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O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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Coincidentemente vi dois filmes do mesmo país e com a o mesmo tema: crianças que foram roubadas de presos políticos durante a ditadura argentina e adotadas por militares com identidades diferentes.

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"Cautiva"


 

 


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"O Dia Em Que Eu Não Nasci"

 

Ambos muito triste.

Foram mais de 30.000 desaparecidos, mortos  e  até hoje pouquissimos   encontrados.

Apenas alguns vivem com a família legitima.

Deve ser uma Escolha de Sofia, ficar entre a família legítima  e a que cresceu  tendo como a sua.


jujuba2012-03-07 18:43:20

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Contágio do Steven Soderbergh. Chato para dizer o mínimo. É engraçado porque aquele com Dustin Hoffman, Epidemia, o resultado é muito superior e a produção era bem mais modesta.

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PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN - 8.5/10 -  é muito fácil julgar as atitudes da mãe e/ou condenar o maniqueísmo utilizado para construir a figura do filho[/quote']

 

A forma como o personagem do filho é construído é algo que me incomodou um pouco quando assisti o filme, mas li uma entrevista com Tilda Swinton em que ela aponta que tudo que vemos no filme são as lembranças dela (exceto pelo presente, obviamente), ou seja, o que vemos ali não é verdadeiramente o Kevin, mas sim a forma como ela vê o Kevin. E ela definitivamente o vê como uma especie de monstro, capaz de tudo apenas para provocá-la. Não tinha atentado para isso e achei bem interessante.

 

Mas sei la,  depois, qd adulto, as cenas que mostram o Kevin real e fazendo o que ele fez mostra que a maneira como ela o via não era tão erronea assim.

 

Você se refere as cenas dele na prisão? Pois, pelo que eu entendi, essas cenas se passam atualmente, e o resto, inclusive os assassinatos, são flashbacks.

 

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JOVENS ADULTOS - 8.5/10 - Não há como não reconhecer que “Jovens Adultos” tem um quê de autobiográfico com relação a sua roteirista Diablo Cody, vencedora do Oscar pelo roteiro de “Juno”. Estamos diante de uma escritora, Mavis Gary (Charlize Theron), moradora fixa de quartos de hotel, que enfrenta um fracasso velado do livro que ajudou a escrever (embora se proclame autora), mas que recém-divorciada não conseguiu mesmo foi esquecer totalmente de um ex-namorado dos tempos de colégio (Patrick Wilson). Ela resolve retornar a sua cidade natal, a partir do momento que recebe a notícia que ele se tornou pai, pois segundo a sua lógica, este seria um excelente momento para recuperá-lo da sua existência infeliz. E chegando lá, ela custa a perceber que não é bem assim. Ao longo do filme, existem algumas boas situações bem pontuais sobre o estilo de trabalho da roteirista, como quando Mavis decide usar em seu novo livro uma expressão dita por 2 adolescentes em um supermercado; ou quando um amigo comenta que ela fala igualzinho aos personagens do seu livro (uma forma sutil de Cody também criticar aqueles que alegam que seus personagens são inverossímeis, como se tivessem a obrigação de ser). Ao mesmo tempo, Cody usa a narração em “off” para ilustrar a história que está escrevendo, mas ao mesmo tempo divide com o espectador os anseios da personagem, o que não deixa de ser uma saída eficiente, apesar de óbvia. Ocasionalmente, Cody apela para certos arificialismos (como colocar Marvis bebendo Coca-Cola no café da manhã ou durante a passagem em que ela está na casa dos pais), mas nada que compromete. Contando com um discreto trabalho de direção de Jason Reitman, “Jovens Adultos” tem uma proposta oposta ao de “Juno”, é um filme muito mais sóbrio e maduro, menos afetado e estilizado, logo mais realista e que gradativamente assume contornos mais sombrios à medida que vai despindo a personagem, tornando-a cada vez mais vulnerável. E a força do filme reside mesmo na sua personagem central, muito longe de ser uma mulher virtuosa já que a sua jornada evidencia, na verdade, os seus defeitos, a partir da sua insegurança (os momentos em que ela tenta seduzir o ex-namorado, acreditando que a tática está funcionando, são constrangedores e somente a expõem ao ridículo da situação, muito bem ilustrado quando Mavis se utiliza de elogios adolescentes para conquistar o ex). Muito desse mérito também deve ser dividido com a Charlize Theron que conduz de maneira leve e despojada a natureza cômico-melancólica da personagem, mas também garante uma intensidade dramática discreta nos momentos em que ela se mostra mais frágil e vulnerável, como quando se decepciona ao ver uma de suas músicas preferidas (dedicada a ela em uma fita pelo ex), sendo dedicada pela atual esposa do ex para ele. Contudo, Theron não deixa de mostrar o quão boa atriz é ao dar um show de interpretação numa sequência durante um chá de bebê. Vale destacar também a boa participação de Patton Oswalt como um ex-colega do colegial, o único capaz de compreender o desconforto de Mavis, rendendo bons momentos ora de humor negro, ora de uma triste melancolia. A mensagem do filme acaba sendo martelada no desfecho que se mostra um tanto quanto apressado, mas ainda assim “Jovens Adultos” torna-se a sua maneira um filme eficiente sobre os ritos de passagem da vida e um atestado de maturidade que Diablo Cody tem condições de superar o complexo “Juno” e alçar vôos maiores.

Thiago Lucio2012-03-07 22:47:42

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PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN - 8.5/10 -  é muito fácil julgar as atitudes da mãe e/ou condenar o maniqueísmo utilizado para construir a figura do filho[/quote']

A forma como o personagem do filho é construído é algo que me incomodou um pouco quando assisti o filme, mas li uma entrevista com Tilda Swinton em que ela aponta que tudo que vemos no filme são as lembranças dela (exceto pelo presente, obviamente), ou seja, o que vemos ali não é verdadeiramente o Kevin, mas sim a forma como ela vê o Kevin. E ela definitivamente o vê como uma especie de monstro, capaz de tudo apenas para provocá-la. Não tinha atentado para isso e achei bem interessante.


Mas sei la,  depois, qd adulto, as cenas que mostram o Kevin real e fazendo o que ele fez mostra que a maneira como ela o via não era tão erronea assim.

Você se refere as cenas dele na prisão? Pois, pelo que eu entendi, essas cenas se passam atualmente, e o resto, inclusive os assassinatos, são flashbacks.

 

Eu entendo o filme muito mais como um drama da mãe do que necessariamente um filme que se busque compreender a complexidade da mente do garoto, por isso que interpreto a relação entre os 2 desde a concepção sendo apresentado como algo indesejado e que a deixa desconfortável diante de um filho que ela não conhece, ela não consegue sentir amor por aquele ser. E acho que a postura do filme de colocá-lo como um sujeito unidimensional foi muito mais para explorar drasticamente as consequências do que necessariamente nos convencer de que ele é naturalmente do mal.

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Sob Dominio do Medo

É incrível o numero de refilmagens de antigos clássicos, principalmente de películas do sub-genero “invasão de domicilio”, como por exemplo: “Reféns” (do espanhol “Sequestrados” ), “Funny Games” , “Doce Vingança”  e até “Os Estranhos” . Claro q não poderia ficar de fora o clássico do Sam Peckimpah “Sob Dominio do Medo” , q ia além do tema e sugeria um estudo da construção (deliberada ou inconsciente) da violência, q pode ir da psicologica à física num piscar de olhos até pro mais pacífico nerd. Nele acompanhamos o choque cultural q passa um casal “muderninho” ao se mudar pruma cidade interiorana ( “Deliverance” ?), onde td mundo tem suas nóias e diferenças, até culminar numa explosiva e violenta sequência final. Copiando quadro a quadro o original, tal qual o “Psicose” de Van Sant, este filme não tem personalidade alguma, apesar de algumas poucas mudanças. É tenso, sim, mas sem o impacto do original. E convenhamos, Michael “Ciclope” Madsen e a testuda Kate Bosworth não são Dustin Hoffman nem Susan George. Quem destoa mesmo são mesmo Alexander Skarsgard e o sumido James Woods, como vilões. E olha lá, tanto q xerocaram até o cartaz! Resumindo: quem não viu o original deve gostar; mas quem conhece a obra de Peckimpah deve passar longe disto aqui. 7/10

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Ídolo, Amante e Herói

************************SPOILERS*******************************

Eis uma biografia que resistiria ao

escrutínio crítico de um rótulo a ela associável - "algo além de apenas

esporte" -, ao contrário de Moneyball. Onde o filme contemporâneo de Bennett Miller

é morno, incolor e desapegado de seu público, este clássico indicado a

11 Oscars vibra com calor humano, dramaticidade comovente, leveza e

espirituosidade. Não transfere a quem assiste o peso de uma obra

Importante®, veículo de conteúdo Nobre®, que demanda Respeito®.

Conforma-se em ser um entretenimento de altíssimo nível cuja ressonância

inspiradora é uma impressão advinda dos méritos de sua realização, em

vez de ser presumida ou preconcebida.

O roteiro dá primazia à exploração das relações pessoais do biografado, Lou Gehrigh (Gary Cooper),

destacando o que agregaram à existência dele. O retrato da delicada

interação de Gehrig com sua mãe terna porém possessiva e do casamento

apaixonado mantido à distância poderiam resvalar no esquematismo

superficial de algumas envelhecidas produções de outrora, porém,

trabalhadas por um diretor sensível a pormenores de caracterização como Wood,

acaba envolvendo e convencendo. Também gratificantes os segundos finais

que seguem o antológico discurso de despedida do jogador no estádio,

ciente da morte precoce iminente: revertendo desconfianças, no lugar de

pornografia sentimental, uma simples caminhada rumo à entrada sombria do

vestiário, sozinho, de cabeça baixa, sob a aclamação da torcida.

 

A-

 

 

 

Cremildo2012-03-08 20:55:53

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ElisaK.jpg

 

 

O filme  segue Elisa, desde os 10 anos qd se dá o crime e a acompanha até completar os 25 qd ocorre uma espécie de insight que a faz se lembrar deste.

Tem quase todas suas cenas narradas e até uns 50 minutos do filme é P&B.

Nem se questiona aqui a relevante de uma punição é na exacerbação da dor, raiva,  revolta... e superação o foco.

 

"Elisa K." - 8,0/10,0
jujuba2012-03-09 21:55:42

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Se gostou do drama de Elisa K, que são dois diretores no filme, um que dirige a parte toda da infância em preto e branco e outro que dirige o filme colorido, ela já adulta.

 

 

 

Tem um outro filme espanhol com o mesmo tema chamado No Tengas Miedo, sobre uma garota que é violentada na infância e isso se estende porque o violentador é alguém que deveria estar ai, protegendo-a, e ao contrário da Elisa, esta convive com o problema durante parte da vida e os resultados na vida adulta, alias o filme é mais técnico em se tratando da parte psicológica e os resultados das pessoas que sofrem violência na infância, se não fosse pela segunda parte exagerada de Eliza K, poderia ter sido um melhor filme, porém achei melhor o No Tengas Miedo.

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Sete Dias com Marilyn
Simpatica produção britânica do naipe A Educação q retrata um episodio da musa Marilyn Monroe, durante as tumultuadas gravações de um de seus filmes, “O Principe Encantado”. Narrado por um dos estagiários da dita produção, este drama simpático se desenvolve de forma satisfatória ao mostrar o quão mimada qto frágil e  insegura era a loira ícone, gostosa e burra, interpretada com responsa e mto peito (literalmente falando) pela Michele Williams, q eleva esta produção simplória a outro patamar, bem mais charmoso e carismático. Do resto de personagens, Kenneth Branagh tb destoa como o histriônico ator e diretor Lawrence Oliver, responsável por colocar a atriz nos eixos no filme-dentro-do-filme. Já o estagiário achei q foi interpretado de forma bem fraca e insossa pelo feioso e desconhecido Eddie Redmayne, facilmente eclipsado pela sexy Michelle. 8,5/10

 

Sete-Dias-com-Marilyn-Poster-1.jpeg

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COMO LOUCOS - 5/10 - Este fillme tenta reunir todos os ingredientes para se tornar uma daquelas adoráveis e românticas produções "pseudo-cult-independente", mas o diretor Drake Doremus por mais que se esforce para garantir um sentimentalismo cru através da sua câmera, a falta de capricho notada pelo roteiro co-escrito por ele ao lado de Ben York Jones enfraquece boa parte das reviravoltas ao longo do filme. A narrativa, basicamente, acompanha os encontros e desencontros de um casal formado pelo americano Jacob (Anton Yelchin) e pela inglesa Anna (Felicity Jones) que, a partir de um ato de irresponsabilidade e imaturidade dos dois, passam a ser impedidos de tempos em tempos de se verem, deixando uma dúvida no ar se o amor entre os dois irá superar as adversidades. Ou pelo menos, essa era a intenção, pois o roteiro nunca coloca isso em dúvida. Então, se no começo acompanhamos o surgimento do amor entre os dois de maneira tão sensível basta um problema na alfândega para que na cena seguinte os roteiristas já queiram nos convencer que já desistiram um do outro e que resolveram ser amigos apenas para que na cena seguinte queiram nos convencer do contrário. E a cada obstáculo criado pelo roteiro, ele força a barra para mostrar que na verdade, na verdade, nada será capaz de separá-los, o que seria lindo se fosse algo autêntico e orgânico e não uma imposição de um roteiro que tenta sobreviver da sua natureza episódica e mal recortada pela montagem (um dos poucos recursos bem utilizados acompanha uma sequência de "fades" para sugerir uma passagem de tempo). Inclusive, os personagens Sam (Jennifer Lawrence) e Simon (Charlie Bewley) são meros fantoches descartáveis que por mais integrados com Jacob e Anna são facilmente manipulados ora para não resistir quando impedem que os dois fiquem juntos, ora para se tornar meros vilões e se mostrarem desqualificados. Anton Yelchin é um ator fraquíssimo, sem o menor carisma e que consegue enfraquecer um personagem que tinha tudo para funcionar como um típico herói romântico de natureza melancólica. Ele destrói qualquer pretensão. Já Felicity Jones, embora menos talentosa que Lawrence, consegue quase que num esforço surreal e solitário trazer algum tipo de luz e vida ao filme ao encarnar uma personagem sensível e romântica e sua generosidade em cena é tamanha que se há algum motivo para torcer para que o casal Jacob e Anna fique junto é apenas por ela, afinal tanto Yelchin quanto roteiro ao invés de estabelecer uma identificação íntegra, realizam muito mais uma chantagem emocional descarada e nada convincente.Thiago Lucio2012-03-10 13:32:34

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CÓPIA FIEL - 9.5/10 - Trata-se de uma versão mais cínica de "Antes do Amanhecer"/"Anter do Pôr-do-Sol" trazendo como protagonistas dois personagens centrais igualmente inteligentes e fascinantes. Ainda assim o diretor e roteirista Abbas Kiarostami nos chama a atenção também sobre a visão que temos do mundo e da arte, das convenções sociais e dos relacionamentos, do certo e do errado, do simples e do complexo, da cópia e do original. Um escritor inglês (William Shimmel) encontra uma galerista francesa (Juliete Binoche) e em algumas horas que eles terão para compartilhar, encontram uma forma de dividir opiniões e impressões sobre as artes e sobre a vida de uma maneira geral, mas acaba se tornando também uma oportunidade de abordarem certos anseios que lhes acompanham nos últimos 15 anos. Um delicado e preciso trabalho de direção de Kiarostami, um roteiro enxuto e quase impecável (confesso que na sequência do restaurante o filme, de uma maneira geral, destoa, infelizmente) e tanto Shimell como, principalmente, Binoche entregam duas atuações formidáveis. Uma delícia de filme que carrega muito mais complexidade do que aparenta, mas que possui uma simplicidade que encanta.Thiago Lucio2012-03-10 23:38:47

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Se gostou do drama de Elisa K' date=' que são dois diretores no filme, um que dirige a parte toda da infância em preto e branco e outro que dirige o filme colorido, ela já adulta.

 

 

 

Tem um outro filme espanhol com o mesmo tema chamado No Tengas Miedo, sobre uma garota que é violentada na infância e isso se estende porque o violentador é alguém que deveria estar ai, protegendo-a, e ao contrário da Elisa, esta convive com o problema durante parte da vida e os resultados na vida adulta, alias o filme é mais técnico em se tratando da parte psicológica e os resultados das pessoas que sofrem violência na infância, se não fosse pela segunda parte exagerada de Eliza K, poderia ter sido um melhor filme, porém achei melhor o No Tengas Miedo.[/quote']

Anotado ! up.gif

 

É.  É uma discrepância bem notável.

Eu não entendi como a lembrança de tudo veio a tona, não percebi o que  a provocou, mas dizem que  cada um lida com o trauma de forma bem pessoal.

 

 

Warrior-tom-hardy-25084717-500-328.jpg

 

 

Acho meio insano, bárbaro

até o sabugo da unha isso de espancar os outros e ainda chamar de esporte.

 

Masssssssss me peguei

pilhando e vibrando nas cenas de Conlon-mais-velho no ringue (já que, quem viu

o filme sabe que as cenas de Conlon-mais-novo eram estupendamente muito

curtas).

Fisgante a maneira como

foi mostrada os diferentes estilos de um e de outro... aff!

 

Tipo, um era uma locomotiva, rápido, certeiro, fulminante. Outro, resistente, mais

hábil na imobilização que na força.

 

O doido do filme é conseguir

te colocar ali, no lugar do pai.

 

Não me pareceu  uma luta de adversários. Tem-se

a impressão de que ambos são motivados, por algo além da ascensão profissional

ou o enriquecimento puro e simples.

 

 Anyway, nem sei se uma família disfuncional

procurando redenção, perdão exacerbação de mágoa é foco ou pano de fundo p/ o

cenário adrenalínico de luta livre, ou vice-versa.

Meu! Como detestei o

desfecho... poha!

 

E poxa,  tem “About Today” (The National)

 

Warrior” – 11,0/10,0

 

 

 

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TODA FORMA DE AMOR - 6.0/10 - Ironicamente o filme padece de sua própria indefinição. Ora ele quer convencer como drama, ora como uma dramédia, ora como uma produção cult-independente, ora como isso tudo ou não necessariamente tudo isso. O diretor e roteirista Mike Mills parece convencido que o seu trio de personagens centrais bastaria para fazer com o que seu filme vingasse, porém não é o que acontece, apesar das voluntariosas atuações. Oliver (Ewan McGregor) está se recuperando da morte recente do seu pai Hal (Christopher Plummer) que meses antes, após a morte da sua mãe, assumiu-se como gay, o que lhe faz refletir sobre a vida e a felicidade, especialmente quando se sente atraído pela bela e misteriosa Anna (Melanie Laurent). Se após a revelação, a relação entre pai e filho e tratada de maneira límpida, sem preconceitos e/ou julgamentos, um tanto quanto prejudicada já que é ilustrada por flashbacks descompassados, a relação entre o casal acaba se estabelecendo muito mais por situações excêntrica do que especialmente envolventes. A proposta só vai assumir uma postura mais íntegra e madura já a partir do seu 3º ato quando escancara a melancolia presente na vida destes (e de outros personagens secundários também) com relação à insegurança diante da nossa impossibilidade de lidarmos com a nossa infelicidade e as pequenas decisões que tomamos para vivermos uma existência plena e feliz. Se há de se enaltecer o mérito da produção em fugir de clichês melodramáticos, há de se condenar que ele sinta a necessidade de preencher a narrativa com maneirismos característicos do cinema independente, especialmente na sua extravagância, que torna boa parte do filme massante e prolixa (Anna é inicialmente apresentada muda; as pixações em sinal de protexto; a montagem de fotos que conferem ideais de felicidade; a profissão de Oliver, entre outros). Ainda assim, Ewan McGregor comprova mais uma vez que é um protagonista pra lá de seguro e confiável, Christopher Plummer tem uma atuação marcante, sensível e tocante enquanto que Melanie Laurent cumpre bem a sua missão no papel daquele tipo de mulher que todo homem seria louco para se apaixonar. Não parece ser uma produção cujo objetivo é levantar bandeira para o tema gay, pelo contrário, a partir daí, ele busca abordar um drama e implicações que são universais com relação à procura da felicidade.Thiago Lucio2012-03-11 20:59:30

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DEUSES E MONSTROS

 

Ian McKellen interpreta James Whale, diretor de Frankenstein, O Homem Invisível e A Noiva de Frankenstein.

Em idos dos anos 50, ele havia rompido com Hollywood há tempos,

amargando um exílio voluntário em sua mansão, a qual divide com uma

governanta e visitantes masculinos esporádicos. Homossexual assumido, de

reputação em frangalhos, adoecido por derrames sucessivos, atormentado

por lembranças ingratas da infância, da guerra, da perda do seu grande

amor nas trincheiras, do projeto pessoal que deveria ter sido sua

obra-prima mas foi mutilado pelo estúdio - só raras vezes rememorando

com carinho os dias de glória do ofício -, Whale parece ter encontrado

uma distração no jardineiro bem-apessoado (Brendan Fraser).

À

medida em que vai tentando seduzir o jovem rude e inocente, descobre

que ambos têm mais em comum do que aparentam (ostracizados pela

sociedade, marcados pelo conflito armado, solitários), estreitando a

inusitada relação, em contrapartida intensificando uma crise emocional

já deflagrada pelos problemas de saúde.

O

legado de Whale encontra-se gravado em base sólida; ninguém se esqueceu

de suas seminais entradas que ajudaram a definir o gênero horror nas

telonas, ainda que estivesse convicto de que tinha mais a oferecer em

outras searas. A trágica ironia reside no fato de ele mesmo ter sido

tratado desde a infância como um dos monstros que havia gravado em

celulóide, incompreendido não em obra, mas em vida.

Fundindo trevas com luz para explorar o âmbito dos dilemas íntimos humanos, Condon perturba e ilumina, refletindo a dualidade exprimida pelo título. Deuses e Monstros é arte para adultos da maior qualidade.

 

A

 

 

 

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ATAQUE AO PRÉDIO - 5.5/10 - A idéia é bacana, uma forma de brincar com os gêneros ação, cinema-catástrofe e ficção-científica em uma trama infanto-juvenil politicamente incorreta, mas a realização deixa a desejar, nem tanto por ser uma produção aparentemente de baixo orçamento, mas principalmente porque falta ao diretor e roteirista Joe Cornish um mínimo de criatividade, personalidade e senso estético para valorizar o material que está apresentando. Uma pena. A narrativa, basicamente, acompanha um grupo de jovens delinquentes de um bairro da periferia de Londres que, após matar uma estranha criatura vinda do espaço, acaba sendo perseguido por outras criaturas da mesma espécie em um ataque que se concentra basicamente em uma única noite e no condomínio residencial em que moram. Os diálogos não são dos mais inspirados, embora tente explorar uma série de referências da cultura pop, especialmente vídeo-games, mas tudo é corriqueiro demais e acaba não obtendo o resultado desejado (tem muitos momentos dignos de "wanna be" Quentin Tarantino). Nenhum dos personagens é especialmente carismático, embora tenha uma ou outra característica divertida, principalmente quando flerta com o humor negro. Da mesma forma, o elenco não chama muita atenção pra si, ou seja, o filme pode até possuir potencial, mas não cumpre, deixa a desejar, embora ocasionalmente divirta, mas sem oferecer nada que seja particularmente especial. O filme conta com uma participação pouco inspirada de Nick Frost e é produzido pelos mesmos responsáveis por "Tá Todo Mundo Morto" e "Chumbo Grosso", mas no final acaba não fazendo jus a nenhum dos nomes envolvidos.

Thiago Lucio2012-03-11 23:02:14

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Ídolo, Amante e Herói

************************SPOILERS*******************************

Eis uma biografia que resistiria ao

escrutínio crítico de um rótulo a ela associável - "algo além de apenas

esporte" -, ao contrário de Moneyball. Onde o filme contemporâneo de Bennett Miller

é morno, incolor e desapegado de seu público, este clássico indicado a

11 Oscars vibra com calor humano, dramaticidade comovente, leveza e

espirituosidade. Não transfere a quem assiste o peso de uma obra

Importante®, veículo de conteúdo Nobre®, que demanda Respeito®.

Conforma-se em ser um entretenimento de altíssimo nível cuja ressonância

inspiradora é uma impressão advinda dos méritos de sua realização, em

vez de ser presumida ou preconcebida.

O roteiro dá primazia à exploração das relações pessoais do biografado, Lou Gehrigh (Gary Cooper),

destacando o que agregaram à existência dele. O retrato da delicada

interação de Gehrig com sua mãe terna porém possessiva e do casamento

apaixonado mantido à distância poderiam resvalar no esquematismo

superficial de algumas envelhecidas produções de outrora, porém,

trabalhadas por um diretor sensível a pormenores de caracterização como Wood,

acaba envolvendo e convencendo. Também gratificantes os segundos finais

que seguem o antológico discurso de despedida do jogador no estádio,

ciente da morte precoce iminente: revertendo desconfianças, no lugar de

pornografia sentimental, uma simples caminhada rumo à entrada sombria do

vestiário, sozinho, de cabeça baixa, sob a aclamação da torcida.

 

A-

 

 

 

[/quote']

Também gosto bastante desse. Sam Wood, a meu ver, é um diretor bem subestimado. Ele dirigiu os ótimos Goodbye Mr. Chips e Kings Row, além de Kitty Foyle, Uma noite na ópera e Pride of the yankees, todos muito bons. Acho que ele focaliza muito bem a human story dentro de seus filmes, fazendo dramas simples, mas extremamente competentes.

 

 

---

 

 

Vi J. Edgar hoje e não entendi toda a reação negativa com o filme.

Esperava uma biopic engessada, e achei que o filme consegue balancear

muito bem a vida pessoal de Hoover e as histórias relacionadas ao FBI,

sem nunca deixar qualquer das partes desinteressantes. É um o estilo (e, em certo grau, a temática) de The good shepherd. 4/5

 

-felipe-2012-03-12 00:21:29

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Reis & Ratos
Comédia de erros nacional bem chinfrim q começa com premissa histórica bacana mas descamba numa paródia sem graça de filme noir ou B. Passada no Rio de 63, as vésperas do golpe militar, acompanhamos q um atentado a uma artista biscate tem participação de um grupo tão eclético qto curioso: um agente da CIA, um militar brasileiro, um fazendeiro, um cafetão e um radialista médium (!?). Repleto de flashbacks, ótima fotografia e uma excessiva narração q quebra os raros bons momentos,  a película conta com um elenco estelar dos quais apenas alguns se salvam, mesmo com aquela sensação deliberada de “dublagem”. Rodrigo Santoro e Cauã Reymond são alguns deles, pois até o Selton Mello tá caricato e forçado demais. Cansativa e chata, a película peca pelo roteiro de “espionagem” confuso, bem mal desenvolvido e por ter pretensões demais q diluem qq boa expectativa. Lembra mto um quadro sem graça do Casseta esticado até o talo. Desperdicio de dinheiro nacional, seu e da produção. 4/10

 

 

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Se gostou do drama de Elisa K' date=' que são dois diretores no filme, um que dirige a parte toda da infância em preto e branco e outro que dirige o filme colorido, ela já adulta.

Tem um outro filme espanhol com o mesmo tema chamado No Tengas Miedo, sobre uma garota que é violentada na infância e isso se estende porque o violentador é alguém que deveria estar ai, protegendo-a, e ao contrário da Elisa, esta convive com o problema durante parte da vida e os resultados na vida adulta, alias o filme é mais técnico em se tratando da parte psicológica e os resultados das pessoas que sofrem violência na infância, se não fosse pela segunda parte exagerada de Eliza K, poderia ter sido um melhor filme, porém achei melhor o No Tengas Miedo.[/quote']
Anotado ! up.gif

É.  É uma discrepância bem notável.
Eu não entendi como a lembrança de tudo veio a tona, não percebi o que  a provocou, mas dizem que  cada um lida com o trauma de forma bem pessoal.

 



Acho meio insano, bárbaro até o sabugo da unha isso de espancar os outros e ainda chamar de esporte.

Masssssssss me peguei pilhando e vibrando nas cenas de Conlon-mais-velho no ringue (já que, quem viu o filme sabe que as cenas de Conlon-mais-novo eram estupendamente muito curtas).
Fisgante a maneira como foi mostrada os diferentes estilos de um e de outro... aff!
Tipo, um era uma locomotiva, rápido, certeiro, fulminante. Outro, resistente, mais hábil na imobilização que na força.

O doido do filme é conseguir te colocar ali, no lugar do pai.
Não me pareceu  uma luta de adversários. Tem-se a impressão de que ambos são motivados, por algo além da ascensão profissional ou o enriquecimento puro e simples.

 Anyway, nem sei se uma família disfuncional procurando redenção, perdão exacerbação de mágoa é foco ou pano de fundo p/ o cenário adrenalínico de luta livre, ou vice-versa.

Meu! Como detestei o desfecho... poha!

E poxa,  tem “About Today” (The National)

Warrior” – 11,0/10,0

 

 

um era motivado pela nece$$idade e outro, pelos fantasmas do passado..

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La cara oculta 2011 (Andrés Baiz)

 

 

 

ELENCO:

 

Martina García      ...     Fabiana

 

Quim Gutiérrez      ...     Adrián (ganhador de Goya em 2006 como melhor revelação - Azuloscurocasinegro)

 

Clara Lago      ...     Belén

 

 

 

Filme espanhol/Colombiano, até que é interessante e bom o filme em alguns momentos, um thriller bem pensado, porém peca um pouquinho no roteiro e na edição, só para dar aquele toque de suspense, fazer o tipico "vamos fazer o pessoal de bobinho", mas nada que desmereça esta produção.

 

 

 

Um casal de namorados estão se amando, apaixonados, ai ela simplesmente some do mapa e deixa uma mensagem de vídeo, de que o está deixando, arrasado o homem acaba nas mãos de uma outra, até que em um certo momento, depois que as autoridades aparecem, ninguém sabe o paradeiro da moça e começa o suspense para descobrir se ela sumiu, foi morta, sequestrada, um filme que explora o lado real como no lado misterioso e do além, não dá mais para falar nada além disso, se não estragaria a surpresa de quem vai assistir, mas tudo é uma aparência, até o que eu escrevi... 06.gif

 

 

 

Sugiro que não assistam nem o trailer legendado no youtube, para terem uma surpresa ainda maior.

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A PELE QUE HABITO - 9.5/10 - Que filmaço maravilhosamente bizarro do Almodóvar!!!! Reconhecido como um diretor de sensibilidade exótica e obcecado por filmes e personagens excêntricos e extravagantes, carregado de cores vivas e exuberantes, o espanhol Pedro Almodóvar flerta com o suspense e o terror em uma trama sobre obsessão que cai tão bem em seu estilo de direção e no tipo de proposta que costuma adotar que fica difícil entender o porquê ele não se arriscara antes nesse gênero. Aqui, o personagem central é o Dr. Robert Ledgard (Antonio Banderas), um renomado cirurgião plástico, que realiza testes secretos em uma cobaia humana para aperfeiçoar uma técnica de substituição da pele quase que numa relação doentia que remete o médico e o monstro. Mas a vida de Ledgard foi marcada por 2 traumas pessoais que deixaram marcas em sua vida (carregados com certo tom novelesco, típico do diretor) e gradativamente o roteiro de Almodóvar vai desvendando os mistérios que cercam a obsessão do cirurgião. Com o perdão do trocadilho, mas o filme é tão bem costurado que em determinados momentos fica impossível não prender a respiração e segurar o fôlego para assimilar o que de fato você está vendo, porque com Almodóvar, assim como outros diretores provocativos, as soluções nunca serão as mais simples, sempre seguindo o caminho mais bizarro possível e aqui o espanhol alcança um dos melhores momentos da sua cinematografia. E é curioso notar que qualquer outro diretor optaria por uma estética mais sombria e afetada, mas Almodóvar remonta a narrativa com o tom necessário sem recorrer a uma identidade visual que o auxilie nesta tarefa (o que em tese é um problema, mas não chega a incomodar). E em meio a toda essa trama não tem como não reconhecer o interesse enigmático que se desenvolve a cerca de Ledgard em um excelente trabalho de Antonio Banderas, mas especialmente com relação a cobaia humana Vera (a ótima Elena Anaya) que carrega um dilema, um peso dramático sufocante tamanha as implicações que o roteiro se encarrega de construir a cerca da personagem, criando uma catarse na conclusão do seu arco dramático que é tenso, denso e maravilhoso. Eu sempre considerei Almodóvar um diretor incompreendido, pois nunca consegui me apaixonar e/ou me encantar por completo por uma de suas obras (embora adore "Fale Com Ela"), mas com "A Pele Que Habito" tive que me render ao diretor espanhol, impressionado e cativado pela maneira como ele conseguiu explorar uma temática bizarra com tanta criatividade e sensibilidade. Parabéns, Almodóvar! Bizarro !!!!Thiago Lucio2012-03-12 22:39:23

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Suicide Room

Grata surpresa vinda da Polonia q lembra um “Rede Social” , “Elefante” e até “Second Life” , ao inserir ao tema da falta de comunicação - e descoberta da própria sexualidade - elementos como videogames, realidade virtual e redes sociais. Nela acompanhamos o emo burguesinho e mimado Dominike q não sabe se engata a ré esporadicamente ou solta franga de vez. Mas como o mundo é cruel com gente como ele (sofre bullying pelo facebook!?) e seus pais tão nem aí, decide afogar as mágoas na sala virtual q dá nome ao filme onde vai “chatear” com uma birutinha com tendência suicida. Bem contado e interessante pelas sequencias misturando animação e imagem real, a película ganha contornos cada vez mais opressores e agoniantes até seu súbito final. A fotografia melancólica e fria aliada a uma trilha sonora bacana fazem deste filme ser merecedor de uma visita, tanto é q Hollywood já comprou os direitos pra refilmagem. 9/10

 

suicide-room-poster.jpg

 


 

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