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Espiral - O Legado de Jogos Mortais (Spiral from the Book of Saw, Dir.: Darren Lynn Bousman, 2021) 1/4

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Olha... Achei beeeeem ruim. Ouso dizer que é pior que o Jogos Mortais 4 (que até então ser ao pior da série pra mim). Talvez diferença entre os 2 seja que o JM4 era um engodo com um monte de personagens perdidos e mil coisas acontecendo na trama que não se misturavam muito bem, mas era um Jogos Mortais. Esse aqui já é beeeeeem sem graça. Uma história bem nhé mesmo. Com certeza, é um roteiro qualquer que tentaram encaixar na franquia de qualquer jeito e mesmo assim não deu muito certo, porque parece algo distante da série. Sem falar que a execução desse roteiro achei bem mirim também. Nada não chama muita atenção.

E o Chris Rock é muuuuuito ruim. Ele até se esforça, mas sei lá, canastrão no talo. Nitidamente, ele funciona melhor em comédias, drama e filmes mais sérios (ou que tenham tom mais sérios) não é muito a praia dele. Não deu pra ter empatia pelo personagem dele (ainda mais que o personagem em si é bem mala).

Difícil ver isso aqui e imaginar que os produtores acharam que poderiam dar um up na série com esse filme... Por mim, podemos fingir que isso aqui não existiu e sei lá, tentam continuar a série do filme anterior ou do 7º, ou façam um reboot/remake, ou sei lá, deixe a série morta.

 

A Invocação do Mal 3 - A Ordem do Demônio (The Conjuring - The Devil made do it, Dir.: Michael Chaves, 2021) 2/4

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Talvez seja o fato d'eu ter visto 'Espiral' antes, mas esse não me pareceu ruim. Pior que os 2 anteriores, claro, mas assistível, trama funcionou bem (pra mim). Acho que não chega a comprometer a série.

O "problema", que pra mim, não seria um problema grave, pode ser o fato de que o filme poderia ter explorado mais o fato real do cara no tribunal tentando provar que cometeu crime porque estava possuído (o que poderia ter sido interessante), já que a série (os filmes principais, pelo menos, não os spin-offs) tem esse tom de tentar reproduzir os fato real. Mas não, o filme se assume como ficção, terror e a parte do tribunal não é explorada. Aqui se foca na investigação do casal indo atrás da entidade demoníaca que atormenta o rapaz (e quem estaria o controlando), e aí é toda essa história de susto, pistas falsas, casal perdido aqui e acolá. Mas tudo, como disse, funcionou bem.

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El Ascensor é uma comédia romantica fantástica mexicana que pega carona no tema batido de loop temporal, mas aqui tudo é bem mas bem fraquinho. Ja se viu de tudo em Feitico do Tempo, Source Code, Happy Death Day e outras tantas producoes que fica dificil inovar. Aqui tentam fazer uma analogia da mesmice dum relacionamento com um casal preso no elevador sempre num mesmo trecho tendo suas DRs. Os atores ate sao bons e valem o filme, mas o problema maior é que as repeticoes sao breves e bem mais frequentes que num filme normal, nao dando muita margem pra criatividade pra tornar isso algo mais interessante. A intencão é boa, mas a execucão nem tanto. Imagino essa premissa na mão do espanhol Alex de la Iglesia ou do chileno Pablo Larrain. 7.5-10

Edvok.com | Descarga Gratis todos los estrenos del Cine- Part 11


 

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É estranho dizer que algo remetendo a um ataque de ansiedade possa ser chamado de "divertido". Mas foi esta dicotomia que tive ao fim de Shiva Baby, longa de estreia de Emma Seligman, que já havia contado esta história num curta. 

Uma reunião de familiares e conhecidos distantes é o catalisador de uma série ansiedades para a jovem "estudante" Danielle, judia que não tem lá grandes perspectivas profissionais e é cobrada por seus pais; comparada à outros jovens de sua idade, inclusive sua ex-melhor amiga e peguete; é questionada seguidamente de sua vida amorosa e, pra piorar, seu vegetarianismo e peso são olhados de desdém. 

A construção sonora da trilha junto às vozes é muito bem-executada ao fazermos nos sentir muito dentro de sua cobrança. E como não se identificar com estes constrangimentos destas reuniões? 

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Eu ainda tenho pouca familiaridade com a filmografia de Satyajit Ray, mas este "O Covarde" é considerada uma obra menor dele.

Ainda assim, há uma deslumbrância na composição e coreografia em cena. O Covarde é praticamente um conto moral, de um roteirista que se vê meio preso em uma cidade pequena, onde é resgatado por um fazendeiro local e descobre que ele é marido de sua ex-noiva, cujo término foi traumático. 

Na essência, não há nada de especial na trama. O principal é, além do que referi sobre composição visual, a inclusão de elementos que dão o tom das estruras de poder local, especialmente no que se refere às castas.

Outras coisas menores são interessantes, como o fato de no passado ele viver num quarto triangular de uma pensão e em seu presente ele passar a viver num outro tipo de triângulo.

O escritor e roteirista que não sabia como agir. Quem sabe não crie alguém que saiba? Afinal este é o dom e a dor dos artistas.

"Boy meets girl, boy gets girl, boy loses girl". 

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(211)

Difícil explicar para algum "Millenium" o furor que "Proposta Indecente" causou nos anos 1990. Lembro-me de quando foi exibido pela primeira vez na Globo: tias expulsando a mim e aos meus primos da sala; gritando excitadas pelo hoje barrigudo Harrelson; tios loucos pela cena de Moore deitada na cama entre cédulas. Demi Moore, tenho a impressão, ainda fazia mais sucesso do que Julia Roberts. Não posso garantir, mas acho que sim. 

Bom, as pessoas amam odiar o filme! Mas eu gosto de gostar dele. É um "guilt pleasure". Tem argumento para tudo. Para chamar os homens de machistas, principalmente. Mas pode-se interpretar tranquilamente a esposa como o caráter mais fraco do trio. Adoro isso! Poder se bombardear qualquer dos personagens. Adrian Lyne apresentará novo filme este ano, depois de longo hiato, com Ben Affleck e Ana de Armas. 

Um milhão de dólares, ainda mais com no câmbio de R$5,00, mexe com a cabeça de todo mundo.

 

Proposta Indecente poster - Foto 3 - AdoroCinema

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3 hours ago, SergioB. said:

(211)

Difícil explicar para algum "Millenium" o furor que "Proposta Indecente" causou nos anos 1990. Lembro-me de quando foi exibido pela primeira vez na Globo: tias expulsando a mim e aos meus primos da sala; gritando excitadas pelo hoje barrigudo Harrelson; tios loucos pela cena de Moore deitada na cama entre cédulas. Demi Moore, tenho a impressão, ainda fazia mais sucesso do que Julia Roberts. Não posso garantir, mas acho que sim. 

Bom, as pessoas amam odiar o filme! Mas eu gosto de gostar dele. É um "guilt pleasure". Tem argumento para tudo. Para chamar os homens de machistas, principalmente. Mas pode-se interpretar tranquilamente a esposa como o caráter mais fraco do trio. Adoro isso! Poder se bombardear qualquer dos personagens. Adrian Lyne apresentará novo filme este ano, depois de longo hiato, com Ben Affleck e Ana de Armas. 

Um milhão de dólares, ainda mais com no câmbio de R$5,00, mexe com a cabeça de todo mundo.

 

Proposta Indecente poster - Foto 3 - AdoroCinema

Anos 90, a Demi Moore tinha alguns destes filmes supostamente escandalosos, mas que eram aquilo que os americanos chamam de vanilla: este Proposta Indecente, Striptease e Assédio Sexual

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(212)

Parceria chinesa com a Sony, adquirida pela Netflix, "Din e o Dragão Genial"  segue a tendência anual de haver uma animação na qual a China é embalada para presente para o gosto ocidental, semelhantemente aos anteriores "Abominável" e "Over the Moon". Fala-se inglês, os olhos se abrem, as marcas de consumo são expostas, a modernidade de Shangai resplandece ao fundo... Tudo a ver com o Soft power chinês.

Mas meu maior problema foi com a história. Eu a conheço desde criança, chama-se "Aladdin"! É brincadeira! Substituíram a lâmpada por um pote de jade, o gênio por um dragão, e o menino pobre agora é um menino de origem humilde e estudioso - Todos os jovens chineses são estudiosos, e querem progredir socialmente. São parte de um povo emergente.

Esteticamente tudo é muito bem feito. A primeira hora é até legal, mas o terceiro ato é bem mais fraco, desinteressante.

A mensagem é sobre a importância da amizade! Quem poderia imaginar? 

Wish Dragon' da Netflix: data de lançamento da Netflix e tudo o que sabemos  até agora - MELHORES FILMES NETFLIX

 

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Together Together foi o primeiro filme que vi com a patroa este pra celebrar o Dia dos Namorados. No caso, este indie aqui se define nao romântico por subverter alguns padrões, ao tratar de um casal e uma barriga de aluguel. O par central manda bem nas interpretacoes, mas o sempre bom Ed Helms rouba todas as cenas com boazuda Patti Harrinson, embora a trama gire em torno dela. O filme é uma aposta nova e divertida pro género, mas que podia render muito mais se fosse mais ousado. 8-10

Together Together - film 2020 : les séances, le synopsis, les photos et les  bandes-annonces du film, le casting…
 

 

Life in a Year é um drama romântico bem fofuchis que consegue pegar clichês de filmes de love de paciente terminal, miscigenacão, temas LGTB e filme escolar e os entorna num caldo só! Sim, consegue ser piegas mas e dai? O filme cumpre seu proposito de ser uma versão teen daquele filme do Jack Nicholson e Moran Freeman, Antes de Partir. Bem atuado e com pontas famosas, o casal principal esbanja fofura e a Cara Delevigne coloca no bolso facil o filho do Will Smith, Jaden. E haja lenço pro final! 8,5-10

Estrelado por Cara Delevingne e Jaden Smith, longa “Life in a Year” ganha  pôster e trailer – Engenharia do Cinema
 

 

Infinite por sua vez é um scy-fy de ação bem fraquinho pois parece um genérico de Highlander que trata de reencarnacão e tals, onde tem bons e maus e blábláblá.. Muito bem feito, o problema e que é bem previsivel e é muita informacão jogada na tela pra estabelecer ua mitologia. Atuacoes corretas, roteiro sem muita inventividade e estoria qu se torna bocejante muitas vezes. Na boa, se eu nao tivesse visto o filme do guerreiro imortal quem sabe tivesse curtido mais.. 7-10

Nonton & Download Film Infinite (2021) Sub Indo dan Eng - PojokMovie

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(213)

Que preguiça me dá assinalar que isso aqui é um "documentário". "Expedition Happiness"/ "Destino > Felicidade" , que você pode ver na Netflix, está mais para um Globo Repórter, ou para uma produção de algum canal de viagem, ou mesmo um vídeo enorme do Youtube. Qual a diferença? Nenhuma. Não há valor cinematográfico. É um registro pessoal de viagem.

Um casal indie alemão, acompanhado pelo seu cachorro, viaja pela América do Norte em um ônibus escolar transformado em trailer. Carolina do Norte - todo o sul do Canadá - Alasca - Costa do Pacífico - México. Lindíssimas paisagens, algumas boas curiosidades (pra mim, as melhores foram sobre o sul do Canadá. No mapa não parece, mas de lá ao Alasca são 6.000km!), e perrengues de viagem...

Mas nada de mais, enquanto cinema. No fundo, o drama da classe média europeia em parecer cool.

Destino > Felicidade - 4 de Maio de 2017 | Filmow

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(214)

Revi "Belle Epoque"/ "Sedução", de Fernando Trueba, que ganhou o Oscar de Filme Estrangeiro em 1994, num ano em que havia "O Cheiro do Papaia Verde", "Banquete de Casamento" (teria meu voto), e "Adeus, Minha Concubina"...

É uma comédia muito simpática, passada na Espanha pré-Franco, ou seja, num tempo mais romântico, de alvorecer republicano, antes do cataclisma da guerra civil. No hiperlink é isso: Uma Espanha que poderia ter sido mais livre, com mais amor, mais brincadeira, com menos repressão da Igreja...

No básico do texto, um soldado desertor refugia-se em uma casa com quatro moças, e se envolve de maneira romântica, mas também atrapalhada, com todas. Entre elas, as lindas Maribel Verdú e uma jovem Penelope Cruz. A graça do filme é que todas as meninas são mais atiradas, mais experientes, do que ele. E elas comandam as ações. 

Um filme muito gostoso de se ver, com um ótimo elenco. Entre os Coadjuvantes, o sempre excelente Fernando Fernán Gómez (dos filmes de Saura e Victor Erice), e a sempre hilária Chus Lampreave (de Almodóvar, claro).

Sedução - ( Belle Epoque ) Fernando Trueba | Amazon.com.br

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In The Heights é um apaixonante romance musical que a muito não via. Assisti mesmo por exigência da patroa, assim como o ruinzinho La-La-Land, mas este aqui me fisgou ja desde a primeira cena, à diferenca do filme citado. Colorido e vibrante, é um musical totalmente visual! Com atores no auge da graca e carisma num filme pra lá de previsível, simples e por isso mesmo charmoso . Mas escapismo é isso aí, ainda mais com a qualidade que o filme esbanja. Matinezona pra sair com sorriso estampado no rosto em tempos de pandemia, com ecos evidentes de West Side Story, que ganha tambem remake nas mãos do Spilba. 9-10

Em Um Bairro de Nova York | Baseado no musical de Lin-Manuel Miranda ganha  novo trailer - Otageek

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8 minutes ago, Jorge Soto said:

In The Heights é um apaixonante romance musical que a muito não via. Assisti mesmo por exigência da patroa, assim como o ruinzinho La-La-Land, mas este aqui me fisgou ja desde a primeira cena, à diferenca do filme citado. Colorido e vibrante, é um musical totalmente visual! Com atores no auge da graca e carisma num filme pra lá de previsível, simples e por isso mesmo charmoso . Mas escapismo e isso aí, ainda mais com a qualidade que o filme esbanja. Matinezona pra sair com sorriso estampado no rosto em tempos de pandemia, com ecos evidentes de West Side Story, que ganha tambem remake nas mãos do Spilba. 9-10

 

O que diria a respeito da atuação da velhinha, a atriz Olga Merediz? Ela ganhou o Tony pela performance, e dizem que pode ser indicada ao Oscar, pela sua principal cena.

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4 minutes ago, SergioB. said:

O que diria a respeito da atuação da velhinha, a atriz Olga Merediz? Ela ganhou o Tony pela performance, e dizem que pode ser indicada ao Oscar, pela sua principal cena.

Ah, Serjão... ai fica dificil difícil. A tiazinha manda bem, mas quando o conjunto todo ta coeso fica ainda dificil afirmar se este ou aquele ta acima do resto. Precisaria rever o filme, coisa que nao pretendo fazer agora ainda que essa bodega ainda ta fresca na memória..😂

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(215)

"Um Dia, um Gato", de 1963, pertence ao Cinema Novo da então Tchecoslováquia, e ganhou o Prêmio do Júri em Cannes. O diretor Vojtech Jasný dirige uma comédia fabular, em que uma trupe circense chega a uma cidade apresentando como atração um gato de óculos, que, quando retirado, consegue "colorir" as pessoas de acordo com o caráter delas: mentirosos, cínicos, ladrões, apaixonados...

Enquanto o diretor da escola, apaixonado por taxidermia, é o vilão da história, o professor de artes é o responsável por incentivar a fantasia e o mundo mágico nas crianças. O gato vira um alvo do burocrata, e será defendido pelas crianças e pelo professor - que defende os animais vivos, em liberdade. 

É um filme muito gostoso de se ver, muito bem realizado. Amei os belos desenhos das crianças compondo o ambiente social, redecorando a cidade...

Uma metáfora muito bem disfarçada sobre como os cidadãos de uma cidade são diferentes uns dos outros, e devem ser vistos de acordo com seus méritos, e não como todos iguais, ou subjugados pela hierarquia política, como pretendia o Socialismo de então.

 

Filme "Um dia, um Gato" | Filme um dia, Gatos, Filmes

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(216)

Terminei a leitura do romance de Caio Fernando Abreu, e fui conferir a adaptação cinematográfica de "Onde Andará Dulce Veiga", de 2007, feita pelo amigo pessoal do escritor gaúcho, Guilherme de Almeida Prado. Aliás, em uma carta do autor ao amigo, inserida no pósfácio da edição, Caio pergunta: "Vamos fazer esse filme?". 

O livro é excelente, propositalmente pensado em virar filme. Tem muita ação. É, na verdade, um policial, um policial gay, um policial com tintas de Almodóvar, dialogando forte com toda a cultura brasileira, e tratando ainda dos efeitos da Ditadura no jornalismo e nas artes. Gostei demias da leitura. Caio F. conta que ele tinha a intenção de fazer um texto mais aberto, menos introspectivo, com mais enredo. E conseguiu. 

Pena o filme. Ficou na tentativa. Tentou-se passar isso tudo, mas ficou na boa intenção. Em matéria de fidelidade ao texto, diria que é 90% fiel, mas muda justamente o desfecho da trama, para um chavão heteronormativo. Estranha decisão. Outra nota a menos: Faltou talento na composição dos planos, e faltou dinheiro também.

Averiguo agora na internet que não se conseguiu usar a canção de fossa "Nada Além", de Orlando Silva, mote do livro, então foram com "Meditação" do Jobim, recriando-se a letra. Pecado Mortal!

Quando o filme foi lançado, lembro que ele foi defenestrado pelo público e pela crítica. Pelos leitores da obra, que não admitiram o final. E pelos críticos que não "captaram" essa proposta de um policial kitsch, com exagero sentimentalistaMas uma coisa foi unânime: a péssima atuação da Carolina Dickeman! Era a estreia dela no cinema. A de Eriberto Leão também, fazendo o protagonista de nome "Caio", que no livro não tem nome. Muita gente não gostou também da atuação dele, mas pra mim foi "ok". 

Maitê Proença,amiga pessoal de Caio F., entretanto, foi uma ótima escolha como Dulce Veiga.

Onde Andará Dulce Veiga? - 27 de Junho de 2008 | Filmow

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(217)

Minha vez de assistir a "In The Heights"/ "Em um Bairro de Nova York", dirigido por John M. Chu; uma adaptação do musical do prolífico Lin-Manuel Miranda. 

É um bom filme; apenas isso. A intenção é divertir, ser despretensioso, e consegue. Mas intimamente lutei contra o recado social. Explico. Sua referência máxima, a obra-prima "West Side Story", consegue ser muito mais profunda sobre a divisão de classes nos Estados Unidos, notadamente na letra inigualável de "America". Aqui não há a violência de gangues, nem o preconceito social explícito, o inimigo é algo mais abstrato, impessoal:  a "gentrificação" do bairro. O personagem principal quer voltar para a sua República Dominicana (Até eu, 1 dólar vale 57 pesos dominicanos), assim como o elenco masculino latino do musical dos anos 1960 deseja Porto Rico. O protagonista ressente-se do "sonho americano", ele tem trinta anos, é dono de um pequeno mercado, e não conseguiu avançar além disso. Ou seja, o prometido sonho americano para ele deu "errado". Assim como para a maioria dos moradores do bairro, lentamente expulsos pelos indies e novos aluguéis. A solução apresentada então, em vez de continuar a trabalhar, ou completar a (racista) faculdade, é...tchan tchan tchan tchan ...ganhar na loteria!!! Poxa, mas como nunca ninguém pensou nessa solução? Todos os sonhos se resolvem!

Fiquei de cara com isso. O sonho americano não existe, mas o sonho da loteria sim.

Falando tecnicamente, as canções são funcionais, mas não há nenhuma excepcional. Nenhuma. A menina fera que sigo no Youtube também não gostou do filme, embora seja louca (como eu) por musicais. Ela disse a frase certeria: parece um comercial da Coca-Cola! Não apenas por quem tem vários merchandising do refrigente ao longo do filme, mas por que visualmente parece um comercial da Coca-Cola mesmo. Com vários jovens diferentes, descolados, de etnias minoritárias, dançando, pulando, sorrindo o tempo todo, empunhando bandeiras de seu países (Essa cena é triste!! Parece clipe de época de Copa do Mundo.). Mas além do filme se parecer um comercial de Coca-Cola, parece, acrescento, um clipe da Anitta! Extremamente preocupado com representatividade, não tem substantividade. É muito fácil lacrar na mídia atualmente, basta cuidar da superfície das coisas, incluir, incluir, incluir, incluir. Mas, no fundo, não saber fazer nada com isso!

Ao Brasil, uma leve menção a Carmen Miranda, uma menção ao jeito sexy das brasileiras, e uma bandeirinha nossa, perdida ao fundo da cena citada acima. É que o filme é muito mais "caribenho" do que capaz de dar conta da América do Sul também. 

A favor, sua excelente montagem (mesmo sendo um filme longo) de Myron Kerstein; a muito bem cantada cena da cubana Olga Merediz (Ganhou o Tony pela sua grande cena, e a querem indicada ao Oscar de Coadjuvante); e a boa iluminação das cenas.

Mas esperava mais.

Em Um Bairro de Nova York | Baseado no musical de Lin-Manuel Miranda ganha  novo trailer - Otageek

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Rafiki é um drama romântico LGTB interessante vindo da África, numa roupagem bem ianque que dá certo dentro daquilo que se propõe. Imagina um Azul é a Cor Mais Hot africano.. é isso, com a devida segurada de freio, bem edulcorado, claro! Mas aqui é tudo mais palpável pela proximidade com a nossa paupérrima realidade, infelizmente. As atuacões tao impecáveis, de todo elenco desconhecido. Sua estrutura e plot sao meio batidos, mas o formato afro pra mim fez a diferenca pra ter um certo apreco aqui. Um bom filme apenas, cuja curiosidade é vir do Quênia. 8-10

Rafiki (2018) - IMDb


 

The Call é daqueles thrillers sobrenaturais ou de fantasia que pegam emprestado plot do século passado (vide o bonzinho Alta Frequência, com Danny Glover) e o atualiza com slasher e celular, só isso! Ah, e vem da Coréia. Mas o resultado é bem legal e pelo menos te prende na telona pra ver o que vem a seguir. As atuacões sao ok, dentro do que se espera mas a edicão é que se destaca diante daquilo que assistimos. O filme so peca pelo desfecho que é confuso pracarai.. não sei se tiveram medo de definir tudo ou deixar a cargo do espectador o que foi visto. Na Netflix, aliás. 8-10

Photo] New Poster Added for the Upcoming Korean Movie 'The Call' @ HanCinema

 

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(218)

"Vítimas da Tormenta", Itália; "Os Incompreendidos", França"; e então; "Pixote", Brasil - aquela coisa!, e aí Mira Nair, em 1988, traz à tela, em seu primeiro longa, as dificuldades das crianças de rua de Bombaim (oficialmente, Mumbai), Índia. É "Salaam Bombay!". Entre muitos prêmios, indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro em 1989. 

É pesado, mas não tanto quanto o do brasileiro. Usando crianças abandonadas também, seu realismo nunca é extremamente bem definido. Algumas informações não são dadas, ou se perdem, acho eu, que de propósito, como se estivéssemos vivendo aquilo sob a perspectiva infantil, jogada de um lado para outro, sem muitos questionamentos. Ou como se a narrativa tradicional fosse, e é, neste caso, desnecessária. O que interessava era mostrar aquelas infâncias perdidas, num país socialmente indiferente a essa situação, acostumado a isso.

O principal personagem mirim foi abandonado em um circo, entrega tchai (uma bebida que eu adorava beber, depois de fazer Yoga) pela cidade, seus amigos de rua têm contato com um rufião vendedor de Haxixe...Tudo perto demais da pobreza, da falta de saneamento, da violência. A diretora em seu painel sobre os maus tratos da infância em seu país, ainda toca no comércio da virgindade das meninas. Um horror.

Nada de bom poderia advir de tanto desalento.

Salaam Bombay | Amazon.com.br

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Cherry é uma simpática e inofensiva comédia teen sobre paixão dum moleque por uma deliciosa milf. O tema ja foi visto bem melhor representado em Minha Professora de Francês e Loucos de Paixão. O formato aqui é American Pie, mas o lance indie torna ele bem charmoso e apetecível. Com boas performances do trio principal, o filme só escorrega quando mete piadas chulas desnecessárias desse tipo de filme. Mas o resultado é bonitim pruma matinê. 8-10

I Kassen med David Bjerre: I Kassen #338: Cherry (2010)

 


Seance é um terrorzinho indie chinfrim de fraquinho. A ambientação do internato femenino é legal mas a pelicula é sofrível, tem filmes melhores sobre o tema. O filme tenta ser um novo Pânico, um slasher sobrenatural femenino com temática LGTB bem superficial, mas fica so na intenção. Tem até revelação tipo Scooby-Doo no final. Nem comento das performances, pois o elenco femenino parece agir como se tivesse mais tinta na cachola que cérebro. 7-10

Seance (2021) - IMDb

 

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(219)

Gente...ainda bem que eu li a sinopse de "Alpes", antes de conferir esse filme de 2011 do grego Yorgos Lanthimos. Acho que eu eu ia ficar boiando até 1 hora de filme, ou então ficar me perguntando a toda hora: "É isso mesmo que eu estou vendo?". Que coisa de doido a cabeça desse homem, véio! Suas ideias transitam entre o genial e o esdrúxulo. Este filme veio depois de "Dente Canino", e antes de "O Lagosta" - seu primeiro grande voo internacional. Então ainda guarda uma estranheza fria, anticomercial, bem menos pop.

Basicamente, quatro pessoas formam um grupo - Alpes, cada um com um codinome de montanha - que age substituindo mortos. É para ajudar famílias a lidarem com o luto. Na verdade, eles agem como atores, testando os limites da representação (O que daria uma boa tese de cinema). Vivem a vida de outros, que já se foram, e dessa forma preenchem a vida vazia (ou solitária, ou sem sucesso) que eles mesmos levam.

As implicações da tarefa: terão de fazer sexo com ex-maridos enlutados; ou regredirem no tempo atuando como adolescentes. Mas o pior, como falei, é a perda de si.

Muito original, mas podia ter sido melhor "embalado para presente". Essa expressão que uso toda vez que sinto que o público fica prejudicado demais em acessar uma obra.

Com o sucesso de "A Favorita", Lanthimos prova que já aprendeu.

Blindspot 2017: Alps (2011) | FILM GRIMOIRE

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Terceiro longa de Brian de Palma, "Olá, Mamãe!" é uma espécie de continuação de seu inaugural "Greetings", acompanhando a volta do personagem de Robert de Niro do Vietnã para Nova Iorque e sua tentativa de se localizar profissionalmente, sexualmente, politicamente nesta América em constante análise. 

De Palma tá pouco se ferrando em contar uma história em três atos; ele quer provocar atraves de imagens de diferentes se temos consciência do que estamos vendo. 

Normalmente a companhia referencial de De Palma é Hitchcock; aqui até temos algo, na abertura à Janela Indiscreta, mas principalmente há muito Godard e Cinema Verité aqui. Além disso, temos um princípio de Travis Bickle aqui

 

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(220)

Lembro de em 2007, ou 2008, sair do trabalho, e encontrar um grupo de amigos na calçada em frente, e eles todos entusiasmados com o incrível filme de terror espanhol, "O Orfanato", que, claro, eu tinha de ver. Segui a dica, e gostei muito. Hoje, nem tanto.

A ambientação faz o filme. É muito eficiente. Mas hoje, mais crítico, não aprovo muito o trabalho de câmera do J. A. Bayona. Do nada, há umas mexidas de câmera na mão, umas escolhas ´pouco inspiradas de posicionamento...(Lembrando que ele será um dos responsáveis pela série "O Senhor dos Anéis").

E sobre o desfecho...Se tivessem optado pela hipótese mais trágica à mãe, acho que teria sido muito mais impactante.

Quem for ver pela primeira vez gostará mais.

O Orfanato - 11 de Outubro de 2007 | Filmow

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