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Terra Firme
Interessante produção neorrealista italiana q lembra facilmente o tb ótimo “O Segredo do Grão” e até mesmo o clássico do Visconti, “A Terra Treme” , com alfinetadas contra o descaso aos imigrantes.  Comunidade de pescadores numa ilhota siciliana sente na pele (e no bolso) o passar dos tempos, pois ao invés de peixes o mar começa a desovar africanos ilegais, e quem se dispõe a ser benevolente pode ter problemas depois. Ajudar ou não ajudar, eis a questão da família Pucillo? Contando como a solidária “lei do mar” contrasta com a mesquinha “lei dos homens”, o filme contrapõe as belezas do turismo na região com as mortes/pobreza dos imigrantes etíopes q chegam ali aos montes (qdo conseguem, claro!). Com atuações sinceras e belíssimas tomadas do lugar, destacam-se de longe as sequencias q se passam no barco de turistas e o balé submerso dos mesmos. 9/10

 

terraferma1.jpg

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Primitivo
Não confundir este terror irregular australiano com outro bem meia-boca do mesmo nome q trata de um jacaré gigante. Com ecos de “Abismo do Medo” , “Whrong Turn” e qq filme de zumbis, esta produção narra as desventuras de um grupo de jovens q se metem a explorar umas inscrições rupestres tribais q, do nada, infecta uma das vagabas da trupe e imediatamente se transforma no bicho q dá nome ao filme, disposta a devorar seus amigos. Repleto de gore, nojeiras e nenhuma originalidade, possui algum estilo videoclipe na tentativa de  parecer cool.  A película tem alguns achados pitorescos e boas sacadas como a inclusão de formigas-canibais (!?), sexo canibal e o bicho final, mas os furos homéricos e um jovem elenco tão inexpressivo qto burro até a medula tornam a película digna de esquecimento. Recomendavel apenas a quem curte o gênero, pois não tem nada de mais. 6/10
 

 

Primal-2010.jpg

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http://4.bp.blogspot.com/_I-FR6pV9fhk/TP162fO_bTI/AAAAAAAAABA/jRVdb2JKoAI/s1600/Arthur%2BChristmas%2BMovie.jpg

 

Operação Presente Ótima animação britânica - que passou batida aqui no Brasil. Consegue ser bem criativo, mesmo não saindo muito dos limites estabelecidos por outras animações na última década. A melhor sacada é a entrega dos presentes sendo executada como uma operação de guerra, no melhor estilo Missão: Impossível. É engraçado na medida certa, emotivo na médida certa. E exatamente o que se espera de um bom filme natalino. 4,5/5

 

 

 

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Terra Firme

Interessante produção neorrealista italiana q lembra facilmente o tb ótimo “O Segredo do Grão” e até mesmo o clássico do Visconti' date=' “A Terra Treme” , com alfinetadas contra o descaso aos imigrantes.  Comunidade de pescadores numa ilhota siciliana sente na pele (e no bolso) o passar dos tempos, pois ao invés de peixes o mar começa a desovar africanos ilegais, e quem se dispõe a ser benevolente pode ter problemas depois. Ajudar ou não ajudar, eis a questão da família Pucillo? Contando como a solidária “lei do mar” contrasta com a mesquinha “lei dos homens”, o filme contrapõe as belezas do turismo na região com as mortes/pobreza dos imigrantes etíopes q chegam ali aos montes (qdo conseguem, claro!). Com atuações sinceras e belíssimas tomadas do lugar, destacam-se de longe as sequencias q se passam no barco de turistas e o balé submerso dos mesmos. 9/10

 

 

[/quote']

Nunca tinha ouvido falar, mas depois desse comentário + esse poster, já estou baixando.06

 

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theironlady_3.jpg

 

 

Estranho

que uma bio sobre alguém tão polêmico seja meio longo, arrastado. Talvez quem

viu Margareth Thatcher discursando sentirá menos rasamente o filme.

 

Tb vale por

mostrar a dama de ferro em momentos frágeis da velhice e como sua vida pessoal

estava tão vinculada a política (esta até

sendo priorizada) e ainda como Thatcher lidava com o poder, talvez sendo

mais inflexível do que devesse, em tempos difíceis. E como saber qual seria o

desfecho se as atitudes dela tivessem sido mais brandas, mais ponderadas?

 

Algo estupendo sobre Thatcher é a paradoxalidade com que ela inflamava o povo, tanto positiva qto negativamente.

 

Pay  attention p/ Alexandra Roche, interpretando MT

mais jovem!

 

Oscar de

maquiagem foi exagero...aff!

 

 

A Dama 

de Ferro” – (Phyllida

Lloyd)  6,0/10,0

 

jujuba2012-03-16 17:58:03

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like_water_anderson-silva-still.jpg

 

 

 

Anderson Silva - Como Água (2011)

 

(Pablo Croce)

 

 

 

Gosto do esporte, mas acho que mesmo se não gostasse eu iria curtir o filme.

 

 

 

Em 76 minutos o diretor foi capaz de mostrar com qualidade a preparação física e psicológica do Anderson Silva para a luta contra o Sonnen, sempre de um jeito em que a tensão vai crescendo cada vez mais.

 

 

 

A trilha sonora colabora muito também, além da presença de outros atletas como o Machida, Minotauro e Cigano, sem esquecer do MITO Steven Seagal.

 

 

 

7/10

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Estranho que uma bio sobre alguém tão polêmico seja meio longo' date=' arrastado. Talvez quem viu Margareth Thatcher discursando sentirá menos rasamente o filme.

Tb vale por mostrar a dama de ferro em momentos frágeis da velhice e como sua vida pessoal estava tão vinculada a política (esta até sendo priorizada) e ainda como Thatcher lidava com o poder, talvez sendo mais inflexível do que devesse, em tempos difíceis. E como saber qual seria o desfecho se as atitudes dela tivessem sido mais brandas, mais ponderadas?

Algo estupendo sobre Thatcher é a paradoxalidade com que ela inflamava o povo, tanto positiva qto negativamente.

Pay  attention p/ Alexandra Roche, interpretando MT mais jovem!

Oscar de maquiagem foi exagero...aff!


A Dama  de Ferro” – (Phyllida Lloyd)  6,0/10,0

[/quote']

 

o pto negativo e mal desenvolvido desse filme é q focou na fase menos elegante de uma pessoa q deveria ter tido trato melhor pra fazer jus ao nome da produção: a fase gagá..

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Poster-de-3-metros-sobre-el-cielo.jpg

 

 

 

Tres metros sobre el cielo 2010 - romance/drama

 

 

 

Filme espanhol, que conta a história de amor entre um jovem (Mario Casas) rebelde impulsivo, inconseqüente e sem nenhum senso com uma garota inocente (María Valverde que não há filme sequer que não apareça de calcinha ou fazendo sexo) de classe média alta, bondosa e educada, dois mundos diferentes se chocam num amor quase impossível, até que parece um filme de Hollywood,

 

 

 

Como é um filme baseado num livro, o andar do filme chega a ser um pouco interessante, um pouquinho da ação de velozes e furiosos nas cenas de moto e de carro, um pouquinho de Romeu + Julieta do Leonardo nas cenas de amor, e a pergunta que não quer calar, será que esses mundos conseguiram superar os atritos, os opostos se atraem?, só assistindo..., a continuação já está a caminho, um romance em que os protagonistas chegam até três metros acima do céu.

 

 

 

Bom filme para a molecada transviada e para as adolescentes que adoram o garoto mau e rebelde 06.gif

 

 

 

Forever Young na trilha sonora 10.gif

 

 

 

Trailer Legendado:

 

 

 

 

 

 

Parece que a legenda está para sair.    Angellus Lestat2012-03-19 07:26:39

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Kamchatka
Filmaço do Ricardo Darin q lembra mto um mix do brasileiro “O Ano q Meus Pais Sairam de Férias” e o chileno “Machuca” , ao mostrar os efeitos da ditadura (no caso, a argentina na década de 70) nos vinculos familiares, sob o olhar infantil, de forma bastante intimista e humana. Familia se esconde numa casa da perifa pra fugir dos milicos, e pra passar o tempo pai e filho jogam uma espécie de “War” (lembra?), q nada mais é uma metáfora espirituosa da resistência (em tds sentidos) naquela época difícil, assim como outras mais sutis (o livro do moleque e o seriado da TV). Bem humorado e com trilha sonora inspirada (tem até Roberto Carlos!), a sequencia de “fugas” conclui num comovente e amargo desfecho. A química dos personagens tb ajuda mto em especial a dos moleques, q interpretam os filhos do Darin, e conseguem a rara proeza  de ofuscar o gde ator portenho. 9,5/10
 

 

Kamchatka_2002_poster.jpg

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Aqui É o Meu Lugar
Curiosa comédia dramática q, sob formato de “road-movie intimista”, mostra o autoconhecimento e evolução do personagem principal, interpretado por um Sean Penn caracterizado quiném “Edward Mãos de Tesoura” . Cheyenne é um cantor decadente cinqüentão, mix de Robert Smith em maquiagem, Ozzy Osbourne em leseira e Michael Jackson em esquisitice, cujo sucesso estagnou sua tediosa vida como pessoa. Daí resolve cruzar o país atrás de um nazista (!?) q seu pai, recém falecido, tava atrás (!!??). A viagem é contada em tom agridoce, lenta e contemplativa, onde os vários personagens secundários servem apenas pra preencher o vazio daquele interpretado por Penn, q leva o filme nas costas noutra interpretação impecável. O desfecho é ao mesmo tempo emblemático e deixa a desejar pela mensagem apregoada, mas até ali a viagem de descobertas valeu a pena. Destaque pras varias ptas de luxo, em especial à do ex-Talking Head David Byrne interpretando ele próprio, e q aliás tb assina trilha sonora do longa. Este filme deixa uma pista de como Penn teria interpretado o Larry, dos “Três Patetas” , caso a escalação original deste tivesse vingado. 9/10
 

 

This-Must-Be-the-Place-Poster.jpg

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Pessoal,

Sou novo no fórum e mto feliz de participar de discussões com temas tão interessantes. Queria saber como tem sido a recepção do filme "Pina" do Wim Wenders ai no Brasil, a primeira vez que assisti foi na Alemanha e por aqui não foi um GRANDE sucesso...

 

 

 

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É que não é um tema tãooo popular assim, ainda mais a bordagem que usaram.

Embora haja coreografias  estupendas no filme, acho que agradará mais alguns poucos além do que  curtem a arte.

 

 

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LANCELOT DO LAGO

 

Bresson, apesar de notório pelo ascetismo que impingia

às suas obras despidas de sentimentalismo e supérfluos, frequentemente

munidas de um olhar materialista do mundo (no sentido de precedência da matéria sobre o espírito ou a mente), não era ateu.

Levando tais circunstâncias em consideração, testemunhar o encadeamento

de mortes gráficas, desavenças mesquinhas e inquietudes espirituais em Lancelot do Lago torna-se ainda mais surpreendente.

A fisicalidade dos cavaleiros e, portanto, sua fragilidade corpórea são

salientadas pelo incessante ruído do metal que constitui as armaduras

por eles equipadas; semelhante papel exercem os ferimentos que fazem

jorrar sangue da carne dilacerada dos seus cadáveres brutalizados. Mesmo

pertencendo a uma ordem de intensa devoção religiosa, incumbidos de

buscar e apreender o cálice sagrado, os virtuosos guerreiros arturianos

se permitem perturbar por intrigas internas motivadas por inveja e sede

de poder. Lancelot, o líder, chega a abnegar, por um instante, a paixão

adúltera pela rainha Guinevere em face de uma promessa feita durante um

devaneio no qual teria sido agraciado com uma 'visão santa'. Deus é insistentemente

citado por quase todos os personagens, inseridos num contexto que

aponta para a recusa Dele em ouvir os clamores terrenos ou reconhecer os

sacrifícios perpetrados em Seu nome - pior, denotando Sua inexistência.

 

B

 

 

 

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Po, eu finalmente consegui ver o Hurt Locker. Gosto de personagens principais meio loucos, como o especialista em bombas piscótico.

 

Agora tou entre ver o Kokoda (filme de guerra australiano) ou R-Point (filme de guerra/terror sul coreano).

 

 

 

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A Maldição do Lobisomem (The Curse of the Werewolf, Terence Fisher, 1961) - bastante interessante, um exercício muito bem filmado (apesar das claras restrições técnicas). Embora não mire no terror, consegue criar boas situações de tensão.

 

 

 

El chanfle (idem, Enrique Segoviano, 1979) - filme com o elenco da série Chaves. O roupeiro de um time de futebol popular lida com situações do dia-a-dia sem perder jamais seus princípios éticos. Legalzinho, mas bem menos engraçado do que eram Chaves e Chapolim.

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Passei um tempo longe, mas ainda dá pra postar aqui sobre os últimos filmes que eu vi.

 

 

Sleeping Beauty (Julia Leigh, Austrália, 2011)

 

Há uma frieza na direção que não significa falta de emoção. Apenas reflete a frieza e hostilidade do mundo, que tem apenas algumas ilhas de calor humano, e assim o comportamento amistoso da mulher que comercializa as garotas é artificial, tanto quanto o sorriso de Lucy, que sempre diz estar bem, mesmo não estando. Quando se trata do próprio corpo, ela tenta se esconder atrás de uma falsa indiferença, que parece vir de um sentimento autodestrutivo aliado a uma espécie de desgosto, além de necessidade.

 

O filme tem bastante nudez, expondo a perversidade da libido masculina e a degradação das mulheres, mas ao invés de cenas pesadas, a diretora opta pela bizarrice e realiza um filme que não é esquecido facilmente. A escolha de Emily Browning para o papel principal é perfeita, e não apenas pela beleza elegante e diferente, mas pelo talento. O medo, a irritação, o constrangimento e a aflição ficam óbvios para quem assiste, e estão expressos no rosto dela junto com outras sensações, numa atuação discreta, mas bastante expressiva. No primeiro dia de trabalho, embora esteja contida e realize as tarefas corretamente, parece que Lucy sairá correndo e chorando de repente. Não é um filme moralista, mas é cheio de cenas que incomodam.

 

 

Xuxa e os Duendes (três diretores quaisquer, Brasil, 2001)

 

Eu já conheci personagens tão próximos da natureza, que falam com as plantas e acreditam que elas entendem e respondem, mas por serem mostrados de maneira tão natural e sincera, conseguem me convencer. Não é o que acontece com Xuxa interpretando Kira. Ela é tão forçada e enjoativa que não dá pra levar a sério. A história traz a luta do bem contra o mal, com uma mensagem de preservação da natureza e gritando “Você precisa se converter!”, mas para acreditar em duendes e fadas, então nada de padre que perdeu a fé. A insistência do filme é tanta, que parece mesmo querer que o espectador acredite.

 

É uma história normalmente contada através de animação, e que consegue ficar ridícula com mais facilidade em live action. Não é impossível funcionar, mas os cenários parecem de isopor, o figurino dos duendes ficaria bem apenas em animação, o vôo das fadas é visivelmente falso, as asas delas têm aparência de papel, os outros efeitos também são péssimos, os personagens não são desenvolvidos, as atuações são ruins, muitas das falas são piegas e o triunfo contra o mal é decepcionante. Desperdiça um universo de conto de fadas que é promissor mesmo sem ser novidade. Não parece um filme, e sim um especial de fim de ano. Após o final tem bloopers, intercalados por propaganda de tintura pra cabelo.

 

 

DEUSES E MONSTROS

 

Ian McKellen interpreta James Whale' date=' diretor de Frankenstein, O Homem Invisível e A Noiva de Frankenstein.

Em idos dos anos 50, ele havia rompido com Hollywood há tempos,

amargando um exílio voluntário em sua mansão, a qual divide com uma

governanta e visitantes masculinos esporádicos. Homossexual assumido, de

reputação em frangalhos, adoecido por derrames sucessivos, atormentado

por lembranças ingratas da infância, da guerra, da perda do seu grande

amor nas trincheiras, do projeto pessoal que deveria ter sido sua

obra-prima mas foi mutilado pelo estúdio - só raras vezes rememorando

com carinho os dias de glória do ofício -, Whale parece ter encontrado

uma distração no jardineiro bem-apessoado (Brendan Fraser).

À

medida em que vai tentando seduzir o jovem rude e inocente, descobre

que ambos têm mais em comum do que aparentam (ostracizados pela

sociedade, marcados pelo conflito armado, solitários), estreitando a

inusitada relação, em contrapartida intensificando uma crise emocional

já deflagrada pelos problemas de saúde.

O

legado de Whale encontra-se gravado em base sólida; ninguém se esqueceu

de suas seminais entradas que ajudaram a definir o gênero horror nas

telonas, ainda que estivesse convicto de que tinha mais a oferecer em

outras searas. A trágica ironia reside no fato de ele mesmo ter sido

tratado desde a infância como um dos monstros que havia gravado em

celulóide, incompreendido não em obra, mas em vida.

Fundindo trevas com luz para explorar o âmbito dos dilemas íntimos humanos, Condon perturba e ilumina, refletindo a dualidade exprimida pelo título. Deuses e Monstros é arte para adultos da maior qualidade.

 

A

 

 

[/quote']

 

Eu não gostei tanto do filme. O que me agradou mais foi a atuação de Ian McKellen. Pretendo rever.

 

 

Orgulho e Preconceito, porque demorei tanto para ver esse filminho? Gostei demais.

 

 

[/quote']

 

Pride & Prejudice pra mim continua sendo a minissérie da BBC, lançada nos anos 90. O filme eu vi e prefiro ignorar.

 

 

 

 

 

Lucyfer2012-03-22 07:57:33

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Enquanto Você Dorme

Gratissima surpresa este thriller de suspense de primeira perpetrado pelo diretor da trilogia “[REC]” e protagonizado pelo ator do eletrizante “Cela 211” , uma dobradinha q só podia render bons frutos. E deu. Porteiro psicótico nutre obsessão doentia por uma das belas moradoras, e como sabe da vida de tds no prédio passa a controlar as situações a seu favor (de modo nada convencional, digamos) pra se aproximar do seu objeto do desejo. Ou seja, “A Vida dos Outros” encontra “Atração Fatal” e “A Inquilina” . O veterano ator Luis Tosar carrega o filme nas costas como o amalucado e desequilibrado porteiro, da mesma forma q fez seu Malamadre de “Cela 211” , e faz deste vilão atípico inclassificável q qq categoria, pois ele é único ao conceber alguem puramente “malvado” apenas por não conseguir lidar com a felicidade alheia. Um filme cuja tensão cresce no decorrer da projeção e te prende na cadeira de forma sufocante, até seu fodástico desfecho q fica em aberto (sequencia?). Assista logo esta versão catalã pq as infos dão conta q Hollywood já comprou os direitos de refilmagem (aff!). 10/10

 

mientras-duermes-poster.jpg


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O Porto
Deliciosa produção francesa q parece uma fábula nostálgica e humanista saída do final dos anos 60 e lembra um mix de “Bem Vindo” , “Terraferma” e “O Concerto” , ao tratar da imigração ilegal de forma ingênua e bem-humorada. Tiozão engraxate (e ex-escritor) decide ajudar garoto - refugiado africano -  a chegar a seu destino, ao mesmo tempo em q lida com a policia no encalço do moleque e sua mulher em estado grave, no hospital. Com atuações sinceras, td elenco está de parabéns, em especial Jean-Pierre Darroussin, como o implacável Comissario Monet q ta atrás do pivete, q mais lembra um Inspertor Clouseau (da “Pantera Cor-de-Rosa” ) de tão atrapalhado q é, e fica literalmente com um abacaxi pra resolver. Destaque pra cena com “rock and roll idoso”, na voz do Little Bob, cantor francês da hora. 9/10

Le%20Havre%20poster

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936full-high-school-debut-screenshot.jpg

 

High School Debut (Tsutomu Hanabusa, Japão, 2011)

 

Uma garota desengonçada quer ser popular e arranjar namorado, então convence um garoto lindo, sombrio e deprimido a ser seu treinador. É lógico que os dois se apaixonam e ficam juntos. Comédia romântica adolescente japonesa adaptada de um mangá, com atores que parecem modelos e uniforme escolar com saias curtas demais. A história é do tipo que eu não gosto. Assisti apenas pela curiosidade de ver algo diferente, porque eu sabia que comparada a produções americanas similares, o filme é outro mundo. O estilo mangá é bem visível nas reações dos atores, nos diálogos e em outros elementos, inclusive no cabelo espetado do ator principal. A semelhança significa que a comédia é estúpida, cheia de exageros ridículos. Valeu pela experiência e pela satisfação de ouvir gente falando japonês.

 

 

 

1182396845_imprensa_hi_8.jpg

 

Não Por Acaso (Philippe Barcinski, Brasil, 2007)

 

A nossa necessidade de prever e controlar os acontecimentos versus as diferentes possibilidades, as conexões invisíveis e o inesperado, que nos tiram o controle. A vida como um fluxo de eventos em várias direções e que pode ser afetado por um detalhe, como dois segundos a mais ou a menos, e assim uns morrem, outros se juntam e a vida segue. Não é um filme intrincado, a despeito do tema, e não tem nada que seja muito errado. Como defeitos eu posso apontar a tranquilidade de uma garota que acabou de perder a mãe e a inserção de duas músicas desnecessárias. Falta algo especial que o tornaria mais contundente, mas é bom.

 

 

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Young_Adult_080.jpg



Beleza,
fama, dinheiro, tudo o que supostamente faria uma pessoa feliz... supostamente.
Não
funcionou com Mavis que insatisfeita aposta suas chance de felicidade em um
antigo namorado da adolescência e o fato deste ser casado e ter filhos é visto
imaturamente como um mero detalhe.



Tem-se a
impressão de um filme com história fraca mas com fortes atuações, no entanto
Mavis é um personagem bem interessante.



Estranho
que o filme seja considerado comédia think.gif



Young Adult” – (Jason Reitman) –
7,0/10,0



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COMPRAMOS UM ZOOLÓGICO - 5/10 - A primeira impressão ao ver os nomes do roteirista e diretor Cameron Crowe e do ator Matt Damon em “Compramos Um Zoológico” é: o que eles estão fazendo nesse filme? Depois de assisti-lo, a pergunta é: o que eles estão fazendo nesse filme? Não que eu seja contrário à versatilidade, pelo contrário, é a situação ideal para qualquer tipo de profissional, mas esta comédia dramática acaba sendo tão insonsa e inofensiva que não justifica o desafio. Damon é Benjamin Mee, um jornalista viúvo, desempregado e pai de 2 filhos, que segue um novo rumo em sua vida quando decide comprar uma nova casa e descobre que a propriedade abriga um zoológico. Desconfortável com a situação e tendo que enfrentar a desconfiança dos empregados, ele tenta adaptar os filhos a nova realidade e se colocar como um gestor respeitável de um negócio que simplesmente desconhece. O filme tenta ser uma espécie de “Marley e Eu” em que os animais fazem parte da narrativa, mas cuja estrutura também privilegia os conflitos e dramas humanos, seja do personagem central na figura de pai e/ou empreendedor, mas as situações são fracas. E quando o roteiro estabelece algum conflito importante, como o rancor entre pai e filho que rende uma bela sequência entre Damon e o jovem Colin Ford, na sequência seguinte a resolução é a mais simples possível. E o filme acaba sobrevivendo destes poucos momentos isolados, como a dinâmica apresentação dos personagens; quando Ben lamenta a morte da esposa em uma espécie de “flashback” ao vivo, num momento bem sustentado pela atuação eficiente de Damon; ou a própria sequência final. Já o diretor Cameron Crowe parece um peixe fora d água e mesmo que colabore nestas situações citadas, no mais fica difícil crer algum tipo de envolvimento mais direto e intenso dele em um filme cujo clímax se resume a uma fechadura quebrada. A pequena Maggie Elizabeth Jones acaba tendo uma atuação bem simpática, Elle Faning é uma atriz mais interessante que a Scarlett Johansson, mas as duas tem pouco a fazer em cena (o desnecessário interesse da personagem de Johansson por Ben se resume a olhares perdidos e apaixonados para sugerir algo que, na verdade, acaba se tornando escancarado e a de Fanning parece a todo momento fora do tom da proposta). Leve, bobinho, inofensivo e esquecível.

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http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/0/06/Soldiers_story_poster.jpg/220px-Soldiers_story_poster.jpg

A História de um Soldado (1984) Não esperava muito do filme até assistir, mas não deveria ter subestimado Norman Jewison. Responsável por vários grandes filmes, inclusive o clássico No Calor da Noite, Jewison novamente aborda aqui o racismo usando um pano de fundo policial. Mas o que parecia ser a investigação de um assassinato vai se desdobrando conforme acompanhamos os depoimentos que recontam os eventos anteriores ao crime, e aí percebemos que, mais do que sobre o crime, é um filme sobre as complicadas relações humanas que se estabelecem naquele lugar. Destaque para Adolph Caesar, ótimo como um dos personagens mais odiáveis do cinema. 4/5

 

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Cativa
Drama  político argentino bacaninha q trata de forma comovente e sensivel sobre os filhos apropriados ilegalmente durante a ditadura. Nele, acompanhamos a descoberta da verdade atraves do olhar da protagonista principal, a Cristina-Sofia, espécie de Jason Bourne portenha q despiroca ao descobrir sua vida fictícia - tal qual um pesadelo kafkafiano - com pais adotivos. Daí deve se acostumar à nova realidade numa boa, agregando mais um incômodo ingrediente ao ritual de passagem da infância à adolescencia. A estupenda e desconhecida periguete Barbara Lombardo brilha no papel-titulo, assim como sua amiguinha testuda-revolucionaria, sem contar o elenco de apoio. As constantes cenas da Copa de 78 mostram q a realidadade da época era devidamente anestesiada pela nossa paixão nacional. A produção é simples o q confere quase um quê de amador à película, mas q se destaca pelo tema abordado. Valeu pela dica, Jujubis! 9/10

cautiva_b.jpg

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