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Forum Cinema em Cena

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Showing content with the highest reputation since 07/12/12 in all areas

  1. 5 points
    Gust84

    Liga da Justiça (2017) #2

    Assistido em IMAX. Eu geralmente quando tento "analisar" um filme, tento tirar da conta minhas expectativas, e seu contexto pra formar minha opinião. Coisa que pra esse filme ficou impossível. Eu não sei exatamente como, mas essa DC films vive na berlinda, e ao meu ver sofre muito mais com fogo amigo (RICK) do que com as tais críticas da mídia, ou dos "marvetes". Eles simplesmente não conseguem trabalhar em paz! Vivem com críticas e vazamentos de notícias, sendo obrigados a soltar trailers, imagens e o que mais for de maneira antecipada, corrida só pra suprir a sede do pessoal, que geralmente esculacha, o que pressiona ainda mais o trabalho a ser realizado, virando uma bola de neve. O que me passou é que dentro dessa realidade onde, aparentemente eles não acertam em "nada" (eu sou um que não gostei de praticamente nenhum cartaz e material de divulgação, nem dos trailers), o filme se sai bem até demais. Não tem o gosto amargo dos outros filmes da DC (com exceção da Mulher Maravilha) ao sair da sala de cinema. Tem certa coesão, tem um elenco que o que falta de habilidade compensa com carisma e alguma química. Alguns dos heróis tem um visual bacana (Batman é de uma concepção inacreditável e me impressiona com tantos filmesjá feitos, ninguém reproduzir esse visual antes). O elenco principal com certeza absoluta abraçou o projeto mesmo com todos os problemas e cada um claramente dá o melhor de si. Não senti aquela obrigação e falta de vontade de Suicide Squad, por exemplo. Bataffleck, segue sendo o melhor Bat/Bruce de todos, e digo sem medo nenhum de errar. Achou seu tom que estava sendo construído em BvS, carrega experi, lidera o pessoal, consegue vender algumas piadas, e é o cérebro da equipe, como em qualquer HQ que lemos/líamos. Gal Gadot é um mistério pra mim. Não sabe atuar direito, mas ela sorri e eu sorrio junto. Os demais personagens conseguem criar personalidades distintas e com um certo arco dramático, com exceção do Aquaman, que achei descartável sua construção, seu universo, seu visual e sua personalidade. O flash achei ele no limite do limite do aceitável para o humor, e que só funcionou muito pelo seu talento como ator. Sobre a obra em si ela tem problemas. Estruturais, pra variar. Seu ritmo é um pouco confuso e a montagem tem uns cortes meio bruscos entregando a dupla direção e que tem mais coisa por trás do mostrado. Tem algumas cenas com tons mais estranhos. A primeira cena em que a Mulher Maravilha salva o pessoal do ataque terrorista começa com uma música, quando os bandidos tomam o banco/museu, que soa quase pastelão, pra, no momento que ela entra em cena voltar os acordes mais grandiosos, numa quebra de ritmo que pra mim, apareceu. O filme tem uma sede de mostrar imagens, e momentos, mas esquece de fazer cinema. Tenta montar quadros "inesquecíveis" o tempo inteiro e não monta uma cena inesquecível. Não tem um plano marcante, uma batalha mais criativa, uma união de poderes. E isso num universo pouco povoado e nessa meia luz fica mais pobre ainda. Não obstante a aspectos técnicos existe uma reviravolta roteirística, que muda o tom do Universo inteiro da qual todos sentem a falta e precisam do Superman, e não vimos em nenhum momento isso, fora com as pessoas dizendo neste filme. Passamos 2 filmes vendo ele, na realidade com relutância do planeta terra em aceitá-lo, com problemas no Congresso, e essa era a novidade desse Superman dos cinemas, a tal "nolanização" dele. Como seria a Terra com um alienígena por aí? Não sei até onde foi a pressão externa ou dos criadores, mas essa mudança de tom achei desnecessária, ou deveria ter sido melhor construída pelo menos no BvS, que mal nos importamos (audiência) com a sua morte, e nem o pessoal da terra daquele universo se importou direito, na realidade. Batman falando que eles precisam do "Clark", por exemplo, que ele mal conheceu no último filme é forçado pra mim. Precisa como, cara pálida? viraram amigos aos 40 do segundo tempo do último filme! E digo isso porque seu renascimento, ainda que feito de maneira "pobre" foi muito bem realizado, no seu segundo momento, no Kansas e tem uma carga emocional boa que , se fosse melhor trabalhada antes, seria ainda muito mais legal. E aí que está a curiosidade: Com todos esses problemas que eu vi, eu achei o filme divertido de verdade, achei que de alguma maneira acertaram o rumo das coisas e pra onde podem ir. Só acho que falta cinema nesses filmes. Eles tem que parar de ler os haters e trabalhar tranquilo pra realizar algo original, ainda que adaptado das HQS. Hoje o MCU tem cara própria, além das HQS, e isso por que os caras apostaram contra muita coisa até terem essa carta branca do público. E outra deram sorte, tiveram a liberdade criativa por que não tinham personagens icônicos pra o pessoal meter bala. Quando foram lançar um homem de ferro, quem fucking ligaria para o que ia sair na tela? Herói Série B da Marvel. E daí o MCU virou esse monstro. Teve essa liberdade criativa. Infelizmente a DC não tem isso, na realidade tentou fazer isso com o lanterna e deu ruim. Mas, não tem como a DC achar sua essência no cinema no meio dessa bagunça. Falta pensar mais em filme como filme, com começo meio e fim. Filmes de ação, com roteiros de filmes de ação. Os personagens icônicos são o algo mais, não a BASE. Não dá pra pensar que por que eles tem o Superman e o Batman isso é o suficiente pra entregar "qualquer" coisa. Uma cena de ação, não fica melhor por que é o Superman socando alguém e não um qualquer. Fica melhor quando melhor escrita e dirigida. E os fãs tem que tentar dar a chance deles tentarem algo novo, não algo que alguém está esperando. Tenho certeza que se dessem o tempo certo e eles esquecerem essa tal corrida com o MCU, fariam algo muito melhor e com menos problemas aparentes. Com o rumo das coisas melhorando como agora, é só esperar ele. Matt Reeves. Confio de olhos fechados. Esse cara vai surpreender a todos, podem printar aqui que esse filme do Batman vai dar boa. O melhor Batman na mão de um cara como ele, é muito difícil dar errado. E daí, Junto com a Mulher Maravlha, vai despressurizar esse DCU de vez pro pessoal trabalhar em paz. Me perdoem o textão, mas não consigo ser muito prolixo, haha. Desculpem a bíblia, mas tentei falar do filme e entrar no debate que rolou por aqui.
  2. 4 points
    Tensor

    Ninguém por Perto (Tensor, 2021)

    Sim, dirigirei um longa =P Esse fórum já ocupou um lugar bastante especial na minha vida, então é um prazer poder compartilhar essa notícia aqui com vocês. Não estamos usando verba do governo, é um investimento pessoal da produtora que possuo com outros dois sócios, a Lore Studio, com a parceria da Machina Filmes, ambas de Porto Alegre. Então vai ser um trampo bem exaustivo, mas que todos estão indo com muito amor. A intenção é rodar ele em Agosto (pode mudar um pouco pra antes ou depois) e pegar o circuito de festival de 2021, se tudo der certo. Ontem criamos a página do filme, não tem muita coisa, só uma breve sinopse. Mas se tiverem interesse acompanhem que eu vou atualizando o projeto. É possível que fim de semana que vem a gente tire algumas fotos pra testar maquiagem e coisas do tipo. Em algum momento vamos abrir um financiamento coletivo, provavelmente o catarse, pra ver se juntamos uma grana a mais pra ajudar nos custos de produção. Ainda estamos elaborando a melhor data pra isso. Enfim, feliz de compartilhar isso aqui :} Eis a página: https://www.facebook.com/ninguemporperto/ Vou colocar aqui a sinopse resumida da página. Sinopse Ninguém por Perto é um thriller pós apocalíptico que conta a história de Sara e Ana, duas mulheres que precisam sobreviver em um mundo onde não há mais nada e, juntas, tentar entender como se pode extrair uma vida disso. Até um misterioso homem surgir, atribuindo propósito ao que aconteceu e acreditando que os três estão conectados em uma missão para repovoar o planeta. Sem ninguém por perto para ajudar, Sara e Ana precisam encontrar forças para sobreviver nesse mundo e do viajante sinistro que surgiu em suas vidas.
  3. 4 points
    Tensor

    Os Vingadores 4: End Game

    Na real esse papo do Moore surpreende pouco e o motivo é claro: ele não assiste. Se assistisse não falaria tanta bobagem. O Questão já apontou o discurso de alguns filmes mas nem precisava ir tão longe. Vai em Iron Man, primeiro filme desse universo, e já estamos vendo o drama de alguém diante do legado bélico que ajudou a produzir. Um discurso que não poderia fugir mais do que é a base do governo americano hoje (e infelizmente o nosso). Antes tentaram atacar o monopólio da Disney e o que isso representa, e honestamente acho um ataque super importante. Agora estão direcionando ao conteúdo que representa o sucesso máximo desse monopólio. Só que tem esse problema, o tipo de crítica do Moore não se relaciona com o tipo de arte criada na Marvel Studios. Não estou comparando a complexidade, mas a visão ideológica de Moore e o que costumamos ver nos filmes da Marvel são muito semelhantes. E o motivo do MCU fazer tanto sucesso não é por uma alienação do público (ou sim, mas aí saímos do assunto MCU e vamos discutir porque o público prefere filmes populares à cinema experimental) mas sim por ser o melhor tipo de blockbuster produzido hoje. Ready Player One, Alita ou o novo Exterminador do Futuro não vão fazer menos dinheiro porque a Disney está hipnotizando o seu público, mas sim porque eles são inferiores ao que a Marvel costuma fazer. E fora o fator universo compartilhado que nunca vai afetar quem nunca se permitiu dar uma chance a experiência. E com certeza é o caso dele, Scorsese e outros aí. O grande problema é que eles resolveram atacar a qualidade dos filmes, no caso do Moore foi pior, associar a alta desses filmes à crescente dos governos fascistas pelo mundo em um dos comentários mais esquizofrenicos que já vi. Seria bem mais interessante se elaborassem um comentário mais profundo sobre a indústria de cinema americana. Qual o máximo alcance que um filme pode ter sem ser tóxico com os que estão ao seu lado? Mas isso aí poderiam ter feito desde o final dos anos 70 quando Tubarão saiu. Legal discutir agora, só que centralizar na marvel studios é desonesto.
  4. 4 points
    Gust84

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    MEU DEUS CHATO PRA CARALHO
  5. 4 points
    Questão

    Mulher Maravilha 1984

    Bom, minha visão á respeito desse assunto de uma forma mais aprofundada (e acho apropriado que se discuta aqui, no tópico do filme de uma heroína que entre outras coisas, tornou-se um simbolo da igualdade). Sobre o fórum em si, é como o BIG disse. Basta dar uma olhada em outros foruns e sessão de comentários por ai, pra ver que o negócio lá é pesado. Discordou de alguém, os caras tão xingando a mãe do vivente, já parte pra ofensa pessoal, e por ai vai. Eu to nesse forum há dez anos, e quando aconteceu, sempre foi rapidamente resolvido pelos adminstradores. Tem alguns irritantes como o Rick? Tem, mas apesar de ser muito irritante e sem noção, o cara não faz nada que contrarie as regras do forum. Eu simplesmente pulo o que ele escreve, mas não tem nada ali que seja exatamente criminoso, ou que faça apologia há algum tipo de preconceito. Eu acho até que pra enriquecer a discussão, seria interessante que a LIV, que trouxe isso a tona, apontasse alguma das coisas que ela viu. Concordo, mas acho que a gente tem que ter equilíbrio e bom senso. Deem uma olhada no tópico de "Star Wars: O Despertar da Força" em suas páginas finais, por exemplo, e o que a gente vai ver, não é opinião, aquilo é racismo e misoginia no ultimo estágio, que não deve ser tolerada como "diferença de opinião". Por que uma coisa é ter uma opinião divergente, outra bem diferente é você disseminar o ódio e o preconceito. Há algumas semanas, a gente teve um tal de Sr. Incrível abrindo tópico que nem um doido, e em um deles ele dizia que a Capitã Marvel devia ser hipersexualizada mesmo, que nem é nos quadrinhos, pois esse seria o "lugar dela". Mas devo acrescentar, porém que esses casos extremos são exceções, e que a administração do fórum geralmente fica atenta á isso. Entretanto... A gente tá vivendo um momento em que a gente tá prestando atenção em detalhes de coisa que a gente não prestava antes. Machismo, racismo, homofobia, e por ai vai. Isso não vai voltar pra trás. Na minha opinião, a sociedade (que inclui o fórum) tá passando por um momento de transição. Estamos aprendendo. Possíveis exageros dos SJW, (usado muitas vezes como um termo pejorativo) ou os chamados "mimimi", são inevitáveis, e digo mais, necessários, pra que a gente aprenda a encontrar um equilíbrio. Até por que a gente tem que aprender a identificar e apontar os possíveis exageros das críticas (lembram do furor em torno do cartaz do Apocalipse esganando a Mística em um cartaz de X Me: Apocalise?). Mas não dá pra simplesmente dar de ombros, e botar toda a crítica que a gente recebe como se fosse "mimimi", ou é "uma opinião diferente da minha", ou "ah, aguenta quem não é de cristal", "o mundo tá chato" e por ai vai. Por que a gente ainda vive em uma sociedade baseada em preconceito, e é interessante questionar as próprias crenças (o que não implica necessariamente em concordar com o outro) pra ver se a gente não tá só reproduzindo algo que nos foi imposto culturalmente sem que a gente percebesse. Dando um exemplo pessoal, percebo no primeiro MULHER MARAVILHA um exemplo claro. Quando começou a campanha de que tinha que ser uma mulher a dirigir o filme, eu pensava "porra, que bobagem. Que diferença faz?" Mas tu assiste o filme, e tu percebe, sim, faz diferença. Olha como a Jenkins filma a Gadot, e como o Snyder filma a Gadot, e você vê. O que eu acho que a LIV se queixa (mas é achismo, só ela mesma pode dizer) é que alguns de nós acabam reproduzindo um certo machismo em determinadas piadas, por que o humor sempre foi um ótimo disfarce pra isso. Qual escudo é mais poderoso do que "é só uma piada"? E todos nós homens (e grande parte das mulheres) são machistas em algum nível, e aquele processo que eu citei antes visa desconstruir isso, mas acho que vai levar algumas gerações pra se completar, se nada der errado. Assim, imagino que quando o SOTO chama a Gadot de Seriema, isso irrita a LIV, e eu consigo (acho) entender o por que. Por que nesse comentário, não é só o SOTO dando a opinião dele de que não acha a Gadot adequada pro papel, e sim reproduzindo um conceito de beleza pré estabelecido não alcançado pela Gadot, já que a Diana representa uma beleza transcendente na Cultura Pop. E acho que a LIV tem direito de ficar P da vida com isso. O SOTO não precisa concordar com esse sentimento dela, mas só dele saber, já é uma coisa. Isso não faz do SOTO um vilão, eu acho ele um dos caras mais crânios desse forum. Ele não é como os mega racistas e misóginos que citei acima. Quando ele faz uma piada que eu não curto por na minha visão ter certo cunho machista (o que não me torna não machista), eu digo "piada babaca por causa disso", ele ri, e toca o baile. Se ele vai absorver a minha crítica ou não (que pode ser correta ou não) é outros quinhentos. Mas o SOTO nunca desrespeitou alguém aqui deliberadamente. Eu era um que discutia de vez em quando com a LIV quando ela era uma regular aqui, e várias coisas que a gente discordava na época hoje eu olho pra trás e penso (pô, fui babaca aqui e cresci como pessoa percebendo isso, pois estava sendo sexista) , enquanto outras, eu penso, não eu tava certo mesmo (não me lembro de nenhuma nesse ultimo caso, mas deve ter acontecido. Hehehe) Ufa. Em resumo, acho que sim, temos que conviver com as diferenças de opinião, mas também não podemos descartar aquelas que diferem das nossas em temas mais delicados como sendo simplesmente "mimimi" e "SJW". É interessante refletir por que tal pessoa não gostou daquilo, mesmo que não se concorde no final, ao invés de pensar simplesmente "forista de cristal". E acho que a LIV tinha que ser mais ativa por aqui, justamente por trazer esse tipo de discussão.
  6. 4 points
    primo

    Superman - O Homem de Aço 2 (20??)

    Falando na possível sequência, acho que seria interessante se a trama evitasse abordar novamente ameaça alienígena. Tem um lance que falta no Snyder nos três filmes dele dirigindo o Cavill, mas acho que funcionaria bem aqui: explorar melhor o cotidiano de uma grande cidade. É com ótima nostalgia que me lembro, lá dos longas com o Reeve, do centro de Metropolis nas proximidades do prédio do jornal, estação de trem, becos etc. Para reforçar a cidade como personagem, mostrando bem mostradas as pessoas "no chão", como Raimi fez na sua trilogia do Aranha.
  7. 4 points
    SergioB.

    Blade Runner 2049

    Primeiras impressões dos jornalistas: Blade Runner 2049 First Reactions Erik Davis: BLADE RUNNER 2049 is sci-fi masterpiece; the kind of deep-cut genre film we don’t see anymore. Visually mind blowing, absolutely fantastic. The story is great, the score is great, the Gosling is great & the real star, imo, is Ana de Armas, who steals the film. Floored by this one. Jenna Busch: Blade Runner 2049 was one of the most mind-blowing films I’ve seen. It’s breathtaking and transportive. Denis Villeneuve has a masterpiece. Eric Eisenberg: Denis Villeneuve is unquestionably one of the elite working directors & there’s no excuse if Deakins doesn’t win the Oscar Jordan Hoffman: Good news! BLADE RUNNER 2049 is a terrific continuation and expansion of the orig. Wasn’t hoping for much, ended up LOVING it. (Even Leto!) Scott Menzel: Blade Runner 2049 is a rare sequel that actually improves on the original. Great Performances & Visually Breathtaking. Villeneuve nails it. Steven Weintraub: Everyone bow down to Denis Villeneuve. He’s done the impossible and delivered a huge home run with ‘Blade Runner 2049’. Loved it. Even if you have no interest in the film, the breathtaking Cinematography by Roger Deakins is worth the price of admission. He’s a God. Ali Plumb: It’s my pleasure to say I loved Blade Runner 2049. Long and slow – in a very good way. A lot to think about. Drew Dietsch: See Blade Runner 2049 on the biggest screen with the best sound possible. This is transportive filmmaking. It completely drew me in.
  8. 4 points
    Gust84

    Dunkirk (Christopher Nolan)

    Gostei sim. Principalmente em se tratando de Nolan. Todos sabem que não gosto muito dele. Na realidade Eu acho que ele é um Diretor muito bom, mas a hype em cima dele essa legião de seguidores me incomodam muito. O colocam num patamar que, ao meu ver ele ainda não chegou e nem sei se chegará. O Nolan parece ter ouvido as críticas, principalmente, de sua última obra e nos libera de ouvir incontáveis horas de diálogos expositivos, se preocupando simplesmente em nos mostrar a história, ainda que em ato "único", através de 3 perspectivas diferentes, não só de ambiente, mas de tempo. Mesmo que demoremos um pouco pra nos habituar e nos situar nas 3 frentes da história, após pegarmos no tranco, as mudanças são fluidas e orgânicas na maioria das vezes. A ausência de diálogos, muito bem vinda por sinal, ainda não tira as características principais do diretor, tendo ainda aquele controle absoluto da obra, deixando claro para nós expectadores que absolutamente cada frame do filme fora pensado e não colocado ali por acaso. Outra caraterística de seu trabalho que são as montagens paralelas, geralmente no climax dos filmes, aqui tomam conta de toda a projeção quase soando pretensioso. E essa frieza e controle do diretor, junto com o pouco desenvolvimento de personagens me trouxeram a impressão do filme ser um pouco "oco". Acredito que a escolha de não desenvolver tanto os personagens foram intencionais por alguns motivos sendo os principais: Primeiro, ele decide aqui (acertadamente) em não dar cara aos vilões, não existe um antagonista, uma figura pra odiar, alguém pra apontar o dedo tornando a ameaça quase que sobrenatural. E segundo, por não criar este antagonista não precisar ter uma figura de "heroi", mas sim apenas de inúmeras facetas diferentes de encarar este perigo iminente. Isso funciona, mas tem seu preço. De alguma maneira, isso nos distancia um pouco do filme e da imersão nos tornando expectadores de certa distância, a ponto de não nos envolvermos o suficiente emocionalmente com a trama. Tecnicamente o filme é embasbacante, vi em IMAX e tanto sua trilha sonora, como sua mixagem de som é absurda, esta, muito eficaz e tem aquele ruído crescente de seus filmes quase que por todo o tempo para criar o clima do que está acontecendo, bem como do que os personagens estão passando. Tiros, motores, vento, ondas, etc. Não sabemos distinguir o que é mais perigoso e o que vem a seguir. As cenas de ação no céu são muito bem conduzidas. O filme é muito bonito, brilhante e achei a fotografia bem bonita também. Acho que faltou um pouco de gente/sujeira/sangue/caos pra nos colocar ainda mais dentro da pele destes soldados. 400 mil pessoas é muita gente e nos falta essa noção as vezes. Ainda que eu tenha essas ressalvas, eu achei o melhor trabalho do Nolan em anos. É um filme coeso, passa rápido, sem que a gente se adiante ou queira que acabe, com um refinamento no fechamento do filme como um produto que é redondo. Gostei bastante e acho que estamos a um passo do Nolan finalmente se "humanizar", haha.
  9. 4 points
    Jorge Soto

    Shazam (2019)

    eita, Shazam não é meu forte..manjo pouco e não tenho propriedade pra opinar sobre esse gatinho, Primão.. mas torço pra que esse Shazam não seja o dos Novos 52 PS: traduição do roteiro acima: Um borrão azul e vermelho corta o céu. BILLY BATSON Minha nossa, o que é aquilo? O borrão azul e vermelho aterrissa em um estrondo. É o Superman! BILLY BATSON Oh, é essa putinha. Segure minha cerveja Sr Malhado. SR MALHADO Miau? BILLY BATSON SHAZAM! Um raio acerta Billy e o transforma no maior mortal da Terra, o Capit... err, Shazam! SHAZAM Tá de volta pra levar mais um coça não é? SUPERMAN Uh oh! Superman rápidamente coloca os óculos como um covarde. SHAZAM Ei, pra onde ele foi? Com licena Sr Kent, você viu pra onde o Superman foi? SUPERMAN Desculpe, não. Espera, seu traje possui um capuz? SHAZAM Não sei, ele tem? Shazam se vira para o Superman ver melhor. Superman o chuta nas costas como um covarde. SUPERMAN (Alisando o bigode)
  10. 3 points
    conan

    Star Wars Ep. IX - A Ascensão Skywalker

    O pior é que este filme, sim, detonou a família Skywalker, e não o ep VIII. Fuderam com o arco do Anakin. O sacrifício final serviu para nada. A profecia de que ele seria o escolhido para trazer o equilíbrio na força era mentira. A busca do dom de salvar a vida, que acabou levando Anakin para o lado negro da força, é totalmente dominado pela Rey sem mais nem menos. Se Anakin tivesse o conhecimento que a Rey passou a ter do nada (e depois o Ben Solo aprende do nada também), ele não teria sido seduzido pelo lado negro. É um amontoado de conveniências e coicindencias que jogam o legado da série no lixo. E a galera chorando porque o Luke morreu numa das cenas mais fodas de toda a saga... É dureza!
  11. 3 points
    Liv A.

    Mulher Maravilha 1984

    Estive na CCXP19 só pela Gal, e não me arrependi! Ela é linda num nível de outro mundo, super simpática e carismática (como já imaginava). Não entrei no painel mas fiquei a dois metros de distância dela no aquário do omelete. Patty Jenkins tb é ótima, disse que o filme não é para ficar apenas lembrando de coisas legais dos anos 80, mas que foi feito como um filme dos anos 80, na fotografia, trilha sonora...e Kristen Wiig sempre foi a primeira opção para viver a Mulher-Leopardo. Bom, isso tudo vocês podem ver pelo Youtube. Só deixo minhas impressões de que a Warner está caprichando, tinha o maior e melhor stand da CCXP e tudo em torno de MM84 está in-crí-vel. Alguém se lembra da Kah, daqui do fórum? Ela estava lá tb e entrou no painel, disse que foi o maior, melhor e mais barulhento e emocionante, mais até do que o de Star Wars. Realmente, eu estava de fora e ouvia o barulho, quando a Gal entrou no palco parecia que tudo ia desmoronar! Filme mais aguardado de 2020, meus caros. O hype está na estratosfera. Sem mais. 😘
  12. 3 points
    primo

    Coringa - Joker (Joaquim Phoenix)

    tem spoiler Fui assistir ao filme na última sexta e fiquei muito satisfeito, apesar das ressalvas! Como boa parte de tudo já foi dita aqui, vou citar aspectos mais particulares da experiência. Por isso, pode soar estranho. Nova York é paixão antiga, e a atmosfera vendida em “Taxi driver” povoa minhas principais referências. Gosto muito mesmo. Mas tenho junto o desejo pela manutenção daquela originalidade que Gotham e Metropolis alcançaram nessas tantas décadas de suor dos artistas. Ver as torres gêmeas no cartaz do Reeve é quase uma dor. Por isso, foi infeliz nostalgia ver o trio de funcionários receber o carimbo “Wall Street” no texto. Porém, relembro: isso é coisa minha. O filme é muito bom. A patroa teve que escutar de mim um sussurrante “a vizinha e ele nunca estiveram juntos, então...” interrompido pela frustração de ver o diretor desenhar isso depois. Esse é um exemplo das ressalvas. Há momentos em que o Todd Philips escorrega na casca pisada pelo Nolan, mas o visual e o clima cinemão podem maquiar o tombo. É aquela banana da confusão entre a boa didática e o didatismo. Quando isso veio na primeira sequência, bateu a má vontade, mas, passou. Refiro-me ao líder dos garotos dizendo “Ele é fraco” enquanto chuta o protagonista e a outros momentos da primeira metade. Talvez eu estivesse cobrando demais? Não sei. Em outro ponto, um mascarado na TV vem me dizer que o alvo da revolta é o sistema. Sério? O problema do didatismo é que tira o foco da construção real de uma “explicação”. Sim, é preciso contextualizar em um filme assim. Na minha opinião, mesmo que o foco seja o Fleck, faltou mais cuidado (um pouco) nos fatos que geraram a revolta popular. Um exemplo bom seria a mídia citar a autodefesa no trem. O espectador sabia, mas achei que faltou vender para o cidadão (e a gente assistir vender) a postura escrota de três caras ricos. Na falta disso, essa escalada teve pitadas leves de roteirismo facilmente evitáveis. Coringa é um filme que me conduziu. Foi forte pra mim. Fleck entrou ao vivo na TV, e meu coração disparou lembrando "Tróia" e o temor pelo inevitável destino de Hulk Bana contra o Brad Pitt. A comédia é muito bem executada. Destaque para o beijo na convidada e o anão tentando abrir a porta. Alguém citou que o anão está nos quadrinhos, inclusive. O que não vi citarem foi a relação entre a escada e o Ledger. A cena mais emblemática do ator antes do Coringa é descendo os degraus da arquibancada enquanto canta e dança “Can't take my eyes off you” após deslizar pelo poste (o pequeno Bruce é quem desliza agora, bela homenagem ao antigo Batman). Durante o trailer, pensei: imagina se o diretor coloca o Coringa para ser perseguido por policiais exatamente ao descer as escadas, a exemplo do que ocorre no estádio em “Dez coisas que eu odeio em você”... E ele fez! Coincidência? Talvez. Outros dois paralelos: ele consegue escapar malandramente escorregadio, e temos exatamente dois policiais o perseguindo, um gordo e um magro. Por falar em “não conseguir tirar os olhos de você”, Ledger e Phoenix conseguem tirar um dos olhos de seu desafeto com itens de escritório (um lápis lá, e uma tesoura aqui). A primeira bala no De Niro gera também um reflexo interessante com o atirador. Enquanto vemos de longe a mancha vermelha no olho atingido, um losango, a câmera mostra na exata sequência apenas um dos olhos do Coringa, manchado em mesmo formato pela maquiagem azul. Afinal, temos no Phoenix o espelho do que De Niro foi em “O rei da comédia”. Também não vi citarem que os seguidores do Coringa o retiram desacordado da viatura com trejeitos de médicos em um parto. Essa foi mais óbvia, mas achei bem legal.
  13. 3 points
    Tais Cristina

    Os Vingadores 4: End Game

    Sei que estou atrasadérrima pra falar sobre "Avengers: Endgame", mas, bicho... QUE FILME!!! ❤️ Sei que tem gente que não gostou, mas eu achei muito foda, sabe... O fim de uma era, uma homenagem foda aos vingadores principais. Vibrei pra cacildis quando o Capitão América levantou o Mjolnir, gostei muito do Professor Hulk (embora vejo muita gente criticando), adorei o Gavigod/Ronin, o Thor gordo ficou sensacional (só me incomodei com o fato de terem feito piada com a depressão dele, mas ok), chorei a morte da Viúva Negra e, bom... TONY STARK, bicho... Tony Stark... Eu não tenho palavras pra esse cara, de verdade. É meu vingador favorito, SIM, sou Team Stark 4 life, e, obviamente, chorei de soluçar quando ele morreu, pqp. Nunca, nunca, NUNCA vou superar a morte dele. ? Robert Downey Jr foi perfeito, assim como todos os outros, claro. Enfim, eu gostei muito, pra mim entre no meu Top 5 do MCU fácil, pqp. ❤️
  14. 3 points
    Gust84

    Pantera Negra

    Assistido em sala XD. Eu, como disse tanto no filme, do Thor, quando na nova aventura dos Guardiões, estou saturando aos poucos dos filmes de herois. Prevejo as piadas, prevejo o timing, prevejo a maioria dos arcos dos personagens, enfim, prevejo a fórmula. O que faz com que a experiência não seja a mesma, o que antes acontecia comigo nos materiais de publicidade antes da estreia da obra, agora acontece comigo, na própria obra o que me deixa triste, por que parece que não aproveito inteiramente o filme. Dito isso, ainda que seja possível prever cada passo e para aonde vai cada personagem, é impossível não admirar o contexto em que essa fórmula foi introduzida. De maneira muito inteligente e perspicaz conseguiram, fazer um filme de super herois, em que há um debate muito interessante e atual sobre identidade, tolerância, racismo, cultura e sobre tudo que atualmente engloba este assunto. Introduziram de maneira muito inteligente o universo de Wakanda na sociedade atual, e todos os conflitos que isso pode acontecer são debatidos de forma orgânica e profunda. Vemos todos os lados, conseguimos entender o que se passa na cabeça dos mocinhos e dos vilões, e mais: aqui, o vilão não gera uma ameaça global, mas sim uma ameaça real de mudança de perfil, de reflexão e de condução desta cultura, nos fazendo realmente nos preocupar com o destino daqueles personagens. Sobre o filme em si, é muito legal ver um filme que não soa periférico no Universo Marvel, e que parece ter capacidade de levantar uma franquia própria. Diferente dos homens formigas e doutores estranhos, o Universo de Wakanda é visto, explicado e explorado por nós de forma que nos importamos e muito com aquele povo e aquela cultura. Tecnicamente embasbacante, a fotografia é muito bonita e suas tomadas amplas nos dão noção da imensidão do Universo e da união entre o velho e o novo. O filme caminha sozinho, tem sua própria agenda mas ouso dizer, que nada disso seria possível tirar do plano das ideias e do "quase" se não fosse por seu forte elenco. Danai Gurira devora suas cenas, e nos convence não só por sua presença física impressionante, mas com carisma e princípios dos quais jamais irá se desincumbir. É um personagem que tem tudo pra crescer, não só no Universo do Pantera Negra, como no próprio MCU. Lupira Nyong´o mostra toda a juventude e inquietude de alguém à frente no seu ramo e tem sua importância além de um simples alívio cômico. Michael B Jordan e seu carisma absurdo em tela trás um ótimo vilão com um dos melhores arcos do MCU, o que nos leva a Chadwick Boseman. Eu não tinha achado nada demais em seu personagem em Guerra civil, mas aqui tivemos tempo pra entender a ótima composição de T´Challa. Um homem dividido entre ser quem ele é e ser o rei, com conflitos reais, reflexões pertinentes e que podemos transferir para inúmeras situações cotidianas de nossa vida. Um acerto em sua composição é baixar o tom de voz, sempre sereno, mostrando que não é necessário nada mais que isso para ser respeitado ou mostrar um ponto de vista, e ainda quando necessário sair desse tom, tornar o impacto ainda maior. Gostei muito dele. Não havia lido nada especificamente do Pantera, a não ser participações em outras histórias das Hq´s, mas despertou muito a minha curiosidade. Enfim, é um filmaço, que talvez "perca" peso por estar dentro do Universo cinematográfico da Marvel, vejo quase como uma ideia "subutilizada" em detrimento de seu potencial enorme. Me peguei pensando que não achei nenhuma cena de ação super épica ou bem conduzida, mas que neste filme, de alguma maneira, não fez falta. Sua importância está muito além de explosões e perseguições. Acho que é por aí. Tentei não dar spoilers e segue o baile!
  15. 3 points
    Cir-El

    Liga da Justiça (2017) #2

    Legal GUST84. Muitos pontos que você colocou, senti também. Dois pontos que você colocou e que achei interessante: " tem uns cortes meio bruscos entregando a dupla direção e que tem mais coisa por trás do mostrado. Tem algumas cenas com tons mais estranhos." isto foi o que mais me "tirou" a imersão do filme. Foi a parte que mais me deu desconforto e por isso que sai com a sensação de que queria ver o produto de um diretor (mesmo que fosse do Snyder de forma mais pesada). Não sei se todos tiveram essa mesma impressão, mas pra mim era escancarada a hora em que a cena mudava e dava pra perceber nitidamente que eram cenas refilmadas... "deveria ter sido melhor construída pelo menos no BvS, que mal nos importamos com a sua morte, e nem o pessoal da terra se importou direito, na realidade" O Superman é um caso claro de como a Warner se viu obrigada a mudar o tom do personagem de forma brusca. Dá pra perceber que o Snyder tinha planos de fazer essa trajetória do Clark relutante, passando pelo falso-Deus controverso e ressurgindo como o Superman de fato. Mas, nos tempos atuais onde o imediatismo impera, não há chances de um arco de personagem demorar mais de um filme. Tem que ser resolvido logo. O herói tem que nascer pronto. Nesse aspecto, fica totalmente distante comprar a idéia de que o Superman é de fato o grande herói do mundo. Em BvS ele aparece em noticiários e eu acho a premissa interessante, pois mostra como a população reage ao Superman (em Homem de Aço, também mostra essa perspectiva de como o mundo é afetado pelo alienigena). Em Liga da Justiça, parece que eles esquecem e dizem (porque não mostram a população de fato - aliás, parece até que não existem civis no mundo...kkkk) que todos choram sua perda e como ele foi a inspiração da humanidade. Mas, cinema não dá pra ficar só falando...é necessário mostrar ações que fazem com que o espectador compre a idéia (e não dá pra gerar isso só mostrando o Superman salvando uma familia no meio da luta).

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