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O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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Plataforma do Medo
Terrorzão inglês dos bons cujo titulo pega carona desnecessariamente no seu conterrâneo “Abismo do Medo”, mas q guarda bastante semelhança com o filme do Neil Marshall pelo clima claustrofóbico intenso proposto em seu curto exercício de suspense: ao invés de uma caverna é o próprio metrô londrino o palco deste “slasher” bacaninha, com ecos de “Depois de Horas”. Nele, acompanhamos as desventuras da Franka “Corra, Lola, Corra” Potente - q adora cachaçar e cafungar uma branquinha – pelo subway londrino, numa tentativa fanática de querer dar o rabo p/  George Clooney (!?), de passagem pela cidade. O q a vagaba não sabe é q no metrô vive um monstruoso pária oriundo da 2ª Guerra (!?!?) doidinho pra esquartejá-la. Corra, Puta, Corra!!! Atuações ok, efeitos ok e clima de tensão ok, apesar de algumas forcações de barra aqui e ali. Pra quem gosta, um prato cheio. Não é quinem o ótimo “End of the Line” ou “Marebito”, mas tb passa longe dos ruinzinhos “Expresso de Carne da Meia-Noite” e “Nightbreed”. 9/10

  

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Monsieur Lazhar
Belissimo e soturno drama canadense q tb estava no páreo de Oscar, concorrendo em pé de igualdade (e acréscimos até) com “A Separação” e “Bullhead”. O batido filme de “teacher em nova escola” ganha novo (e mórbido) contorno qdo trata, no caso, de um docente substituto duma professora q acaba de se suicidar na sala de aula (!?). Não bastasse, o novo profe é refugiado argelino buscando asilo político no Canadá (!?!?). A impressão q se tem é um “Entre Os Muros da Escola” ou “Confissions” numa escola primária, mas a relação q se estabelece com as crianças ganha mto mais profundidade qdo se foca especialmente em duas, lidando com questões como morte, luto, culpa, perdão, etc. De quebra, se estabelece um paralelo com sua condição de “perda”, no caso, de pátria. A atuação de Mohamed Said Fellag no papel-titulo e de td elenco mirim é impecável. Tente não conter as lágrimas pra maravilhosa e delicada leitura da redação final, do naipe de “Poesia”.  Um filme obrigatorio pra qq docente de educação. 10/10

 

 

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Jorge Soto2012-04-13 15:37:30

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A NOITE DAS BRINCADEIRAS MORTAIS - 4/10 - Um dos poucos méritos deste suspense raso é que ele não se leva muito a sério, o que de certa forma serve de contraponto com o fraco clima de tensão que se contrói quando os eventos se tornam mais sérios, o que ocasionalmente entretém, mas não consegue evitar a previsibilidade e os inúmeros furos apresentados pela narrativa. Basicamente acompanhamos um grupo de jovens que vão passar um final de semana na casa de uma amiga ricaça que fica em uma ilha isolada. Adepta de pregar peças nos amigos, em pleno 1º de abril, algumas mortes começam a ocorrer, o que leva a crer que certas brincadeiras tendem a passar um pouco dos limites. Se a sequência inicial à espera da balsa é ótima para estabelecer os personagens e os estereótipos que cada um defende, o início já se mostra problemático quando uma vítima é feita e a reação das autoridades e dos próprios amigos é desproporcional à gravidade da situação, o que já sugere um artificialismo preocupante. E antes do clímax, o roteiro vai "martelando" tantas brincadeiras, algumas pouco inspiradas e de mau gosto, que qualquer tipo de sutileza é deixada de lado, ainda mais quando o diretor Fred Walton e a montagem ignoram o pânico da maioria dos personagens, o que é no mínimo estranho e novamente desproporcional. Os atores responsáveis por servirem de alívio cômico funcionam, já o casal principal não é carismático o bastante, mas provavelmente a presença mais prejudicial seja a de Deborah Foreman, altamente canastrona justamente quando deveria encarnar a personagem mais ambígua do filme. Sem construir nenhuma sequência de tensão memorável, o clímax consegue ser fraco e frouxo, as explicações tendem a ser constrangedoras (a finalidade da casa como hospedaria, por exemplo, é risível) por mais previsível e coerente que seja o desfecho. Como suspense e terror é tão fraco que não consegue garantir sequer o susto final.Thiago Lucio2012-04-13 23:58:21

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O Agente Funerário
Curioso “drama noir indie” q, sob formato de fábula macabra retrô, fala da forma atipica do protagonista se comunicar numa sociedade falida q não compreende. E é assim q um agente de necrotério toca sua vidinha asséptica: cuidando com esmero atípico dos cadáveres de seu depósito, por sua vez, seu microcosmos! Mas entre seu oficio e uma passadinha na zona, a vida deste anti-herói ganha sentido ao ter de cuidar dum moleque sob risco de vida. É uma espécie do chileno”Post Mortem” tocado em ritmo de um episodio dilatado de “Além da Imaginação” !! O 3-D até q é bem empregado e eficaz tanto pra dar a noção espacial das ruas podres como da tridimensionalidade das detalhadas autopsias em close exercidas pelo protagonista. Atuações satisfatórias numa produção regular, apesar do desfecho relativamente previsível, fazem este filme valer uma visita, q contém tb uma trilha sonora composta de blues e hip-hop de classe. Aliás, o personagem-titulo é o Method Man, um rapper. Então já viu, ne?  8,5/10
 

 

 

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MEDIANERAS: BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR VIRTUAL - 8.5/10 - O diretor e roteirista Gustavo Taretto consegue realizar um filme melancólico e complexo, mas ainda assim adorável e encantador a partir de seus dois personagens centrais, Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala), que enfrentam seus traumas e dramas pessoais no isolamento de seus apartamentos em meio a uma cidade fria e urbanizada e relações humanas cada vez mais distanciadas por causa da Internet. Ele é um jovem, criador de websites, que foi abandonado pela namorada e que faz absolutamente tudo pela Internet. Ela é uma jovem, ex-arquiteta e atual decoradora de vitrines, que terminou um relacionamento de 4 anos após descobrir que estava infeliz. Ambos compartilham da mesma dor, são vizinhos de prédio, mas teimam em se encontrar até para que o roteiro possa desenvolvê-los e prepará-los para o tão esperado encontro. O roteiro usa de algumas metáforas que são bastante previsíveis, como com relação a profissão deles, o cachorro de Martin deixado pela ex-namorada, a obsessão de Marianna pelo personagem de Wally, mas por mais que sejam ilustrações óbvias, as situações criadas pelo roteiro conseguem ser criativas e divertidas o bastante para compensar tamanha previsibilidade. Carismáticos, Javier e Pilar defendem muito bem seus personagens e Toretto consegue fazer de "Medianeras" um filme simpático e encantador, mas que ainda assim tem muito a dizer, especialmente quando reforça através da sua eficiente narração em "off" um panorama completo sobre as relações entre as pessoas, a urbanização das grandes cidades e a maneira como a Internet nos possibilita conexão com o mundo todo, mas mantém as pessoas cada vez mais distantes umas das outras.Thiago Lucio2012-04-14 20:47:23

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Dois filmes que vi semana passada pra sair um pouco da rotina louca na qual me encontro desde fevereiro:

 

 

 

Alice no País das Maravilhas - essa versão do Tim Burton é bastante barulhenta, enérgica e um tanto exagerada. Dentro desse contexto, a execução do figurino e da direção de arte como um todo é adequada e compreensível. O roteiro e seu desenvolvimento deixam bastante a desejar principalmente porque você nunca se sente conquistado por nenhum dos personagens, embora as atuações em geral (Helena Bonham Carter entrega a melhor) sejam boas. As músicas me irritaram muito e aquele final meloso e corretinho também. 6,0/10

 

 

 

Qual é o Seu Número? - uma premissa risível e inconsistente ao extremo traz o enredo previsível e banal de mais uma comédia romântica. O bonitão Cris Evans se junta á belezinha da Anna Faris pra mostrar a história da mulher infeliz e desencontrada que, depois de ler uma reportagem, sai á caça de seus ex-namorados. Essa personagem é a única coisa boa do filme. Carismática, engraçada, "loucona" e completamente perdida na vida, ela retrata de maneira leve (ainda que pouco profunda) pessoas que chegam a um ponto em que não sabem o que fazer de suas vidas: estão sem rumo, á deriva e tentam se agarrar a qualquer coisa. É claro que o final é clichê mas é também a salvação da personagem de Faris que já tinha aparecido no começo do filme. Nada de novo mas menos ruim do que vários filmes por aí. 6,0/10

 

 

 

Depois de bastante tempo fui ao cinema. Não podia perder o novo filme do amor da minha vida que atende pelo nome de Julia Roberts. Mirror, Mirror é chatinho, bobinho, infantil e até constrangedor (fiquei com dó do bonitão Armie Hammer duas vezes) principalmente por causa da falta de estrutura do roteiro e da direção descerebrada do Tarsem Sigh (o mesmo do Imortais). Algumas coisas salvam: os figurinos da Rainha Má são belíssimos, a iluminação e fotografia também são lindos bem como a Lily Collins, que parece um anjinho. Mas o prazer de ver a Julia se divertindo e tacando o f.... para aqueles que certamente a criticaram é indescritível. Eu não posso falar da atuação, porque seria parcial uma vez que sou fãzóide incorrigível. Agora, que ela é linda, carismática, charmosa e encantadora, eu nunca duvidei.

 

O filme é fraco. Mas Julia é sempre Julia! 6,0/10

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Urbex
O titulo desta produção indie alemã diz respeito à nova modalidade de “esporte” radical pouco conhecida aqui mas bem comum nos States e, claro, Berlim: o “urban explorer”, q consiste no hobby em visitar locais abandonados das gdes cidades. No caso do filme acompanhamos as desventuras de um quarteto etnicamente bem eclético (americano, venezuelana, coreana e francesa) qdo seu guia chucrute se acidenta bem no meio de uma “excursão” por bunkers subterrâneos sob a capital alemã. Como desgraça pouca é bobagem, não bastasse o simples fato de se perderem, o infeliz grupo ainda se depara com um psicopata-canibal-nazista q mal sabe da queda do Muro e odeia gringos!!! Eita, porra!! E tome “A Fronteira” + “Abismo do Medo” + “Wolf Creek” + “Hostel”... Mas apesar do enredo batido, a bagaça consegue prender pelo clima de tensão e claustrofobia imposta, boa parte em ritmo de videoclipe. Do elenco tão inexpressivo qto descartável, o destaque disparado vai pro ator q interpreta o vilão, q mete medo so de olhar. Pra quem curte um bom “slasher” com bastante gore e final diferenciado, esta é a pedida. 8,5/10
 

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Amadeus - 1984

 

Mais que um filme sobre Mozart, o filme trata da diferença

entre a genialidade e o homem comum. E claro, de sentimentos como inveja,

admiração, frustração e culpa. O Filme é sobre o celebre musico, mas seu foco

esta em seu antagonista, Antonio Salieri, que tem aflorado em seu intimo todos

os sentimentos descritos acima por causa de Amadeus, ou como dizia o próprio

Salieri, Amado por Deus.

 

Após tentar suicídio um velho homem é internado em um

sanatório, e a partir de seus delírios começamos a entender o porquê daquele

sofrimento. E a sua relação com o homem, o músico, e o gênio chamado Amadeus

Mozart.

 

É um filme de encher

os olhos, uma perfeita sincronização de todos os setores de uma produção

cinematográfica funcionando em harmonia. Um ótimo roteiro,  magníficas interpretações, somados à uma ótima

direção de arte e maravilhosas músicas que complementam o todo. fazendo deste

filme uma experiência única e inesquecível. Cheguei a ficar surpreendido que o

filme tenha sido feito no ano de 1984.

 

IMDB:8,4

 

NOTA: 10/10

 

Recomendado a todos os seres humanos

 

 

 

 

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As Cores da Montanha
Uma bonita e sensível estória de crianças do naipe do fofinho “Conta Comigo” mesclado à desgraceira de “As Tartarugas Podem Voar” sintetizam esta co-produção hispano-colombiana. Num pequeno vilarejo rural em meio ao fogo cruzado das Farc e o exercito colombiano, acompanhamos a rotina de um grupo de crianças alheias inocentemente ao conflito, mto mais preocupadas em recuperar uma bola de futebol dum campo minado q com a sobrevivência da própria familia. Da trupe infantil, td de parabéns artisticamente falando, o destaque disparado pro albininho “Poca Luz”, q ganha nossa simpatia só de aparecer na tela. Não se trata de um filme da guerrilha sob o olhar infantil e sim da amizade infantil em tempos de guerrilha.  A bela fotografia explora a exaustao as cores da cordilheira andina. 10/10

 

 

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Jorge Soto2012-04-17 07:57:54

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A Fonte das Mulheres
Deliciosa produção franco-italo-belga q fala da guerra dos sexos na tradicional e machista sociedade muçulmana. Nele acompanhamos a divertida greve de sexo imposta por mulheres aos maridos, numa aldeia situada nos cafundós do norte da África, tocada no naipe de “Caramelo”. Sua reivindicação nada mais é q os folgados companheiros as ajudem a carregar a água, q buscam penosamente no alto dum morro. Alternando drama, comédia e até musical, esta fábula de inclusão feminina se vale de paisagens de cartão-postal e ótima fotografia. O elenco não faz feio e o filme flui naturalmente, com destaque pra tds as belíssimas protagonistas, q parecem ter saído da global “O Clone”. Qq semelhança da política pública árabe oportunista manter a precariedade do saneamento básico (e educação) se assemelhar mto à daqui não será mera coincidência. Destaque pra sequencia em q o vilarejo assiste uma telenovela mexicana, e pra icônica cena da hilária velhota no fim do mundo sobre um burro, buscando sinal no celular. 10/10
 

 

 

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Jorge Soto2012-04-18 08:13:23

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caraca, kd o resto da galera postando???09

 

L’Apollonide  - Os Amores na Casa da Tolerância
Belo drama francês q trata com sensibilidade da rotina do glamouroso bordel q nomeia o filme, no fim do séc.19, época em q essas casas perdiam espaço pra emergente prostituição de rua, o q não deixa de ser reflexo da sociedade parisiense. Simultaneamente, acompanhamos a vida de nove “funcionárias”, cada uma com suas particularidades; assim como as relações com sua clientela cativa da alta sociedade, cada uma com suas taras. Apesar de se passar num único lugar, a mansão, o filme prende por fluir de forma interessante tanto pela dinâmica de seus enquadramentos (dividindo a tela) como pela trilha sonora, q inclui músicas modernas tal qual “Maria Antonieta”. A bela fotografia faz da casa forja um retrato triste e romântico daquele estilo de vida; e o belo elenco não faz feio, em especial a jovem Iliana Zabeth, como “estagiária de puta de luxo”, pois é através dos olhos dela q vemos td. Destaque pra agoniante cena em q uma delas é desfigurada pra ficar tão “sorridente” qto o Coringa; e pra emblemática cena final. Enfim, não é um filme fácil, q o diga a lenta e longa duração. Mas vale uma visita. 9/10

 

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Os últimos que andei vendo:

 

The Cabin in the Woods - Tem sido bastante elogiado por aí, com muita gente inclusive dizendo que é a salvação do gênero ou o Pânico dessa década, especialmente pela  linguagem meta e pela combinação entre autoparódia e utilização sem o menor pudor dos velhos cliches conhecidos por nós. Independente de tudo isso o que dá pra dizer é que é realmente bem divertido. E é melhor que seja assistido sem se saber muito a respeito, porque os twists adicionam bastante pra narrativa, mesmo que alguns deles não sejem surpreendentes. Diria que a grande maioria dos fãs do gênero vão curtir bastante, por diferentes razões. É como se misturassem 500 filmes dentro de um mas de qualquer forma não soa saturado nem nada do tipo.  E tem um cameo bem legal lá pro final.

 

The Cold light of Day - Bah, esse é terrivel, ainda bem que paguei barato pra assistir. Só vale pra ver a Sigourney Weaver pagando de badass, porque de resto é inaproveitável. É Burro sem conseguir sem engraçado, e mesmo cheio de cenas de ação  consegue ser mas mais tedioso do que o imaginável. Foi lançado no cinema por causa dos nomes no elenco, porque é o tipico straight to dvd.

Headhunters - Embora o filme seja europeu é meio claro como o diretor foi influenciado pelo cinema americano, o que é uma boa coisa. Não é nada de outro mundo, mas o ritmo frenético e a geral boa utilização dos clichês vistos em thrillers fazem com que os 100 minutos passem voando. E a atuação do protagonista também ajuda a elevar o conjunto.

 

 

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La Comunidad
Divertida produção espanhola q lembra alguma coisa dos Coehn Brothers, Almodovar, Woody Allen e até bebe da fonte de “[Rec]” por se passar inteiramente num edifício, mas tocado com mto humor acidamente negro. Nela acompanhamos uma fracassada corretora de imóveis madrilenha q, num golpe de sorte, encontra uma fortuna escondida num dos apartamentos q tenta vender. O único problema é sair do prédio com o novo mimo, já q a vizinhança q dá nome à pelicula ta de olho nela e tb esperava colocar a mão na grana faz tempo. E dá-lhe jogo de gato-e-rato! O filme passeia por vários gêneros sem perder o pique, mantendo sempre a atenção do espectador, principalmente por situações pra lá de absurdas e nem sempre digeríveis pelo público convencional. O filme versa sobre os limites da cobiça humana se valendo de uma salada de estilos e referências da cultura pop, q vão desde “Star Wars” até “Matrix”, no seu trecho final. Carmen Maura está soberba como a personagem principal e o elenco secundário q representa os tipos mais esdrúxulos e “freaks” do condomínio tb. Melhor q mta comédia atualmente em cartaz. 9/10
 

 

 

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A LENDA DE BEOWULF

 

Certos filmes apelam aos intintos mais básicos para distrair o

espectador casual - violência, sexo, ação. O prazer é à flor da pele,

superficial, tão-somente sensorial. Há obras que são defenestradas no

ato por esse motivo, pois na hierarquia de valores de algumas pessoas

que só valorizam desafiadores exercícios intelectuais numa sala escura

de cinema, essa ambição tem pouco valor, é vulgar, vazia, insuficiente.

Porém, caso ela seja bem-executada e alcance seus despretensiosos

objetivos, qual é o problema? 'Beowulf' deve ser um paraíso para

pré-adolescentes vidrados em fantasias heróicas regadas a sangue e uma

pitada de sacanagem - bem como para qualquer um que esteja disposto a

tirar proveito desses elementos.

 

B-

 

FALCÃO NEGRO EM PERIGO

 

Pode-se incomodar demais ou de menos com o espírito ufanista que permeia o lema dos soldados - "leave no man behind" -, mas o filme permanece até hoje como o ápice da simulação de uma guerra moderna no cinema. Bem definiu um crítico da Revista SET ao tecer uma analogia com 'O Resgate do Soldado Ryan', no sentido de Ridley Scott ter orquestrado uma versão de duas horas e meia da intensa sequência de abertura do neoclássico de Spielberg. No lugar do espaço tipicamente reservado para a exposição do drama pessoal de cada personagem ou alguma subtrama romântica, há apenas sangue, suor, sujeira, vísceras, barulhos ensurdecedores, escombros, tiroteios, explosões, táticas, mortes. O resultado, sufocante e emocionalmente seco, pode pecar em profundidade, embora esta talvez nunca tenha sido a meta dos realizadores. Outras fitas do gênero já exploraram com propriedade as lágrimas ('Ryan') ou a loucura ('Apocalypse Now') do conflito. 'Falcão' é uma encenação de aparência realista e poder concentradíssimo de um teste de sobrevivência extremo.

 

B+

 

 

 

Cremildo2012-04-21 22:35:56

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E ae pessoal,  último dia pra participar da oitava premiação do Fórum CeC. Quem ainda não votou e quer dar uma contribuida pra brincadeira só acessar o link abaixo (primeiro post do tópico) e conferir os detalhes de como proceder:

Tópico Fixo Icone da Mensagem Admin Tópico8° Premio de Forum CeC - Indicados
Páginas1 2 3 4
Big One 67 2560 Ontem as 12:13
por Tensor Ver Última Mensagem



Vencedores serão revelados amanha!



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A Hora da Escuridão

Assisti com o pé atrás esta ficção-cientifica com medo do pior, mas embora tenha sido detonada pela crítica dá pro gasto, com ressalvas. Grupo de jovens americanos viaja pra Moscou bem no momento em q rola uma devastadora invasão alienigena tipo “Independence Day” e “Guerra dos Mundos” com um detalhe: o vilão é invisível, enxerga feito o “Predador” e se alimenta de energia. Sai, capeta! E tome luta pela sobrevivência! Um tiquim melhor q o péssimo “Skyline”, atuações canhestras e clichezadas de modo geral, cheio de furos e humor involuntário (o mundo acabando e o grupo sobrevivente quer se refugiar na embaixada americana, como se ela fosse à prova de ETs?), o filme vale mesmo pelos poucos efeitos especiais, belas paisagens de uma capital soviética deserta e pelas gostosas periguetes. O desfecho deixa um gancho pra uma sequencia q dificilmente sairá.  7/10

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Assisti Os Inquilinos no Canal Brasil principalmente pela chuva de críticas positivas que o filme recebeu na época do lançamento comercial. A história é bem interessante mesmo e foge daqueles roteiros centrados na questão das favelas brasileiras e de todos os problemas que trazem á sociedade. A cenografia também é bastante bem trabalhada, te levando pra dentro da casa da família que passa a ser incomodada pelos vizinhos recém-chegados. Também gostei muito do modo como o diretor Sergio Bianchi constroi o tempo da narrativa e insere as sugestões na cabeça do espectador. Daí surge um clima de tensão apropriado á proposta que segue num crescimento constante até o final do longa. As atuações principais também são muito boas (bem como as participações de Caio Blat e Cassia Kiss), com destaque pro excepcional Marat Descartes e todos os seus conflitos internos na busca pela defesa da família acima de tudo (é o terceiro filme que vejo dele sem achar sua atuação menos do que soberba). Só me incomodou um pouco o final pessimista e não resolvido que, pra mim, não contribuiu pro sucesso da proposta central do roteiro. Em geral, porém, o filme é acima da média dos nacionais. 9,0/10

 

Gostei bastante de Um Método Perigoso, do Cronenberg. Embora tenha uma narrativa irregular, cheia de altos e baixos em suas continuidades e em seu ritmo (principalmente quando o personagem de Vincent Cassel aparece e quebra a intensidade da estória, tornando tudo banal e risível) e não consiga se manter no alto ao focar na sexualidade como justificativa da teoria de Jung, esquecendo-se de seu lado psicanalítico, em boa parte do tempo, justamente quando se ocupa de relatar o princípio das teorias deste partindo das ideias já existentes de Freud, o filme consegue funcionar, instruir e direcionar seu foco para o lado da psiqué humana. Com um texto bem rebuscado, locações e iluminação sutis e elegantes e interpretações adequadas e eficientes, Cronenberg mantém o nível de seus filmes de médio pra alto quando consegue focar este aqui em apenas uma perspectiva, embora falte um pouco mais de profundidade por ser tratar de algo bastante subjetivo. 7,5/10  

 

Não poderia deixar de assistir um dos filmes que fizeram parte de minha adolescência, especialmente por não tê-lo visto no cinema na época de seu lançamento. Agora em 3D, tive a oportunidade de rever pela décima quinta vez uma das maiores bilheterias da história do cinema. É claro que Titanic não é um filme sensacional no tocante à estória ou ao roteiro. O envolvimento amoroso de Jack e Rose é tão piegas quanto qualquer comédia romântica americana produzida atualmente. O dramalhão do naufrágio do transatlântico também não era novidade, além de já ter sido retratado em outras oportunidades pelo próprio cinema. Mas a verdade é que o encantamento de Titanic está presente exatamente por causa de todos estes clichês. Eles são muito bem trabalhados e não há abuso ou excesso por parte de Cameron. Você acaba ficando preso por todo aquele drama, por toda aquela grandiosidade e pela tragédia que, queiram ou não, foi uma das maiores da humanidade. O fato é que Titanic mantém o interesse por entregar justamente aquilo que se propõe desde o início: entreter e divertir sem preocupação com muita profundidade no desenvolvimento. E também não pode-se negar a importância do filme em vários aspectos: é uma das maiores bilheterias da história do cinema, significou um grande avanço na parte tecnológica e alçou Kate e DiCaprio ao status de astros do cinema.

O 3D ajuda bastante quando observado na profundidade e na parte do naufrágio, aumentando ainda mais o impacto das cenas grandiosas. Pra mim, que não tinha visto no cinema, foi bastante recompensador passar 3h20 (com intervalo) e ouvir a inesquecível My Heart Will Go On ao final desse arrasa-quarteirão chamado Titanic! 8,5/10 

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Também aproveitei a oportunidade para rever Titanic e fiquei surpreendido pelo quanto gosto do filme. Saí do cinema e não conseguia tirar aquelas imagens da cabeça, é um filme realmente marcante.

 

E Kate Winslet, sempre ótima (e nunca tão bonita quanto aqui), está estupenda no filme. Acredito que grande parte do nosso envolvimento com a história vem da força presente em sua atuação, tão cativante.

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Habemus Papam
Simpática “dramédia” siciliana q parte de uma premissa interessante, algo como “Mafia no Divã” com “O Discurso do Rei”. Recém-eleito, Papa “trava” logo ao assumir o cargo, fazendo com q o Vaticano contrate de urgência um psiquiatra ateu pra curar a fobia do novo líder. Satirizando o teatro da Igreja como instituição e fazendo um estudo sobre a velhice, o longa tem várias sequências inspiradas ao mesmo tempo em q deixa outras gags pouco desenvolvidas. Michel Piccoli e Nani Moretti brilham como o sumo pontífice em crise de identidade e seu médico, respectivamente. Destaque pra cena da eleição, da “sessão psicanalítica coletiva”, do jogo de volei e daquela ao som de “Todo Cambia”, da Mercedes Sosa. E pro poderoso (e humano) desfecho, claro. 8,5/10

 

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Os Vingadores
A espera valeu a pena! Eis um filmaço q cumpre o q promete. O nerdão Whedon captou a essência do q é um gibi complexo e transpôs pras telas, digerível pra qq espectador! Desnecessário falar do enredo, q se resume à convocação dos heróis, suas desavenças e sinergia pra, enfim, salvar a humanidade do Loki (mto melhor q no fraco filme do Thor), q quer escravizar a humanidade com ajuda do Cubo Cósmico, auxiliado por aliens interdimensionais. Nessa constelação de astros há espaço pra tds brilhar em seu devido tempo, nas quase 2:30hrs de duração do longa. O Norton vai se arrepender da cagada q fez ao declinar do convite pq o Ruffalo mata a pau no verdão tanto qdo ta “maduro” qdo não o está. Downey Jr, como sempre, arrasa qdo aparece. As duzentas (milhões) doletas estão presentes em cada frame a cargo da ILM e valeram o investimento, principalmente nos bacanas quebra-paus entre os heróis (Thor x Ferroso, Thor x Hulk, Viúva x Hulk, Ferroso x Capitas). O roteiro está longe de ser genialmente original mas é eficiente no q se propõe. Ação desenfreada q vai mto além do mostrado no material promocional e diálogos afiados colocam esta produção no mesmo panteão do 1ª  Zé-Cuecão, do Bátima nolistico, X-Men, Iron e Spider-Man! Atente pra batalha final e a cena pós-creditos, q fará os fãs delirar por apresentar outro gde vilão “cósmico” por trás de td, criando o gancho da sequência. Só faltou uma trilha do naipe do John Williams, mas  a do Alan Silvestri (de “De Volta pro Futuro” e “Capitão America” ) contém um tema q dá pro gasto. E não estranhe se sua legenda apresentar um horrível “Hulk, arrebenta!”. De qq forma, um blockbuster de responsa!  Da tal mencionada morte, acho q teremos uma personagem daqui em diante apenas em flashbacks. Avante, “Vingadores 2”!  9,5/10


PS: E pensar q o diretor foi descartado pra tocar o filme da Mulher-Maravilhosa.. A DC deve ta se remoendo até agora..


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Imortais -  Immortals - 2011

 

Se você gosta de mitologia grego-romana fuja deste filme,

ele profana a mitologia deturpando a idéia original.  Seguindo a linha de 300 do diretor Zack

Snyder, e  Furia de Titãs, Imortais

distorce a mitologia, transformando Deuses em Power Rangers e Titãs em

monstrinhos que se multiplicam.

 

 O Rei Himperíon, por

um rancor particular resolve destruir os deuses do Olímpio. Para isso, ele vai

usar o Arco de Épiro para libertar os Titãs, antigos inimigos dos desuses  aprisionados por Zeus, e assistir de camarote

o fim do mundo.

 

Voltado totalmente para aspectos visuais, o filme tem pouca

preocupação com o enredo ou mesmo a historia na qual se baseia, focando em

exibir corpos em uma violência gráfica e ação descerebrada. Como num vídeo game

que se executa golpes no controle com o único intuito de acabar com os inimigos

para passar de fase, sem se importar com as letras que aparecem na tela.  Alguns furos no roteiro chegam a irritar,

alem claro da fraca atuação dos atores. Mas o que realmente importai não é

tanto o desempenho de interpretação  mas

sim o óleo que reluz em seus corpos.

 

O único ponto de destaque 

no filme seria e a sua parte visual, porem esta ainda fica prejudicada

pela conversão para um fraco 3D que torna a fotografia escura demais.  Imostais é o tipo de filme para se ver quando

não tem nada mais importante para fazer.

 

IMDB: 6,2

 

NOTA: 4/10

 

Recomendado para quem gosta de sangue e músculos.

 

 

 

 

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