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Gostei  bastante de "The Farewell", principalmente do segundo terço em diante. Muito mais melancólico do que engraçado, o roteiro de Lulu Wang me chamou muito a atenção pela inteligência com que aborda o trânsito entre culturas, americana e chinesa, ou como aborda a disputa econômica entre os dois países, sendo a China, agora, a terra do dinheiro, onde se pode fazer 1 milhão de dólares mais fácil.

Awkwafina está muito bem ( Não a indicaria ao Oscar, contudo), sim, embora a personagem dela se encontre imobilizada pelas circunstâncias, servindo quase como uma escada luxuosa para a avózinha cheia de vida, alegria, e ternura,  da encantadora Shuzhen Zhao - de resto uma das melhores personagens do ano. Linda atuação. Ficarei muito feliz se ela for indicada como Melhor Coadjuvante.

Um filme simples, eficiente, simpático, uma agradável experiência. 

Tzi Ma, Shuzhen Zhao, Han Chen, Aoi Mizuhara, Hong Lu, Diana Lin, Awkwafina, and Yongbo Jiang in The Farewell (2019)

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Pra entender a polêmica, vi hoje o Especial de Natal do Porta dos Fundos, "A Primeira Tentação de Cristo". Achei fraco, na verdade. O do ano passado, que ganhou o Emmy Internacional, é mil vezes melhor, mil vezes mais engraçado. Aquele eu adorei. Esse...sei lá.

Dito isso, é importantíssimo que o humor possa ser sobre tudo. Não à toa a comédia só nasce na Grécia Antiga depois de inventada a Democracia (mesmo naquela acepção apequenada de quase "reunião de condomínio").

 

Fábio Porchat and Gregório Duvivier in A Primeira Tentação de Cristo (2019)

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"Judy" é um filme de narrativa tradicional, melodramático, com cara de antigo.

Impressionante como um Roteiro ruim e uma Montagem ruim podem estragar a experiência. Em meio a cenas até boas, rola um flashback, tipo, "do nada"! E esses flashbacks me fizeram pensar inevitavelmente como esse filme se parece com "The Wife" (que é muito melhor, diga-se passagem!) Um pequeno filme,com uma grande atuação, que é escondida pelos flashbacks para mostrar a personagem no passado. Assim como Glenn Close despontou como favorita,  Renée Zellweger também encabeça as preferências.

É uma atuação muito boa, de fato. Principalmente no gestual, ora atordoado, ora encantador, mostrando bem a fase difícil que a legendária atriz atravessava em sua vida pessoal.

Assim como em "The Wife", Renée deve ser a solitária indicação ao Oscar desse filme. Eu acho que chegar desacompanhada no Oscar não é um caminho fácil para a vitória. Como a história nos ensina.

Fiquei me perguntando muito sinceramente se a nova geração sabe quem foi Judy Garland... Este filme infelizmente não será uma boa apresentação.

Renée Zellweger in Judy (2019)

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On 12/14/2019 at 7:42 PM, SergioB. said:

"Judy" é um filme de narrativa tradicional, melodramático, com cara de antigo.

Tive a mesma impressão..um filme bem superficial, que fugiu de assuntos relevantes (abusos e drogas) feito diabo da cruz. Algo feito o filme do Freddy Mercury...uma cinebiografia redondinha, sob encomenda.

 

6 Underground é um bacanudo filme de ação que cumpre o que promete, tendo em vista seu diretor, Michael Bay. O roteiro é desculpa apenas pra muita pauleira, capotagens e pirotecnia visual, etc... Mas era isso que eu esperava dele mesmo...kkkk...Aqui ele se aproxima mais da vertente Bad Boys que da franquia robótica que o consagrou.. As atuações são canhestras até o talo, nem o Deadpool se salva..mas ele sabe que tipo de filme embarcou, nada shakesperiano, claro! Resumindo, é um filme feito pra quem curte o cinema do cabra Bay...se não curte então pule fora. Ou então faça como eu..desligue o cérebro e assista esse videoclipe estendido de explosões sem fim. 8-10

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Code 8 é uma scy-fy razoável que deve agradar quem curte o gênero (sem muita enrolação) mas principalmente quem curte filmes de super heróis, uma vez que o longa parece ser um seriado de tv com dois heróis de seriado da Warner. Dá pra assistir mas sente-se que podia vingar mais e tentar ser um pouco mais sério e complexo do que insiste em não ser. Bem feitinho e de atuações corretas, deixa apenas mais saudades da franquia mutante do Brian Singer. 8-10

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Han Solo - Uma História Star Wars (Solo A Star Wars Story, Dir.: Ron Howard, 2018) 2/4

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 Não tem muito o que dizer. É um "Guardiões da Galáxia" dirigido pelo Ron Howard. Sim, imagine um 'Guardiões da Galáxia' sendo dirigido pelo Ron Howard. Então, o filme é isso. Não é ruim, mas é um filme que não decola muito. Fim.

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O massacre da Guerra da Síria tem sido presença constante nas categorias de Curta de Documentário ou Documentário, no Oscar desta década. De memória: "Watani: My Homeland"; "The White Helmets" (ganhador de Curta em 2017), e, pra mim, a melhor de todas as produções, o inacreditável "The Last Men in Aleppo".

Mas esse "For Sama", que entrou na pré-lista do Oscar deste ano, e que já ganhou inúmeros pêmios - de Cannes ao NBR - , se destaca demais. Capta a luta de um médico e sua esposa, a própria diretora do doc, em um hospital de Aleppo, ao mesmo tempo em que criam sua bebê - Sama - no local. Vocês podem imaginar o desespero, o medo, a aflição, dessas pessoas? Não. Ninguém pode. 

A luta dessas pessoas do hospital transita entra o heroísmo e a inconsequência insana. Por muitas vezes, tentei não julgá-los mal por resistirem até o fim.

São 1h e 40 minutos de imagens chocantes, emocionantes, indignantes, e desesperadoras.

Mas é durante 2 minutos que "For Sama" registra um milagre. Eu nunca tinha visto um milagre no cinema. Vi hoje.

De arrepiar. 

For Sama (2019)

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Febre de Juventude (I Wanna Hold Your Hand, Dir.: Robert Zemeckis, 1978) 3/4

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Finalmente, revendo esse filme. O assisti numa Sessão da Tarde nos anos 80 quando era mais novo, e depois nunca mais (pelo que sei, não saiu em VHS e em DVD, só agora). Primeiro filme dirigido pelo Robert Zemeckis (De Volta Para o Futuro), de certa forma pegando carona com o American Grafiti/Loucuras de Verão do George Lucas, mostrando uma passagem da juventude, mas mais focado no fanatismo dessa época, retratando a Beatlemania dos anos 60, onde jovens faziam de tudo pelos seus ídolos (acho que isso é algo que nunca parou de existir, continua forte sempre, então filme continua atual). Talvez o filme seja só um espelho mesmo das loucuras da época, sem aprofundar mais coisas ou personagens (não são apresentados os personagens, não se sabe muito deles a não ser que são loucos pelos Beatles e um ou outro detalhe), mas é bem engraçado e se é fácil se envolver na trama. Ainda curto.

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Lucy in the Sky é uma razoável cinebiografia meio que redondinha mas com alguns maneirismos narrativos. Imagina uma versão muié de First Man só que com algumas viagens surreais...é isso! Dá pra ver de boa e tentar imergir na birutice e colapso mental da protagonista principal as o filme é meio aborrecido as vezes. A Portman ta bem, mas aqui sua performance é bem inferior á de Cisne Negro ou Jakye, por exemplo. Arrisco até dizer que o John Hamm ta até melhor quer ela. 8-10

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Zumbieland 2 é uma sequência morna de um filme legalzinho, mas que dispensava continuacão. É legal ver os protagonistas com mais idade mas não deixa de ficar aquela sensação de piada esticada até o talo. Comentaram que os personagens avulsos valem o filme mas eu não vi nada demais, parece que é tentativa desesperada em dar continuidade a esta franquia, que já deu o que tinha que dar. Humor ok..gore mais comedido e um ou outro momento valem a visita, sem mais.  8-10

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Lo Nunca Visto é uma divertida comédia espanhola pastelão de costumes, alavancada pela presenca da ótima atriz principal, que sei lá seu nome... Ingênua, simples e eficiente, parece ter sido feita pelos Trapalhões e alfineta a imigracão africana em terras européias com muita sutilidade. Outra observacão a ser feita é a critica ao preconceito e estereótipos ser bem superficial. Bem, fora estas mensagens bem intencionadas como enlatado comercial cumpre bem seu objetivo...me fez rir! E isso é algo que poucos filmes tem conseguido ultimamente. Da Netflix.  8,5-10

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Evito falar mal do Michael Bay, em respeito a um dos videoclipes que eu mais amei na vida, "Falling in Love (Is hard on the Knees)", do Aerosmith.

Mas desse "Esquadrão 6" eu nem preciso falar mal. É muito bom, e muito divertido. Além do mais, tem 3 feras da Montagem, Roger Barton, o oscarizado William Goldenberg, e Calvin Wimmer, deixando o filme hiperfrenético, e com menos daqueles slow motions cafonas do Bay; ademais, a ação ficou mais entendível - sem a gente se perder. 

Muito dinheiro na produção da Netflix, muitos efeitos legais, tiração de sarro, trilha ótima.

E a cada dia tenho mais raiva dessas críticas pré-concebidas, prontas, engavetadas, para os filmes de ação que cumprem o que prometem. 

O que há de errado nisso?

Ryan Reynolds, Mélanie Laurent, Dave Franco, Manuel Garcia-Rulfo, Corey Hawkins, Ben Hardy, and Adria Arjona in 6 Underground (2019)

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Parabéns ao Fernando Meirelles por deixar essa peça, um novelo de palavras, tão cinematográfica. Tudo é muito elegante, com um humor muito inesperado e refinado. Méritos do Antonhy McCarten, neste que é, de longe, seu melhor texto/roteiro até aqui.

Os dois atores são um sonho, maravilhosos, sendo Price, quase a encarnação do Papa Francisco. Mas, confesso, Hopkins me chamou mais a atenção, por emprestar convenientemente sua velhice, sua fisicalidade, sua idade avançada, ao retratado.

Adorei o filme do início ao fim, e quando digo fim, incluo os créditos, que são os mais legais dessa temporada. Muito bem inseridos e divertidos!

Há 3 cenas/planos excelentes: as cenas dos conclaves com seus mecanismos de eleição; uma cena de dança; o longo plano do piano; mas, curiosamente, esse filme se vale de uma estratégia sagaz: A cena que todo mundo que está acompanhando a história quer ver... simplesmente...não existe!

Muitos elogios faço à Montagem de Fernando Stutz ( Nathaniel Rogers acha que ele vai ficar entre  os 5); à Trilha deliciosa e bem colocada; e à Fotografia do Charlone. É um belo trabalho do Fernando Meirelles, após aquele último desatino cinematográfico chamado "360".

Porém, vou ser sincero, não gostei muito do flashback envolvendo a ditadura argentina. Acho que "desfocou" do principal, e, prova disso, é que toda vez que o filme volta para o show dos atores principais, ele ganha força novamente. 

Fernando tem dito que este filme é sua volta à Hollywood, que agora quer filmar bastante. Que assim seja!

 Habemus Diretor!

Amém!

The Two Popes (2019)

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Wilkolac é um bom drama de horror polonês de época, que emula o bacanudo oitentista Cujo e o transporta pro Senhor das Moscas. A metáfora do holocausto nazista é desnecessária pois o filme se sustenta mesmo como survival, sem falar que a meninada ta de parabéns em interpretacão. A atmosfera e a tensão estão presentes a toda hora, além de imagens poderosas, e isso poucos filmes conseguem dentro do aparato técnico limitado. 8,5-10

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Manos Sucias é um drama-thriller de guerra colombiano que beira o road movie (e até o documentário) com resultados razoáveis. É uma estória de sobrevivência no mundo do narcotráfico de dois irmãos (o matuto e o novato), de onde se sobressai a interpretacão genuina dos atores, que parecem interpretando eles mesmos. Tem cenas lindas e seu desfecho é amargo, numa clara alusão a Apocalipse Now. 8-10

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Bacurau não e o tipo de filme que costumo assistir, mas  desta vez fui intimado por causa da patroa (petista de carteirinha!) apenas pra dar altos bocejos. Na boa, não sei de onde tiraram dele ser o  “maior longa de gênero brasileiro”! Tá bom, dá pro gasto como neo-western tupiniquim com pitadas tarantinescas, mas ainda assim deixa muuuito a desejar. Lembrei de Sete Homens eu m Destino ao assistir, mas uma versão distópica, claro! Muito barulho por nada.. 7-10

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On 12/21/2019 at 9:08 AM, Jorge Soto said:

Bacurau não e o tipo de filme que costumo assistir, mas  desta vez fui intimado por causa da patroa (petista de carteirinha!) apenas pra dar altos bocejos. Na boa, não sei de onde tiraram dele ser o  “maior longa de gênero brasileiro”! Tá bom, dá pro gasto como neo-western tupiniquim com pitadas tarantinescas, mas ainda assim deixa muuuito a desejar. Lembrei de Sete Homens eu m Destino ao assistir, mas uma versão distópica, claro! Muito barulho por nada.. 7-10

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Único filme que não comentei aqui. Desculpem o Spoiler, mas aquele enterro com o nome de "Marisa Letícia", como se a da vida real - Ela que, segundo os médicos, tinha um aneurisma inoperável - fosse - em grandes termos - vítima da Lava Jato, me impede de escrever seriamente sobre esse filme. 

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2 hours ago, SergioB. said:

Único filme que não comentei aqui. Desculpem o Spoiler, mas aquele enterro com o nome de "Marisa Letícia", como se ada vida real - a quem, segundo os médicos, tinha um aneurisma inoperável - fosse - em grandes termos - vítima da Lava-Jato, me impede de escrever seriamente sobre esse filme. 

Aí Serjão... podemos discordar sobre filmes e o consumo de proteína animal, mas pelo visto temos mesmo alinhamento político.. (falando baixinho pra muié não escutar😂)..

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Estou lendo um livro brasileiro chamado "F", sobre uma pistoleira de aluguel brasileira que é contratada para assassinar Orson Welles. Depois de muitas páginas, tive que rever essa belezura aqui que influenciou o livro: "F for Fake" / Verdades e Mentiras, de 1973,  o documentário ensaístico de Welles, e também sua última produção concluída em vida.

Tinha me esquecido da pensata sobre a Catedral de Notre Dame que acontece no filme, sobre ela ser uma floresta de pedras, sem assinatura ("Talvez o nome de um homem não seja tão importante.”) que resiste ao tempo... Nada como o tempo para matar até mesmo essa verdade! Num outro giro, quando o fraudador húngaro aparece, confesso, fico extasiado. Ele é incrível, cada tirada deliciosa: "Os húngaros não são uma nacionalidade, são uma profissão".

Welles recentemente foi eleito o personagem mais importante do Século XX, por, entre outras coisas, ser um "fraudador" de notícia, com a famigerada transmissão pelo rádio da invasão alienígena em 1938. F de fraude, F de ficção.

Mais do que tudo, é uma aula sobre Montagem, alinhando os múltiplos pontos de vista, com grande entretenimento e inteligência.

Como se fora pouco, tema musical de Michel Legrand.

Orson Welles in F for Fake (1973)

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On 12/18/2019 at 9:16 AM, Jorge Soto said:

Lucy in the Sky é uma razoável cinebiografia meio que redondinha mas com alguns maneirismos narrativos. Imagina uma versão muié de First Man só que com algumas viagens surreais...é isso! Dá pra ver de boa e tentar imergir na birutice e colapso mental da protagonista principal as o filme é meio aborrecido as vezes. A Portman ta bem, mas aqui sua performance é bem inferior á de Cisne Negro ou Jakye, por exemplo. Arrisco até dizer que o John Hamm ta até melhor quer ela. 8-10

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Zumbieland 2 é uma sequência morna de um filme legalzinho, mas que dispensava continuacão. É legal ver os protagonistas com mais idade mas não deixa de ficar aquela sensação de piada esticada até o talo. Comentaram que os personagens avulsos valem o filme mas eu não vi nada demais, parece que é tentativa desesperada em dar continuidade a esta franquia, que já deu o que tinha que dar. Humor ok..gore mais comedido e um ou outro momento valem a visita, sem mais.  8-10

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Lo Nunca Visto é uma divertida comédia espanhola pastelão de costumes, alavancada pela presenca da ótima atriz principal, que sei lá seu nome... Ingênua, simples e eficiente, parece ter sido feita pelos Trapalhões e alfineta a imigracão africana em terras européias com muita sutilidade. Outra observacão a ser feita é a critica ao preconceito e estereótipos ser bem superficial. Bem, fora estas mensagens bem intencionadas como enlatado comercial cumpre bem seu objetivo...me fez rir! E isso é algo que poucos filmes tem conseguido ultimamente. Da Netflix.  8,5-10

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Gostei dos maneirismos em Lucy In The Sky, a tela 4:3, tela embaçada,  cantos escuros. Mas o filme só engrena na metade e para um filme de 2 horas isso eh um problema. 

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Há poucos dias, terminei de ler a brilhante HQ "Persépolis" da iraniana Marjane Satrapi, que foi um sucesso de vendas na década passada, tanto que virou animação em 2007, codirijida pela própria Satrapi. Esta animação concorreu ao Oscar da categoria em 2008 (era o ano de "Ratatouille", porém), tornando Satrapi a primeira mulher a ser indicada nesta categoria.

Diria que a animação é 95% fiel a HQ, mas um tanto apressada. Definitivamente, a HQ é superior.  Alguns fãs de quadrinhos , a chamada "da nona arte", alegam que os traços são simples demais. Eu gosto. Seu preto-e-branco vazado remete-me à xilogravura. Mas a maioria concorda: "Persepolis" é uma das HQS mais importantes já feitas. Voltando ao filme, optou-se por colocar uns instantes de cor, quando se situa a narradora no presente. Não curti isso. Já uma das coisas boas da transição para o cinema é incorporar a música aos nossos sentidos. Dá gosto ver a pré-adolescente, desvairada pelos hormônios, curtindo Iron Maiden...

A mensagem política, seja em quadrinhos, seja no cinema, continua potentíssima: "A Liberdade tem um preço".

Persepolis (2007)

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Talvez o pior filme da temporada de premiações.

"A Beautiful Day in the Neighborhood" tem cara de anos 1990, o que poderia ser uma coisa boa: algo simples, direto, popular e eficiente. Mas só conseguiu ser um filme - não tem outra palavra - "xarope". É uma xaropada do início ao fim.

Matthew Rhys está completamente perdido em cena, sem expressão nenhuma, uma atuação péssima, que, penso eu, acabou de destruir as chances do filme engrenar. A intenção é nobre, fazer-nos pensar sobre a doçura. Mas desde quando a doçura precisa ser sem graça? Vestir roupas amorfas, dizer apenas palavras "grandes", edulcoradas, que cabem tudo que você quiser? Eu já sabia que esse filme não seria para mim. Pessoalmente, amo ter um pouco de sarcasmo no sangue. Deve ser porque eu sou de Escorpião e estou acostumado com o veneno. A doçura nesse filme é do nível "Perdoar é bom", quase uma mensagem. Mas onde fica a responsabilidade pelos atos própria do mundo dos adultos? Fica subordinada à memória cor-de-rosa da infância?

Dentre as muitas cenas terríveis, há uma cena do metrô, nos mesmos moldes daquela cena-muleta cafona de "Darkest Hour". 

Tom Hanks está muito bem, recriando perfeitamente o apresentador infantil. E abre o filme cantando lindamente a canção-título, em uma das únicas cenas boas da produção. Porém, ele simplesmente não tem parceria de cena, pois os outros atores, principalmente o Rhys, estão péssimos.

Não indicaria esse filme a nada.

Uma decepção.

Tom Hanks in A Beautiful Day in the Neighborhood (2019)

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Uma loucura frenética de tirar o fôlego. A gente quer matar o personagem principal por pelo menos 1 hora, e depois disso acaba-se torcendo por ele de um modo até ilógico.

Adam Sander, que, pra mim, sempre foi um bom ator, está ótimo, vivendo um comerciante de joias viciado em apostas. O Roteiro é divertido, e emula o gênio de Robert Altman, naquela cacofonia de vozes, falas entrecortadas, muitas coisas acontecendo livremente e de forma desensaiada. Há o show da Montagem (Benny Safdie e Ronald Bronstein), que casada com a Trilha Sonora (Daniel Lopatin) onipresente, dá um tom de descontrole à história, semelhante à personalidade sem freios do protagonista.

"Uncut Gems" venceu Direção em Nova York e Ator e Roteiro no NBR; entre outros prêmios. No Oscar? Talvez Montagem seja a categoria mais ao alcance.

Uma boa supresa.

Adam Sandler in Uncut Gems (2019)

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"Quando Passa o Choque" é um mini doc da Netflix a respeito das consequências, sobretudo emocionais, deixadas em uma pequena cidade do Tennessee, depois que o serviço antiimigração capturou centenas de ilegais da cidade. Famílias separados de súbito, namoros que acabam, igrejas sem fiéis...

A premissa é boa, mas não se engane. O tema foi bastante desperdiçado. Virou um enorme chororô religioso.

25 minutos.

After the Raid (2019)

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The Gangster, the Cop, the Devil é um foderoso thriller coreano com muita porradaria, das boas! Pessoal pagando pau pro Parasite (que achei apenas ok) mas este aqui não deixa por menos no gênero em que se situa, pena que foi mal distribuído. Atuacões bacanas, reviravoltas, roteiro bacanudo e muita, muita acão.. aprende hollywood! 9-10

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Togo é uma aventura dramática de época, capitaneada pelo sempre bão Defoe e um monte de adoráveis pets peludões, que adoro! O aparato técnico impressiona e se destaca diante da epopéia que é mostrada. Na verdade é um filme redondinho Disney do que se sabe o que esperar, nada além disso. Pra passar o tempo de forma satisfatória. 8,5-10

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After the Wedding é um dramalhão que so vale pelos atores, uma vez que é um remake fraco e seu original danês (que curto muito) permanece ainda insuperável. É muito bem elaborado mas emocionalmente decepcionante. Claro que o filme é pra quem não sabe da existência da obra original, mas mesmo assim não passa incólume pelo mata-burro da pieguice. 7-10

Resultado de imagem para after the wedding 2019

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"É o comentário anual mais difícil de fazer. Tomo muito cuidado antes de tecer qualquer comentário sobre a série "Star Wars", pois eu nunca fui fã, e todos os meus melhores amigos são loucos pelos filmes. É uma posição delicada."

Sempre começo assim, pois eu realmente nunca curti. Vamos lá.

Há  uma frase em "The Last Jedi" , dita pelo Kylo Ren, que eu destaquei na minha resenha de Oscar daquele ano: "Deixe o velho ruir!" . E então eu escrevera: "A coragem do novo roteiro de queimar seus ídolos, e assim reviver o cânone, deu vida nova à saga. "Temos tudo o necessário", disse, por último, a eterna  princesa".

Eis que para satisfazer os fãs xiitas, J.J. Abrams e a Disney promovem o retorno do velho em todas as suas formas nesse "Star Wars: A Rise of Skywalker"! Não só as velhas cenas de ação bobas, sem consequências, no seu carnaval repetido de explosões, das quais eu sempre odiei desde criança, mas o pior é o retorno do velho na própria mitologia. Gente, que isso, não dá pra entender. Se levarmos ao limite a conclusão genética da história ( Atenção: Spoiler): a família Skywalker se fodeu e a família Palpatine prevaleceu! É um absurdo dramático!

Não é só nas grandes arquiteturas que a história é fraca. Também nas menores coisas. O artifício fraco de "falsa morte" de um personagem, e seu retorno acontecem mil vezes nesse filme. ( Fui ler agora a crítica do Pablo e ele contou 6 vezes! ). Roteiro do  Abrams e do Oscarizado por "Argo" - aquela bobagem - Chris Terrio. É - como dizem - de matar! E aquele (atenção: spoiler), e aquele, e aquele beijo? Senhor! É Síndrome de Estocolmo? Vou ser obrigado a concordar com essas neofeministas que tomaram a pauta pública. Socorro! A maioria dos personagens secundários também ficou perdida. Só Ren e Rey tiveram importância. O resto não conseguiu nem beijo na boca ( Finn e Rose Tico, no que gerou, com razão, muitas tretas) redentor, ou se conseguiu  já foi cortado por precoceito lá em Singapura...ou então por puro oportunismo.

Em matéria de Oscar, já aprendi que John Williams sempre entra (foi nomeado pelos dois últimos), mesmo quando sua trilha não é nada de mais, como acontece aqui. Um nada também. Seria sua 52ª indicação.

Já em Edição de Som, Matthew Wood tem 4 indicações, 2 delas pelos últimos capítulos, e nunca ganhou. Quem sabe o congratulam? Mixagem também parece provável.

Efeitos Visuais? Vou torcer muito para não ser indicado. Não vi nada de mais. 

Um passo atrás total da saga.

Para mim, uma volta há décadas, quando eu, criança, simplesmente mudava de canal assim que os filmes começavam...

Anthony Daniels, Carrie Fisher, Billy Dee Williams, Keri Russell, Oscar Isaac, Jimmy Vee, Adam Driver, John Boyega, Kelly Marie Tran, Daisy Ridley, and Naomi Ackie in Star Wars: Episode IX - The Rise of Skywalker (2019)

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Presente da Netflix em dezembro é a incorporação de "Tucker: The Man and His Dream" ao catálogo.

Um filme idealista, leve, e positivo, de Francis Ford Coppola, que vinha de uma década "pesada", louvando dessa vez o pioneirismo americano, os verdadeiros liberais, e mostrando como o poder estabelecido, em comunhão com o Estado, tenta impedir o surgimento de novos negócios. Capitalismo de Estado, capitalismo de compadrio, - diga-se - não é Liberalismo! Como nosso Ministro atual da Economia denomina:  estes são "piratas privados".

Indicado a 3 Oscars em 1989 (Ator Coadjuvante, Direção de Arte, e Figurino), o filme tem muitos outros destaques, de Joan Allen a um adolescente Christian Slater. Martin Landau está ótimo. Ele vinha ganhando tudo naquela temporada, mas, no final dela, perdeu justamente o Oscar para Kevin Kline.

Porém, é mesmo Jeff Bridges quem dá o show maior. Beleza, charme, e talento reunidos. É muito bom vê-lo aqui tão galã, tão sedutor, e desenvolto fisicamente, além, de arrasar como sempre na atuação. Compõe uma figura solar, carismática, e otimista, que luta pelos seus sonhos, sem esquecer de seus amigos e de sua família.

Tucker: The Man and His Dream (1988)

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Uma das piores coisas que eu já vi na vida!

Tom Hooper, entregue seu Oscar para David Fincher de uma vez. Que vergonha!

"Cats" simplesmente não consegue ser uma experiência cinematográfica. É um cenário gigantesco, com CGI, e atores fazendo coisas nada a ver, o tempo todo. Jennifer Hudson sonhava em ter seu momento Anne Hathaway, mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Idris Elba, terrível, com uma lente de contato ridícula, tentando ser ameaçador...

Queria desver!

Francesca Hayward in Cats (2019)

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Estava há muito tempo sem ver "O Fugitivo", mas passam os anos, passam as décadas, e a cena do choque com o trem e a cena do mergulho na represa continuam eficientes.

Tommy Lee Jones, muito bem, mas, convenhamos, não para Oscar, ainda mais naquele ano...

Gosto da trilha de James Newton Howard, indicada em 1994 também.

Harrison Ford in The Fugitive (1993)

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