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Estava até meio doente há tanto tempo sem ver um filme com mais de 70 anos! Que espetáculo "Laura", de 1944, de Otto Preminger - indicado aqui ao seu primeiro Oscar de Direção.

Um filme policial, em estilo noir, com um roteiro cheio de reviravoltas, que mais parece um livro de Agatha Christie, com a pergunta "Quem Matou Laura Hunt?". O filme é um emaranhado de dúvidas e suspeitas até os últimos minutos. Uma maravilha de trama. Os diálogos são muito rápidos e inteligentes: "Posso ter manchas no meu caráter, mas não nas minhas roupas".

O tema musical de David Raksin é um sonho, mil vezes recriado depois pelo cinema ( Diz a história que a atriz austríaca Heid Lamarr teria respondido quando perguntaram a ela por que recusara o papel: "Mostraram-me o roteiro, e não a partitura"). A Fotografia ganhou o Oscar de preto-e-branco. Houve ainda indicações para  Roteiro e Direção de Arte. E, claro, indicação de Melhor Ator Coadjuvante para Clifton Webb, sua primeira, que, depois de anos de ostracismo pós-cinema mudo, retorna ao cinema numa interpretação maravilhosa. Sua presença fica na conta de Otto Preminger que, contrariando Darryl f. Zanuck, que, dizem, não o queria no papel por Webb ser sabidamente homossexual.

 Gene Tierney, estonteante e enigmática, no papel-título, alvo de todos os homens e mulheres.

"Laura" é mais um exemplo do fantástico cinema dos anos 1940 (E geralzão só fala dos anos 1970...).

De quando o mundo não era essa coisa fuleira...

Laura (1944)

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Li o livro no ano passado, e não acredito até agora que o Roteiro optou por responder a pergunta do título nos primeiros 10 segundos do filme! Poxa, no livro a Bernadette é uma personagem ausente, um fantasma, tudo que sabemos dela é narrado pela filha, ou dito pela vizinha, ou revelado pelos seus e-mails...No filme, optou-se por ter Cate Blanchett presente em todas as cenas. E optou-se por mudar a personalidade do personagem do Billy Crudup. Perdeu-se o mistério e a surpresa do livro, para realçar essa coisa que o cinema de Linklater mais gosta: a intimidade familiar, os laços entre as pessoas...

Tudo o mais: a casa, as roupas, os projetos amalucados, os problemas com a vizinha, a hilaridade surreal da personagem, tudo confere. Ficou bem fiel ao livro.

Não vai chegar ao Oscar em nenhuma categoria, nem deveria.

Mas talvez role uma indicação no Globo de Ouro em Atriz de Comédia para a Cate Blanchett, que, nem precisava dizer, está perfeita.

Cate Blanchett in Where'd You Go, Bernadette (2019)

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Ready or Not é um divertidíssimo  e sangrento thriller indie com muito humor negro. Basicamente é uma criativa inversão dos filmes de casamento com Duro de Matar ou O Alvo. A protagonista principal segura bem a peteca como final girl da vez e a ambientação gótica é muito boa. O filme não quer inventar nada, mas desenvolve sua premissa (até previsível) com muita eficácia e dinamismo. Boa surpresa de baixíssimo orçamento que tem a sumida Andie McDowell voltando pra casamentos e muitos funerais. 9-10

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Ghost in the Graveyard por sua vez é um terror independente frouxo, genérico e sem sal que parece foi piloto de possível franquia que duvido continue. É um Supercine fraco pois não tem tensão, o roteiro é meia boca e seus atores deixam a desejar. Nem pagar peitinho tem, pelo menos. Na boa, não recomendo esta joça embora o trailer e sinopse criem curiosidade. E que tristeza ver o grande Jake Busey nesta barca furada, pois o pai dele, Gary, estaria com muita vergonha de ver a decadência do rebento. 6-10

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"Frozen II", sucesso de público já é. Fez 130 milhões nos Estados Unidos, 50 na China e por aí vai...Deve ficar próximo ou passar à marca do bilhão. 

É melhor do que o primeiro? Não. Mas, gente, é muito bem feito. Tem duas sequências técnicas do meio para o final que são "Woowwww". Mas o Roteiro é seu ponto mais débil. Parece faltar um grande "tema", pois a ideia de "viveremos sempre juntos" , pra mim, é pouco, além de ser curiosamente diametralmente oposta à moral da conclusão de "Toy Story 4", seu maior concorrente na Categoria do Oscar, que apresenta, por sua vez, uma visão da vida muito mais realista e corajosa.

A parte musical me surpreendeu. Não esperava gostar de nada. Muita gente tem se digladiado na internet sobre qual música é a melhor:"Into The unknoow" (que, pra mim, é só a terceira melhor), ou "Show Yourself" (pra mim, a melhor, presente em uma sequência absurdamente maravilhosa perto do final). A minha segunda canção preferida é apresentada logo no começo, uma canção graciosa e para cima chamada "Some Things Never Changed". As três devem entrar na pré-lista de Best Song, e aí é aquela luta para saber qual ficará entre as 5. Acho que "Frozen II" tem portanto bastante potencial para emplacar duas indicadas em Melhor Canção, mas o ano está forte. Contudo, todavia, entretanto, nenhuma das três tem o poder irrepetível de "Let it Go".

O filme ainda tem uma canção solo do Kristoff, interpretada pelo Jonathan Groff, de "Hamilton", e que emula os video-clipes dos anos 1980. Ficou bem legal. Mas Olaff, novamente, é o personagem responsável pela grande diversão e pelas (poucas) risadas.

É um bom filme. Vejo, no momento, "Toy Story 4" como franco favorito em Animação.

 Mas meu voto, na categoria, seria, até agora, para "How To Train Your Dragon: The Hidden World".

Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad, and Jonathan Groff in Frozen II (2019)

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Se quisessem encerrar suas carreiras, os amigos septuagenários, e lendas do cinema,  Robert, Joe, Al, e Martin, poderiam ter em "The Irishman" um gran finale absoluto. 

É magnífico! É maravilhoso! É uma aula de cinema! Épico!

Eu não estou raciocinando bem para escrever, por que, entre outras coisas, "The Irishman" é extenuante também. Seja pela sua enorme duração, mas seja pela sua complexidade. Em certo momento, confesso, eu tive de parar o filme, para poder pesquisar um pouco sobre algumas informações históricas muito específicas dos Estados Unidos, que, eu, por ignorância, não tinha tanto conhecimento. É um filme que exige bastante do espectador, o que é ótimo, por sinal.

Antes de ressaltar tudo que é maravilhoso, tenho que afirmar que o Roteiro propriamente não foi o que eu mais gostei. Trabalho de adaptação de Stevem Zaillian (Oscar por "A Lista de Schindler"). É que a história é muito rica, vai em muitas direções, inclusive políticas ( Os descendentes da família Kennedy devem estar posessos! Fica a pergunta: Haveria um outro irlandês na máfia estadunidense?). Tantas direções, que, por vezes, eu pediria um pouco mais de "foco" no veio principal. Não li o livro, não posso atestar a fidelidade, mas posso dizer que não faria falta eliminar uma ou mais subtramas do início.

No mais, show de Figurino, show de Design de Produção, show de Maquiagem, show de Fotografia, show de Montagem; todos os profisisonais serão indicados ao Oscar, em suas categorias, com justiça. Mas eu diria que o Bob Shaw, responsável pelo Design , briga pau a pau com os profisisonais do Filme do Tarantino. Não sem quem mais mitou! Talvez o meu voto fosse para ele, nunca, sequer, indicado. É...muito...muito cenário...muitos ambientes...muitas épocas...muitos setores...É um trabalho de Hércules! Se Prieto, em Fotografia, ganhar, será outro mexicano com o prêmio na categoria nesta década (está até engraçado!).

Agora, os atores são o principal. Todo o elenco está soberbo, mesmo a Anna Paquin, que, infelizmente, "diz" pouco com as palavbras, mas muito com o olhar. Amei as atrizes que fazem as esposas dos mafiosos, acrescento.

Agora, gente...Al Pacino!!!!! Que monstro! Que atuação!!!! O primeiro discurso dele me deu arrepio (Tenho, pessoalmente, pavor de Sindicatos e líderes sindicais, no geral. O filme , aliás, em uma de suas linhas, mostra como esssas organizações podem se converter facilmente em células criminosas com seu populismo econômico-social como disfarce). Bati palmas! Acho que é uma das maiores interpretações de sua carreira , e vai para a nona indicação ao Oscar, com certeza. Amei o Brad Pitt no filme do Taranta, mas não dá nem pra por lado a lado. É outro nível. Dafoe em "The Lighthouse" está soberbo também, mas num papel "estranho". O Pacino tem muita, mas muita chance, de ganhar seu segundo Oscar.

Joe Pesci...Ah, gente! Para! Que composição! Todos esperavam outro mafioso baixinho desafiador e violento, e ele aqui está numa pegada até tranquila - vamos dizer - mais "senhorial", dono da situação. Se pegarmos "Os Bons Companheiros", "Cassino", e "O Irlandês", em sequência, é quase uma ascensão profissional.  Muito talentoso.

Quanto ao Robert de Niro ....Tenho lido por aí que...ele não faz, na verdade, nada demais em nível de atuação...mas, mesmos esses detratores, têm de ressaltar: "com exceção da cena do telefone", dizem eles. Gente...essa cena do telefone, no final do filme... Só por ela, ele merece a indicação ao Oscar, sua oitava.

Martin Scorsese, o cinema é seu. Quantos planos incríveis! Tá difícil falar de qual a melhor cena. Um espetáculo. Com certeza, tem muita chance de ganhar seu segundo Oscar de Direção. Fez um filme sobre  sobre como as dívidas de lealdade podem ser maiores do que a própria virtude da lealdade.

E fez um filme sobre o envelhecimento. O tempo que passa (E que até pode ser rejuvenescido em CGI, de maneira satisfatória, não excelente, com a tecnologia disponível hoje em 2019) estampado no rosto dos seus queridos. O tempo que nos resta. O tempo que perdemos.

Um Grand Finale!

Robert De Niro, Al Pacino, and Joe Pesci in The Irishman (2019)

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Hustlers é um divertido drama cômico sobre stripers trambiqueiras cuja história tem contornos acizentados e se sustenta na ótima performance da JL, que sempre achei meia boca. É o filme mestre e aluno, tipo Karate Kid, sobre de picaretagem stripper. É um mix também de Lobo de Wall Street com Showgirls bem colorido esteticamente, e com mensagem empoderadora mais que evidente. Em tempos de lixos como As Panteras, As Caça Fantasmas, 8 Mulheres e 1 Segredo e Rainhas do Crime, este filme surge como o melhor disparado deles. 8,5-10

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The Shed é um terror que parte de uma ótima premissa: o que fazer quando se prende um vampiro num barraco? Mas a película não desenvolve isso a contento. Visivelmente bebendo da fonte do ótimo (e perturbador) Deadgirl, trocando um zumbi por um sanguessuga e traçando uma clara metáfora do bulling, a película tem bom clima retrô, efeitos práticos e gore bacanas. No entanto, as atuações são bem fraquinhas e o roteiro força demais a barra, é repleto de furos e decisões sem sentido de parte dos personagens. Podia ter sido um filmão, mas.. 8-10 

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On 11/22/2019 at 10:52 AM, Jailcante said:

É mesmo difícil crer que foi a mesma equipe que fez os 2 filmes e com resultados tão distintos.

Highlander é outro caso difícil explicar. 

pra vc ver que nem sempre toneladas de grana fazem uma boa sequência.... se liga aqui neste comercial de tv a cabo dos States, é enxuto e delicioso de assistir, e funciona perfeitamente como sequencia pra um clássico do Spielberg, com o Henry Thomas?

https://www.youtube.com/watch?v=Pdgk3ERKdug

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59 minutes ago, Jorge Soto said:

pra vc ver que nem sempre toneladas de grana fazem uma boa sequência.... se liga aqui neste comercial de tv a cabo dos States, é enxuto e delicioso de assistir, e funciona perfeitamente como sequencia pra um clássico do Spielberg, com o Henry Thomas?

https://www.youtube.com/watch?v=Pdgk3ERKdug

Vi pessoal comentando sobre no twitter, mas não tinha achado o vídeo.

Ficou ótimo isso. Nem sou tão ligado no ET, mas emocionei aqui.

 

**Spilba pode ver isso não, senão vai querer fazer o filme. hehehe

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"Hustlers" tem recebido elogios inesperados desde a sua estréia, e com certeza vai levar uma indicação ao Oscar, a de Atriz Coajuvante para Jennifer Lopez. 

Fui ver empolgado, e a empolgação aumentou, com a cena de pole dance de Jennifer ao som de "Criminal" da Fiona Apple. Valeu o filme. Ela está naturalmente à vontade, num universo que domina bem, de música, dança, roupas sensuais, e um trabalho de interpretação à base de carisma e presença. Agora...Ganhar o Oscar? Da Laura Dern? Socorro! 

O problema é que o filme desandou para mim depois de seus ótimos 30 minutos. É que comecei a ver o mesmo filme que os americanos constantemente fazem: prostitutas como mães abnegadas, que, não, não fazem sexo (oral), não vão pra cama com ninguém, apenas "dançam". É o moralismo mais besta que há. Com certeza, não fazem esses filmes para adultos, e, não fazem esses filmes para mim, pois odeio produções que têm medo do seu próprio objeto. Não há nenhuma cena de sexo em "Hustlers"! O sexo, parece dizer a diretora, é o dinheiro. A verdadeira orgia, no mundo atual, é a grana que é jogada em você. O filme ainda lança a ideia de que os verdadeiros estelionatários estão na bolsa de valores, e não aplicando pequenos golpes pelas boates.

Por que será que sempre há uma justificativa de matiz de esquerda para os roubos?

* A oscarizada Mercedes Ruehl faz uma pontinha no filme; completamente arruinada pelas plásticas. Uma pena.

Jennifer Lopez, Keke Palmer, Constance Wu, Lili Reinhart, Lizzo, and Cardi B in Hustlers (2019)

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Don´t Let Go é um interessante thriller com elementos fantásticos de viagem no tempo ou mundos paralelos, sei lá.. mas imediatamente lembrei de Feitiço do Tempo e Alta Frequência, só que aqui o elo entre linhas temporais é um simplório celular. O filme não inventa roda alguma, mas o faz de forma eficiente, tensa e emotiva. Isso se deve á ótima química do tio e da sobrinha, muito bem interpretados. O sumido Alfred Molina aparece numa ponta bem descartável. 8-10

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The Odds é um bom terror psicológico que a princípio parece mais um torture-porn nos moldes dos ótimos Would You Rather ou os 13 Desafios, mas vai além. De baixíssimo orçamento, seu estilo teatral, os bons atores e os diálogos inteligentes são seu grande diferencial. Tudo ocorre num ambiente, tem só dois atores mas o filme é tenso e te mantém ligado neste Tudo Por Dinheiro masoquista, física e psicológicamente. Dá pra ver de boas e roer as unhas. 8-10

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"I Lost My Body" é uma animação francesa que recebeu uma chuva de elogios e prêmios em Cannes, e depois se tornou o grande vencedor do prestigiado Festival de Animação de Annecy. Foi adquirido pela Netflix, e, com enorme apoio dos profisisonais de animação, está cavando sua vaga entre os 5 indicados da categoria no Oscar. Nathaniel Rogers, mais uma vez, foi o primeiro a perceber o potencial do filme. 

É um espetáculo de roteiro! Uma  mão tenta reencontrar o seu corpo, o que é uma metáfora maravilhosa para amar a si mesmo. Adoro quando a técnica da animação conta histórias realistas, adultas, urbanas, contemporâneas até um tanto soturnas -  mas, ao mesmo tempo, valendo-se de artíficios que a não-animação jamais conseguiria. 

Jérémy Clapin é o diretor e roteirista. 

A cena do reencontro é de chorar de tão elegante. Das cenas grandes do ano.

J'ai perdu mon corps (2019)

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Estou cercado de bebês, filhos dos meus amigos. Então, nem é supresa receber pelo celular o link de "Float" , curta de animação da Pixar, do filipino Bobby Rubio, em seu debut como diretor pelo estúdio.

Com apenas uma linha de diálogo, o curta mostra o relacionamento entre pai e filho, este, com uma característica muito especial. Vergonha, aprendizado, aceitação. Meus amigos, pais de primeira viagem, ficaram emocionados. Eu, mais austero, criado a filme romeno, nem tanto.

Pessoalmente, sinto que as similitudes de estética e roteiro entre "Float", "Bao" (vencedor detse ano), "Lou" (indicado em 2018) e "Piper" (vencedor em 2017), vão além de um título curto, já podem até ser qualificadas como formulaicas. Sempre um universo "do pequeno", com um cartel de valores muito pronunciados.

 

Float (2019)

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Em 2012, eu fiquei perplexo ao acompanhar dia após dia o desmonte político de "Zero Dark Thirty", após um início avassalador, arrebatando prêmios nos festivais. Como assim mostrar tortura?, perguntavam alguns. A CIA não fazia isso, não há provas, afirmavam. Parlamentares americanos promoveram um enxolhamento do filme e da Kathryn Bigelow. E depois ela sofreu algo pior, um enxovalhamento pelo outro lado: estaria, ela, segundo alguns, glorificando os métodos mostrados na primeira parte do filme, ou, pior, exaltando em demasia as forças operacionais americanas. Quando assisti ao filme, a minha raiva só aumentou, porque, sem dúvida alguma, o roteiro não fazia nada do que o acusavam - seja por um lado, seja pela outro - fora isso, o filme, em si, era tecnicamente magnífico. Ao final da temporada, o filme vencedor foi o simplório e simpático "Argo".

"The Report", O Relatório, aprofunda-se ainda mais nos métodos suspostamente usados pela CIA conttra o terrorismo. E, por sua vez, muitos anos depois, com base em uma minuciosa e amplíssima pesquisa, mostra que sim, havia tortura, mas, diverge de "Zero Dark Thirty" em um ponto essencial:nenhuma informação relevante foi obtida por meio daqueles métodos abjetos. Eis aí, agora, sim, uma crítica relevante àquele roteiro do Boal.

Faço a comparação entre os dois filmes, pois em uma das cenas, o personagem de Driver, um funcionário do Senado , é dizer, um burocrata, assiste à propaganda do filme da Bigelow na tevê. Ou seja, esse personagem da vida real, com nome e sobrenome, incumbido de um munus publico, é quem estava mergulhando mesmo em uma investigação.

Com boas atuações de Adam Driver e Annette Bening, o filme de Scott Z .Burns é sólido, coerente, e inteligente. Mas em termos cinematográficos, apenas correto. Nada muito artístico. Na verdade, o tema é maior do que o filme. E o tema está...infelizmente...sem "momentum". Chegou atrasado à vida cultural, por mais que seja relevantíssimo. Não chegou na hora mais escura. Chegou atrasado, tarde demais.

Em termos de Oscar, não o vejo indicado a nada. Até por que não há campanha nesse sentido.

Annette Bening, Jon Hamm, and Adam Driver in The Report (2019)

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A Dama e o Vagabundo é mais um razoável remake live action do acervo finito de animações da Disney. Sim, assisti pois sou fã de pets e curto o original. Aqui a estória é mantida mas há um acréscimo de dois momentos inexistentes no desenho, que esticam a obra em quase meia hora. É bunitinho e tals, mas confesso que me incomoda essa gratuidade de digitalização dos bichos, muito artifical, que faz os mesmo perder aquele encanto natureba típicos da Lassie e do Benjie, que eram mais roots e menos nutella que atualmente. Dá pra ver e esquecer. 8-10

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Ellipse é uma curiosa scy-fy indie até o sabugo da unha que também se vale de um pet e consegue resultados infinitamente melhores que o filme acima. Sim, é um survival B estilo Naufrago só que aqui é num planeta e o filme privilegia a relação do cara com seu pet. Sim, é mais um drama em embalagem scy-fy com defeitos típicos de baixo orçamento, mas aqui eles são também seu charme. Esqueça as falhas de roteiro e tals, e divirta-se com a ótima química que a dupla principal tem. O desfecho é amargo e difícil não se emocionar. 8,5-10

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"Atlantique" é o representente do Senegal ao Oscar de Filme Internacional, e é uma carta da Netflix para se enfiar mais uma evz na categoria, colhendo os frutos do Grand Prize of the Jury em Cannes.

O filme da francesa Mati Diop é uma mistura de romance, crítica social, e realismo mágico. O roteiro começa muito bem, falando de imigração, falando de exploração trabalhista, casamentos forçados e tal,  mas,  depois, infelizmente, para o meu gosto pessoal, enfia várias questões de ordem sobrenatural que acabam "sujando" a temática, para privilegiar o estilo. Falando nele, a Fotografia é linda, linda, principalmente nas cenas noturnas. 

Gostei muito, mas poderia ser ainda melhor. 

Chances de Oscar? Depende do investimento da Netflix. Neste momento, acho que briga pela quinta vaga, com mais chances de não entrar.

Atlantique (2019)

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"Uma Segunda chance para Amar", ou, o título original, mais inteligente, "Last Christmas", é exemplo de uma comédia romântica atual, que luta contra as amarras tradicionais do gênero (tão batidas, tão consolidadas, tão gastas), e entregar alguma novidade - mesmo que seja pouca. O resultado? Consegue um pouquinho se libertar, com seu inesperado plot twist.

Porém, quando fica dentro do confinamento do gênero, é dizer: par romântico trocando farpas , trocando ironias, e depois trocando beijos, é melhor. É o que a plateia quer, e sempre quis, do gênero. Melhor confiar no carisma de Emilia Clarke, e no rosto asiático do momento, Henry Golding, bem como nas músicas de George Michael.

 

Emma Thompson, Michelle Yeoh, Anna Calder-Marshall, Patti LuPone, George Michael, Peter Mygind, Sue Perkins, Peter Serafinowicz, Pierre Bergman, Madison Ingoldsby, Kimberly Collison, Wham!, Michael Matovski, Lydia Leonard, Amit Shah, Ansu Kabia, Ingrid Oliver, Rebecca Root, Maxim Baldry, Karol Steele, Laura Evelyn, Jade Anouka, Margaret Clunie, Joelle Koissi, Emilia Clarke, Liran Nathan, David Mumeni, Laila Alj, Martyn Mayger, Joanna Zwierzynska, Nichola Jean Mazur, Ritu Arya, Bryony Kimmings, Michael Addo, Henry Golding, George Glasgow, Helena Holmes, Jassie Mortimer, Joakim Skarli, Prince Marfo, David Cradduck, Fabien Frankel, Rene Costa, Davina Sitaram, Jacqueline Ramnarine, Ning Lu, Mario Romano, Kelvin Hewlett, Daniel Maya, and Ruth Horrocks in Last Christmas (2019)

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Freaks é uma scy-fy sombria, claustrofóbica e tensa nos moldes de Cloverfield Lane e até o drama O Quarto de Jack, onde não se sabe o que ta ocorrendo até os finalmentes. Sim, é daqueles filmes quanto menos se sabe melhor, pois é um quebra-cabeça narrativo onde cada cena conta por te dar pistas. No final é um filme de gênero conhecidíssimo e já visto, mas sob outra perspectiva. E isso é um elogio, alavancado principalmente pela ótima atuação da garotinha, uma versão femenina do Jacob Tremblay. 8,5-10

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Daniel Isn´t Real é um bom thriller psicológico sobre "amigos imaginários", feito Clube da Luta ou até Ted, mas em tom dark e mórbido. Aqui o grande enigma é decifrar o que o personagem título é: doido varrido, fantasma ou algo mais sinistro.. É um filme que faz a festa dos psicológos por "demonizar" doenças, mas no final o espectador dá seu próprio aval. Bem feitinho e com efeitos visuais bem interessantes, estilo Hellraiser, o destaque é o filho do Schwarzza, muito bem no papel do malucão da vez. 8,5-10

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Já nos primeiros segundos, quando os tons daquela música-tema esplendorosa começam, os fãs da série já tremem de expectativa/nostalgia. Porque "Downton Abbey" é  simplesmente sinônimo de perfeição. Elegância, refinamento, romance, crítica social, hierarquias corroídas pelo tempo, pelo capitalismo, muito mais eficientes do que pela luta de classes, by the way....

Julian Fellowes ganhou o oscar pela obra-prima "Gosford Park", e decidiu anos depois estender o universo dessa história em uma série, na qual o mundo dos empregados e o mundo dos nobres é mimetizado, e posto num espelho. A série foi um sucesso, mas, confesso, o último ano dela não fechou à altura do seu potencial. O filme então se torna um presentão para os fãs da série, que saem redimidos e entusiamados. E para quem não conhece a história, não tem problema, há pequenas e rápidas explicações, que são suficientes para se entender as relações. Ótimo (e difícil) roteiro, mas, contudo, sem um "problema" forte para ser resolvido. Mas a série é assim: uma questiúncula desenvolvida com charme, graça, e elegância,  pelos adoráveis personagens, interpretados por uma turma de atores ingleses sensacionais.

É muito difícil apontar qual é o melhor ator, e qual a melhor atriz. Apenas, é consenso, Maggie Smith paira sobre todos, porque ela é uma das maiores atrizes de todos os tempos. Vai para o Oscar? Não sei. A cena final dela a coloca na disputa.

Figurinos e Design de Arte são magníficos. Mas pra mim, confesso, não apresenta novidade. Todo capítulo da série era esse mesmo primor. Não sei se os "branches" da Academia vão entender assim também. Como exemplos de finesse, mas sem "novidade" propriamente. Arriscaria dizer que o conceito de derivatido da série possa prejudicar o filme entre os votantes No Oscar.

Para quem assiste, entretanto, não há problema. Pelo contrário. "You don`t care about Donwton!", uma das frases primordiais da série, continua servindo como fronteira entre aqueles que sabem apreciar a riqueza verdadeira.

Maravilhoso! Um deleite!

Downton Abbey (2019)

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Mãe! (Mother!, Dir.: Darren Aronofsky, 2017) 2/4

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Tem vezes que você chega no seu quarto e ele tá bagunçado, mas você está disposto e resolve arrumá-lo, só que tem vezes que você só olha a bagunça, e resolve cair na cama, e deixa a arrumação pra lá. No caso, desse filme acabei só deitando na cama e deixar a arrumação pra outro dia (ou século, sei lá). O filme tem uma espinha dorsal não muito complicada de entender, mas o Darren vai socando coisas e mais coisas nisso que fiquei na dúvida de porque tanta bagunça assim jogada no filme. Tem alguma função mesmo ou o Darren só queria deixar tudo mais complicado do que realmente é. Enfim, tem filmes totalmente subjetivos, que a gente se preocupa em tentar entender ou analisar melhor, mas tem filmes que você somente não tem paciência e deixa pra lá. Esse deixei pra lá (pelo menos, por enquanto). De positivo, o 'balé' que tem entre a câmera com a personagem da Jennifer caminhando dentro da casa é muito bom e interessante (pena que surge MUITA bagunça aleatória no meio entre eles).

 

Gêmeos - Mórbida Semelhança (Dead Ringers, Dir.: David Cronenberg, 1988) 3/4

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Não o vi na época, mas me lembro que foi muito comentado e elogiado. Vendo hoje (e pela primeira vez), sei lá, acho que deve ter perdido um pouco da força. Talvez seria o filme que gostaria que o próprio Cronnenberg fizesse hoje em dia, revisitasse, pra saber como ele faria hoje (ele quase fez outro remake de 'A Mosca', acho que seria melhor ele remekear esse aqui). Enfim, é muito bom, mas tenho impressão que algo se perdeu no meio do caminho (como não vi o filme na época, não sei se saberia dizer o quê).

**Lembro que na época o Jeremy Irons estava cotadíssimo pra Oscar, mas por algum motivo não rolou nem indicação (ele acabou ganhando ano seguinte por outro filme). Sempre achei que seria porque o Cronneberg tem um estilo que a Academia não deve apreciar muito, de imagens muito chocantes e até nojentas mesmo, e aí acabou afetando a indicação do Irons. Mas, finalmente, vi o filme e surpresa, o filme não é tão típico do Cronenberg porque não tem essas nojeiras que ele está acostumado a usar. Só uma cena de sonho que tem um troço ligando os irmãos, mas é breve, o resto não tem nada demais. Ficou incompreensível mesmo a não indicação do cara. 

 

A Noitea das Brincadeiras Mortais (April Fool's day, Dir.: Fred Walton, 1986) 3/4

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Se muita coisa a dizer, só um slasher querido dos anos 80. Um dos meus favoritos.

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Um filmaço esse "Marriage Story", e, pra mim, é até estranho admitir isso pois o Noah Baumbach não é propriamente um diretor que eu adore. Mas não sou cego. É um filme excelente, realmente, que bebe em "Maridos e Esposas" do Allen, em "Cenas de um Casamento" do Bergman, e principalmente em "Kramer vs Kramer". Ou seja, é um filme de atores e de roteiro, basicamente, mas que tem muita elegância na montagem de Jennifer Lame", nos Figurinos de Mark Bridges, e na linda trilha de Randy Newman. Enfim, toda a parte técnica é eficiente.

Os primeiros 10 minutos são primorosos. Apresentam os dois protagonistas e, ademais, o problema do filme, de uma maneira inteligente e sofisticada. E o texto continua muito afiado, cheio de ironias, humor ácido, delicadezas, humanidade, embora apresentando as características do Baumbach de "superescrever" - o que, entendo, pode ser cansativo para certas pessoas. Só que há um alento: ele nunca escreveu tão bem! Há realmente um equilíbrio de comédia, drama, sofisticação, e cultura pop. É muito difícil escrever assim. Pule de 10 para o Oscar de Roteiro Original! Eu confiava muito na trama inesquecível de "Parasite" e sua organização dramatúrgica; mas esse aspecto do Roteiro ser tradicionalmente uma construção de palavras, uma deixa para atores brilharem, é muito forte, ressoa muito com o "branch" mais populoso da Academia, é dizer, os atores. 

Alan Alda está perfeito, em suas poucas cenas. Aos 80 e poucos anos, com um não escondido Parkinson, atua com muita verdade. Que pena só ter tido uma única indicação na vida, e ter passado em branco por, por exemplo, "Same Time, Next Year", de 1978, no qual estava fantástico. Ray Liotta é outro que sempre foi bom ator, e aqui dá mais uma amostra disso. Mas, entre os Coadjuvantes, Laura Dern está soberba. Deem o Oscar imediatamente para ela! Não há competição. Uma advogada inteligente, destemida, hilária, gananciosa, que está sempre com uma postura corporal pronta para entrar num ringue de palavras. Fantástica atuação! 

Scarlett Johansson está excelente, talvez seu melhor papel na vida. Anne Thompson disse algo que vou ter que concordar, apesar de Scarlett estar excelente, as pessoas não votarão por ela (nada a ver com defender Woody Allen). É que a personagem, de alguma maneira, é a "culpada". Fica difícil votar a favor "do problema" digamos assim. Achei muito curioso como a ótima atriz que faz a mãe de Scarlett - Julie Hagerty - imita a voz peculiar de Jennifer Jason Leight (que foi casada com Baumbach), e como a "esposa" , em certa altura, é acusada de projetar a mãe. Ficou bem clara pra mim a indireta.

Mas...gente...Adam Driver!!! Ele batiza, crisma, casa e encomenda! Até canta (numa cena linda). Mas é no encerramento de uma cena FA-BU-LO-SA de briga entre os protagonistas que ele , acho, garantiu seu Oscar de Ator, até mesmo contra nosso espetacular Joaquin Phoenix. Candidatíssima a melhor cena do ano. Só perdendo, a meu ver, pelo segredo de "Parasite".

Casamento, parece dizer o Baumbach, é para sempre. Não existe separação.

Filmaço!

Scarlett Johansson, Adam Driver, and Azhy Robertson in Marriage Story (2019)

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No Coração do Mundo é mais um bom drama tupiniquim de denuncia social que ao menos prende a atenção. É um filme de assalto que mostra o antes, o durante e o depois, pautado principalmente pela ambientação, Contagem (BH), um favelão, segundo os diretores. Os atores estão bem embora descambem pro cartunesco nos finalmentes. A trilha sonora é top, portanto não se culpe se no final esteja assobiando uma conhecida música do Yahoo. 8,5-10

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3022 é um scy-fy dramático de orçamento merreca que mesmo com pouco te prende pelo enredo e boas atuações. Lembra muito a atmosfera de Lunar com a neurose de Alien ou Enigma de Outro Mundo, só que sem o bichinho pois aqui um quarteto de astronautas deve enfrentar a si mesmo numa longa viagem espacial, estilo Passengers. É legal e deixa-se ver, a despeito do desfecho borocoxô, em aberto. 8-10

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História de uma Casamento (Marriege Story, Dir.: Noah Baumbach, 2019) 4/4

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Delícia no modo geral. Atores, roteiro, personagens e etc.

 

Entre Facas e Segredos (Knives Out, Dir.: Rian Jonhson, 2019) 3/4

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Tive problema com certo personagem, ele é alguém chave no filme e não sei se foi bem colocado ali, ou desenvolvido bem a situação dele. Mas enfim, de resto, delicinha também, com elencão.

O Irlandês (The Irishaman, Dir.: Martin Scorsese, 2019) 3/4

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Eu gostei muito, mas não sou muito chegado em filme de mafia, então não consigo colocar um valor maior pro filme. Desculpe. Preferi bem mais a parte final do filme que o começo. Acho que tudo começa a engrenar melhor quando chega o Roffa (considero, de certa forma, que o filme seria dele mesmo).

Meu Nome é Dolemite (Dolemite is my Name, Dir.: Graig Brewer, 2019) 3/4

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Delícia ver o Eddie Murphy em alta novamente, e ainda mais por esse filme bão pra caramba. Possivelmente, que esse Dolemite só teria feito filme ruim, mas acabei ficando com bastante curiosidade enorme de assistir esse filmes dele... Homenagem linda pra alguém que insistiu tanto pra alcançar os sonhos e chegou em algum lugar.

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Hoje foi o dia de conferir "Knives Out", indicado a alguns prêmios de elenco, indicado no Critics Choice a Roteiro, e com indicações individuais no Globo de Ouro seção Comédia.

É um filme de detetive, no estilo "Whodunit, que exige reviravoltas, pistas falsas, etc. O roteiro de Rian Johnson é bastante bom em termos de história, e presta boas indiretas a situações sociais americanas, como imigração e elitismo. Mas mais do que tudo é um filme de diversão. Acho engraçado ele estar indicado a "Elenco" , pois, a bem da verdade, muitos dos atores são desperdiçados, com presenças apenas cosméticas. "Downton Abbey" por exemplo é muito melhor nessa questão de envolvimento dos personagens. 

Ana de Armas defende bem sua personagem, mas gostei mais do Daniel Craig, numa pegada diferente do que estamos acostumados.

Uma loucura achar que ele será indicado a Melhor Filme. Duvido muito que mais de 300 votantes apontem ele como o Número 1 do ano, principalmente levando em consideração os concorrentes fantásticos.

Jamie Lee Curtis, Don Johnson, Toni Collette, Christopher Plummer, Daniel Craig, Chris Evans, Michael Shannon, Ana de Armas, LaKeith Stanfield, Jaeden Martell, and Katherine Langford in Knives Out (2019)

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The Room é um bom thriller fantástico que parece um conto esticado do finado seriado Além da Imaginação, que flerta com o crássico Stalker do Tarkovsky, pela temática do objeto que materializa os desejos das pessoas, feito a lâmpada do Alladim. Atuado corretamente e bem ambientado, o filme tem várias reviravoltas; algumas são bestas e desnecessárias enquanto outras conseguem manter o interesse do espectador. No final, o saldo é positivo diante da mitologia estabelecida, um pouco confusa, porém efetiva dentro da proposta. 8,5-10

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Trick é um terror de ação que finca seu pé no slasher e filmes de asssassinos em série, tipo Sexta-Feira 13 encontra Seven. É divertido pois é bem dinâmico e não te deixa respirar, pois o killer parece sempre estar a frente das investigações..e o body count é bem generoso. Ta cheio de furos e algumas inverossimilidades, mas e daí? O desfecho é apressado e meio nada a ver, provavelmente pela tentativa de estabelecer uma franquia com o novo killer..mas creio que só um filme dele ja ta bom. Resumindo, é bom, divertido e esquecível. 8-10

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Paranóia Fatal (Hell High/Raging Fury, Dir.: Douglas Grossman, 1989) 2/4

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Vi um vídeo de uma fã de terror recomendando "5 slashers desconhecidos" e esse aqui tava no meio da lista dela. Fui assistir na curiosidade, já que tava no youtube (pelo visto, era vindo de um VHS nacional, já que legendas e fullscreen da época entregavam isso) e... Não é slasher, pô! Só porque o filme tem umas 2 ou 3 mortes, não quer dizer que é slasher... Tá mais na linha de "The Last House on the Left" e "I Spit on your grave/A Vingança de Jennifer" (esses 2 são slashers? Não pelo que eu saiba), onde um grupo de desajustados vai atormentar uma mulher, e depois vem a vingança dela. São alunos que vão atormentar uma professora de biologia que tem um mistério no passado (esse mistério aparece logo no começo do filme e, apesar da cena ser interessante, não acrescentou nada na personagem - ela poderia não ser traumatizada com aquilo, que daria tudo na mesma).

Problema maior é que demora tudo no filme. Muito enrolado mesmo o desenvolvimento de tudo aqui (o mais ridículo na enrolação é que um dos membros da gangue em certo momento vai na cidade buscar algo e leva mil anos pra fazer isso). Começa querendo apresentar personagens, e leva um longo tempo nisso, mas são todos clichês, não é necessário tanto tempo assim pra apresentar esses chars. Tem o líder da gangue que é o malzinho típico; tem um novato da gangue que é o bonzinho típico; tem outros 2 da gangue que estão ali pra preencher espaço mesmo; tem a professora traumatizada, que tem uma amiga que tá ali só pra tentar ajudá-la, mas óbvio que ela não ajuda em nada... Enfim.  

No fim, não sei o que o filme estava querendo ser. Um drama escolar? Um filme de "home invasion"? Uma história de vingança? Sei lá, mas filme slasher, com certeza, que não era. Mas é bonzinho, e no geral é bem feitinho (se não fosse tanta enrolação em tudo na história e colocar uns personagens não tão clichês, poderia ter sido maior).

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