tapa na cara daqueles que o defendem, Marco Feliciano e seus discursos de ódio e intolerância são também um problema para os evangélicos. As pessoas que julgam com facilidade caem no erro sistemático de rotular e generalizar por causa de pessoas assim.

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