Jump to content
Forum Cinema em Cena

Leaderboard


Popular Content

Showing most liked content since 10/22/2016 in all areas

  1. 4 points
    SergioBenatti

    Blade Runner 2049

    Primeiras impressões dos jornalistas: Blade Runner 2049 First Reactions Erik Davis: BLADE RUNNER 2049 is sci-fi masterpiece; the kind of deep-cut genre film we don’t see anymore. Visually mind blowing, absolutely fantastic. The story is great, the score is great, the Gosling is great & the real star, imo, is Ana de Armas, who steals the film. Floored by this one. Jenna Busch: Blade Runner 2049 was one of the most mind-blowing films I’ve seen. It’s breathtaking and transportive. Denis Villeneuve has a masterpiece. Eric Eisenberg: Denis Villeneuve is unquestionably one of the elite working directors & there’s no excuse if Deakins doesn’t win the Oscar Jordan Hoffman: Good news! BLADE RUNNER 2049 is a terrific continuation and expansion of the orig. Wasn’t hoping for much, ended up LOVING it. (Even Leto!) Scott Menzel: Blade Runner 2049 is a rare sequel that actually improves on the original. Great Performances & Visually Breathtaking. Villeneuve nails it. Steven Weintraub: Everyone bow down to Denis Villeneuve. He’s done the impossible and delivered a huge home run with ‘Blade Runner 2049’. Loved it. Even if you have no interest in the film, the breathtaking Cinematography by Roger Deakins is worth the price of admission. He’s a God. Ali Plumb: It’s my pleasure to say I loved Blade Runner 2049. Long and slow – in a very good way. A lot to think about. Drew Dietsch: See Blade Runner 2049 on the biggest screen with the best sound possible. This is transportive filmmaking. It completely drew me in.
  2. 4 points
    Gust84

    Dunkirk (Christopher Nolan)

    Gostei sim. Principalmente em se tratando de Nolan. Todos sabem que não gosto muito dele. Na realidade Eu acho que ele é um Diretor muito bom, mas a hype em cima dele essa legião de seguidores me incomodam muito. O colocam num patamar que, ao meu ver ele ainda não chegou e nem sei se chegará. O Nolan parece ter ouvido as críticas, principalmente, de sua última obra e nos libera de ouvir incontáveis horas de diálogos expositivos, se preocupando simplesmente em nos mostrar a história, ainda que em ato "único", através de 3 perspectivas diferentes, não só de ambiente, mas de tempo. Mesmo que demoremos um pouco pra nos habituar e nos situar nas 3 frentes da história, após pegarmos no tranco, as mudanças são fluidas e orgânicas na maioria das vezes. A ausência de diálogos, muito bem vinda por sinal, ainda não tira as características principais do diretor, tendo ainda aquele controle absoluto da obra, deixando claro para nós expectadores que absolutamente cada frame do filme fora pensado e não colocado ali por acaso. Outra caraterística de seu trabalho que são as montagens paralelas, geralmente no climax dos filmes, aqui tomam conta de toda a projeção quase soando pretensioso. E essa frieza e controle do diretor, junto com o pouco desenvolvimento de personagens me trouxeram a impressão do filme ser um pouco "oco". Acredito que a escolha de não desenvolver tanto os personagens foram intencionais por alguns motivos sendo os principais: Primeiro, ele decide aqui (acertadamente) em não dar cara aos vilões, não existe um antagonista, uma figura pra odiar, alguém pra apontar o dedo tornando a ameaça quase que sobrenatural. E segundo, por não criar este antagonista não precisar ter uma figura de "heroi", mas sim apenas de inúmeras facetas diferentes de encarar este perigo iminente. Isso funciona, mas tem seu preço. De alguma maneira, isso nos distancia um pouco do filme e da imersão nos tornando expectadores de certa distância, a ponto de não nos envolvermos o suficiente emocionalmente com a trama. Tecnicamente o filme é embasbacante, vi em IMAX e tanto sua trilha sonora, como sua mixagem de som é absurda, esta, muito eficaz e tem aquele ruído crescente de seus filmes quase que por todo o tempo para criar o clima do que está acontecendo, bem como do que os personagens estão passando. Tiros, motores, vento, ondas, etc. Não sabemos distinguir o que é mais perigoso e o que vem a seguir. As cenas de ação no céu são muito bem conduzidas. O filme é muito bonito, brilhante e achei a fotografia bem bonita também. Acho que faltou um pouco de gente/sujeira/sangue/caos pra nos colocar ainda mais dentro da pele destes soldados. 400 mil pessoas é muita gente e nos falta essa noção as vezes. Ainda que eu tenha essas ressalvas, eu achei o melhor trabalho do Nolan em anos. É um filme coeso, passa rápido, sem que a gente se adiante ou queira que acabe, com um refinamento no fechamento do filme como um produto que é redondo. Gostei bastante e acho que estamos a um passo do Nolan finalmente se "humanizar", haha.
  3. 4 points
    Jorge Soto

    Shazam (2016)

    eita, Shazam não é meu forte..manjo pouco e não tenho propriedade pra opinar sobre esse gatinho, Primão.. mas torço pra que esse Shazam não seja o dos Novos 52 PS: traduição do roteiro acima: Um borrão azul e vermelho corta o céu. BILLY BATSON Minha nossa, o que é aquilo? O borrão azul e vermelho aterrissa em um estrondo. É o Superman! BILLY BATSON Oh, é essa putinha. Segure minha cerveja Sr Malhado. SR MALHADO Miau? BILLY BATSON SHAZAM! Um raio acerta Billy e o transforma no maior mortal da Terra, o Capit... err, Shazam! SHAZAM Tá de volta pra levar mais um coça não é? SUPERMAN Uh oh! Superman rápidamente coloca os óculos como um covarde. SHAZAM Ei, pra onde ele foi? Com licena Sr Kent, você viu pra onde o Superman foi? SUPERMAN Desculpe, não. Espera, seu traje possui um capuz? SHAZAM Não sei, ele tem? Shazam se vira para o Superman ver melhor. Superman o chuta nas costas como um covarde. SUPERMAN (Alisando o bigode)
  4. 3 points
    "Baby Driver" é uma divertida matinê onde o roteiro batido não é o que interessa, mas sim o som e música, que são é mais um personagem ativo da estrutura do longa. Divertido,é mais um musical travestido de filme de aventura com personagens bem carismáticos. 9-10 "Dave Made a Maze" é um primor de originalidade e absurdo tremendamente divertido. Absurdo do naipe de "Quero ser John Malkovitch" e tão divertido quanto o oitentista "Labirinto" ou "Maze Runner", versão Hermes e Renato, claro. O filme tem muitas leituras, o que o faz a grata surpresa da semana. 9-10 "Guardians of Night" é um divertido pipoca russo que entorna "Kingsman" com as franquias "Underworld" ou até "MIB". Bem feito que parece até ser dirigido por qualquer diretor ianque genérico do gênero. 8-10 "El Guardian Invisible" é um bom e eficiente thriller de serial-killer que, muito bem feito, poderia ser muito melhor se não se rendesse aos cacoetes ianques do gênero. Espécie de "Silencio dos Inocentes" espanhol, deixa-se ver de boa a despeito de seus poucos defeitos. 8,5-10 "Starred Up" é um bom thriller prisional que se sustenta no seu grande (e desconhecido) protagonista principal, que parece ser uma força da natureza. "Prison Break" britânico que te prende até o final, os coadjuvantes tentam segurar bem a peteca, mas são facilmente ofuscados pelo primeiro. 8,5-10 "La Distancia Más larga" é um bonito road movie venezoelano que flerta muito com "Central do Brasil". O diferencial é a foderosa ambientação com paisagens lindas da Gran Sabana e dos Tepuy Roraima, na fronteira BR/VE. Pra quem ja conhece a região (eu!) vai ter gostinho a mais. E pra quem não, fica a vontade de conhecer a região. 8,5-10 "O Efeito Aquático" é uma deliciosa comédia francesa que parece ter sido feita nos USA pelo enredo redondinho e alto astral. Mas é o tom europeu que dá a liga e faz engrenar além da conta e o torna superior aos genericos ianques 8-10 "Los Insólitos Peces Gato" é uma fofuchis dramédia que parece ser "Pequena Miss Sunchine" mexicana, porém com maior carga dramática. Dificil destacar alguém superior em todo aquele maravilhoso elenco. 8,5-10 "The Limehouse Golem" é um bacana thriller de época que é muito bem feito e ambientado, tipo "Mulher dePreto". Ele é bem bom, pecando apenas quando se afasta da trama policial que conta...e isso ocorre várias vezes. 8-10
  5. 3 points
    Cir-El

    Superman - O Homem de Aço 2 (20??)

    Bom..depois de X2, o que eu mais gostei dos mutantes foi Primeira Classe. Quando ele fala de cores, eu interpreto e faço um paralelo com os filmes dos XMen. Depois de um XMen 3 sombrio, ele trouxe uma clima mais leve pra XMen: Primeira Classe (inclusive em abandonar os trajes de couro preto pra colocar cores nos uniformes). Se for por esse caminho com o Superman, eu topo (sem contar que, diferente do Snyder onde todos os filmes dele tem raio azul, céu alaranjado em chamas, e seres de 2 metros de altura...acho que veremos cenas de ação com um visual mais bonito) E não acho problema em beber da fonte-Donner. Homem Aranha, do Raimi, fez isso... Mulher Maravilha fez isso....entre outros e isso não trouxe problema algum para esses filmes. O problema de Superman: O Retorno foi o Singer não ter se decidido entre uma continuação, um remake, uma homenagem...é tudo isso e nada disso...não tem identidade (além da falta de ação, má escolha de atores, quimica zero entre os atores, roteiro fraco..etc). Resumindo: o filme não é ruim porque bebe de Donner. É ruim porque estragou a água que pegou.
  6. 3 points
    Gust84

    Os Defensores (série)

    Assistida a série inteira, e o que me passou é que todos os pontos altos das séries da Marvel continuam altos, os médios seguem médios e os fracos também. Demolidor e Jéssica sobram na série, na atuação, no carisma e na performance. Ainda dou destaque pro demolidor, Charlie Cox traduziu das HQs o personagem na sua essência e ele é um dos meus favoritos de todos (na Marvel só perde pro aracnídeo). O peso que ele carrega nas costas, suas reflexões, suas paixões, tá tudo ali. Jéssica me fez ter saudade da série dela, e acho que casou muito com o dd. São os universos que vi mais química, em se tratando de personagens. Não consegui terminar o punho de ferro por achar tudo um saco na série, mas pulei do 6 pro último ep antes de seguir os defensores e aqui, felizmente ele está menos irritante, mas ainda não o suficiente. No mais, tecnicamente a série é muito boa, com bons stunts, sem muita enrolação (ótimo o ritmo de 8 EPS). Vi só um pouco uma necessidade de conectar todos os universos um pouco demais, quase forçado, mas nada que me quebrasse a experiência. Elenco de apoio muito bom no geral com destaque para GAO STICK e ALEXANDRA. Minha única dor no coração é Elektra. Ela faz tudo certo, o dd reage como tem que reagir, ela chuta bundas, mas pra mim ainda é estéril. Falta feromônio , falta carisma. O que gal gadot nos arrancou na marra mesmo com "falta de aparência" em WW, essa atriz me tira da inserção mesmo fazendo tudo certo. Não dá, falta Mojo. Mas no geral o que gostei é que me parecia estar caindo gradativamente o nível das séries Marvel. E defensores parece ter feito os realizadores voltar nos trilhos.
  7. 3 points
    Adoro ver um filme em que, enquanto estou vendo, vejo quadros e movimentos fluidos e bonitos que soam quase naturais. Como se o filme te carregasse e te tirasse qualquer esforço além do necessário pra entendermos todos os aspectos da obra. Planeta dos Macacos- a guerra faz isso de forma tão orgânica, tão fluida que é assustador. Que diretor é esse Matt Reeves? Nos carrega, sem pressa, em cada cena para que vejamos e possamos entender tudo da melhor maneira. Nos comove quando necessário, nos aflige quando quer e assim por diante. Ajudando esse trabalho excepcional de direção está ainda a trilha sonora que é muito bonita, assinando o filme de cabo a rabo sem soar invasiva e o CGI. QUE CGI É ESSE? Ouso dizer que chegamos no limite do que pode ser verossímil, quando bem trabalhado. As texturas, os movimentos, os olhares, a luz, é tudo muito real. Tudo é muito bonito. Tomadas na floresta, em cavernas, na escuridão e na praia, todos com um ângulo muito bonito, muito marcantes. Nesse aspecto eu acho que a primeira metade do filme é um deleite. Sobre o filme em si, temos aqui um fechamento perfeito para o arco dramático do Caesar, ele nos carrega, nos motiva a querer conhecer essa história e esse mundo. Já é um personagem icônico, e neste filme tem como apoio, como sempre o Maurice, que aqui tem um papel que eu não diria mais fundamental, mas mais presente não só no plano dos ideais que ele e seu líder tanto almejam pra sua espécie, mas agora participando e servindo como um grande conselheiro em questões muito mais íntimas do personagem principal. A menina Nova, transmite tudo aquilo que vimos no trailer, mesmo com pouco tempo de tela vê-la em ação é um alívio, um respiro nessa história densa. Com muito carisma e sem dizer uma palavra, entendemos tudo o que passa na cabeça desta menina e nos mostra que, pelo menos, nessa faixa de idade o talento das meninas em relação aos meninos para atuar é absurdo. Ela , Eleven e Laura estão aí pra chutar bundas e em silêncio, hehe. E, fechando os destaques do filme, temos o Woody Harrelson, (único personagem do núcleo humano com certa relevância) com um arco também bem definido e que acho que consegue extrair o máximo de seu personagem com o que lhe é oferecido. Um ponto negativo na obra seria no seu terço do meio, em que talvez o ritmo se arraste um pouquinho sem um motivo aparente já que está tudo certo pra trama andar e fechar a história. Além disso, não sei se pelo título em si, mas não existe uma guerra. Pelo que eu pude entender, na realidade ela já existiu e o que acompanhamos na projeção é o ato final de uma guerra que já durava um bom tempo. Todos já estão cansados, sem esperança, e querendo colocar um fim em tudo cada um de seu jeito. Essa ausência de mais ação pode quebrar muito a expectativa de sua audiência. Por fim, é tão bom ver um filme tenso, dramático que levanta tantas questões importantes até hoje na nossa sociedade, dentro de um roteiro coeso em que não parece querer abraçar o mundo. O debate trazido de forma fluida desse jeito é tão bom, tão recompensador que faz os problemas do filme ficarem mais ralos. Impressionante o que os realizadores desse projeto conseguem fazer nos contando tudo sem personagens "humanos de fato". Enfim, muito bom, e recomendo fortemente a assistir.
  8. 3 points
    Big One

    Alien Covenant

    Podiam ter seguido com Prometheus...quem diria que Alien iria se tornar o novo Terminator...franquia ladeira abaixo. O Ridley deveria pegar ficar só de produtor.....todo dia agradeço dele nao ter dirigido Blade Runner 2049.
  9. 2 points
    Mozts

    Alien Covenant

    Mantendo ou não a continuidade, podemos concordar que Scott já deu o que tinha que dar? Um cineasta que tem "passe vitalício" comigo por causa de Alien e Blade Runner (e outros), mas vamos seguir em frente né? Ele precisa daquele amigo da balada que toma a bebida da nossa mão e chama o taxi... Alien precisa de ácido novo.
  10. 2 points
    Jorge Soto

    19 Dias de Horror

    "The Babysitter" é uma espécie de home invasion diferente, quiném o muito mais divertido "Better Watch Out". Sim, diverte tb pelo humor negro e ágil edicão MTV, mas falta alguma coisa pra dar liga no inicio e no desfecho borocoxô. 8,5-10 "Anabelle 2" é um terror genérico apenas divertido, onde boa parte dos sustinhos funciona a contento. E se a boneca sinistra não aparecesse não faria falta alguma. Um tiquim mió que o primeiro e olhe lá. 7,5-10 "Amittville Awakening" é enjoativa e ruim, confirmando que esta franquia deveria ter sido deixada de lado faz tempo. 4-10 "Verónica" é um terrorzão espanhol bão que pode não ser original no quesito de filmes sobre possessão demoniaca, mas em linhas gerais é bastante sólida e eficiente (mais que as ianques, com certeza) dentro deste subgênero. 8,5-10 "Geralds Game" é uma divertida adaptacão do King que além de survival urbano presta como bom thriller psicológico. Com boas atuacões da dupla principal e fazendo mencão a outros 3 trampos do escritor, o ruim é o desfecho, que não faz jus ao resto do longa. 8-10
  11. 2 points
    Gust84

    Blade Runner 2049

    Assistido. Sou do time que gostou muito. Mas fui seduzido pelo trabalho de direção, fotografia e edição de som. Quanto a trilha, acho que ela fez o papel inverso, do que normalmente vemos nos filmes. Neste filme ela é a "manta" para os demais sons, texturas. O que é a chuva? O vento? A neve? As panelas? Os drinks? Os tiros? O silêncio? É de cair o queixo. A trilha é só um empurrãozinho a mais pra tudo. Esse Dennis Villeneuve é ridículo! É uma direção contemplativa, orgânica! Nos carrega com uma segurança, sem movimento demais, o 3D fica absolutamente imersivo. A fotografia também dispensa comentários. Eu gostei das atuações contidas, e explico. Acho que mostra um contraste com os humanos, quase como os robôs do Matrix, mas que nos estimula a perceber pequenos detalhes de atuação e quando (no caso do Gosling, e da luv, principalmente) estoura, naqueles momentos o impacto é maior! A duração do filme não me incomodou e adorei todas as discussões e questões trazidas nesse filme que são só apontamentos pra que o debate ocorra, sem tentar problematizar E responder. Apenas trás alguns conceitos ou ideias que valem a reflexão. Filmaço aço pra mim.
  12. 2 points
    Questão

    Liga da Justiça (2017) #2

    Também sou contra o Flash viajar no tempo pra trazer o Super de volta. O nível de complicação que isso traz é absurdo. Acho que o poder de viagem no tempo do Flash até pode aparecer na trama, mas sem grande importância (pessoalmente, eu nem incluiria viagem no tempo nesse filme, deixando isso pro filme solo do Flash). Em tempo, rumores dizem que além da trilha clássica do Superman de 78, o tema clássico que o Elfman compôs pro Batman do Tim Burton também pode ganhar uma versão remixada. https://www.flickeringmyth.com/2017/10/danny-elfman-reportedly-using-his-classic-batman-theme-in-justice-league-score/ Ia curtir pra caramba!
  13. 2 points
    Gustavo Adler

    Blade Runner 2049

    Bem, vamos dissecar. Não achei o vilão ruim, muito pelo contrário, achei excelente. Foi unidimensional? De certa forma sim, mas ele era só um peão para a ideia de o que é ter uma experiência e vida verdadeira, e o que é ser um boneco, uma vida de plástico. Será que há vida em um plástico e se ela possui direitos ou pode ser explorada? O vilão cumpriu o papel do cínico hardcore que se beneficia disso. Se desse mais dimensões a ele, precisaria desenvolve-lo e aí acho que o filme perderia tempo (talvez não, poderia usar o desenvolvimento desse personagem para explorar esse beco vida em um plástico x direitos a sua própria vida, como um personagem em conflito que procura sana-lo tratando de não reconhecer a vida dentro dos replicantes). E por esse motivo tbm não acho que faltou um melhor desenvolvimento da replicante fodona, ela cumpriu seu papel (inclusive como replicante). O que faltou pra mim considerar como uma obra prima foi a poesia que tinha no primeiro. Não achei ruim o diálogo, muito pelo contrário, por exemplo quando o dono da empresa Wallace (o vilão) faz o diálogo a respeito da falta do paraíso, construiu anjos mas faltou o paraíso, achei perfeita mas a cena em que ela foi construída foi uma tradução literária do significado que a metáfora tinha e não a construção da imagem da metáfora que dava a visão do jogo poético que ela significa ( comparando com a frase do primeiro "grandes momentos perdidos no tempo como lágrimas em uma chuva" enquanto o personagem esta na chuva. Ou mesmo o lindo diálogo entre darcken e a replicante reachel que serviu até pra em palavras trazer o sentido que o filme tratava o fato de uma ser construída vida em uma maquuma). O filme tem cenas riquíssimas que carregam muita mensagem. Mas faltou cenas que os diálogos acrescentassem ou completassem o sentido vislumbrado. Explorasse mais dimensões do seu sentido, e vice versa. O final do blade runner pegando a neve com a frieza triste de quem sabe que é fake mas que vai superando isso e se resolvendo, finalmente encontrando a paz foi maravilhosa mas merecia umas palavras que explorassem o sentido lógico da poesia, como muito bem fez o Ridley no final do primeiro. Já na cena em que ele pega a neve achando que era o filho, achei perfeita, atuação magistral, deu pra ver que aquela recorríeis de sentir a neve em suas mãos como real (em contraste com a cena em que ele ta de namoro com a holograma na chuva em que a chuva não toca na holograma).
  14. 2 points
    Jorge Soto

    O Que Você Anda Vendo e Comentando?

    "Bem Vindos a Marly Gomont" é um delicioso filme que apesar de se mostrar como divertida dramédia sob racismo é mesmo, no fundo, uma carta de amor do filho ao pai. Matinezona bacanuda. 9-10 "London River" é um belissimo drama sobre dor de perda unindo duas pessoas bem diferentes. O tom politico e as ótimas atuacões da dupla principal são apenas cereja do bolo deste filme bem atual, nestes tempos de terrorismo. 8,5-10 "Killing Hasselhof" é uma comédia sem graca que tenta repetir o sucesso do igualmente sem graca "Se Beber Não Case", mas aqui tentando pegar o vácuo do ostracismo do ator da "Supermáquina" e "SOS Malibu".. 7-10 "To the Bone" é um drama razoável que como filme é pra lá de genérico, mas como panfleto informativo sobre a anorexia é bem eficiente. A magricela protagonista ta ótima no papel, já o personagem do Keanu Reeves é bem interessante mas ta mto mal aproveitado. 8-10 "Robots Overlord" é uma ficcão britânica mix de "Transformers" e "Independence Day" que até diverte sem se levar muito a sério. Filme B assumido, como pipoca entreteem mais que o filme do Bay, mas como producão deixa a desejar que o filme do Emmerich. 8-10 "Un Sac de Billes" é uma bonita crônica de amadurecimento em tempos de guerra, do naipe de "Adeus Meninos" ou até "Império do Sol". O problema é que é muita coisa contada em pouco tempo, diluindo o impacto de boa parte das cenas. Mas é um filme de guerra estilo Disney.. ou seja, clichê que emociona. 9-10 "6 Days" é um bom thriller politico que prende a atencão, onde os destaques são o Strong e o Bell, que seguram bem a peteca desta versão de "Um Dia de Cão" ingles. 8,5-10 "Beatriz at Dinner" é uma deliciosa comédia negra com poderoso conteúdo real, social e politico. A dupla Hayek-Lithgow carrega fácil este filme com muitas semelhancas com "An Invitation" e "Carnage". Grata surpresa da qual so não curti seu (desnecessário) lúdico desfecho, que dá margem a várias interpretacões. 9,5-10
  15. 2 points
    Gust84

    Superman - O Homem de Aço 2 (20??)

    A questão simples, boa execução salva uma ideia fraca, e a melhor ideia pode ser arruinada por causa de sua execução.
  16. 2 points
    "London Town" é uma deliciosa matinê que flerta muito com o oitentista "Febre da Juventude", so que aqui troca os Beatles pelo The Clash. Neste conto de fadas punk, o tema do amadurecimento é embalado numa foderosa trilha sonora. Tem erros sim, mas a somzeira passa por cima de tudo. 8,5-10 "My Pet Dinosaur" é uma matinezinha inofensiva estilo "Meu Amigo Dragão" mas tocado feito "Jurassic Park". Genérico bunitim que parece feito pela Disney. Apenas pra crianssasss.. 7-10 "Anti Matter" é um bom exemplar de thriller scy-fy minimalista que te prende diante da tela, desde que se sobreviva aos primeiros sacais 15min. Misto de "Primer" e "Alice in Wonderland", esta pelicula noir tem seus pequenos defeitos mas deixa-se ver de boa, mesmo prevendo de longe o desfecho. 8-10 "Amelia 2.0" é um drama drama scy-fy que lembra o ótimo alemão "Transferência" numa embalagem "Ex-Machina". Ou até um "Robocop" muié mais existencialista. A producão é bem pobre, quase de telefilme, mas a discussão que propõe e seus diálogos são muito bons. Com mais grana teria dado um filmão. 7-10 "Heal the Living" é um delicado drama francês que parece um institucional sobre doacão de órgãos. Seria mais um melodrama com boa intencão mas as foderosas interpretacões elevam este filme emocionante bem acima da média. 8,5-10 "Tyranossaur" é um bonito drama de redencão de familias disfuncionais, que guarda ecos com o bonzão oitentista "Barfly". Dificil dizer quem ta melhor em todo esse foderoso elenco, onde até o cachorro manda melhor que o Nicolas Cage. E segure as lágrimas no lindo desfecho. 9-10 "Wind River" é um thrillerzaço criminal bem acima da média que guarda muitas semelhanças com o bonzão "Sicario", tanto em estrutura como na composição da dupla de personagens principais, no caso, a Feiticeira Escarlate e o Gavião Arqueiro (e até participacão do Justiceiro). Mas ainda assim é um indie de forte critica social e bem desconfortável que por pouco não chega a ser o novo "Onde os Fracos não tem vez". 9,5/-10
  17. 2 points
    SergioBenatti

    Oscar 2018: Previsões

    No ano passado, eu escrevi que o fotógrafo Roger Deakins só iria ganhar seu Oscar quando estivesse em um Best Picture. No início deste ano, escrevi que a minha sensação mudou: ele iria ganhar, independentemente daquilo, pois seu nome, seu prestígio, estava grande de mais, havendo até certo constragimento na Academia. Mas aí veio o fenomenal e frontrunner "Dunkirk", com sua fenomenal Fotografia, e aí fiquei temeroso a respeito do Deakins. A décima-quarta derrota meio que se cristalizava. Porém, as resenhas de "Blade Runner 2049" mostram-se en-lou-que-ci-das com o trabalho do Deakins. Ele retomou a dianteira (muito também pelo "esquecimento", do lançamento de agosto, "Dunkirk") da corrida. As pessoas querem premiá-lo, a comunidade de cinema espera isso, um desejo genuíno, que vem de dentro. Amanhã, escrevo minhas previsões de Setembro. Com Deakins favorito! Que prazer negritá-lo!
  18. 2 points
    conan

    Blade Runner 2049

    Segurar o hype que nada! Parecendo que vai entrar para o seleto time de Mad Max Fury Road de como se retoma um filme clássico ao mesmo tempo em que se sustenta sozinho enquanto filme fodão! George Miller criou precedente para manter o hype lá nas alturas!
  19. 2 points
    J. de Silentio

    Blade Runner 2049

    No Rotten, por enquanto, há 37 críticas: 36 positivas e 1 negativa. E mesmo essa negativa não é tão preocupante para os fãs, pois seu autor tampouco gosta do Blade Runner de 82. Vejam: "It looks great and boasts solid performances from an underused cast, but (like the original) it's a triumph of style over substance". Com o Big disse, difícil segurar o hype.
  20. 2 points
    Big One

    Blade Runner 2049

  21. 2 points
    Questão

    Asa Noturna

    Os dois personagens tem um longo histórico de rivalidade nas Hqs, então definitivamente se encaixa. Claro, enquanto nas Hqs, a origem da inimizade entre os dois se origina nos confrontos com os Jovens Titãs, aqui teria que ser diferente, já que não acredito que a equipe tenha existido no passado desse universo.
  22. 2 points
    Mozts

    Stranger Things (Netflix)

    Até o Capitão já tá cansando das referências...
  23. 2 points
    Questão

    A Coisa (20??) Stephen King

    É verdade. Tinha essa ideia. Acho que eram os caras de A INVASORA que pensaram em fazer a A HORA DO PESADELO protagonizado por crianças quando eles foram considerados pra fazer o remake. Cheguei a pensar nisso. Tinha uma galera aqui que podia ter servido de comida pro Pennywise mesmo, como os outros bullies que andavam com o Henry, ou aquela menina que trabalhava na farmácia e liderava o bullyng contra a Beverly, pra depois ele ficar obcecado pelos Losers. Por outro lado, isso acabaria tirando o tempo de desenvolvimento dos Losers, que é de qualidade tão impar. Pois é. Aquela morte ali passa a sensação que qualquer coisa pode acontecer com qualquer um. Em alguns momentos, até cheguei que eles iam mudar o livro e matar um dos losers. O melhor é que toda a sequência antes disso com o moleque interagindo com o irmão e indo buscar a cola no porão faz a gente gostar dele e sentir a morte dele. Com certeza uma das melhores coisas do filme. Eles reagem como criança o tempo todo mesmo. Gostei especialmente da cena depois da primeira visita deles a casa abandonada, com a galera começando a brigar e achar que devem deixar o Pennywise pra lá. O melhor é a forma como a cena transita entre a comédia e o drama. Ri muito com o Richie dizendo "Olha pra esse infeliz! Ele tá vazando ketchup!"
  24. 2 points
    Jorge Soto

    O Que Você Anda Vendo e Comentando?

    "Megan Leavey" é o tipico filme clichezado, redondinho e mesmo assim muito emocionante. Mix de "Marley & Eu" com "Guerra ao Terror", o melhor são as cenas tensas feitas no Iraque, que deviam ter explorado mais. Pra quem curte dogs (eu!) e adora soluçar facilmente no final, um prato cheio. 8/10 "Atômica" é o filme da Viúva Negra que a Marvel queria fazer e nunca fez. Divertido e bem ágil, a Theron se firma como legitima Bruce Willis de saias. Que venha o 2.. 9/10 "What Happened to Monday" é um thriller scy-fy bem legal da Netflix. Espécie de "Diario de Anne Frank" distópico, onde o melhor é sua originalissima primeira metade, ja que depois descamba no automático de ação básico. Vale a bizoiada, mas ignore o recurso batido de diferenciar gêmeos pelo corte de cabelo..kkk.. 8,5/10 "Clash" é um thrillerzaço árabe que, passado num único ambiente dentro dum camburão, consegue ser agoniante, tenso e claustrofóbico sem se valer de zumbis, monstros, psicos, etc.. O microcosmo criado reflete bem o ser humano, uma vez que o camburão aí passa a ser o personagem principal. Ah,e se fosse americano não teria esse desfecho corajoso. 9,5/10 "Bushwick" é um indie de ação cuja premissa (uma 2ª Guerra Civil Americana) e formato (quase que "tudo" num único plano sequência e cortes bem disfarçados) fazem diferencial de qualquer outro genérico B do gênero. Diverte da mesma forma que um "Hardcore Henry" ou até um "Call of Duty" protagonizado pelo Drax. 8,5/10 "Rememory" é um scy-fy policial que beira o "filme noir". Tem uma boa premissa e é bem executado, apesar de alguns elementos batidos tirarem o foco do que realmente presta. E tem ainda uma reviravolta nos finalmentes que dá um gás a esta produção diferenciada bacaninha. So acho o anão de GOT fraquinho demais, parece não se dar conta que é o personagem principal. 8/10 "Pokot" é um eco-thriller-feminista polaco bacaninha cujo formato me lembrou outro sueco bem bão, "O Cidadão do Ano". Apesar de relativamente longo, consegue prender até o final. 8/10 "Bluebeard" é um thriller coreano que pega emprestado vários elementos de "Pacto Sinistro", mas aqui os recicla com um tiquim mais de gore. Nãoi chega aos pés do filme do Hitch, mas consegue ser divertido com duas boas reviravoltas nos finalmentes. 8,5/10 "Unlocked" é um bom thriller de espionagem com uma 007 de saias..aliás, o diretor já tem um filme do agente inglês nas costas. Redondinho e eficiente, de todo seu elenco estelar destoa facilmente a Noomi Rapace, que tem a mesma presença porreta da Charlize Theron pra filmes de ação. 8,5/10
  25. 2 points
    Cir-El

    Flashpoint (2019)

    Dúvido muito que a Warner faria um filme/evento pra rebootar o universo DC. Seria gastar grana numa coisa que eles poderiam simplesmente chegar e dizer: "galera, o que vocês viram ficou no limbo...já era..", como a própria Warner fez com o Superman do Bryan Singer que era pra ter sequência, ficou no vai não vai e por fim fizeram Homem de Aço. Ou outras empresas, como a Sony com o Homem Aranha do Garfield... Lembrado que em nenhum dos filmes que eu citei, houve prejuízo para o público por terem começado do zero. Portanto, não acho que a Warner fará Flashpoint pensando em reboot. Deverá ser uma história do Flash, usando a saga da HQ, porém, mais episódica. Também tem a questão de que, fazer um reboot implicaria trocar os atores? A Warner trocaria Gal Gadot nesse momento? Pra mim, é fora de cogitação...
  26. 2 points
    As pessoas estão impacientes esta semana.
  27. 2 points
    "Message From the King" é um nervoso thriller de vingança que poderia ter sido feito pelo Neeson, Reeves ou Willis. Mas aqui é o "Pantera Negra" fazendo bico da Marvel pra chutar bundas em territorio americano. Curiosidade é o elenco tão diversificado quanto eclético, com gente de todas franquias possiveis..SDA, HP, Crepúsculo, SM, etc.. 8,5/10 "Insubstituível" é uma bela comédia dramática que flerta com "Garota Desconhecida" ao tratar a medicina de forma humana e sensivel. Francois Cluzot ta fadado a interpretar doentes, se em "Intocaveis" era o tetraplégico aqui ta no bico do corvo com um tumor.. 8,5/10 "Operation Mekong" é um bom exemplo de cinema de ação chinês que não se furta a chupinhar positivamente o melhor de "Rambo", "Predador", "Missing in Action", etc e tal.. atente pra foderosa sequência final, de quase meia hora inipterrupta de pura pauleira. 8,5/10 "Disorder" é um thriller francês que lembra bastante o noventista "O Guarda-Costas", com Kevin Costner. O grande diferencial aqui é a pegada intimista, o suspense e tensão crescente até seu curioso desfecho. 8/10 "Jasper Jones" é uma deliciosa e nostálgica crônica de amadurecimento, uma espécie de "Conta Comigo" australiano. Tenha a caixa de lenço próximo do final. 9/10 "Shot Caller" é um foderoso filme de prisão que não dava nada. Seu ritmo é ágil e mesmo sua narrativa não linear impede de te manter colado na tela pra ver a via-crucis do protagonista principal, que tem uma transformação de personagem tremenda. Pensa em "Carlito´s Way" tocado como "Carandiru" e "Um Sonho de Liberdade"... Surpresa indie desta semana. 9/10 "Asura" é um bom exemplar da nova safra de thriller criminal da Coreia. Tem um quê de "Fogo contra Fogo" e os "Infiltrados". Apesar de excessivamente longo, a o fodástica meia hora final compensa a espera. 8,5/10
  28. 2 points
    primo

    Mulher Maravilha

    O problema da opinião de James Cameron sobre Mulher-Maravilha Cineasta vê a heroína como um retrocesso NATÁLIA BRIDI “Não há um tipo certo ou errado de mulher poderosa”, respondeu a diretora Patty Jenkins sobre a declaração de James Cameron sobre Mulher-Maravilha ser um retrocesso para personagens femininas fortes. Segundo o cineasta, Sarah Connor, a heroína da sua franquia O Exterminador do Futuro, é um exemplo melhor para as mulheres “por não ser um ícone de beleza e ser forte, problemática, uma péssima mãe”. Assim como a sua versão para Ripley em Aliens - O Resgate (1986), Cameron tende a buscar a força das suas personagens em traços masculinos e na maternidade. Não há nada de errado nessa abordagem, desde que ela não seja limitadora. Ao assumir na sua crítica que a sua versão do que é uma mulher poderosa era a certa, o diretor determina que personagens representativas não podem fugir dessa classificação. Acontece que, como Jenkins coloca na sua resposta ao diretor, progresso é quando as mulheres assumem todas as facetas humanas, assim como personagens masculinos já fazem - “Se as mulheres sempre precisam ser difíceis, duronas e perturbadas para serem fortes, e não estamos livres para sermos multidimensionais ou celebrar um ícone para mulheres do mundo todo por ela ser atraente e amável, não chegamos muito longe, não é mesmo?”. Essa é a grande questão. Mulheres existem das mais variadas formas e cores, com as mais variadas índoles e personalidades. Podem ser boas ou más, bonitas ou feias, gordas ou magras, generosas ou egoístas, inteligentes ou estúpidas, vaidosas ou desleixadas, fortes ou fracas, com as axilas depiladas ou não. Não importa. O cinema enquanto expressão artística humana precisa integrar todas essas variações para criar personagens melhores e mais completas. E isso inclui, ao contrário da reclamação de Jessica Chastain no festival de Cannes, a inclusão de todas as visões sobre o feminino, sob diversas perspectivas, incluindo as perturbadoras. Martin Scorsese, por exemplo, deixa claro ao rever sua filmografia que tinha problemas para se relacionar com o sexo oposto. A criação italiana e católica não permitia que visse as mulheres como iguais, dividindo-as entre santas e vagabundas (no momento em que se tornava sexualizada, a mulher perdia a sua santidade). Como artista que é, porém, o cineasta usou o cinema para lidar com essa questão - Quem Bate à Minha Porta?, de 1967, é sobre um jovem que não consegue lidar com o fato da sua namorada ter sido estuprada no passado. As mulheres não são os centros das suas história, mas sob a sua perspectiva masculina ele revela muito sobre a relação entre os gêneros. A personagem de Margot Robbie em O Lobo de Wall Street (2013), altamente sexualizada e ao mesmo tempo uma mãe amorosa, mostra como a sua relação com as personagens mudou ao longo dos anos. É disso que o cinema como arte e como entretenimento precisa: de todos os olhares. Mesmo a discordância com uma visão acrescenta algo à discussão, a uma evolução de pensamento. Quando Cameron assume que a sua visão é a correta está apenas descartando outro olhar para se "autocongratular". Na mesma entrevista ao The Guardian, o cineasta diz que não entende o porquê de Hollywood não conseguir fazer personagens femininas fortes “de verdade”: “Há muitas mulheres no poder em Hollywood e elas guiam e moldam os filmes que são feitos. Não posso explicar isso. Por que quantas vezes preciso demonstrar a mesma coisa de novo? Sinto que estou gritando em um túnel de vento”. Dizer que Mulher-Maravilha foi um retrocesso é, como Jenkins escreve, não entender o que a personagem é e representa. Isso independe do gênero do público, ainda que a diretora ressalte que ser uma mulher é definitivo para a compreensão absoluta da importância do filme. A representatividade gera sensações diferentes e tem consequências práticas, seja nas prateleiras das lojas de brinquedo, seja nas meninas que descobrem como é ser uma heroína. Ela é um ícone idealizado como muitos heróis e é nessa simplificação ideológica, nesse exemplo de bondade, que está o seu alcance com os mais variados tipos de pessoas, adultos ou crianças. O filme de Jenkins é um marco não por ser perfeito, mas pela relevância. Um blockbuster no mundo dos super-heróis dirigido por uma mulher para coroar uma nova era do cinema e da TV. A representatividade feminina nas telas não é mais uma exceção como na época em que Leia, Uhura e, claro, Ripley e Sarah Connor eram exemplos contados nos dedos. Mad Max: Estrada da Fúria foi um marco com suas mulheres de todos os tipos, Rey despertou uma legião de fãs de Star Wars e Supergirl mostra para meninas como pode ser legal usar uma capa. Agents of SHIELD, Game of Thrones, The Handmaid's Tale, Jessica Jones, os exemplos são variados, todos com personagens diferentes, com públicos diferentes. Somos muitas, James Cameron.
  29. 2 points
    Jorge Soto

    Liga da Justiça (2017) #2

    FOTÓGRAFO TRANSFORMA CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS NOS HERÓIS DO FILME! Ensaio foi pensado para inspirar as crianças! Com a missão de inspirar crianças com necessidades especiais e mostrar que elas são a “Verdadeira Liga da Justiça”, o fotógrafo Josh Rossi e sua esposa Roxana – que também é estilista – saíram com a missão de encontrar seis crianças para criar um ensaio fotográfico extremamente fofo. Segundo o fotógrafo o projeto tem como objetivo inspirar as crianças, mas também mostrar que sua deficiência é o que a faz mais forte, assim sendo, cada criança fotografada possui algo em comum com o herói que ela representa no ensaio. Por exemplo, o garoto que foi escolhido para ser o Ciborgue está determinado a aprender a usar com sua perna mecânica, enquanto o menino que representa Flash sofre de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o que faz com que ele ame correr o tempo todo. Confira abaixo o vídeo dos bastidores do ensaio: Pára com isso senão eu choro com toda essa fofurice bem intencionada..
  30. 2 points
    primo

    The Batman (Matt Reeves)

    assino embaixo, Jail. Destaque pra este trecho: "então espere por uma palavra oficial antes de acreditar em qualquer coisa"
  31. 2 points
    Mozts

    The Batman (Matt Reeves)

    Dado que essa notícia não faz o menor sentido, e que não é nenhuma tradução porca nem sub-thread do Reddit, deve ser considerada possibilidade que o Reeves quis dizer figurativamente que "meu filme será sua própria história" e não que os filmes são de um próprio universo separado.
  32. 2 points
    Mozts

    Os Defensores (série)

    Terminei numa noitada só. Gostei. Não ví Iron Fist, não lembro direito de Luke Cage, e segui numa boa.
  33. 2 points
    primo

    Mulher Maravilha 2

    sensacional! E até uns problemas com a "Justiça".
  34. 2 points
    Questão

    Mulher Maravilha 2

    É verdade. Baita filme aquele. Podia até rolar uma piada sobre um relacionamento que Cale teve com o Wayne que acabou não dando muito certo. Não tinha feito a conexão. Boa PRIMO! Dá até pra fazer um paralelo com as ações de Veronica, e as decisões tomadas por Hipolita para preservar Diana no primeiro filme.
  35. 2 points
    primo

    Mulher Maravilha 2

    Boa! e gostei muito dela naquele filme com o Affleck E imagina a força disso em um filme onde Diana questiona sua relação com a própria mãe..
  36. 2 points
    primo

    Mulher Maravilha 2

    Acho mais adequado, Questão nessa vibe, a participação da Cale pode soar melhor!
  37. 2 points
  38. 2 points
    Jailcante

    Flashpoint (2019)

    Olha, tem tudo pra ser filmão! Viagem no tempo (meu fraco), universo paralelo (meu fraco), e esse lance dos pais do Batman... Só peço uma coisa: Faça certo, DC!
  39. 2 points
    É natural que se sintam incomodados, pois precisam lidar com essa diferença diariamente, sendo atacados verbalmente, tendo portas fechadas ou vendo outras pessoas lidando com barreiras por motivos parecidos. Não digo que eles precisam ignorar essa realidade e não digo que precisam se acostumar ou sequer levantar bandeira o tempo todo. Mas, é claro que, hoje, o debate avançou, e o esclarecimento precisa continuar. Talvez esse dia nunca chegue, mas o lado que mais sofre tem ainda mais "direito" de colocar em pauta na medida em que os ataques de quem tem preconceito estão livres para, ainda, ocorrer.
  40. 2 points
    Isso já deu uma discussão cabeluda aqui, então só alguns apontamentos. Tá... se parar de falar em racismo ele ainda vai continuar a existir. O que vai acontecer é que aqueles que sofrem com isso todos os dias não terão voz para reagir. Simples assim. Não adianta achar ruim. As pessoas sofrem com isso. Para quem é negro, as pessoas olham torto. As pessoas acham que é bandido. Se você é uma criança, vai perceber que não existe um boneco ou herói que se pareça com você. Não precisa ninguém falar para nós observarmos que os protagonistas de Hollywood são brancos em sua maioria esmagadora, ainda que a sociedade norte-americana seja bem diversa. Há um descompasso claro entre o que está ali e a realidade. Um ou outro negro vai aparecer, e as pessoas vão dizer que isso é prova de que não existe racismo estrutural. Mas ainda assim o que está nas telas não reflete a sociedade americana. As mesmas pessoas que acham o fim do mundo um James Bond negro são aqueles que acham normal transformar uma protagonista asiática de anime em uma personagem branca nos filmes. Ou nem ficam minimamente incomodadas quando transformam egípcios (que seriam considerados negros nos EUA) em brancos europeus. Seja por politicamente correto ou não, por que uma reação tão ferrenha contra um protagonista negro em Star Wars? Se racismo não existisse, por que não a mesma reação (indiferença) que nestes outros casos? Não é culpa de uma pessoa específica. É estrutural. Mas precisa ser lidado de alguma forma.
  41. 2 points
    primo

    Mulher Maravilha 2

    e cataram o Ares e o padrão do uniforme, fora outros lances. A gente trabalha de graça pro DC Films! brincando
  42. 2 points
    Jorge Soto

    Guardiões Da Galaxia Vol. 2

    o que você colocou nesse chá?
  43. 2 points
    primo

    Flashpoint (2019)

    haters do Thomas Wayne vão dizer que não é oficial
  44. 2 points
    primo

    Os Vingadores 3: Guerra Infinita

    quando o capitão fica vidrado na "referência"
  45. 2 points
    primo

    Mulher Maravilha 2

    Pode ser também! Por mim, fica igualmente aprovado! Mas em um primeiro momento, eu cogitei assim: 1.Elas são citadas no segundo solo, com algo ali para doutrinar o público e tal. 2.O terceiro solo já começa com as moças como antagonistas e termina na paz, com ressalvas. 3.Fazem o papel do Exército dos Mortos em Liga 3.
  46. 2 points
    Jailcante

    Alien Covenant

    E daria pra confiar em Blomkamp? Ainda mais querendo uma 'sequel' travada que não ia levar a nada. Mas enfim... Acho que a série chegou num lugar que não dá pra onde ir mais. Então, melhor seria deixarem o Scott como produtor, chamar um outro diretor e tentar fazer a ligação desses prequel com o Alien original de forma digna (porque esse Alien Covenant deixou a bagaça mais longe uma da outra).
  47. 2 points
    Questão

    Flashpoint (2019)

    Estamos completamente acostumados. Você não deixa de ter razão. Não vejo problema também necessariamente o problema em uma trama mais macro envolvendo todo o UDC (Mesmo que um UDC alternativo, e melhor que seja um alternativo), pois no fim ainda pode ser uma aventura muito limitada ao universo particular do Flash, diferente de GUERRA CIVIL por exemplo. Também temos precedentes de filmes que trabalham com a temática da realidade alternativa sem ter que necessariamente desenvolver uma franquia antes. Está longe de ser impossível. Se bem feito em vinte, vinte cinco minutos se apresenta bem a vida cotidiana do Barry longe da Liga, com seu trabalho na polícia, namoro com a Iris (caso exista) de boa. Mas vai ser um filme pra desenvolver personagem, e não universo particular do herói, com a galera de Central City tal como é e tal, o que só ocorreria em um eventual segundo filme. E talvez isso não seja ruim mesmo. Talvez seja ótimo, inclusive. Só não é aquilo que a gente tava esperando.
  48. 2 points
    primo

    Punho de Ferro (A Série)

    às vezes o sujeito tá na droga e parte pra outras mais pesadas.
  49. 2 points
    Questão

    Flashpoint (2019)

    A animação é fantástica mesmo. Conseguiu condensar muito bem a extensa trama das Hqs em um filme intenso e cheio de ação, eliminando histórias que até funcionam nas Hqs, mas que tirariam o ritmo da história em um filme longa metragem, como a Martha Coringa, e o Capitão Frio, protetor de Central City. Só acho que apesar de tudo, é meio over o Flashpoint logo em um primeiro filme do Flash. Afinal, que universo particular do herói você vai construir, se a primeira aventura solo dele no cinema já se passa em um mundo paralelo? Mas que é uma senhora história pra se adaptar, isso é. Só não sei se é mesmo a melhor opção para um primeiro filme.
  50. 2 points
    Da Folha de São Paulo. 31/03/2013 - 03h00 Atriz de 'Amélie Poulain' conta por que desistiu de HollywoodCHICO FELITTI Como Amélie Poulain, sua personagem mais famosa, Audrey Tautou poderia ter tido um fabuloso destino. Mas isso não ocorrerá. "Não se você considerar a vida de Angelina Jolie uma fábula", explica a francesa de 36 anos. AnteriorPróximaA atriz francesa Audrey Tatou Seu novo filme, "Thérèse Desqueyroux" (2012), baseado em romance de 1927 de François Mauriac, chega às telas brasileiras em 5 de abril. Tautou (que se pronuncia totú, com bico) faz uma burguesa do campo que se casa com outro ricaço por interesse. E começa a envenenar o marido em doses diárias. "Fiquei muito tocada com essa mulher, que comete um crime sem ser uma criminosa. É o contexto, a família que a arrasta para esse comportamento", defende. Mas não considera a personagem uma feminista. Nem a ela mesma: "Ao menos não na teoria. Talvez na prática. Não me acho inferior a nenhum homem". E mostra isso na tela. Ela está no elenco de "A Espuma dos Dias", do diretor de "Rebobine, Por Favor", o francês Michel Gondry, ainda sem data de estreia confirmada. E como foi trabalhar com Gondry? "Foi bom. Mas o encontro com Claude Miller foi sensacional", diz ela, referindo-se ao diretor de "Thérèse", que morreu durante a finalização do filme. "Ele era um dos meus melhores amigos. É muito difícil esquecer isso. E não poderia comparar os dois filmes", diz. Em "Espuma", sua personagem é uma mulher que descobre ter uma doença raríssima em que uma flor cresce em seu pulmão. O filme tem cenas surreais como um casamento realizado embaixo da água. Com dois trabalhos encavalados, 2012 foi um ano puxado. "Queria fazer, no máximo, um filme por ano". Mas em 2013 haverá mais meses de férias. No tempo de folga, pinta, borda e vai além. "Tenho fotografado muito", conta. No segundo semestre, planeja passar alguns meses em Nova York, onde gravará o desfecho da trilogia do cineasta francês Cédric Klapisch, que começou com "O Albergue Espanhol" (2002) e seguiu com "Bonecas Russas" (2005). O filme vai se chamar "Casse-tête Chinois" (quebra-cabeças chinês) e será "divertido", promete. Mas não fabuloso. Isso, ela deixa para a ficção.
×