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Mulher Maravilha


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Diretora explica razão para a censura 13 anos do filme

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Mulher-Maravilha lançará em breve nos cinemas ao redor do mundo, e até então a sua censura foi classificada como não recomendado para menores de 13 anos. Em todos os lugares ele recebeu essa mesma censura, e durante uma entrevista ao Collider a diretora Patty Jenkins explicou a razão desse número. “Sempre tomei cuidado para que o filme não fosse classificado para maiores de 18 anos. Não tenho nada contra quem usa essa censura mas tínhamos que pensar em todas as garotinhas e crianças que gostariam de ver o filme. Protegi isso desde o início”, disse ela.
 
Filme é aclamado pela crítica especializada: “o melhor filme de super-herói de todos os tempos”
Não é de hoje que cartazes e outdoors do filme Mulher-Maravilha são vistos por todo o mundo com críticas positivas. Poderia ser apenas uma ação de marketing, mas não era. Por onde o filme foi exibido, conseguiu agradar a todos.Agora, após a exibição oficial para a imprensa, as primeiras críticas completas do filme começaram a ser publicadas e são, como era de se esperar, extremamente positivas.Confira algumas críticas abaixo:
 
The Sun
“Após três filmes decepcionantes, Mulher-Maravilha e Patty Jenkins salvam a DC Comics no cinema.”
 
EW
“Mulher-Maravilha é o filme da DC Comics que todos estavam esperando.”
 
Forbes
“O melhor filme da DC Comics desde Batman: O Cavaleiro das Trevas.”
 
Screen Rant
“Mulher-Maravilha é um filme de super-herói maravilhosamente dirigido, onde de uma guerreira ingênua, Diana se transforma em uma super-heroína.”
 
USA Today
“Mulher-Maravilha é o filme de super-herói que nós precisamos.”
 
JoBlo
“Para muitos espectadores, este filme está destinado a ser o melhor filme de super-heróis de todos os tempos e, francamente, é muito alto na minha própria lista. Um filme cheio de esperança, inspiração e emoções mais do que suficiente para satisfazer a todos. 9 estrelas de 10.”
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96% in your face! Cadê o @rick? Rsrsrs. O filme ainda pode cair no Rotten mas começou bem. Dizem que o terceiro ato o filme descamba pro Snyder action porn. Mas que de qualquer forma o filme eh bom.

 

Acho que mais do que os fans e a própria D.C. precisavam de um bom filme a própria Mulher Msravilha não poderia fracassar na sua primeira incursão cinematográfica nos cinemas. UFA!

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“Gadot se entrega em uma apresentação espetacular como a protagonista titular, trazendo consigo um contagiante senso de otimismo e admiração, enquanto assegura nunca relaxar em seu poder ou em seu modo de luta.”

4/5; HeyUGuys

 

“Apesar de sua força e coragem, ainda há uma vulnerabilidade que lhe atrai à personagem. Tanto Jenkins quanto Gadot fizeram um bom trabalho ao trazer a relação de Diana com a vida para as telas.”

CBR

 

“Um filme tão dinâmico e original que estamos ansiosos para que meninos e meninas possam ver.”

3,5/5; Nerdist

 

“Mulher-Maravilha é uma história de origem coesa e emocionante adaptada dos quadrinhos que dá à heroína mais famosa do mundo uma apresentação live-action digna do legado da personagem.”

4/5; ScreenRant

 

“Batman vs Superman: A Origem da Justiça provou que Gadot podia lidar com os chutes e porradas. Aqui, ela ganha diálogos honestamente bondosos, e investe em Diana com uma exuberância animadora, rústico senso de desafio e uma desarmante crença em fazer a coisa certa.”

4/5; Empire

 

“O que Patty Jenkins é capaz de fazer com tudo isso é fundar o filme em emoção e caráter, para fazer o público sorrir e sair do cinema se sentindo leve, em vez de exausto. É o filme que estávamos esperando. Confie em mim.”

Birth.Movies.Death.

 

“É um filme que não só melhora muitas das deficiências aparentemente embutidas em filmes de super-heróis, mas também combina esperteza, sentimento e adrenalina no melhor estilo de Hollywood.”

The Wire

 

“Como a heroína protagonista, Mulher-Maravilha ascende com poderosa graciosidade acima do furor. Não é perfeito, mas muitas vezes é bom, às vezes ótimo e excepcionalmente re-assistível.”

Associated Press

 

“Mulher-Maravilha está a saltos e pulos acima dos outros três filmes do Universo Estendido da DC Comics.”

7,9/10; IGN

 

“A ação do filme é explosiva e envolvente, e uma seqüência onde Diana se aventura em uma terra de ninguém no meio da batalha de trincheira é impressionante de se contemplar.”

3,5/4; USA Today

 

“Mulher-Maravilha é inteligente, simples e satisfatório de uma maneira que todos os filmes de super-heróis devem ser.”

A-; Entertainment Weekly

 

“Não é apenas um triunfo para mulheres. É um triunfo e ponto final. É um ótimo entretenimento com ação esplendorosa, humor brilhante, um fluxo romântico e uma estreia titânica para Gal Gadot no papel principal.”

3,5/4; Newsday

 

“Mulher-Maravilha de Patty Jenkins providencia um refúgio bem-vindo do estilo sombrio e obscuro da DC, com a estrela Gal Gadot se provando uma escolha inspirada para essa avatar da verdade, da justiça e do estilo Amazona de vida.”

Variety

 

“Mulher-Maravilha está saindo em uma ótima época. Esse é o filme que todos precisamos agora e a Mulher-Maravilha é a heroína que todos precisamos agora.”

8/10; Uproxx

 

“Um dos melhores filmes de super-heróis. De todos os tempos.”

CraveOnline

 

“A interpretação de Gadot é cheia de alegria, e completamente sem cinismo ou angústia. São novos ares, e o filme é uma diversão completa do início ao fim.”

A-; Chris Stuckman

 

Tava na hora da Warner liberar uma verbinha. Não da pra deixa os "especialistas" dar nota ruim pra tudo quanto é filme da DC :rolleyes:

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 Falando em Feige, a unica reclamação constante que eu li sobre o filme é que os vilões podiam ser um pouco melhor construídos. Parece que dentro do UDC Cinematográfico, o posto de melhor vilão ainda é do General Zod do Michael Shannon.

 

 Gostei de ler como está sendo ressaltado como uma das grandes qualidades do filme a leveza e o otimismo da narrativa. Mão do Geoff Johns se fazendo sentir finalmente?

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“Gadot se entrega em uma apresentação espetacular como a protagonista titular, trazendo consigo um contagiante senso de otimismo e admiração, enquanto assegura nunca relaxar em seu poder ou em seu modo de luta.”

4/5; HeyUGuys
 
“Apesar de sua força e coragem, ainda há uma vulnerabilidade que lhe atrai à personagem. Tanto Jenkins quanto Gadot fizeram um bom trabalho ao trazer a relação de Diana com a vida para as telas.”
CBR
 
“Um filme tão dinâmico e original que estamos ansiosos para que meninos e meninas possam ver.”
3,5/5; Nerdist
 
“Mulher-Maravilha é uma história de origem coesa e emocionante adaptada dos quadrinhos que dá à heroína mais famosa do mundo uma apresentação live-action digna do legado da personagem.”
4/5; ScreenRant
 
“Batman vs Superman: A Origem da Justiça provou que Gadot podia lidar com os chutes e porradas. Aqui, ela ganha diálogos honestamente bondosos, e investe em Diana com uma exuberância animadora, rústico senso de desafio e uma desarmante crença em fazer a coisa certa.”
4/5; Empire
 
“O que Patty Jenkins é capaz de fazer com tudo isso é fundar o filme em emoção e caráter, para fazer o público sorrir e sair do cinema se sentindo leve, em vez de exausto. É o filme que estávamos esperando. Confie em mim.”
Birth.Movies.Death.
 
“É um filme que não só melhora muitas das deficiências aparentemente embutidas em filmes de super-heróis, mas também combina esperteza, sentimento e adrenalina no melhor estilo de Hollywood.”
The Wire
 
“Como a heroína protagonista, Mulher-Maravilha ascende com poderosa graciosidade acima do furor. Não é perfeito, mas muitas vezes é bom, às vezes ótimo e excepcionalmente re-assistível.”
Associated Press
 
“Mulher-Maravilha está a saltos e pulos acima dos outros três filmes do Universo Estendido da DC Comics.”
7,9/10; IGN
 
“A ação do filme é explosiva e envolvente, e uma seqüência onde Diana se aventura em uma terra de ninguém no meio da batalha de trincheira é impressionante de se contemplar.”
3,5/4; USA Today
 
“Mulher-Maravilha é inteligente, simples e satisfatório de uma maneira que todos os filmes de super-heróis devem ser.”
A-; Entertainment Weekly
 
“Não é apenas um triunfo para mulheres. É um triunfo e ponto final. É um ótimo entretenimento com ação esplendorosa, humor brilhante, um fluxo romântico e uma estreia titânica para Gal Gadot no papel principal.”
3,5/4; Newsday
 
“Mulher-Maravilha de Patty Jenkins providencia um refúgio bem-vindo do estilo sombrio e obscuro da DC, com a estrela Gal Gadot se provando uma escolha inspirada para essa avatar da verdade, da justiça e do estilo Amazona de vida.”
Variety
 
“Mulher-Maravilha está saindo em uma ótima época. Esse é o filme que todos precisamos agora e a Mulher-Maravilha é a heroína que todos precisamos agora.”
8/10; Uproxx
 
“Um dos melhores filmes de super-heróis. De todos os tempos.”
CraveOnline
 
“A interpretação de Gadot é cheia de alegria, e completamente sem cinismo ou angústia. São novos ares, e o filme é uma diversão completa do início ao fim.”
A-; Chris Stuckman

 

confesso que...

 

The Sun

“Após três filmes decepcionantes, Mulher-Maravilha e Patty Jenkins salvam a DC Comics no cinema.”
 
EW
“Mulher-Maravilha é o filme da DC Comics que todos estavam esperando.”
 
Forbes
“O melhor filme da DC Comics desde Batman: O Cavaleiro das Trevas.”
 
Screen Rant
“Mulher-Maravilha é um filme de super-herói maravilhosamente dirigido, onde de uma guerreira ingênua, Diana se transforma em uma super-heroína.”
 
USA Today
“Mulher-Maravilha é o filme de super-herói que nós precisamos.”
 
JoBlo
“Para muitos espectadores, este filme está destinado a ser o melhor filme de super-heróis de todos os tempos e, francamente, é muito alto na minha própria lista. Um filme cheio de esperança, inspiração e emoções mais do que suficiente para satisfazer a todos. 9 estrelas de 10.”

 

a lágrima não caiu, mas foi por pouco

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Jato invisível da heroína deve aparecer nos próximos filmes

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Mulher-Maravilha está sendo um sucesso entre as críticas especializadas. Mas o primeiro longa que conta a história da guerreira amazona Diana Prince ainda deixa alguns dos itens da heroína fora do mundo cinematográfico. E um dos objetos é o jato invisível. Em entrevista à Yahoo Movies, a diretora do longa, Patty Jenkins, revelou que tem planos de usar o veículo no futuro da franquia. “O jato invisível é muito importante e, fatalmente, temos que ter o jato invisível. Essa é uma parte muito grande da Mulher-Maravilha”, afirmou. O jato invisível apareceu pela primeira vez nos quadrinhos da heroína em 1942, na primeira edição da Sensation Comics.
 
Quero ver qual vai ser a estoria pra colocar esse jato da porr...  :rolleyes:  decerto vai ser presente do Stark  :D  :P  :lol:
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Filme pode ser banido no Líbano porque Gal Gadot é israelense

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O ministro da fazenda do Líbano pediu à agência de segurança do país para banir o filme Mulher-Maravilha. Tudo porque a protagonista, Gal Gadot, é isralense. A informação foi divulgada pela agência de notícias Al Jazeera.Um oficial da agência de segurança ouvido pela Al Jazeera diz que não foi realizado ainda nenhum pedido oficial. Para ser formalizado, o banimento teria que ser aprovado por um comitê formado por seis ministros.O oficial que falou à Al Jazeera não se identificou, já que não é autorizado a passar esse tipo de informação à imprensa.Cartazes de divulgação do filme podem ser vistos nas ruas de Beirute. Ao menos uma sala de cinema vai exibir uma pré-estreia na quarta-feira (31).No Líbano, há uma lei de boicate a produtos israelenses. Além disso, cidadãos libaneses são proibidos de visitar Israel ou manter contato com israelenses. Os dois países estão oficialmente em guerra.Há nas redes sociais do Líbano uma intensa campanha a favor do veto ao filme. Gal Gadot serviu no exército de Israel e já participou de ações contra o Hamas.

 

ROTEIRISTA EXPLICA MUDANÇA NA HISTÓRIA DE ORIGEM DA HEROÍNA!
Período retratado no filme difere na história original.O filme Mulher-Maravilha trará a história da princesa Diana e sua interação com o mundo além da ilha de Temiscira junto Steve Trevor, um soldado americano da Primeira Guerra Mundial.Enquanto que na história original o encontro se passava na Segunda Guerra Mundial, a roteirista Allan Heinberg explicou o porque da modificação no período histórico da trama.

“Hoje estamos em um período muito parecido com o da Primeira Guerra, com todo esse nacionalismo e como se precisa de bem pouco para iniciar um novo conflito global.”Quando Heinberg e o produtor Zack Snyder estavam dando seus primeiros passos na estruturação da história para o filme, a Primeira Guerra Mundial pareceu mais adequada por algumas razões.“Foi a primeira guerra com automatização. A metralhadora era uma nova invenção. Gás foi utilizado pela primeira vez. Novos horrores eram liberados todos os dias.”

Já a diretora Patty Jenkins disse ter ficado inicialmente receosa de desviar muito da visão original de William Moulton Marston, criador da Mulher-Maravilha.“No início eu realmente questionei tudo, pois não era a história original dela, mas rapidamente percebi a genialidade por trás das mudanças” declarou Jenkins.“A Primeira Guerra Mundial foi o momento inicial em que a civilização como nós conhecemos estava buscando suas raízes, mas não é algo da nossa história que realmente temos conhecimento. Mesmo a maneira como estava tudo confuso, até mesmo quem teria de fato razão naquele conflito, é o que faz um paralelo realmente interessante dessa época. E então você pega uma deusa com um forte senso moral e de crença, e a solta nesse mundo, onde existem questões sobre direitos das mulheres, existe a guerra mecanizada onde muitas vezes não se vê quem se está matando. É realmente um período muito interessante.”

 

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Crítica - Mulher-Maravilha

Menos pretensioso, Mulher Maravilha tenta reconquistar o público perdido pela DC. 3,5/5

Havia certa divisão de humores em relação ao lançamento de Mulher-Maravilha, uma expectativa enorme pelo fato de se estar à frente do primeiro longa de uma famosa heroína, mas também uma certa suspeita em relação ao seu resultado final, vide a incompatibilidade entre as obras do universo DC e a recepção do público. Mulher-Maravilha, dessa forma, configura-se como uma espécie de prova final antes do grande encontro da DC, o longa da Liga da Justiça. É sentida essa necessidade de refazer o pacto entre o mundo daqueles heróis e a sua audiência.

Essa divisão de humores é perceptível ao longo da projeção, como se o longa carregasse certa pressão para embalar o público em sua narrativa, mantendo as características fundamentais do universo DC, como em Batman Vs Superman, mas sem desperdiçar todo um filme na tentativa de agradar seu público, como no desastroso Esquadrão Suicida. A Mulher-Maravilha tem, então, missões extremamente complexas para sua primeira aventura, como se cada ideia proposta pelo filme fosse pensada e repensada mil vezes, como se tudo que está ali tivesse que agradar gregos e troianos, mantendo sua fidelidade com um projeto muito maior.

O filme pode muito bem ser dividido em três partes, a primeira na ilha das amazonas, a segunda na chegada do novo mundo – a Inglaterra em meio a Primeira Guerra Mundial, e o último o campo de batalha e a grande provação da Mulher-Maravilha, todos esses pontos são construídos nessa consciência entre a agradabilidade e a fidelidade. O primeiro ponto segue nitidamente uma narrativa de origem, colocando informações para o público conhecer a mitologia por trás daquela heroína, estabelecendo os paradigmas e bases para compreender quem é verdadeiramente aquela personagem. Há ali o treinamento, a explicação das armas utilizadas pela Mulher Maravilha, mas, sobretudo o prenúncio de uma missão a ser cumprida até os últimos minutos de filme. A Mulher Maravilha ainda não conhece seus poderes, mas só os descobrirá quando entender sua missão. Essa será a jornada da heroína.

Nesse primeiro momento há a construção também desse mundo fantasioso, totalmente diferente da realidade vista no mundo dos homens. Algo marcado pelo uso das cores e da fotografia totalmente saturada no ambiente de origem de Diana. Todavia, a grande diferenciação daquela ilha para o restante do mundo é que ali impera a paz, não há interferência do homem (tanto quanto raça, como quanto gênero) para desestabilizar aquela realidade paralela. Ali, onde Diana nasce, há uma outra lógica, um outro movimento que rege o mundo e sua missão está do lado de fora de lá.

Como uma boa narrativa da jornada de herói – o famoso esquema de roteiro para a construção de um protagonista – algo força Diana a sair dali, a presença de um piloto que acaba caindo na ilha. A figura de um intruso que revela a guerra que o restante do mundo passa, sendo esta a grande missão da heroína. Além de fornecer uma base de informação para os espectadores ávidos por conhecerem mais da história de Diana, o longa oferece um primeiro ato de um grande apelo empático, que conecta eficientemente, ainda que inserido numa conhecidíssima fórmula narrativa, a audiência e a jornada daquela protagonista.

Depois desse primeiro momento e dessa construção de uma forte relação emocional entre personagem e espectador, o longa embarca num segundo momento, ainda mais agradável. Diana e Steve Trevor (Chris Pine) chegam à Londres e lá a protagonista começa a compreender as novas configurações sociais e políticas do início do século passado. Pine encarna uma espécie de contraponto cômico a Gal Gadot, como se o homem forçasse a protagonista a entrar nos arranjos sociais daquele tempo. Um interessante cenário social para um filme de super-herói.

Fato é que esse segundo momento de Mulher-Maravilha está completamente ligado a esse sentimento de agradar o público. O longa investe longos minutos para construir a leveza que tanto pediam aos filmes da DC, algo muito mais orgânico que em Esquadrão Suicida, mas extremamente palatável e formulaico. Mulher-Maravilha, de uma hora para outra, torna-se uma comédia de costumes, em que diversas situações são construídas para tirar humor da incompatibilidade do pensamento de Diana com o da época que passa a ser obrigada a viver. Se a leveza existe, se algumas piadas funcionam, também é sentido essa distinção entre esse momento central do longa e o restante da obra, principalmente sua terceira e mais dramática parte. Visto como um todo, esse segundo instante de Mulher-Maravilha parece apenas um afago ao espectador acostumado por este constante alívio cômico, agradável, mas dispensável.

O longa segue para seu terceiro e mais interessante momento, inserindo muito bem Mulher-Maravilha no restante do universo DC. Diana finalmente conhece a guerra dos homens, muito mais complexa do que algo induzido por um deus grego. Diana finalmente torna-se Mulher-Maravilha e descobre que seu lugar é estar nesse mundo, não porque o homem mereça, mas sim porque é sua missão. Mulher-Maravilha compreende que, diferentemente de seu mundo, a paz não é algo tão maniqueísta, não sendo apenas um visível conflito entre o bem e o mal, mas sim um combate acinzentado constante no interior de cada homem. Essa dubiedade é sentida por Diana, pelo fato de estar vivenciando um mundo tão diferente do seu. É essa dubiedade acinzentada que povoa os longas da DC desde O Homem de Aço (2013) e Mulher-Maravilha explica-o de forma bastante didática.

De fato o mais interessante em Mulher Maravilha são os temas que o filme toca, muito dessa complexidade da violência humana, mas também da condição de uma mulher como o grande super-herói de um filme solo. Diana é a verdadeira protagonista daquela narrativa, com tudo girando em torno de sua figura quanto mulher fadada a salvar um mundo dominado por homens. Assim como a própria diretora, Patty Jenkins inserida num gênero comandado por diretores, assim também como Gal Gadot protagonista de um universo totalmente masculinizado.

Se Gadot pode não ser a melhor atriz do mundo, e quando o longa exige uma entrega emocional maior ela não vai tão bem assim, a israelense encarna muito bem esse perfil forte, essa mulher protagonista que tem a força como sua grande habilidade. A performance aqui é bastante física, sendo necessário mostrar que a Mulher-Maravilha não perderia para nenhum super-herói homem. E se Jenkins faz um trabalho totalmente competente, é interessante como mantém uma unidade com o estilo visual da DC, apostando em cenas de ação com aquele aspecto visual típico de um vídeo game sem que isso seja exagerado ou forçado, mas totalmente natural.

Mulher-Maravilha, por fim, é um longa que restabelece parâmetros a fim de convencer o público que os próximos filmes desse universo podem ser interessantes e agradáveis. Um pouco menos pretensioso, mais palatável e em alguns momentos rendido a uma série de fórmulas, o primeiro filme protagonizado por uma heroína mantém uma série de pontos interessantes, um longa que acima de tudo cumpre com seus objetivos.

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